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Pequim 2008 – Grécia

Grécia

A Grécia há um bom tempo vem com um time que chega e incomoda, todavia, apenas entrou em evidência em 2005 e 2006, quando conquistou, respectivamente, o título do campeonato europeu de seleções e o segundo lugar no mundial do Japão. Um dos principais valores da equipe grega é o conjunto. Formada por uma mescla de jogadores jovens e experientes, a esquadra helênica vai às Olimpíadas buscando surpreender.
Participações em Olimpíadas: 1952, 1996, 2002 e 2008
Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 1998 e 2006
Conquistas:
Campeonato Mundial: Medalha de Prata (2006)
Campeonato Europeu: Medalhas de Ouro (1987 e 2005); Medalha de Prata (1989); Medalha de Bronze (1949)
Jogos Mediterrâneos: Medalha de Ouro (1979); Medalhas de Prata (1991, 2001 e 2005); Medalhas de Bronze (1955, 1971 e 1987)
Ranking da Fiba: Sexto Colocado
Os Convocados
Theodoros Papaloukas (Armador) – Olympiakos (Grécia)
Nikos Zisis (Armador) – CSKA Moscow (Rússia)
Vassilis Spanoulis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)
Dimitris Diamantidis (Ala-armador) – Panathinaikos (Grécia)
Michalis Pelekanos (Ala-armador) – Olympiakos (Grécia)
Panagiotis Vasilopoulos (Ala) – Olympiakos (Grécia)
Giorgos Printezis (Ala) – Olympiakos (Grécia)
Antonis Fotsis (Ala-pivô) – Panathinaikos (Grécia)
Yiannis Bourousis (Ala-pivô) – Olympiakos (Grécia)
Kostas Tsartsaris (Ala- pivô) – Panathinaikos (Grécia)
Sofoklis Schortsanitis (Pivô) – Olympiakos (Grécia)
Andreas Glyniadakis (Pivô) – Maroussi (Grécia)
Panagiotis Giannakis (Técnico)
Onde a Grécia pode chegar?
Assim como a Argentina, a base da Grécia é praticamente a mesma dos últimos anos. O time está um pouco envelhecido e já não tem mais a mesma força de antes. Vejo equipes como Estados Unidos, Espanha, Rússia e Argentina um pouco acima deles. Mesmo assim, o time grego ainda é favorito a uma das medalhas. Na minha opinião, acho que eles não chegam às finais, mas as chances de bronze são boas.
A caminhada grega
Para chegar em Beijing, os gregos passaram por um caminho um pouco complicado. A primeira chance foi no Campeonato Mundial do Japão, que dava direito a apenas uma vaga. Eles chegaram à final, mas perderam para a Espanha de Pau Gasol. A segunda chance foi no pré-olímpico europeu, disputado na Espanha. Lá, uma nova derrota para os espanhóis, dessa vez nas semifinais, frustou mais uma oportunidade. A chance final veio com o pré-olímpico mundial. A Confederação Grega de Basquete apostou alto; gastou cerca de cinco milhões de euros para hospedar a competição. O investimento trouxe resultado, e após vencer Porto Rico na semifinal, a equipe grega conseguiu a classificação.
Destaques

A dupla Theodoros Papaloukas e Dimitris Diamantidis é o destaque do selecionado grego. Papaloukas é considerado um dos melhores armadores do mundo e já teve grandes propostas da NBA. O Olympiakos pagou uma fortuna para tira-lo do CSKA Moscow, onde ele era ídolo e ganhava um salário astronômico. Por não ganhar na NBA o que ganhava na época da Rússia ou mesmo agora no Olympiacos, Theo não aceitou os convites da Liga Americana, ainda mais porque lá ele não gozaria do prestigio que tem em seu país. A idade do jogador também deve ter pesado na decisão. Super Theo, como é conhecido na Grécia, tem 31 anos. O caso de Diamantidis é parecido. Ele joga no Panathinaikos e ganha salários que nenhum time da NBA pagaria, além disso, a exemplo de Papaloukas, ele é ídolo de sua equipe.
Outros destaques da Grécia são o ala-armador Vassilis Spanoulis, ex-jogador do Houston Rockets, e o pivô Sofoklis Schortsanitis, conhecido nada mais nada menos que por “Baby Shaq”.
Pequim 2008 – Argentina

Argentina

Após vencer as Olimpíadas de Atenas em 2004, a Argentina é novamente uma das favoritas para conquistar a medalha de ouro em Beijing. O time é formado por estrelas da NBA, como Manu Ginobili e Luís Scola. Além de contar com os craques da liga americana, a esquadra Argentina conta com a experiência da maioria dos seus jogadores, o que deve ser fundamental para as ambições dos comandados de Sergio Hernández.
Participações em Olimpíadas: 1948, 1952, 1996, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1950, 1959, 1963, 1967, 1974, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006
Conquistas:
Jogos Olímpicos: Medalha de Ouro (2004)
Campeonato Mundial: Medalha de Ouro (1950); Medalha de Prata (2002)
Campeonato das Américas: Medalha de Ouro (2001); Medalhas de Prata (1995; 2003; 2005 e 2007); Medalhas de Bronze (1980; 1993 e 1999)
Ranking da Fiba: Segundo Colocado
Os Convocados
Pablo Prigioni (Armador) – Tau Cerâmica (Espanha)
Antonio Porta (Armador) – Spartak (Rússia)
Emanuel Ginobili (Ala-armador) – San Antonio Spurs
Carlos Delfino (Ala-armador) – Khimki (Rússia)
Paolo Quinteros (Ala-armador) – CAI Zaragoza (Espanha)
Andrés Nocioni (Ala) – Chicago Bulls
Federico Kammerichs (Ala) – Regatas Corrientes (Argentina)
Luís Scola (Ala-pivô) – Houston Rockets
Leonardo Gutiérrez (Ala-pivô) – Atenas de Córdoba (Argentina)
Fabrício Oberto (Pivô) – San Antonio Spurs
Roman González (Pivô) – Peñarol de Mar del Plata (Argentina)
Juan Gutiérrez (Pivô) – Granada (Espanha)
Sergio Hernández (Técnico)
Onde a Argentina pode chegar?
Com praticamente a mesma base que venceu os jogos de Atenas, a Argentina chega pra Beijing um pouco mais envelhecida. A parte boa é que os jogadores hoje são ainda mais experientes que em 2004. A parte ruim fica pelas baixas de dois jogadores importantes: O Ala-pivô Walter Hermann, que alegou falta de motivação para defender seu país, e o bom armador Pepe Sanchez, aposentado da seleção. Apesar das baixas, o selecionado argentino ganha com um Carlos Delfino bem mais amadurecido, e com um Manu Ginobili jogando o seu melhor basquete. Se as contusões não atrapalharem, o time sul-americano é um forte candidato à medalha olímpica. Na minha opinião, o ouro é difícil, mas para uma prata ou um bronze, as chances são ótimas.
A caminhada Argentina
Para chegar em Beijing, os argentinos enfrentaram um caminho tranquilo. Eles não conseguiram a vaga por intermédio do campeonato mundial disputado no Japão, entretanto, no pré-olímpico das Américas, jogando com seu time B, se qualificaram após um segundo lugar, quando perderam para os Estados Unidos com sua força máxima.
Destaques
O trio da NBA, formado por Manu Ginobili, Luís Scola e Andrés Nocioni, são sem dúvida o pilar principal da equipe. Sem eles, a Argentina não chega a lugar nenhum. Com os três em quadra, se torna um dos times mais fortes. O destaque principal sem dúvidas é o ala do Spurs Manu Ginobili. O jogador vem de contusão e quase ficou fora dos Jogos. É bom que ele esteja 100% caso a Argentina aspire à uma medalha.
Pequim 2008 – Estados Unidos

Estados Unidos

Eles são a seleção mais temida desses Jogos. E quem os teme não teme qualquer um. Formado por jogadores da NBA, principal liga de basquete do mundo, o selecionado dos EUA tem o luxo de escolher os melhores entre os melhores. A infra-estrutura do esporte no país e o fato de sua Liga ser uma das melhores e mais ricas do mundo contribuem em muito para que os estadunidenses sejam tão temidos. A sede com que eles devem vir para conquistarem o ouro deve ser notória, devido aos recentes fracassos olímpicos e mundiais do chamado Dream Team.
Participações em Olimpíadas: 1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1972, 1976, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Melhor participação: medalha de ouro em 1936, 1948, 1952, 1956, 1960, 1964, 1968, 1976, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000
Grandes feitos no basquete: os Estados Unidos são o país com maior número de medalhas de ouro nos Jogos: 12 em 15 participações (sem contar Pequim-2008)
Participações em Mundiais: 1950, 1954, 1959, 1963, 1967, 1970, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006
Melhor participação: campeão em 1950, 1954, 1986, 1994
Os convocados
Pivô – Dwight Howard (Orlando Magic – EUA)
Ala-pivô – Chris Bosh (Toronto Raptors – CAN)
Ala-pivô – Carlos Boozer (Utah Jazz – EUA)
Ala – Carmelo Anthony (Denver Nuggets – EUA)
Ala – LeBron James (Cleveland Cavaliers – EUA)
Ala – Tayshaun Prince (Detroit Pistons – EUA)
Ala-armador – Kobe Bryant (Los Angeles Lakers – EUA)
Ala-armador – Michael Redd (Milwaukee Bucks – EUA)
Ala-armador – Dwayne Wade (Miami Heat – EUA)
Armador – Jason Kidd (Dallas Mavericks – EUA)
Armador – Chris Paul (New Orleans Hornets – EUA)
Armador – Deron Williams (Utah Jazz – EUA)
Onde os Estados Unidos podem chegar?
A seleção dos EUA chega como franca favorita à conquista da medalha de ouro. A decepção da perda da medalha em Atenas-2004 e das perdas dos dois últimos mundiais (sendo o de 2002 em solo estadunidense e sem chegada ao pódio) motivam essa seleção, que em questão de talento conta com os melhores jogadores do mundo. Declaradamente, é o time a ser batido.
A caminhada dos Estados Unidos
Os EUA sobraram no Pré-Olímpico das Américas. Atuando em casa, Las Vegas, os jogadores da NBA não deixaram que nenhum adversário atrapalhasse seu objetivo: classificar-se facilmente para os Jogos. Para isso, despacharam Brasil, Porto Rico e Argentina, sendo que apenas a última está nos Jogos desse ano.
Antes de entrarem na disputa pela medalha, fazem amistosos contra combinados de jogadores da NBA que não foram convocados, mas que formam times tão bons quanto os que estão em Pequim.
Destaque

A rotatividade estadunidense é incrível. Se Bryant sair, entra Redd. Se Williams cansar, Paul arma. LeBron já jogou demais? Anthony e Prince estão aptos para substituí-lo. Mesmo assim, o ala LeBron James e o ala-armador Kobe Bryant são os grandes destaques individuais dessa seleção, que é recheada de craques em todas as posições.
Pequim 2008 – Angola

O Spurs Brasil inicia hoje a sua cobertura sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, evento esportivo mais esperado do ano. Para tal, iniciaremos com análises sobre as 12 seleções participantes do torneio masculino de basquete, para que você, leitor, não perca um só lance desse tão importante campeonato.
Angola

A seleção angolana é pouco conhecida pela maioria das pessoas que acompanham basquete. Deveras, pois o selecionado angolano disputa apenas competições em seu continente de origem, a África, e raramente obtém destaque no cenário mundial. A falta de apoio para as seleções locais e a miséria que assola o continente também prejudicam o crescimento e a exposição do basquete africano como um todo. Entretanto, Angola participará de sua quinta Olimpíada consecutiva, sendo, nesse ano, o único representante da África.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996, 2000, 2004, 2008
Melhor participação: décimo lugar em 1992
Grandes feitos no basquete: nove títulos de campeão da África obtidos: 1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007
Participações em Mundiais: 1986, 1990, 1994, 2002, 2006
Melhor participação: décimo lugar em 2006
Posição no Ranking FIBA: décimo quarto lugar
Os convocados
Pivô – Kikas (1º de Agosto – ANG)
Pivô – Abdel Boukar (1º de Agosto – ANG)
Ala-pivô – Eduardo Mingas (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala-pivô – Felizardo Ambrósio (1º de Agosto – ANG)
Ala – Vladimir Ricardino (1º de Agosto – ANG)
Ala – Leonel Paulo (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala – Olímpio Cipriano (1º de Agosto – ANG)
Ala – Carlos Almeida (1º de Agosto – ANG)
Ala-Armador – Carlos Morais (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Ala-Armador – Luís Costa (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Armador – Armando Costa (1º de Agosto – ANG)
Armador – Milton Barros (Atlético Petróleos Luanda – ANG)
Onde Angola pode chegar?
Apesar da determinação de seus jogadores, Angola não deve passar da primeira fase do torneio Olímpico, visto que a seleção africana se encontra na chave de, entre outros, Espanha, Estados Unidos e Grécia. Uma classificação entre os quatro melhores de seu grupo seria um feito memorável para o basquete local.
A caminhada de Angola
A hegemonia de Angola dentro da África é explícita pela conquista de cinco títulos continentais nos últimos cinco campeonatos disputados. A seleção venceu o Pré-Olímpico local e garantiu a única vaga africana nos Jogos.
Antes de jogar as Olimpíadas, foi campeã da Taça Stankovic, onde venceu seus rivais olímpicos da China. A vitória renovou as esperanças dos angolanos, que, apesar da técnica questionável, demonstraram grande dedicação dentro das quadras.
Destaque

Todo o jogo de Angola é baseado no ala Olímpio Cipriano, jogador do 1º de Agosto, principal equipe angolana. Ágil e habilidoso, o jogador é o principal cestinha de seu país e grande esperança de vôos maiores para o basquete angolano.
Pré-Olímpico Masculino – Alemanha garante vaga

Alemanha x Porto Rico
Por que o Brasil assistiu?
Para os mais rancorosos, foi a chance de secar a Alemanha. Para os interessados, a disputa da última vaga em Pequim.
O jogo
Sem o armador Carlos Arroyo, Porto Rico foi mais um time da América a sentir a frieza alemã e a maestria de Dirk Nowitzki em quadra. O jogador, um dos melhores desse Pré-Olímpico, senão o melhor, mais uma vez fez sua seleção basear o jogo em seu talento individual. E deu certo: 96 a 82 para a Alemanha, cujos jogadores não perderam o domínio do jogo em nenhum momento.
Grupos olímpicos definidos
Grupo A
Argentina, Austrália, Irã, Lituânia, Rússia e Croácia
Grupo B
Angola, China, Espanha, Estados Unidos, Grécia e Alemanha
O Spurs Brasil fará cobertura completa do torneio masculino de basquete em Pequim, não percam!

