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Pré-temporada
Semana derradeira! Daqui a seis dias o San Antonio Silver Stars entra em quadra contra o Tulsa Shock, no segundo dia da temporada 2011 da WNBA. Na semana passada, os training camps foram os protagonistas da liga. Nessa, finalmente, os times colocaram os uniformes para jogar.
O Stars fez uma longa viagem do remoto Texas para Connecticut e enfrentou o time que leva o nome do estado, o Connecticut Sun. As equipes se enfrentaram duas vezes, e cada franquia venceu um embate. No primeiro jogo, as visitantes ganharam, mas no segundo acabaram derrotadas.
E que bela vitória na primeira partida, com 24 pontos de diferença no placar final, que foi de 80 a 56! A cestinha, no entanto, foi Tina Charles, do time adversário. A maior pontuadora do Stars foi Sophia Young, com 14 pontos. Das novas contratadas, Jia Perkins se sobressaiu, com dígitos duplos, marcando 12, assim como Danielle Robinson, que deixou dez. Becky Hammon se igualou à novata, e ainda deu seis assistências, além de arrecadar quatro rebotes. As titulares dessa partida foram Scholanda Robinson, Sophia Young, Ruth Riley, Becky Hammon e Tully Bevilaqua.
No segundo jogo, Kelly Mazzante entrou como titular no lugar de Scholanda Robinson e marcou 12 pontos: todos eles com bolas de três. No jogo anterior, ela havia marcado seis com o mesmo tipo de arremesso. Sophia Young ficou de fora e Porsha Phillips pegou sua vaga de titular. O placar final dessa partida foi bem apertado. Dois pontos tiraram a vitória do Stars, que perdeu de 75 a 73 nessa última sexta-feira (27).
O elenco do Stars ainda conta com quinze jogadoras, mas, assim como em reality shows, quatro têm que ir embora. No primeiro jogo, Dan Hughes usou todas elas, menos Jayne Appel, que está machucada. Já no segundo, fechou no limite de 11.
Sophia Young, por exemplo, é nome garantido, enquanto Danielle Adams continua dúvida. Jayne Appel, apesar de machucada, tem chances de continuar. Kelly Mazzante mostrou um poderoso arsenal de três pontos, o que deixa o técnico muito feliz.
Triste notícia.
A felicidade do San Antonio Silver Stars contrasta com uma perda grande para o mundo do basquete. A triste notícia começou no dia 19. Margo Dydek, a ex-pivô polonesa de 2,18m, havia sofrido um ataque cardíaco aos três meses de gravidez, em sua casa, em Brisbane, na Austrália. Os médicos a colocaram em coma induzido. Na sexta-feira (27), Margo faleceu. Seu nome é muito importante para o San Antonio Silver Stars. Em 1998, a jogadora foi a primeira escolha do draft pelo Utah Starzz, que em seguida se tornou o San Antonio Silver Stars, time na qual ela continuou jogando. Também fez parte do Connecticut Sun e do Los Angeles Sparks.
As fotos abaixo mostram Becky Hammon (enquanto no New York Liberty) marcando-a.

Ela certamente deixará saudades.
O primeiro jogo oficial do San Antonio será nesse sábado (4), às 21h.
Um abraço, Roberta.
Descanse em paz, Margo Dydek.
Quase lá…

Estamos quase lá! O San Antonio Silver Stars acaba de completar a primeira semana de treinos deste ano, e na próxima quarta-feira (25) já estrará com o pé na estrada de olho no primeiro jogo da pré-temporada, contra o Connecticut Sun, confronto que se repete na sexta-feira (27). No sábado seguinte, (4 de junho) o time faz a primeira partida oficial da temporada 2011 da WNBA, contra o Tulsa Shock, em casa.
Além de ter uma estrutura de quadra excelente, o Stars tem boa cobertura online. O site oficial da equipe disponibiliza todos os anos material para que os torcedores possam acompanhar o desenvolvimento do time dentro e fora de quadra. Um bom exemplo disso é o So All-Access, feito pela ala Sophia Young, que com uma câmera convencional mostra os bastidores da equipe em treinos, jogos, All-Star Games e eventos especiais. Por isso, visite a homepage do Stars todos os dias.
Essa semana foi de intenso trabalho: nao somente para as meninas, que entraram em quadra, mas também para os responsáveis pelos vídeos e fotos do time, que nos permitiram conhecer o que estava acontecendo nos treinos. Na verdade, pode-se dizer que esses que ficam por trás das câmeras e computadores trabalharam mais do que elas, já que, enquanto Becky Hammon dava autógrafos no primeiro dia do training camp, alguém caçava jogadoras para entrevistar, ângulos bons para tirar fotos e depois corria para o computador para editar tudo.
Mas antes de xingarem a pobre Becky, permitam-me explicar o porquê disso. O primeiro dia de training camp foi uma festa, segundo o técnico Dan Hughes. “Ninguém sabia que se comemorava treino”, palavras do mandante ironicamente intrigado. No dia 15, os aficionados puderam assistir as atletas em quadra, treininho de leve, até porque era o primeiro treinamento. As jogadoras, principalmente as novatas, tiveram tempo de conhecer o time, como ele trabalha e o que seria cobrado esse ano. O momento também foi de começar o entrosamento para essa temporada, o que é preocupante, já que somente cinco atletas do ano passado continuam no elenco.
Dan definiu seu treino com um “trabalho de três dias”: aprendizado no primeiro e prática nos outros dois, e na quinta e sexta-feira algo mais semelhante com a realidade, mais basquetebol. O objetivo é conseguir mais, e em pouco tempo ser reconhecido como um bom time de basquete. Para isso, o que mais tem sido trabalhado é a defesa. Tanto o técnico quanto as jogadoras vêm se preocupando com essa área, mas principalmente Hughes, que chegou a afirmar que o time ainda falta uma identidade defensiva. Por isso, ele está trabalhando duro nisso.
Nesse início, a caloura mais ovacionada pelas veteranas foi Danielle Robinson, que veio da Universidade de Oklahoma. Becky Hammon, no primeiro dia, disse já ter feito um “one-on-one” (um-contra-um) contra ela, e Tully Bevilaqua a descreveu como leve e rápida. Ao decorrer da semana, as jogadoras e o técnico se mostraram felizes com o desenvolvimento do time, principalmente com a facilidade com a qual vêm se adaptando uns aos outros: inclusive Vickie Johnson, que disse achar estranho ser técnica agora, mas que afirmou gostar de dizer às jogadoras o que elas têm que fazer, inclusive para uma de suas melhores amigas, a armadora Becky Hammon.
A única má notícia da semana é o afastamento de Jayne Appel, que precisou fazer uma artroscopia no joelho esquerdo para reparar um rompimento no menisco. Ela perderá de três a quatro semanas. No ano passado, seu primeiro como profissional, ela também precisou ficar de fora por causa de problemas físicos. Os torcedores esperam que ela seja diferente de Shanna Crossley, excelente arremessadora de três pontos que passou grande parte da carreira no departamento médico. Jayne também é uma das protagonistas da bela história de reencontro no Stars, lançada no site oficial. A outra é Danielle Robinson. Elas jogaram juntas aos 10 e 11 anos, se enfrentaram no ensino médio e na final da NCAA em 2010, que, por sinal, foi em San Antonio. Pouco antes do draft, Robinson pediu conselho a Appel sobre como deveria se preparar para a WNBA. Essa respondeu que ela deveria apenas aproveitar a experiência. No dia 11 de abril, dia do Draft, Jayne mandou uma mensagem dizendo: “Bem-vinda a San Antonio.”
Nessa semana, portanto, os treinos contam com apenas 14 jogadoras. E para terminar, algumas fotos do Media Day, que aconteceu nessa quarta-feira:
PS.: Lembrem-se: na quarta e sexta-feira, às 19h, o Stars entra em quadra pela primeira vez esse ano para a pré-temporada!
Uma boa semana para todos, Roberta.
#GoStarsGo
O San Antonio Silver Stars

A partir desse domingo, durante a offseason da NBA, toda semana teremos a nova coluna “Vestiário Feminino”. Roberta Rodrigues, do blog Dentro da WNBA, é torcedora do San Antonio Silver Stars, e toda semana falará sobre o desempenho do time texano na WNBA, a liga americana feminina de basquete.
Existe, em uma grande cidade do Texas, um time chamado San Antonio Silver Stars. A semelhança com o nome do time que intitula esse blog não é coincidência. Ele também é regido pelo Spurs Sports & Entertaiment, divide teto com o Spurs no AT&T Center e ambos têm as mesmas cores em seus logos. Uma das diferenças entre eles é a liga em que jogam. O San Antonio Silver Stars é um dos doze times da WNBA (Women’s National Basketball Association). Podemos dizer que é o “time feminino do Spurs”. Já teve o nome de Utah Starzz (tinha o mesmo dono que o Utah Jazz), de 1997 até 2002, e em 2003 foi comprado pelo grupo de Peter Holt e relocado para San Antonio.

Dan Hughes (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
O técnico do San Antonio Silver Stars é Dan Hughes, que já comandou três times da WNBA: Charlote Sting (1999), Cleveland Rockers (2000-2003) – franquias já aposentadas -, e San Antonio Silver Stars (2005-2009; 2011). Em 2010, deixou o cargo para ser apenas General Manager da equipe. Ele nomeou a australiana Sandy Brondello em seu lugar. Nesse ano, o Stars teve campanha 14-20, e mesmo assim foi para os playoffs, morrendo na primeira fase. Agora, em 2011, ele reassume a liderança do time e traz consigo a ex-veterana Vickie Johnson (que se aposentou no Stars em 2009) e o experiente Steve Shuman.
Esses três, a partir de hoje (15), têm um trabalho árduo a fazer: selecionar quem fica e quem vai embora, as titulares e as reservas. O training camp reduz a lista, que no momento é de 14 jogadoras, para 11 (limite de atletas no elenco para a temporada regular). As novatas Danielle Adams (vencedora da NCAA desse ano), Porsha Pillips e Danielle Robinson aproveitam a oportunidade para mostrar que Dan não errou em suas escolhas no draft. Shanavia Dowdell, apesar de selecionada no ano passado pelo Washington Mystics, ficou de fora da temporada regular, e ganhou uma chance de atuar na conferência Oeste, com o Stars; assim como Ashley Walker, fechou contrato de training camp com a equipe texana. Os novos reforços tratam-se de Kelly Mazzante (ex-Phoenix Mercury), Jia Perkins (do Chicago Sky), Scholanda Robinson (ex-Tulsa Shock) e também a australiana veteraníssima Tully Bevilaqua, que com certeza tem espaço como armadora. Do elenco do ano passado, continuam Jayne Appel, Roneeka Hodges, Ruth Riley, Sophia Young e Becky Hammon, que cumpre o último ano de contrato.

Becky Hammon (Foto por D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
Dessas, vale ressaltar Becky Hammon. A baixinha (1,68m) entra em sua 13ª temporada, e apesar da idade (34), diz que não pretende parar, e que enquanto seu corpo estiver bem e ela estiver se divertindo em quadra, continuará jogando. Tem alto poder de definir e grande habilidade, adquirida com o passar do tempo em sua cidade natal, Rapid City (South Dakota), no tempo em que jogava com seu pai, seu brother e um amigo dele, fizesse chuva ou sol, e enquanto tivesse luz. Fez faculdade na CSU (Colorado State University), pouco conhecida, e nem ao menos foi draftada. Chegou em 1999 na WNBA, com contrato de agente livre no New York Liberty, e agradou (e muito!). Ficou lá até o draft de 2007, quando foi enviada para o San Antonio. Em 2008, levou o time às finais da liga ao fazer 35 pontos sobre o Los Angeles Sparks, mas o 3-0 do Detroit Shock na final implodiu o sonho texano. A jogadora também foi o centro de uma grande polêmica por ter decidido jogar pela Rússia durante os jogos olímpicos de Pequim, pois nunca era convocada para o selecionado norte-americano. Isso deixou a ex-técnica da equipe estadunidense, Anne Donovan, furiosa. Ela chegou a dizer que um verdadeiro americano não vestia as cores vermelho, branco e azul da Rússia. Mesmo com toda a polêmica, Becky permaneceu firme no leste europeu. Hoje, ela é um dos maiores nomes da WNBA.
No dia 25, o Stars entra em quadra pela primeira vez neste ano. O jogo será contra o Connecticut Sun, pela pré-temporada, e o confronto se repetirá no dia 27. A temporada regular começa no dia 3 de junho, com Minnesota Lynx contra Los Angeles, mas o San Antonio jogará pela primeira vez no dia seguinte, contra o Tulsa Shock, em casa. Acompanhe o Stars nessa temporada de 2011, todo domingo, aqui no Spurs Brasil!
Um abraço, Roberta.
#GoStarsGo
Força feminina
Hoje é dia de fugir um pouco da NBA para falar sobre a equipe feminina de San Antonio, o San Antonio Silver Stars.
Mais uma temporada começou para as texanas, que fazem seu quarto jogo nesta sexta-feira. O adversário da vez é o New York Liberty.
Nos duelos anteriores, uma derrota no primeiro confronto para o Atlanta Dream, e duas vitórias consecutivas, sobre Tulsa Shock e Los Angeles Sparks.
As expectativas em torno do elenco são enormes. Dan Hughes, que exercia o cargo de técnico e general manager nos outros anos, abdicou do comando da equipe para se dedicar ao trabalho de executivo.
Seus esforços surtiram efeito. Além de recrutar uma boa jogadora (a pivô Jayne Appel), alguns reforços de peso chegaram, alimentando o sonho do primeiro título.
Em pouco tempo com a camisa preto e prata, a veterana pivô Michelle Snow já ganhou a vaga de titular. Em três jogos, foram médias de 13,3 pontos e dez rebotes – suas melhores da carreira.
O outro reforço importante, a também veterana Chamique Holdsclaw, mostrou em seu primeiro embate que vai incomodar bastante as adversárias. No confronto diante das Sparks, foram 19 pontos e cinco assistências.
Além das novas contratadas, somemos o poder ofensivo da ala-pivô Sophia Young, cada vez mais se consolidando como uma das melhores atletas da liga, e a genialidade da armadora Becky Hammon, para muitos a melhor do mundo.
Por fim, o banco de reservas ainda traz boas atletas para complementar o elenco. Temos Edwiges Lawson-Wade, a “sexta-mulher”, com recheada carreira internacional, e a também experiente Belinda Snell, veterana do selecionado australiano.
Falando em Austrália, quem comanda o time é a australiana Sandy Brondello, que foi assistente de Hughes nos últimos cinco anos (2005-2009).
Ao meu ver, esse é o melhor time já formado em San Antonio para a disputa da WNBA. Vale lembrar que desde 2007 a equipe deixou de ser o saco de pancadas da liga para se tornar uma das forças do Oeste.
Em 2008, as texanas alcançaram a final, perdendo para o forte Detroit Shock. Em 2009, foi a vez de parar no Phoenix Mercury. Será que chegou a vez em 2010?
É o que todos no Texas esperam…





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