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Diaw ganha elogios após bom desempenho contra o Clippers
Foram apenas sete pontos em nove arremessos. Podemos dizer que o aproveitamento de Boris Diaw foi ruim, mas o francês foi uma das peças mais importantes na vitória do San Antonio Spurs sobre o Los Angeles Clippers por 108 a 92.
O ala-pivô liderou a equipe em rebotes (12) e ficou atrás apenas de Tony Parker no número de assistências (5). Além disso, Diaw fez um excelente trabalho defensivo sobre Blake Griffin, limitando o astro californiano a apenas 15 pontos (7-17).
“Ele foi muito bem”, disse o técnico Gregg Popovich após a partida. “É claro que Blake (Griffin) conseguiu enganá-lo uma vez ou outra, mas, no geral, Boris fez um ótimo trabalho contra um grande jogador”, completou o treinador da equipe texana.
Para Manu Ginobili, os 12 ressaltos coletados pelo ala-pivô foram inesperados. “Eles (Clippers) têm grandes reboteiros, como DeAndre Jordan, Blake Griffin, Kenyon Martin e Reggie Evans. Boris e Tim (Duncan) foram fantásticos hoje, sobretudo na defesa. Estávamos muito bem posicionados na briga pelos rebotes”, analisou o argentino.
Parece que Diaw será o titular absoluto até o final dos playoffs. Na noite de ontem, DeJuan Blair só pisou em quadra quando o jogo já estava decidido. O brasileiro Tiago Splitter foi mal quando entrou, assim como Matt Bonner. Desse jeito, o francês vai comendo quieto e ganhando mais e mais minutos a cada partida…
Defesa renovada pode ser trunfo nas semifinais do Oeste
Após a derrota do San Antonio Spurs para o Milwaukee Bucks por 106 a 103, em janeiro, Gregg Popovich disse que sua retaguarda era a pior que ele já havia dirigido em toda a carreira. O treinador parecia realmente incomodado com o desempenho de sua equipe na defesa – algo que ele nunca conseguiu corrigir após a saída de Bruce Bowen.
Quatro meses depois da “bronca”, as coisas parecem um pouco diferentes em San Antonio. Na primeira rodada dos playoffs, contra o Utah Jazz, o time texano segurou o rival a um aproveitamento pífio de 38,2% nos tiros de quadra.
Entre todas as franquias que chegaram à pós-temporada, San Antonio foi quem conseguiu os melhores números defensivos. Apesar da importante marca, Coach Pop lembra que o Jazz foi muito mal durante os quatro confrontos da série.
“Acho que Utah nos ajudou um pouco – eles arremessaram mal”, recordou. “Mesmo assim, nós estivemos focados na defesa e fizemos um trabalho muito bom – especialmente embaixo da cesta. Queremos continuar melhorando, porque ainda há lacunas a serem preenchidas”, completou o treinador.
Essa melhora repentina pode ser creditada a uma pessoa – ou melhor, duas! Desde que chegaram, Stephen Jackson e Boris Diaw vêm sendo responsáveis por suprir a carência da retaguarda texana.
“Tudo o que o Coach Pop fala é para motivar os atletas”, explicou o Captain Jack, que ainda era jogador do Bucks durante naquele jogo de janeiro. Na oportunidade, vale lembrar, o camisa três anotou 34 pontos. “Acredito que estamos começando a ficar cada vez mais na mesma página e estamos confiando mais uns nos outros. Isso é algo muito bom”, pontuou.
“Eu tento trazer para dentro de quadra o que o time precisa”, disse o francês Boris Diaw. “Quando me contrataram, eu sabia que o time precisava de uma defesa boa e sólida”, complementou.
Apesar do esforço de ambos, Popovich sabe que ainda há muito trabalho a ser feito. “É preciso algum tempo para que esses novos caras se adaptem ao nosso sistema. No calor da partida, às vezes você esquece uma coisa ou outra. Para isso, é preciso estar sempre trabalhando, sempre repetindo”, finalizou o comandante texano.
Diaw quer permanecer em San Antonio ao final da temporada
O contrato de Boris Diaw com o San Antonio Spurs termina ao fim desta temporada. O ala-pivô foi contratado após deixar o Charlotte Bobcats e vem fazendo um bom trabalho até aqui. Em entrevista recente ao diário francês L’Equipe, o jogador declarou que gostaria de permanecer em San Antonio para o próximo ano.
“Até agora, nada foi decidido. Vamos ver se estarei nos planos da diretoria (para a temporada 2012/2013)”, disse Diaw. “Eu gostaria de ficar porque tudo está bom por aqui. Agora, no entanto, estamos focados nos playoffs. Prefiro esperar para ter esse tipo de conversa ao fim da pós-temporada”, complementou.
Em 20 partidas com a camisa do Spurs, o ala-pivô tem médias de 4,7 pontos e 4,3 rebotes em pouco mais de 20 minutos por noite. Esses números, contudo, enganam um pouco, já que Diaw tem feito um trabalho muito bom enquanto está em quadra, sobretudo na defesa. Em jogos contra Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks, por exemplo, ele foi muito bem marcando jogadores como Pau Gasol e Dirk Nowitzki.
Quanto à sua permanência, creio que isso é um pouco mais complexo do que parece. O francês assinou um contrato até o fim desta temporada e está recebendo o mínimo para veteranos. Acho difícil que Diaw renove por mais uma temporada ganhando essa quantia. Bem, como o mesmo disse, esse é um assunto para o final dos playoffs. Falando como torcedor, torço para que ele fique!
Verdades e falácias sobre o Spurs

Em sua mais recente coluna Interferência, publicada na última quinta-feira (19), meu companheiro de blog Rafael Proença levantou uma questão interessante: os rótulos que pairam sobre o San Antonio Spurs. O autor do texto lembrou que a equipe texana continua sendo vista como defensiva e pragmática, mesmo jogando de maneira diferente desde o início da última temporada. Isso me motivou a escrever novamente sobre o tema: quais lugares comum em torno do líder da Conferência Oeste são verdadeiros?

Juventude, velocidade... inexperiência?
Conforme explicado pelo Rafael no último texto, aquela ideia de equipe defensiva realmente é falsa. Embora tenhamos bons especialistas, como Danny Green, Kawhi Leonard e Stephen Jackson, estamos longe de ser aquele ferrolho campeão da temporada 2004/2005. Basta olhar para os números. Em apenas três dos 12 jogos que fez em abril, o Spurs não passou dos cem pontos. Além disso, o time texano é o segundo que mais faz pontos por jogo na temporada – a média é de 103, atrás apenas do Denver Nuggets, que marca 103,48 – e a 14ª que mais permite pontos dos adversários.
Mas os rótulos não param por aí. Que tal aqueles que dizem que o Spurs é um elenco envelhecido? Em pesquisa feita em janeiro, a equipe texana tinha apenas o 13º plantel mais velho da liga. Talvez isso tenha mudado com as chegadas de Boris Diaw e, principalmente, de Stephen Jackson, é bem verdade. Mas isso não altera o fato de que nunca o time de San Antonio deu tantos minutos para jogadores jovens quanto agora.
Um dos grandes méritos de Gregg Popovich, R.C. Buford e companhia nas últimas temporadas foi ter renovado a equipe sem trocar nenhuma estrela. Basta ver Green e Leonard ocupando vagas no quinteto inicial. No garrafão, DeJuan Blair e Tiago Splitter disputam o posto de titular – dos quatro, o pivô brasileiro, que completou 27 anos nesta temporada, é o mais velho.
E não é só de fora que vêm os rótulos. Às vezes, nós mesmos não percebemos mudanças na identidade das equipes. Pode ser difícil a princípio, mas temos de admitir que esse novo Spurs tem encontrado dificuldades nos playoffs – fase em que muitos de nós consideram que a equipe é especialista. Mas vale lembrar que os texanos venceram apenas dois dos últimos dez jogos disputados na pós-temporada – as duas últimas séries acabaram com vitórias do Phoenix Suns, por 4 a 0, e do Memphis Grizzlies, por 4 a 2.
Sou sempre contra rótulos no esporte. O Dallas Mavericks não era amarelão? Jason Kidd não era perdedor? Dirk Nowitzki não era pouco decisivo? Às vezes, é preciso um choque como um título para as pessoas passarem a ver mudanças que estão acontecendo diante delas. Os times mudam! O Spurs mudou. É hora de enxergar.
Rebotes, por favor!

A derrota para o Los Angeles Lakers na última quarta-feira (11) acendeu um sinal amarelo no San Antonio Spurs. Ao enfrentar, talvez, a dupla de garrafão mais dominante da NBA, formada por Pau Gasol e Andrew Bynum, a equipe texana ficou perdida nos rebotes, coletando apenas 33 contra 60 do rival. Ficou claro que este é o ponto mais urgente a ser trabalhado pelo técnico Gregg Popovich antes dos playoffs.

"Aí o Pop disse que o Bonner precisa pegar rebotes KKKK"
É bem verdade que a situação poderia ser ainda pior se o domínio adversário nos rebotes fosse repetido na quinta, contra o Memphis Grizzlies. Atuando diante dos nossos algozes nos últimos playoffs – que nos eliminaram justamente pela força do garrafão – Tim Duncan exibiu um esforço acima do normal e conduziu o Spurs à vitória. Mas vale ressaltar que, mesmo com tanta dedicação do astro, a disputa pelos ressaltos ficou empatada: 41 a 41. O que seria de nós, então, se não fosse a exibição de gala do ala-pivô?
A verdade é que, em nosso elenco, Duncan é o único reboteiro de elite. DeJuan Blair é preciso no fundamento, mas sua baixa estatura e sua falta de esforço às vezes comprometem. Mais alto, Tiago Splitter não chega a ser um especialista. Boris Diaw ainda parece fora de forma e Matt Bonner é fraco fisicamente para aguentar o tranco embaixo da cesta – sua função no plantel é outra. Complicado!
Respeito a decisão de Pop de não usar Duncan e Splitter ao mesmo tempo. Entendo que o treinador pensa que conta com apenas dois defensores confiáveis de garrafão no elenco e que é melhor ter sempre um deles em quadra do que colocar os dois juntos e, em alguns momentos, ficar sem nenhum. Mas isso também significa que sempre Blair, Diaw ou Bonner estarão em quadra. O desafio é se virar nos rebotes assim.
A resposta pode estar no perímetro. Danny Green, Stephen Jackson e, principalmente, Kawhi Leonard são reboteiros acima da média para suas posições. Estão sempre brigando para, ao menos, manter a bola viva após ressaltos. Essa habilidade pode ser usada se os jogadores de garrafão fizerem com precisão o box-out. Essa jogada consiste em jogar o corpo para cima do adversário e impedir que ele chegue próximo à bola. Se os big men fizerem isso corretamente, o rebote pode sobrar limpo para esses alas.
Outra solução pode ser concentrar os rebotes em Duncan por meio de uma defesa por zona – recurso pouco utilizado por Pop, é verdade. Mas, nesse tipo de marcação, os quatro homens mais baixos poderiam fazer um box-out em um adversário próximo, deixando Duncan brigando com apenas um oponente pelo ressalto. Como ele é o melhor do elenco do Spurs neste fundamento, a chance de sucesso aumentaria.
É possível pegar rebotes sem bons reboteiros. Essas são apenas algumas maneiras de se conseguir eficiência no fundamento – que exigem, desde já, muito treino e esforço dos jogadores. Confio no Pop para cumprir a primeira parte. Mas será que podemos confiar em Blair, Diaw e companhia para darem o sangue dentro de quadra?








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