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Jogadores do Spurs seguem confiantes após revés no Jogo 5
O San Antonio Spurs está com a corda no pescoço após perder o Jogo 5 da final da Conferência Oeste para o Oklahoma City Thunder. Agora, os comandados de Gregg Popovich têm de vencer uma partida fora de casa para empatar a série.
Apesar da adversidade, os atletas texanos acreditam que é possível sair de OKC com um triunfo na bagagem.
“Você tem de vencer na estrada se quiser ganhar um campeonato”, afirmou o armador Tony Parker. “Temos um grande desafio pela frente, será difícil, mas sabemos que nosso time é capaz”, completou.
O ponto de vista do francês é compartilhado pelo ala Stephen Jackson, que vem sendo um dos poucos destaques do Spurs ao longo desta série. “Eu definitivamente acredito (que San Antonio pode chegar à grande final). Nós vamos vencer esse jogo, temos de fazer isso. Se eles podem, também podemos”, disse o Captain Jack.
Por fim, o ala-pivô Tim Duncan também demonstrou confiança. “Com certeza nós podemos vencer fora de casa”, disse. “Acho que executamos o plano de jogo correto ontem, só precisamos manter esse ritmo por mais tempo”, concluiu o astro.
Spurs (2) @ Thunder (3) – E agora?

103×108
Complicou a vida do San Antonio Spurs. Após de abrir 2 a 0 frente ao Oklahoma City Thunder, o Spurs deixou a equipe de Oklahoma empatar a série nos últimos dois confrontos jogando fora de casa, e, finalmente, na noite desta segunda-feira (4), permitiu a virada mesmo diante de sua torcida.
Irreconhecível
Os texanos até que começaram bem a partida, mas bastaram alguns minutos para que o Thunder buscasse a vantagem. A partir daí, o Spurs ficou irreconhecível, com um ataque lento, que hesitava muito antes de passar ou arremessar e cometia erros de infantis. Definitivamente não era o mesmo time que ganhou 20 partidas seguidas e que vinha apresentando um basquete coletivo e envolvente.
Parker, cadê você meu filho?
Tony Parker cresceu nos momentos finais do jogo, e a produtividade da equipe toda também. Mas o armador iniciou a partida muito mal, com visíveis dificuldades para sair da marcação de Thabo Sefolosha e sem encontrar espaços para o seu mortal arremesso de média distância. Se o francês não voltar a fazer apresentações dignas de MVP como vinha fazendo, as chances de vencer esta série se reduzem a quase zero.
Ginobili, Durant e Harden
Mesmo com a derrota do Spurs, temos de convir que esta série está um espetáculo a parte, com um basquete jogado em alto nível e personagens que abrilhantam o show com suas apresentações. Quando a vantagem do Thunder passava dois dígitos, apareceu toda a genialidade de Manu Ginobili, com cestas de três pontos espíritas e infiltradas impossíveis. Mas, para o nosso azar, a equipe adversária também tem gênios.Um destes é Kevin Durant. Modesto nos três primeiros quartos o ala, chamou a responsabilidade nos momentos finais, adicionando nove pontos no último período.
Além deste, havia James Harden. Faltam 28 segundos para o fim da partida, com o Spurs perdendo por dois pontos, o barbudo converteu uma cesta de três pontos, apesar da marcação sufocante de Kawhi Leonard. A derrota passa pela irrospansibilidade da equipe texana, mas acima de tudo pela genialidade da rival.
Win or Go Home
A coisa complicou. Restam mais dois jogos na série, e o Spurs precisa ganhar os dois para chegar à grande final da NBA. A próxima partida é na casa do Oklahoma, nesta quarta (6). Uma derrota implica no fim do sonho de conquistar o quinto anel nesta temporada.
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Manu Ginobili – 34 pontos e sete assistências
Tony Parker – 20 pontos e quatro assistências
Tim Duncan – 18 pontos e doze rebotes
Stephen Jackson – 13 pontos
Oklahoma City Thunder
Kevin Durant – 27 pontos e cinco rebotes
Russel Westbrook – 23 pontos, 12 assistências e quatro roubos de bola
James Harden – 20 pontos e três assistências
Para Manu, Spurs precisa de mais energia para vencer Jogo 5
Depois do ala Stephen Jackson, que pediu mais raça aos jogadores do San Antonio Spurs na sequência da série contra o Oklahoma City Thunder, válida pela final da Conferência Oeste, foi a vez do ala-armador argentino Manu Ginobili “pagar geral”.
O argentino, contudo, foi um pouco mais delicado nos comentários. Para ele, o time precisa entrar em quadra com mais energia.
“Eles têm pivôs que podem marcar atletas mais baixos, o que é uma vantagem, mas já vimos times que faziam a mesma coisa antes”, disse. “Vai ser difícil fazer pontos, mas temos as nossas armas, como mover a bola e atacar a cesta. Também temos de jogar com mais energia”, concluiu.
Ginobili, no entanto, acredita que será difícil parar Kevin Durant se o craque do Oklahoma City Thunder estiver inspirado novamente. “Bem, quando um atleta talentoso que nem ele está ‘quente’, é realmente complicado fazer alguma coisa. Tentamos táticas de todos os tipos, mas nenhuma funcionou”, lamentou o camisa 20.
E você, caro leitor, acha que o Spurs consegue brecar Kevin Durant e conquistar o triunfo no Jogo 5?
A Revolução Francesa

Parceria na seleção francesa ajudou no entrosamento
A fase do San Antonio Spurs é, de fato, muito boa. Mesmo perdendo a invencibilidade de 20 jogos e complicando um pouco a série que parecia sob controle contra o Oklahoma City Thunder, o time texano não parece ser capaz de perder três jogos em sequência ou quatro para um mesmo time e, creio, deverá avançar às finais.
Analisando a temporada desde seu início, veremos que o notável senso coletivo do basquete praticado pelos homens de Gregg Popovich se aprimorou com o passar dos meses. O produto final é o assombramento que o time vem causando a especialistas, jogadores adversários e torcedores, com tamanho volume de jogo, disciplina e qualidade técnica. O Spurs tem reunido um elenco altamente qualificado, com pelo menos duas opções em cada posição da quadra, o que permite a Pop fazer “n” variações no estilo de jogo, de acordo com “a cara do freguês”.
Para Duncan continuar brincando, vitória logo mais é fundamental
Em meio a este mar de coletividade, dois jogadores têm merecido destaque. O primeiro deles, Tony Parker. O francês nascido na Bélgica (sic) vive a melhor fase de sua carreira após uma temporada titubeante no ano passado e, por vezes, tem assumido o papel de estrela da companhia. Desde que estreou na NBA em 2002, Parker divide a opinião dos torcedores por ser considerado um armador que prefere marcar pontos ao invés de passar a bola, já que esta deveria ser a principal função de um jogador da posição 1. Unanimidade ou não, a verdade é que seu jogo melhorou bastante nestes anos e, ainda que careça de visão e leitura de jogo, Parker tem demonstrado mais solidariedade em quadra. Hoje, são mais raras as disparadas em desabalada carreira rumo à cesta adversária que muitas vezes acabam em desperdício de bola. Lembro de um lance como este nos playoffs de 2003 contra o Los Angeles Lakers. O Spurs recuperara a bola e Parker pôs-se a correr. Popovich imediatamente ordenou que ele solicitasse um tempo no meio da quadra, o que foi prontamente desobedecido. Na continuação da jogada, Parker perdeu a cesta e gerou um contra-ataque do Lakers que terminou numa bola de três pontos de Kobe Bryant. O esporro público do comandante ao pé do ouvido do então jovem jogador deve ter ecoado pelos arredores do Staples Center.
O segundo da lista também vem de terras napoleônicas. Menos festejado que Parker, Boris Diaw é um tipo de jogador raro, capaz de atuar em todas as posições da quadra. Como Popovich adora um coringa, não seria difícil de se supor que Diaw teria importante papel dentro do esquema do Spurs. O francês de 30 anos e “apenas” 2,03 m. de altura tem a inteligência e a noção tática que muitos dos jogadores que desenvolvem a sua base na Europa aprendem a ter, e com isso tem vantagem no quesito posicionamento. Prova disso é que, apesar da baixa estatura, sempre foi bom reboteiro – no Phoenix Suns alcançou diversos triplos-duplos – e tem jogado ultimamente de pivô, graças à sua facilidade em marcar jogadores mais altos, o que sempre foi problema pro Spurs.
Não foram muitas as vezes que, em uma meia temporada, um time conseguiu se reforçar com tanta qualidade como os texanos o fizeram este ano. Nos livramos do burocrático Richard Jefferson e recebemos em troca o esperto Stephen Jackson, além de captarmos Diaw na baia dos free agents. Bastante festejado, Jackson vem cumprindo seu papel, mas com o estilo mais calado, é o francês quem vem se mostrando mais efetivo. Méritos para a direção e para Pop, que, sem alarde, pinçaram passo a passo o elenco texano. O sinal dos tempos desta multicultural NBA é o fato do Spurs, time que sempre apostou nos estrangeiros, estar, às vésperas de buscar seu quinto título, apoiado na dupla vinda do Velho Continente. Esqueçamos o “Yes, we can”, fiquemos com o “Oui, nous pouvons”.
Spurs (2) vs Thunder (2) – Final da Conferência Oeste

San Antonio Spurs vs Oklahoma City Thunder – Final da Conferência Oeste
Data: 04/06/2012
Horário: 22h00 (Horário de Brasília)
Local: AT&T Center
Na TV: Space
No Rádio: Estadão ESPN
Depois de jogar duas partidas fora de seus domínios e permitir o empate da equipe de Oklahoma City, o Spurs volta a San Antonio na expectativa de retomar a liderança da série. Pelo que vimos nos últimos embates, não será um confronto fácil e a partida promete ser mais um espetáculo dessa disputada final de conferência.
Confrontos na série (2-2)
27/05/2012 – Spurs 101 x 98 Thunder
O Spurs chegou a estar perdendo por nove pontos. Gregg Popovich pediu que um pouco mais de malícia (nasty) para seus jogadores. A equipe texana, liderada por boa defesa de Stephen Jackson, atendeu o pedido, cortou a vantagem e venceu. Manu Ginóbill deixou a quadra com 26 pontos, cinco rebotes e três assistências.
29/05/2012 – Spurs 120 x 111 Thunder
San Antonio começou muito bem, abrindo ótima vantagem sobre o seu adversário. Scott Brooks até tentou um Hack-a-Splitter, mas, no final, só acabou sobrecarregando seus jogadores com faltas. Parker e Manu garantiram a vitória para os texanos.
31/05/2012 – Spurs 82 @ 102 Thunder
O Spurs perdeu a sequência de 20 vitórias consecutivas em uma noite em que o Thunder defendeu muito bem. Thabo Sefolosha marcou inesperados 19 pontos na partida.
02/06/2012 – Spurs 103 @ 109 Thunder
Comandados por um imparável Kevin Durant, com 36 pontos, e com noite pouco inspirada do Big Three do Spurs, a equipe de Oklahoma City igualou a série e mostrou que vai ser páreo duro para o time texano.
PG – Tony Parker
SG – Danny Green
SF – Kawhi Leonard/Stephen Jackson
PF – Boris Diaw
C – Tim Duncan
Fique de Olho – The Captain quer ver mais vontade de vencer dos seus companheiros. O jogador cresceu muito nessa série, produzindo bem ofensivamente, além de ter a difícil incumbência de marcar o astro Kevin Durant.
PG – Russell Westbrook
SG – Thabo Sefolosha
SF – Kevin Durant
PF – Serge Ibaka
C – Kendrick Perkins
Fique de Olho – Falar que Durant é fora de série é chover no molhado. Mas o ala foi decisivo na última partida, fazendo 14 pontos seguidos no período derradeiro e selando a vitória de sua equipe. Mais do que nunca, vai precisar de cuidado redobrado!










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