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Situação dos brasileiros

Mais uma temporada da NBA prestes a começar, e, mais uma vez, os personagens brasileiros nela envolvidos são os mesmos; o ala-armador Leandrinho e a dupla de garrafão Varejão e Nenê representarão nosso país na terra do Tio-Sam. E uso esse espaço para analisar quais perspectivas os jogadores terão para a temporada.
Leandrinho, a cada temporada que passa, consegue maior espaço no seu time, o Phoenix Suns. Em compensação, sua equipe sempre chega aos playoffs com a esperança de que “agora vai”, mas sempre acaba decepcionando. E, com o envelhecimento de suas principais estrelas, acho que Leandrinho mais uma vez terá que encarar as críticas que recebe aqui no Brasil, constantemente chamado de amarelão.
Varejão começa essa temporada do mesmo modo que começou a última. O garrafão de sua equipe,o Cleveland Cavaliers, é formado por dois jogadores que sabem atuar na posição 5, Ben Wallace e Zydrunas Ilgauskas, e, como ala-pivô, Varejão acaba sendo uma opção para os minutos de descanso de ambos. Jogando na mais fraca conferência leste, sua equipe pode até, com muito otimismo, sonhar com uma final de conferência, o que já seria mais uma grande vitória para o primeiro brasileiro a chegar em uma final de NBA.
Pessoalmente, quem tem as melhores perspectivas de melhora para a próxima temporada é Nenê. Sua equipe, o Denver Nuggets, negociou o ex-titular Marcus Camby; com isso, Nenê tem tudo para compor o time inicial de sua equipe na posição 5. Sem dúvidas, uma grande vitória para o pivô após o drama vivido na última temporada. As questões que ficam são se Nenê terá físico para agüentar toda a temporada e se o Denver almejará alguma coisa na temporada com o desmanche que se inicia em seu elenco.
A temporada 2008/2009 – Conferência Oeste

Não se fala mais em outro assunto entre os fãs de basquete que não seja o início da temporada 2008/2009 da NBA, com previsão de bola subindo nos últimos dias de outubro. E, embalado por este clima, farei uma breve análise das conferências Oeste e Leste, concedendo hoje espaço para a primeira.
San Antonio Spurs
Como tem sido praxe nos últimos anos, quase ninguém aponta um determinado grupo de favoritos sem colocar o Spurs entre eles. Por mais que se critique a idade e o estilo de jogo da franquia comandada por Gregg Popovich, não incluí-lo no grupo dos times com condição de conquista pode ser um belo de um tiro no pé. Afinal, não é qualquer time que conta com um trio entrosado e formado por três dos melhores jogadores em atividade atualmente: Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker. Belo trio, que, comandado por um excelente técnico – um dos três melhores da NBA, creio eu – e auxiliado por um grupo consistente, tem tudo para levar, mais uma vez, o nome de San Antonio longe na disputa pelo anel de campeão.
Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.
Los Angeles Lakers
Quando tudo parece perdido para um dos times mais ricos da liga, logo vem um executivo e faz um belo negócio para engrenar o time. Foi deste modo que, em 2007/2008, o Lakers obteve, após a chegada de Pau Gasol, um belíssimo time, que conquistou o vice-campeonato da NBA. Com um quinteto inicial de dar inveja a muitos times, a franquia milionária de Los Angeles tem nessa temporada a chance de proporcionar aos seus torcedores uma das melhores duplas de garrafão dos últimos tempos: o já citado Gasol e o jovem Andrew Bynum, que volta de séria lesão como grande esperança para os angelinos. Não bastasse tudo isso, a equipe ainda conta com Kobe Bryant, simplesmente MVP da última temporada regular e um dos poucos jogadores intocáveis da história recente da liga norte-americana de basquete. Os Lakers são mais um time que coloco como favoritos ao título – e duvido que alguém não o faça.
Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.
Utah Jazz
A cada temporada que passa, a equipe de Salt Lake City cresce mais e faz seus alucinados fãs terem esperanças de um título inédito. Comandados pelo ótimo Jerry Sloan, Deron Williams, Carlos Boozer, Mehmet Okur e cia. têm, na prática, um dos melhores grupos da NBA. Entretanto, diferente do que acontece com os já citados Spurs e Lakers, o Jazz não transmite a certeza absoluta de que irá brigar pelo título. Sem sombras de dúvida, é um dos favoritos no Oeste, mas seu jogo parece não estar maduro o suficiente para ser campeão. O time é ótimo e o treinador também. Nas duas últimas temporadas, eles foram longe e adquiriram muita experiência. Williams é, cada vez mais, um dos melhores armadores da NBA. Mesmo assim, acho que, no máximo, chegará novamente a uma final do lado Oeste, sem passar para a grande Final. Para os próximos anos, a tendência é o time crescer, mas, por enquanto, acho que não tem o calibre necessário para buscar o anel.
Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.
New Orleans Hornets
Grande surpresa da última temporada regular, o time de Nova Orleans mostrou que pode repetir a surpreende campanha ao reforçar o bom time que tem, com a chegada, por exemplo, do experiente ala James Posey, campeão em 2007/2008 pelo Celtics. Mas assim, como com o Jazz, não consigo enxergar o Hornets como franco favorito, novamente por achar que o time não tem experiência necessária para tal. Claro, não vou negar que Chris Paul e cia. melhoraram e muito seu jogo com a chegada às semifinais do Oeste na última temporada, mas uma única presença em playoffs não credencia um time, por melhor que ele seja, ao título. A equipe está, a meu ver, ao lado das três primeiras citadas no grupo das quatro melhores da conferência. No entanto, assim como Jazz, acaba perdendo para Spurs e Lakers no quesito maturidade. Pode junto com o time de Salt Lake – e alguns outros que serão citados em breve – passar as franquias de San Antonio e Los Angeles em um futuro próximo e aí sim ser considerado favorito ao anel de campeão. Em 2008/2009, tem time para chegar na final, mas de conferência, o que já seria um grande avanço para um time que se mostrou apenas na última regular.
Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.
Phoenix Suns
Cada vez mais vejo a equipe do Arizona afastada de reais chances de título. Se quando o time era jovem o suficiente para correr no ritmo de jogo que a torcida já está acostumada, nesta temporada, com o elenco mais velho e um novo técnico – que provavelmente diminuirá o ritmo de transição defesa-ataque do Suns – a franquia está mais longe de qualquer pretensão maior. A chegada na pós-temporada deve acontecer, afinal o elenco é bom e conta com astros do porte de Steve Nash, Shaquille O’Neal e Amaré Stoudamire, mas sonhar com uma possível final é coisa demais para este time, que, além de tudo, ainda deverá contar com ingratas lesões ao longo da temporada, com O’Neal e Grant Hill sendo os principais alvos de tais infortúnios.
Status: aparecerá, sem maiores pretensões, na pós-temporada.
Houston Rockets
Muitos podem não ter a mesma opinião, mas com a volta do eficiente Yao Ming e a chegada do ótimo Ron Artest, vejo o Rockets emergir como um dos favoritos ao título da NBA. Se sem contar com os dois citados jogadores o time conseguiu embalar, em 2007/2008, a segunda maior série de vitórias da história da liga, com os dois integrados ao elenco, acredito que a franquia texana tenha força para ser campeã. Tracy McGrady nunca passou da primeira rodada da pós-temporada e terá nessa época uma chance única para provar aos críticos de plantão que não é o famoso ‘amarelão’. A defesa sólida do time, que ainda conta com o excelente Luis Scola e o exímio defensor Shane Battier vindo do banco, poderá fazer a diferença para o time, que tem como seu ‘calcanhar de Aquiles’ as lesões, uma vez que os principais jogadores do time – McGrady e Yao – costumam ter diversas passagens pelo estaleiro ao longo da temporada. Se a bruxa não for solta em Houston, é uma força a ser batida.
Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.
Dallas Mavericks
A terceira franquia do Texas, a meu ver, se encaixa na mesma posição em que coloquei o Phoenix Suns: um time em franca decadência, que deve entrar na pós-temporada, mas não deve almejar grandes feitos na mesma. O diferencial entre Mavs e Suns está na qualidade do elenco. O time do Arizona tem mais elenco que o do Texas, mas este, por sua vez, parece ter comando técnico mais gabaritado. Se Jason Kidd, Dirk Nowitzki e Josh Howard jogarem juntos tudo o que deixaram de jogar na última temporada, os torcedores do Dallas podem dar como certa a presença nos playoffs. Caso contrário, é bom o Mavericks olhar bem no retrovisor, pois a sétima colocação no Oeste em 2007/2008 é um grave alerta de quem tem gente com qualidade subindo a cada ano.
Status: aparecerá, sem maiores pretensões, na pós-temporada, caso seus bons jogadores joguem o que sabem; senão, pode acabar nem ficando entre os oito primeiros do Oeste.
Denver Nuggets
Aqui está uma franquia que mostra para todas as outras como NÃO se deve administrar um time que disputa qualquer campeonato profissional de basquete, sobretudo o mais disputado do mundo. A dupla de estrelas formada por Allen Iverson e Carmelo Anthony definitivamente não deu certo: fala-se em Denver que Iverson não deve seguir na equipe. Um ataque que faz muitos pontos; uma defesa que já era praticamente nula e perdeu seu principal referencial (Marcus Camby). É deste modo que o Nuggets caminha a passos largos para ficar de fora da pós-temporada da NBA. Equipes emergentes como Portland Trail Blazers têm (muitas) chances de tirar a vaga que, nos últimos anos, pertencia aos jogadores do Colorado.
Status: deverá lutar, mas acabará fora da pós-temporada.
Portland Trail Blazers
Citado na análise do Denver Nuggets como uma equipe emergente, o Blazers é mais que isso: na temporada 2008/2009 o time terá que provar que ótimos jovens valores podem sim conduzir um time aos playoffs. Para isso, o reforço de Greg Oden – que finalmente debutará na NBA – e a chegada do ótimo Rudy Fernandez fazem do time do Oregon um perigo aos mais velhos, acostumados a obterem com certa facilidade uma vaga entre os oito melhores da conferência. Nat McMillan, técnico da franquia, terá a árdua missão de comandar um time que é visto como um dos melhores para um futuro próximo e que tem em suas costas muita esperança depositada. Caso não haja guerra de egos interna e o sucesso não suba à cabeça dos meninos, o Blazers deverá sim figurar na pós-temporada.
Status: deve ir para a pós-temporada e adquirir experiência na mesma.
Golden State Warriors
Na última temporada, perdeu sua vaga entre os oito melhores no estouro do cronometro, por assim dizer, em disputa com o Nuggets. Perdeu na offseason seu principal craque nos últimos anos, o armador Baron Davis. No comando técnico, Don Nelson foi mantido e, com isso, o run’n’gun praticado nas últimas temporadas também deve continuar. Se com Davis a situação não era das mais fáceis, sem ele e com Monta Ellis armando o time – depois de se machucar nas férias e causar grande mal-estar no ambiente da franquia – as coisas não devem ser das melhores para a apaixonada torcida de Okland. Uma vaga nos playoffs é bastante improvável.
Status: deve, mais uma vez, ficar fora da disputa da pós-temporada.
Los Angeles Clippers
E finalmente o ‘primo pobre’ de Los Angeles resolveu se mexer. Cansado de obter boas escolhas no draft devido a suas péssimas campanhas nas temporadas regulares, o Clippers trouxe de uma só vez Baron Davis e Marcus Camby, melhorando o elenco que teve como grande baixa a saída de Elton Brand para o Sixers. Se equipes como o Mavericks e o Suns bobearem, podem ver o Clippers cada vez mais perto de suas vagas. Não é grande favorito a uma chegada nos playoffs, mas, dependendo do entrosamento de seu time, pode sim acabar fisgando a oitava vaga. O que a torcida realmente espera é que, nesta temporada, não haja a fatídica disputa pela primeira escolha do próximo recrutamento.
Status: caso haja entrosamento, pode disputar com Mavericks, Suns e Blazers uma vaga na pós-temporada.
Memphis Grizzlies
Sai Gasol entra… Gasol! O irmão mais novo da família Gasol, Marc, chega ao time com status de grande contratação para a temporada 2008/2009. O time é bastante jovem e conta com uma base formada agora por Mike Conley Jr, Rudy Gay e Marc Gasol. Apesar disso, a disputa na qual deve se envolver é a mesma das últimas temporadas: boa colocação no draft seguinte. Caso não desfaça seu elenco e trabalhe bem seus jovens valores, pode emergir no futuro em uma disputa por pós-temporada.
Status: disputará escolha alta no draft 2009.
Sacramento Kings
Realmente não sei o que dizer do Kings. Depois de se desfazer de Mike Bibby, a equipe trocou seu outro destaque, Ron Artest, que agora reforça o Rockets. Deve ficar, mais uma vez, fora dos playoffs, mas ao que tudo indica, passa por um processo de reformulação visando um futuro próximo. No entanto, das equipes que lutam por um futuro mais próspero, é a que menos me agrada. Fora da pós-temporada, não tem time para ser uma das piores franquias da NBA. Sua torcida deve sentir cada vez mais saudade dos tempos de Webber, Divac e cia.
Status: mais uma vez, fora da pós-temporada.
Minnesota Timberwolves
Ficou claro que o grande objetivo da equipe ao mandar Kevin Garnett para o Boston Celtics na última temporada não foi criar uma potência no Leste. Os Wolves fizeram uma temporada como o esperado em 2007/2008, mas cada vez mais parecem ter um time com um futuro mais feliz do que o presente. Se bem trabalhada, a dupla de garrafão composta por Kevin Love e Al Jefferson tem tudo para brilhar e criar esperanças de tempos melhores em Minnesota. Entretanto, não deve se meter na briga dos grandes times e deve acabar a temporada com uma escolha de draft alta em suas mãos.
Status: luta por escolha alta em 2009.
Oklahoma City Thunder
Última franquia do Oeste a ser analisada, deve ficar também com o último lugar da conferência. Provavelmente, a mudança de Seattle para Oklahoma não fará muita diferença. O time se diz olhando para o futuro, o que em todo caso é compreensível, afinal, no presente, não deve ter outro papel a não ser o de sacos de pancada. Favorito absoluto para a primeira escolha do recrutamento de 2009.
Status: pior time do Oeste, na luta pela primeira escolha em 2009.
Classificação final da conferência Oeste em 2008/2009*
1º – Los Angeles Lakers
2º – Houston Rockets
3º – Utah Jazz
4º – New Orleans Hornets
5º – San Antonio Spurs
6º – Portland Trail Blazers
7º – Phoenix Suns
8º – Dallas Mavericks
9º – Los Angeles Clippers
10º – Golden State Warriors
11º – Denver Nuggets
12º – Sacramento Kings
13º – Minnesota Timberwolves
14º – Memphis Grizzlies
15º – Oklahoma City Thunder
*palpite do autor, assim como em todo o restante do artigo.
Sonhos despedaçados

Aquilo que parecia ser uma temporada dos sonhos para os fãs da equipe das San Antonio Silver Stars toma desenhos de pura decepção nesse finalzinho.
Para começar, muitos esperavam que a armadora Becky Hammon levassse o prêmio de MVP da temporada. O prêmio ficou com a impressionante novata Candace Parker, que foi eleita também a novata do ano. A jogadora do Los Angeles Sparks recebeu 221 pontos, contra apenas 133 de Hammon.
Com essa pontuação, a armadora da Silver Stars ficou de fora inclusive do All-WNBA First Team, que foi completado por Lisa Leslie, com 192 pontos, Lindsay Whalen, com 178, Diana Taurasi, com 173, e, ao que parece, a única boa notícia para os torcedores das Stars nesse fim de temporada: Sophia Young, com 171 pontos.
Becky terá de se contentar com a nomeação para o All-WNBA Second Team, ao lado de Sue Bird, Asjha Jones, Deanna Nolan e Lauren Jakcson. Na minha opinião, pouco para o produzido pela loirinha durante a temporada, mas não podemos negar que o First Team conta com nomes de peso que também merecem a indicação.
E, para terminar a lista de sonhos despedaçados, a segunda derrota em dois jogos para o Detroit Shock, ambos em casa, praticamente eliminou qualquer chances de título das Stars. Agora, jogando dois jogos fora, uma derrota significa adeus definitivo ao título da WNBA, e o despertar do último dos sonhos dos torcedores da equipe texana.
Chaves para o título

Como noticiado aqui ontem no Spurs Brasil, o San Antonio Silver Stars foi derrotado no primeiro jogo da grande final da WNBA. Mesmo jogando em casa, a equipe sucumbiu no segundo período e acabou sendo derrotada; mesmo assim, o time mostrou que é capaz de virar a série nos jogos disputados em Detroit.
Desta maneira, tento apresentar algumas alternativas para escapar da forte defesa e do bom jogo ofensivo de Detroit apresentados no primeiro duelo.
1 – Sobre Becky Hammon
Tanto a veterana Katie Smith quanto Deanna Nolan têm mais estatura do que Becky Hammon. A armadora das Stars sofreu com a forte marcação de ambas no jogo um. Becky tem que procurar ser mais agressiva no ataque. Nesse tipo de jogo, em que o adversário pressiona na defesa, uma das soluções poder ser forçar as jogadas para ir à linha de lances livres; no primeiro embate, Hammon foi apenas cinco vezes até lá. Outra alternativa pode ser distribuir mais o jogo; a armadora costuma chamar a responsabilidade para si na maioria das vezes; desta maneira, seria importante envolver mais suas companheiras na partida. Cito como exemplo a ala Erin Buescher, que foi pouco acionada no jogo um; Buescher pode ser um diferencial importante nessa série.
2 – Banco de reservas
O técnico Dan Hughes utilizou somente duas jogadoras vindas do banco durante o primeiro jogo em San Antonio. Contudo, Ruth Riley e Morenike Atunrase não estavam em uma grande noite. É preciso valorizar a rotação, ainda mais quando o Detroit Shock também não pôde contar muito com suas suplentes.
3 – O fator casa
Em qualquer competição é fundamental vencer em casa. É claro que em uma final tudo pode acontecer e que tropeços acontecem, mas é complicado perder, ainda mais quando se trata do primeiro jogo da série. Nada está perdido, é claro, mas é obrigatório vencer os próximos duelos em San Antonio.
4 – A disputa no garrafão
Cheryl Ford – filha de Karl Malone – se contundiu durante a temporada regular e não disputa mais a liga nesse ano. Ford era a melhor jogadora de garrafão da equipe; sem ela, Detroit conta com a veterana Taj McWilliams-Franklin e com Kara Braxton. Taj já é uma veterana de anos na WNBA; ela foi importantíssima no jogo um da série, mas não se sabe até que ponto ela aguenta o ritmo da final. Braxton – apesar de regular – é uma jogadora limitada. Ambas as ‘grandalhonas’ de San Antonio (Ann Wauters e Sophia Young) têm mais qualidade que as do Shock; então é nesse ponto que a equipe pode levar uma certa vantagem.
5 – O chute de três pontos
As Stars são conhecidas pela mira calibrada nos tiros de três pontos. Todavia, no primeiro jogo, a equipe acertou apenas um arremesso em doze tentados. Foi uma noite infeliz, sem dúvidas, mas se San Antonio quer sair dessa final com o primeiro título em mãos, é preciso calibrar a pontaria.
É isso, caro leitor. Nada está perdido, mas é bom tomar cuidado com a experiente equipe de Detroit. Todo o cuidado é pouco, ainda mais no jogo dois, que será determinante para o andamento da série.
Acabou o reinado no Texas?
Não é de hoje que especialistas e torcedores do San Antonio Spurs pregam uma urgente renovação na equipe. Com a manutenção da base vitoriosa composta, principalmente, por Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, além da aquisição de bons jovens valores, o Spurs obteria um time que colocaria a equipe – ainda mais – como credenciadíssima ao título. Na atual abertura de mercado da NBA, nada de a franquia se mexer. Darius Miles foi cogitado e acabou no Celtics. Corey Maggette foi citado, mas escolheu o Warriors. A bola da vez é Stephon Marbury, mas este deve acabar longe de San Antonio.
Obviamente, nenhum dos citados jogadores é um promessa ou algo do tipo, mas seriam interessantes demais para uma significativa melhora na rotação do time. Miles e seu problema crônico no joelho receberam, após aposentadoria declarada e descartada aos 26 anos, uma chance dos atuais campeões da NBA. Se o jogador estiver com 100% de sua forma física, é um baita reforço para qualquer time. Maggette, dos citados reforços, é o que mais me agrada. Ala pontuador, traria alegria ao modo de jogar do time, fator que considero essencial. Por fim, Marbury e seu problema crônico no cérebro poderiam ser interessantes para uma equipe que tem Jacque Vaughn (agora Salim Stoudamire) na reserva imediata.
Enquanto isso, no mesmo Texas que abriga o Spurs, uma potência começa a tomar aparência. Trata-se do Houston Rockets, rival local do Spurs e que tem se reforçado muito (e bem) para próxima temporada. Tudo começou com o rival de San Antonio cedendo um grande jogador por um saco de batatas e algum dinheiro. Luis Scola, companheiro de Manu na seleção argentina, se firmou como um dos melhores novatos da última temporada e fez doer o coração daqueles que imaginaram um time (máquina?) formado por: Parker-Manu-Bowen-Scola-Duncan. Já nessa abertura de mercado, os Rockets trouxeram nada menos do que Ron Artest, polêmico ala que fez fama no Sacramento Kings, e que quando está com a cabeça no lugar é, de longe, um dos melhores defensores da NBA.
A chegada de Artest só fortalece ainda mais um grupo que já conta com o excepcional Tracy McGrady, que pode nunca ter passado da primeira rodada da pós-temporada, mas é um jogador de qualidade soberba. O pivô Yao Ming, astro da China, ainda completa este time, que promete vir com tudo para a obtenção de seu terceiro anel de campeão. E, se nada der errado, o Rockets tem time para fazer bonito na próxima temporada.
Se nos últimos dez anos – desde a formação da dupla Duncan-Robinson – o Spurs dominou o Texas, obtendo quatro títulos de campeão do Oeste (contra nenhum do Rockets e um do Dallas Mavericks, outro rival texano) e outros quatro da NBA (contra nenhum de ambos os rivais), o time de Houston pode tirar o de San Antonio da reta e se tornar o ‘mandante’ do Texas. A situação contrastante colocada a partir da formação de um grande time pelo Rockets e envelhecimento de um grande time pelo Spurs deve preocupar os torcedores do último, que vêem sua hegemonia ameaçada realmente pela primeira vez – o Mavericks nunca montou time como o montado pelo Houston agora, por isso considero a primeira ameaça.
Enfim, se o San Antonio Spurs não abrir seus olhos e reforçar o time com mais qualidades, podemos ter a surpresa de outra força emanando do Texas, desta vez vestindo vermelho e branco. Esperar o brilho de Tiago Splitter e a consolidação de Ian Mahinmi não é a solução, certo Popovich?

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