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Pré-Olímpico Masculino – Croácia e Grécia em Pequim

Croácia x Alemanha

Por que o Brasil assistiu?

Eliminados ontem pela Alemanha, os brasileiros puderam conferir hoje quais chances teriam contra a Croácia. Os mais rancorosos ainda aproveitaram para secar Nowitzki e companhia.

O jogo

Após a vitória por 76 x 70, a Croácia está de volta às Olimpíadas depois de 16 anos. O alemão Chris Kaman teve problemas com falta, deixando Nowitzki sobrecarregado; o ala-pivô fez 30 pontos e pegou 13 rebotes. Mas os croatas fizeram um jogo mais coletivo e levaram a melhor.

Grécia x Porto Rico

Por que o Brasil assistiu?

Eliminada da competição, a seleção brasileira viu Porto Rico ser o melhor representante das américas nesse Pré-Olímpico.

O jogo

Com uma campanha irretocável jogando diante de sua torcida, a Grécia atropelou Porto Rico por 88 x 63 e garantiu sua vaga em Pequim. A vantagem foi suficiente para que os gregos dessem show no último quarto, para delírio das mais de 15 mil pessoas presentes no jogo. Agora, resta a Porto Rico disputar a última vaga olímpica contra a Alemanha.

Os convocados da Argentina para Beijing

 

A poucos dias dos Jogos Olímpicos, a Argentina anunciou o plantel que tentará conquistar o ouro novamente. Como já era de se esperar, Manu Ginobili está na lista. Eis os selecionados:

Pablo Prigioni (Armador) – Tau Cerâmica (Espanha)

Antonio Porta (Armador) – Spartak (Rússia)

Emanuel Ginobili (Ala-armador) – San Antonio Spurs

Carlos Delfino (Ala-armador) – Khimki (Rússia)

Paolo Quinteros (Ala-armador) – CAI Zaragoza (Espanha)

Andrés Nocioni (Ala) – Chicago Bulls

Federico Kammerichs (Ala) – Regatas Corrientes (Argentina)

Luís Scola (Ala-pivô) – Houston Rockets

Leonardo Gutiérrez (Ala-pivô) – Atenas de Córdoba (Argentina)

Fabrício Oberto (Pivô) – San Antonio Spurs

Roman González (Pivô) – Peñarol de Mar del Plata (Argentina)

Juan Gutiérrez (Pivô) – Granada (Espanha)

O desempenho das nossas meninas

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Tivemos o pré-olímpico feminino de basquete. Lá, conseguimos com méritos a classificação para as Olimpíadas. Agora, chegou a vez dos homens brigarem por uma vaguinha em Beijing. Ontem perdemos pra Grécia (derrota já esperada, diga-se de passagem). O adversário da vez será a Alemanha, que convenhamos, não é nenhum bicho papão. Junto a tudo isso, tivemos o draft da NBA. As ligas de verão estão a todo vapor e logo chegará a temporada 2008-2009. Com todos esses eventos acontecendo simultaneamente, o espaço destinado às meninas do San Antonio Silver Stars diminuiu um pouco. Entretanto, isso não significa que deixaremos de acompanhar o desempenho das nossas meninas.

Sendo assim, para situar um pouco o leitor que gosta de WNBA, aí vai um panorama de como as coisas andam. Já se foi mais de metade da temporada (Vale lembrar que a liga feminina é composta por 14 times; cada equipe disputa 34 jogos). Após as 23 partidas disputadas até aqui, as Stars ocupam o primeiro lugar na conferência oeste, com a melhor campanha de toda a liga. São 16 vitórias e apenas sete derrotas. Em segundo lugar, vem o veteraníssimo Seattle Storm, da dupla Lauren Jackson e Sue Bird. Elas têm dois jogos a menos que as Stars, mas se vencerem os embates ‘pendentes’, apenas igualam nossa campanha. O terceiro colocado é o badalado Los Angeles Sparks, que teve uma ligeira queda de produção nos últimos jogos (13-8).

Com apenas 11 jogos por vir, é muito difícil que a equipe de San Antonio não se classifique (Quatro equipes se classificam por conferência), tendo em vista que o quarto colocado pelo lado oeste é o irregular Minnesota Lynx (10-10). Por falar em quarta vaga, a disputa por um lugar nos playoffs está cada vez mais acirrada. Com toda a certeza, San Antonio Silver Stars, Seattle Storm e Los Angeles Sparks estão com suas vagas praticamente garantidas. Talvez ocorram algumas mudanças de posições entre eles, mas creio que esses três estarão nos playoffs, já que inegavelmente são os mais fortes da conferência. O atual campeão Phoenix Mercury vem decepcionando com a pífia campanha de 9-12. Todavia, é uma equipe que eu não descartaria em hipótese alguma, já que possui grandes jogadoras.

Voltando a falar de San Antonio, muito do crescimento da equipe se deve a dois fatores: À chegada da belga Ann Wauters, que é uma excelente jogadora, nível All-Star, e o trabalho magnífico feito pelo técnico e General Manager da equipe, Dan Hughes. Em apenas três anos de trabalho, Hughes conseguiu levantar uma franquia fracassada e esquecida em um time forte e competitivo. Primeiro com boas escolhas no draft; selecionou Sophia Young, que hoje é um dos pilares principais da equipe, e Shanna Crossley, que infelizmente está fora da temporada devido à uma contusão. Depois, com grandes trocas, trouxe Erin Buescher junto ao Sacramento Monarchs a troco de nada e conseguiu a troca mais absurda de todos os tempos (Compararia à troca envolvendo Pau Gasol e os Los Angeles Lakers). Dan Hughes conseguiu trazer a armadora Becky Hammon, indiscutivelmente a melhor jogadora da equipe e uma das melhores jogadoras do mundo, por Jessica Davenport (Inexpressiva segunda escolha de draft), e mais uma escolha de primeiro round desse ano. Advinhem com quem foi o tal negócio? Ninguém mais ninguém menos que o New York Liberty! Pelo visto não é só na NBA que a equipe de Nova York comete trapalhada.

Hoje, vejo nas Stars uma equipe absolutamente capaz de conquistar seu primeiro título. É claro que os adversários são fortes, mais até do que no ano passado, quando fomos eliminados na primeira rodada dos playoffs pelo Phoenix Mercury em partidas de arbitragem duvidosa. Só que nosso quinteto titular não fica devendo para nenhum dentro da liga, nem para o Los Angeles Sparks. O grande problema é o banco de reservas. O nosso até que é um bom banco, mas ainda não são suplentes de um time campeão. Se da pra conquistar o caneco? Com certeza sim! Já provamos que conseguimos enfrentar as melhores equipes de igual pra igual, esse já é o primeiro passo pra conquista de um título.

Será que dá?

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A preparação da equipe brasileira para o pré-olímpico mundial, que acontece na Grécia, terminou ontem. Após os três jogos, algumas ressalvas a se fazer. No meu ponto de vista, a estréia foi melhor do que o esperado. Derrota apertada para os donos da casa, 72 a 65. Detalhe; os gregos jogaram com sua forte equipe titular. No jogo seguinte, contra a Croácia, a seleção jogou um ótimo basquete nos três primeiros períodos e acabou vencendo os croatas com certa facilidade, 86 a 77. O jogo final, que aconteceu ontem, era contra os australianos. O Brasil apresentou os mesmos problemas que havia mostrado diante de gregos e croatas: Inconsistência. Os titulares mantiveram um bom nível e deixaram o Brasil no jogo durante grande parte do tempo. O problema aconteceu quando os reservas tiveram que ir pra quadra. Quando isso ocorreu, nas três partidas, a equipe teve uma grande queda na sua produção. No final das contas, 89 a 84 para o time da terra dos cangurus.

Nossa equipe estréia na próxima terça-feira no pré-olímpico. O adversário parece não assustar, é o fraco Líbano. Entretanto, a pergunta que fica é a seguinte: Será que dá? Bom, vou me despir do ofício jornalístico e dar a minha sicera opinião: Eu acho muito difícil que o Brasil se classifique pras Olimpíadas com essa esquadra que aí está. Não que o torneio esteja com um nível altíssimo de basquete, muito pelo contrário, vejo  uma competição fraquíssima tecnicamente e com apenas duas boas equipes: Grécia e Eslovênia.

É engraçado se pararmos pra pensar. Se tivessemos contando com os serviços dos jogadores da NBA; Leandrinho, Nenê e Ânderson Varejão, classificaria o Brasil como franco favorito a pelo menos uma das três vagas. Sem a turminha do estrelato, nossas chances se reduzem à metade (talvez até menos).

Como já foi dito, o primeiro embate será contra o Líbano. É uma equipe que dentro da África é quase imbatível; todavia, dentro do basquete mundial, não passa de uma força terciária. O segundo jogo com certeza será bem mais difícil. Contra os anfitriões gregos, a vitória será praticamente impossível. Primeiro porque eles jogam em casa, isso já garante amplo favoritismo aos helênicos, segundo porque indiscutivelmente eles têm bem mais time que nós. Não acho que seja totalmente impossível vencer; A Grécia já não é mais a mesma de dois anos atrás, é um time envelhecido, que carece de renovação, só que ainda deve ser respeitado.

Caso passemos de fase (provavelmente em segundo lugar), nosso possível adversário nas quartas de final será a Alemanha, que deve se classificar com facilidade no grupo B, que ainda conta com Cabo Verde e Nova Zelândia. A principio, os alemães assustam pelo simples fato de contar com o megastar Dirk Nowitzki. De fato, é um exímio jogador; ele já provou isso sendo o MVP da NBA. Só que é a famosa equipe de um jogador só; se conseguirmos anular Nowitzki, a chance de vitórias é bem grande (O problema é anulá-lo, mas isso já é outra história).

O grupo C conta com Coréia do Sul, Esovênia e Canadá, enquanto o grupo D é composto por Croácia, Camarões e Porto Rico. Creio que se classificam Eslovênia e Canadá no C e Croácia e Porto Rico no D, nessa respectiva ordem. Palpites feitos, vamos às semifinais: De um lado Grécia (que venceria um hipotético confronto contra a Nova Zelândia) contra Eslovênia (venceria Porto Rico, no caso). Esse é o caminho fácil para o Brasil, já que ao meu ver, Grécia e Eslovênia são as duas equipes mais fortes do torneio. Sobraria para o Brasil, no caso de uma vitória contra a Alemanha, enfrentar os croatas, que venceriam os canadenses na minha pequena simulação.

Grécia e Eslovênia seria um duelo imprevisível. Se tivesse que apostar, iria no time da casa, pelo simples fato de jogar em seu país. Já Brasil e Croácia fariam um embate interessante. Mesmo tendo vencido os croatas no torneio preparatório, não acho que venceríamos eles de novo. Simplesmente porque acho que a Croácia é mais time que o Brasil. Com as duas vagas garantidas (Grécia e Croácia), sobraria uma terceira, disputada contra os eslovenos. Aí meu amigo, se já acho difícil vencer os croatas, o que dirá a Eslovênia?

Claro que tudo isso é apenas hipótese. Podemos tanto vencer o torneio quanto ser eliminados na primeira fase. Eu fico aqui na torcida para a classificação, por mais que meus prognósticos não sejam nada animadores.

Ginobili será porta-bandeira da Argentina em Beijing

O ala do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, será o porta-bandeira da delegação Argentina nos Jogos Olímpicos de Beijing 2008. A notícia foi anunciada hoje pelo comitê olímpico argentino.

Ginobili, que ajudou sua equipe a conquistar a medalha de ouro nos últimos jogos, venceu uma votação realizada pelo comitê entre 19 chefes de equipe. O ala-armador recebeu oito votos, contra três do remador Santiago Fernández, dois do ciclista veterano Juan Curuchet, uma da integrante das Leonas (Integrante da seleção de hóquei sobre grama) Luciana Aymar e um do tenista David Nalbandian.

Os jogos acontecem de 8 a 24 de agosto.