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Europa bota suas mangas de fora

Jogar na NBA sempre foi o sonho de nove em cada dez jogadores de basquete. A liga americana sempre gozou de muito prestígio, craques, estrelas milionárias e os melhores europeus. Esse foi o panorama da liga durante muitos anos. Contudo, ultimamente as coisas vêm mudando e surpreendendo a muitos.
Pretendo seguir uma ordem cronológica a partir de um passado não muito distante. Voltando um pouquinho no tempo, tivemos dois dos melhores jogadores do basquete lituano atuando na terra do Tio Sam. Falo de Sarunas Jasikevicius e Arvydas Macijauskas; dois ídolos em seu país, mas que na NBA não conseguiram o mesmo sucesso de quando atuaram na Europa. Sem tanto prestígio e com menos dinheiro no bolso, a decisão de voltar ao basquete Europeu era inevitável. Hoje, ambos jogam nas duas melhores equipes da Grécia; Jasikevicius firmou um contrato abastado com o Panathinaikos, ao passo que Macijauskas conseguiu um bom acordo com o rival Olympiacos.
Atravessando a linha do tempo, no ano passado, o grego Vassilis Spanoulis foi selecionado para jogar na NBA. O jogador atuou pelo Houston Rockets; seu estilo de jogo cairia perfeitamente no esquema da equipe texana, todavia, Spanoulis não conseguiu se adaptar ao modo de jogar da liga. Frustrado com seu desempenho, o atleta decidiu retornar à Europa, pois tinha uma rica proposta para jogar no Panathinaikos, seu ex-clube. Em meio a tudo isso, Spanoulis chegou a ser trocado para o San Antonio Spurs, mas mesmo assim preferiu retornar ao seu país.
Casos como os já citados acima sempre aconteceram na NBA. Jogadores que são estrelas nos seus times da Europa chegam na liga americana mas não conseguem repetir o desempenho que tinham no velho continente; obviamente eles voltam, pois lá, além de ganhar melhor, eles são ídolos.
O que vem acontecendo de diferente é que, agora, muitos jogadores vem preferindo jogar na Europa do que na NBA. E o porque disso? É simples: Vou usar um exemplo básico, o do armador grego Theodorus Papaloukas. Super Theo, como é conhecido, é notavelmente um dos melhores jogadores do mundo na sua posição. O bom jogo do grego já seduziu equipes como o Cleveland Cavaliers, que chegou a sondar uma possível vinda do armador, mas não obteve sucesso. Papaloukas foi ídolo por onde passou; quando jogava na Grécia, mais especificamente no Olympiacos, ele virou estrela do time rapidamente; tal status chamou a atenção dos russos do CSKA Moscow, que não tiveram dúvidas ao propô-lo um excelente contrato. Theo jogou durante muitos anos no basquete russo, virou ídolo no CSKA e a cada ano arrecadava mais e mais dinheiro. No último ano, uma proposta milionária do Olympiacos para trazê-lo de volta foi aceita pelo jogador.
Agora faço uma pergunta a você, caro leitor: Você trocaria um país onde você é ídolo, joga numa liga disputadíssima e ganha uma fortuna, por outro com um salário menor e com a dúvida sobre sua adaptação ao estilo de jogo da liga? Há quem diga que pensar desta maneira é pensar pequeno; particularmente eu discordo, mas não pretendo entrar nesse mérito.
Com o boom do basquete europeu, alguns jogadores importantes em suas equipes da NBA decidiram migrar para novos rumos. São os casos dos eslovenos Bostjan Nachbar e Primor Brezec, dos espahóis Juan Carlos Navarro e Jorge Garbajosa, do inglês Pops Mensah-Bonsu e mais recentemente do argentino Carlos Delfino. As mudanças que mais chamaram a atenção foram a do bom armador Earl Boykins, que trocou o Charlotte Bobcats para ganhar o maior salário do basquete italiano no Virtus Bologna, e do também armador Josh Childress, que trocou o Atlanta Hawks para ganhar a bagatela de 27 milhões de dólares em três anos no Olympiacos da Grécia.
Há quem diga que os europeus pretendem levar Kobe Bryant e Lebron James por salários jamais imaginados na história do basquete; No momento é impossível fazer qualquer tipo de afirmação ou previsão a respeito, mas é bom não duvidar do poder financeiro do basquete europeu.
Eles estão de volta

Em meados de 2004, antes que os Jogos Olímpicos começassem na Grécia, poucas pessoas imaginavam que o onipotente time dos Estados Unidos pudesse obter algo menor do que a medalha de ouro, tão comumente encontrada nos peitos dos estadunidenses. Pois bem, passados os Jogos, a decepção era evidente na cara de qualquer jogador que servira os Estados Unidos. Jogadores como LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony sentiram, no início de suas carreiras, todo o peso de decepcionar toda uma nação. O “vexame” do bronze foi piorado com a péssima campanha no Mundial de 2006 e trouxe frutos que começaram a ser colhidos no último domingo.
Pulemos do passado tão próximo para o presente. Nos foquemos nos Jogos Olímpicos de Pequim, na China. Anunciada por muitos como a maior Olimpíada de todos os tempos. Exorbitantes montantes de dinheiro foram despejados em estádios, instalações e transportes. Mas nem um dos bilhões de dólares gastos parece ter poder de comprar o sentimento que entrou em quadra com a seleção estadunidense na partida mais esperada da rodada inaugural do Torneio Olímpico de Basquete Masculino. Amantes e não-amantes do esporte da bola laranja sabiam da magnitude do evento. Os olhos do mundo estavam lá, focados naqueles 12 jogadores que juntos carregam mais do que um uniforme: carregam a maior tradição do basquete mundial. Mais do que isso, carregam o peso de terem, por uma vez, falhado. James, Wade e Anthony cresceram e hoje são mais do que estrelas na NBA. São os símbolos da ressurreição do basquete dos Estados Unidos, sempre temido e badalado.
E a partida contra a China marcou a volta dos EUA ao cenário mundial. Os tirou da incubadora que fizeram em torno de si mesmos após passarem a vergonha (para eles, claro) de não terem sido campeões. Passaram eles quatro anos com um cobiçado bronze entalado em seus peitos. Alguns como Wade, inclusive, perderam a honraria conquistada em solo grego. Mas eles voltaram.
Não discordo de quem chamar de heresia o fato de esse time ser considerado um Dream Team. É claro que aquele time montado em 1992 não será igualado (em termos de jogo, carisma e apelo) pelo esquadrão montado para os Jogos de 2008. Mas os Estados Unidos juntaram todas as suas forças e montaram um time para vencer. Kobe Bryant, sempre criticado por ser individualista, desta vez integrará sua seleção. Seleção essa que parece lidar com uma palavra-chave: o coletivo. A briga de egos foi, se não extinta, acalmada. Os egos existem – e como existem – em um time que conta simplesmente com 12 estrelas da maior liga de basquete do mundo. Mas a regra parece ser todos por um, 12 mosqueteiros lutando pela pátria, 12 homens resgatando uma honra arranhada. E mais uma vez retomo o embate contra os anfitriões da Olimpíada, os chineses: a união na troca de passes, a cada cesta convertida, a cada enterrada cravada.
Destaques sempre haverão, mas hoje os estadunidenses jogam em pró de um só objetivo, e isso já está bastante claro para todos. Em todos os aspectos eles parecem ser imbatíveis. Seleções como Espanha e Argentina parecem caminhar com a faca na mão, a espera de dar o bote nos Estados Unidos. Mas esse hora parece estar longe de chegar e, se o espírito for mantido, o ouro e a glória voltarão a pairar sobre as cabeças dos estadunidenses.
Se o espírito for mantido, a recuperação da glória estará, a cada passe certo, mais perto de ser conquistada. E se o sonho não estará no apelido do time, a realidade promete ser melhor que a sonhada por qualquer cidadão dos Estados Unidos.
O que vou assistir dessas Olimpíadas

Recentemente, tive acesso ao excelente guia olímpico publicado, nessa semana, junto com o jornal A Folha de São Paulo. Nele, pude ver o quanto que o fã de basquete sofrerá com a diferença de fuso horário que temos para Pequim; a final do basquete masculino, por exemplo, será disputada em plena madrugada, inacessível para quem trabalha e/ou estuda no dia seguinte. Por isso, darei dicas aqui de interessantes jogos para se assistir, todos em horários razoáveis:
Domingo, 10/08, 09h00: Austrália x Croácia (Masculino)
Interessante duelo de coadjuvantes de luxo. A Austrália de Bogut tentará superar o forte jogo coletivo da Croácia, que tem um basquete de pura característica européia. Como na maioria das partidas de basquete masculino a serem disputadas nesses jogos, não consigo cravar um favorito.
Domingo, 10/08, 11h15: EUA x China (Masculino)
A seleção estadunidense enfrenta na estréia Yao Ming, bilhões de torcedores e, principalmente, a pressão de ter que não só vencer como também dar show. Mas isso não deve ser problema para esse time, pelo menos nessa partida; acredito em vitória fácil de Kobe e cia.
Segunda, 11/08, 11h15: Austrália x Brasil (Feminino)
Após a frustrante derrota para a Coréia do Sul nessa manhã, o Brasil terá dessa vez um excelente adversário pela frente; Penny Taylor, Lauren Jackson e companhia são grandes favoritas à medalha de ouro. As meninas do nosso basquete, já desfalcadas da ala-armadora e estrela Iziane, terão que se superar se quiserem sair de quadra com a vitória.
Terça, 12/08, 09h00: Angola x EUA (Masculino)
Jogo da mais forte seleção presente nos jogos contra uma das mais fracas. Se tudo correr conforme o aguardado, deveremos assistir a um verdadeiro passeio das estrelas da NBA, com direito a lances espetaculares e jogadas de efeito.
Terça, 12/08, 11h15: Argentina x Austrália (Masculino)
Bogut terá que se desdobrar no garrafão para marcar Scola e Oberto, enquanto que Ginobili e Nocioni tentarão levar a Argentina à vitória. Na fase preparatória, as duas equipes fizeram um equilibrado duelo, com vitória dos argentinios, que levam favoritismo no duelo.
Quinta, 14/08, 05h45: Lituânia x Rússia (Masculino)
Duelo interessante para ver para que direção as duas seleções evoluíram após o fim da União Soviética. Com a mesma orgiem, as duas equipes vêm para os jogos de Pequim fortes e deverão brigar por medalha. Jogo de difícil prognóstico.
Quinta, 14/08, 09h00: EUA x Grécia (Masculino)
Será o excelente jogo coletivo de Papaloukas e companhia suficiente para parar as estrelas da NBA? Acho difícil, mas mesmo assim tenho a certeza de que será um grande teste para o podeio ofensivo estadunidense. Jogão.
Quinta, 14/08, 11h15: Argentina x Croácia (Masculino)
Manui Ginóbili terá dificuldades para enfrentar o jogo coletivo dos croatas. Esse é um dos principais testes pelo qual a Argentina passará para tentar provar que o basquete de sua equipe não caiu após a conquista do ouro em Atenas.
Sábado, 16/08, 11h15: EUA x Espanha (Masculino)
O grande jogo dessa primeira fase. O principal favorito à conquista da medalha de ouro contra os atuais donos do título mundial. Duelo das estrelas do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant e Pau Gasol. Imperdível para o fã de basquete.
Domingo, 17/08, 05h45: Brasil x Belarus (Feminino)
A seleção brasileira terá a oportunidade de se vingar da frustrante derrota que mandou nossa seleção para a repescagem no pré-olímpico mundial. O Brasil teve grandes momentos naquela partida apesar da derrota, e acredito que, dessa vez, nossas meninas possam sair com a vitória.
Segunda, 18/08, 09h00: EUA x Alemanha (Masculino)
Dificilmente o forte garrafão alemão formado por Nowitzki e Kaman será suficiente para parar a seleção estadunidense, mesmo sendo a ausência de um pivô de peso o principal ponto fraco do time dos Estados Unidos nesses Jogos.
Segunda, 18/08, 11:15: Argentina x Rússia (Basquete Masculino)
A essa altura da competição, tanto os argentinos quanto os russos já devem estar classificados para a próxima fase, e tentarão apenas fugir de um duelo adiantado contra os Estados Unidos. De qualquer modo, um jogão.
São esses os jogos da primeira fase que pretendo assistir. As quartas de final começam dia 19 para as meninas e dia 20 para os marmanjos. Vamos ficar de olho!
Liderança isolada no intervalo pras olimpíadas

Com os jogos olímpicos em pauta, as ligas pelo mundo entraram em um pequeno recesso. Na WNBA não foi diferente; o time americano de basquete é o principal favorito para a conquista do ouro, sendo assim, a parada era inevitável.
Não pretendo julgar se o grande intervalo será prejudicial ou não para nossa equipe, até porque seria muito difícil fazer qualquer tipo de prognóstico a respeiro. Portanto, pretendo apenas me apegar em dados.
Os dados mostram as Stars na liderança isolada, não só da Conferência Oeste, mas também de toda a liga. Foram 27 jogos disputados com 18 vitórias e nove derrotas. Em segundo lugar vem o Seattle Storm (17-9), que tem um jogo a menos e pode empatar na liderança caso vença seu jogo pendente. O badalado Los Angeles Sparks ocupa um módico tercdeiro lugar (15-12). Se os playoffs acabassem hoje, o adversário das Stars seria o irregular Sacramento Monarchs (15-12), quarto colocado na conferência.
Pelo lado leste, mesmo após perder sua principal estrela, a ala Katie Douglas, o Connecticut Sun mantém a ponta com 16 vitórias e dez derrotas. Na sua cola está o New York Liberty (15-10) e o Detroit Shock (16-11). Para fechar as quatro equipes que se classificariam caso a temporada acabasse nessa pausa, o Indiana Fever aparece no quarto lugar com 12 vitórias e 14 derrotas.
Quando a liga voltar do recesso, faltarão apenas sete jogos para o término da temporada regular. Com os playoffs tão próximos, faço uma pequena análise dos nossos próximos adversários e dos possíveis adversários da pós-temporada.
28/08 San Antonio Silver Stars X Phoenix Mercury
Meu Palpite: Vitória
Análise: O Phoenix Mercury não vem num bom ano após ser o campeão da liga. Penny Taylor resolveu não participar dessa temporada pois quis dar prioridade à seleção australiana que disputará os jogos olímpicos. Com a equipe enfraquecida, Diana Taurasi e Cappie Pondexter não têm dado conta do recado, e o Mercury deve amargurar seu ano de atual campeão sem participar dos playoffs.
30/08 – San Antonio Silver Stars X Los Angeles Sparks
Meu Palpite: Derrota
Análise: Jogar for de casa contra o Los Angeles Sparks é pedreira. A equipe de Los Angeles completa, apesar de não estar mostrando seu melhor basquete, ainda é o time a ser batido. Por isso acho que nesse jogo, por ser fora de casa, sairemos derrotados.
05/09 – Los Angeles Sparks X San Antonio Silver Stars
Meu Palpite: Vitória
Análise: As Stars em casa jogam muito bem e dificilmente perdem. Apesar de ser o melhor time da liga, o Sparks também tem suas falhas. A equipe de San Antonio também é muito boa e pode jogar de igual pra igual contra o L.A.
07/09 -San Antonio Silver Stars X Connecticut Sun
Meu Palpite: Vitória
Análise: O Connecticut Sun perdeu sua principal jogadora, como já citado acima no post; mesmo assim, elas fazem a melhor campanha da Conferência Leste. A armadora Lindsay Whalen vem comandando o time na boa campanha. Todavia, vejo os times do lado oeste um nível acima dos adversários.
09/09 – San Antonio Silver Stars X New York Liberty
Meu Palpite: Vitória
Análise: O mesmo caso do Connecticut Sun; o Liberty conseguiu montar um time melhor que na última temporada. Boas escolhas no draft ajudaram na melhora do desempenho. Mesmo assim, o time da grande New York não é páreo para as forças do oeste.
11/09 – Connecticut Sun X San Antonio Silver Stars
Meu Palpite: Vitória
Análise: No fatídico dia 11 de setembro, as Stars enfrentam novamente a equipe do Sun. Como o jogo é em casa, creio que a vitória virá se não houver nenhum imprevisto.
13/09 – Sacramento Monarchs X San Antonio Silver Stars
Meu Palpite: Vitória
Análise: O Sacramento Monarchs é aquele popular time chato. Sempre joga um basquete burocrático e mesmo assim acaba chegando aos playoffs. Nesse ano não deve ser diferente; possivelmente elas ficarão com a última vaga da conferência. A experiente portuguesa Ticha Penichero, junto com a ala Nicole Powell, são os destaques da equipe.
Com as possíveis vitórias no currículo, ficariamos em primeiro lugar na conferência. É bem provável que caso terminemos no topo, o adversário seja o Sacramento Monarchs; nesse possível confronto a vitória seria garantida na minha opinião, já que o Monarchs é chato, mas não é um time muito forte. Em outras circunstâncias, caso meus prognósticos sejam furados, poderiamos enfrentar ou Seattle Storm ou Los Angeles Sparks. São com certeza os outros dois melhores times da liga; contra o Storm, por termos uma melhor rotação e um pouco mais de “gás”, já que o time de Seattle tem o elenco mais velho da liga, acho que conseguiríamos a vitória. Entretanto, contra o Los Angeles Sparks é impossível fazer qualquer tipo de previsão; meu coração de torcedor aposta nas Stars, mas sem dúvidas o Sparks é um excelente time.
Outros póssíveis adversários na primeira rodada dos playoffs poderiam ser Minnesota Lynx e Houston Comets. Apesar do retrospecto negativo contra essas equipes durante a temporada regular, na pós-temporada a história é outra.
Par ou ímpar?

Caro leitor do Spurs Brasil,
Os tempos atuais são todos para os Jogos Olímpicos que acontecerão a partir de sexta-feira próxima, em Pequim, cidade da populosa China. A imprensa mundial destaca cada passo que os atletas dão no país asiático, cada passo que o governo chinês dá para maquiar o que o mundo inteiro sabe. São os maiores Jogos de todos os tempos, é completamente normal que toda a mídia esteja destacada para a cobertura de um evento de tal magnitude. Mas, em minha humilde posição de articulista desse espaço, peço-lhes a permissão de debater outro assunto, que talvez saia um pouco dos assuntos que todos estão acostumados nos últimos dias.
Não, não deixarei por nenhum momento o basquete de lado, apenas retomarei um assunto que há muito não comento: San Antonio Spurs. O time que inspira esse espaço na grande rede mundial de computadores voltará, por alguns momentos, a tomar meus pensamentos e minhas palavras, deixando de lado tudo o que está acontecendo do outro lado do mundo – e olhem, nunca senti o Oriente tão perto de mim.
Deixando a balela e os orientais de lado, vamos direto ao ponto: Spurs.
A preparação da equipe texana segue o parâmetro das demais franquias que integram a NBA: Ligas de Verão, algumas contratações (nesse ponto, o Spurs contrata pouco e sem o alarme dos concorrentes) e algumas discussões de bastidores. Notícias, rumores e palpites são ventilados direto dos Estados Unidos a todo o momento: Fulano será trocado por Cicrano assim que assinar com a equipe que está interessada em Beltrano. É, para muitos, o ápice da diversão durante a offseason. Mas ninguém – eu disse NINGUÉM! – reparou ainda no principal fator, aquele que pode fazer a diferença no decorrer da próxima temporada. Sem suspense, o fator é simples: ano terminado em número ímpar. 2009.
Ok, assumo que não sou nem um pouco supersticioso, mas confesso que a relação do Spurs com os simpáticos anos ímpares tem, a cada ano ímpar passado, agradando mais e mais os torcedores da equipe. E provo isso com dados, atentem-se: 1987 – David Robinson é selecionado para jogar na equipe, apesar de não integrá-la a partir do citado ano; 1997 – Dez anos depois de Robinson, a outra torre gêmea é contratada, falo de Tim Duncan; 1999 – A dupla Robinson-Duncan conquista o primeiro título da história da franquia; 2003 – Novamente as Torres Gêmeas levam o Spurs à glória: é o bicampeonato; 2005 – Sem Robinson, Ginobili e Parker fazem os papéis de coadjuvantes de luxo e o time ganha seu terceiro campeonato; 2007 – Último ano ímpar pelo qual passamos. Resultado: mais um anel nas mãos dos jogadores do San Antonio Spurs.
Não há ceticismo que resista a tal numerologia barata. Nos últimos vinte anos, todos os anos nos quais a equipe passou por bons (ou ótimos) momentos terminaram em número ímpar.
Não venho por meio desse espaço dizer que o Spurs será campeão ano que vem. Mas o Mestre Zagallo e seu 13 (ímpar!) sempre me deixaram com aquela sensação de que algo de mágico existe no esporte. 2009 é ímpar e o quinto título pode vir aí…
Quinto título?! Cinco é ímpar, olhem só…

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