Arquivo da categoria: Na linha dos 3

Análise de um elenco brilhante

Com os campeonatos europeus de basquete em andamento (Masculino e Feminino), o Spurs Brasil cobrirá duas equipes: O CSKA Moscow, no basquete feminino, que conta com as jogadoras Becky Hammon, Ann Wauters e Edwiges Lawson-Wade – atletas do San Antonio Silver Stars – e o Tau Caramica, do brasileiro e draftado pelo Spurs, Tiago Splitter.

Desta maneira, começo hoje uma análise de ambos os elencos que se estenderá até minha próxima ‘Na Linha dos Três’. O escolhido de hoje será o CSKA Moscow, que mais uma vez montou um time forte para a disputa do competitivo campeonato russo e também da forte euroliga de clubes.

As Estrelas

#10 Ilona Korstin

Posição: Ala-armadora

Idade: 28 anos

Altura: 1.83 m

Porque ela é uma estrela?

Ilona Korstin é a grande estrela dessa equipe do CSKA. Quando classifico-a como principal estrela, não necessariamente quero dizer que é a melhor jogadora; entretanto, vejo Korstin como a grande líder e principal responsável pela vida do time. Estrela também no selecionado russo, Korstin chama atenção não só pela exuberância que desfila em quadra; seu jogo refinado aliado à sua força física – capaz de fazê-la brigar também pelos rebotes -, faz de Korstin uma guerreira em quadra e uma das principais jogadoras do mundo do basquete. Além disso, Korstin também é conhecida do público brasileiro; ela esteve em 2006 no Brasil para a disputa do mundial de seleções. Naquele torneio, suas médias foram 13.4 pontos, 5.3 rebotes e 3.0 assistências por partida.

#25 Becky Hammon

Posição: Armadora

Idade: 31 anos

Altura: 1.68 m

Porque ela é uma estrela?

A pequena armadora Becky Hammon dispensa apresentações – principalmente para nós, torcedores do San Antonio. Idolatrada na cidade texana, Hammon é aquele tipo de jogadora que todo técnico gostaria de contar; rápida, boa chutadora, decisiva e ainda por cima carismática. Na última Euroliga de clubes – principal torneio do continente -, Hammon foi uma das melhores atletas do CSKA, com médias de 12.9 pontos e quase três assistências por partida. Nesse ano, a jogadora, que se naturalizou russa para disputar as olimpíadas, busca levar seu time mais longe do que no ano passado, quando foram derrotadas nas quartas-de-final frente às também russas do UMMC Ekaterinburg.

#15 Katie Douglas

Posição: Ala

Idade: 29 anos

Altura: 1.83 m

Porque ela é uma estrela?

Katie Douglas pode ser considerada parte daquele seleto grupo de jogadoras das quais também está inserida Becky Hammon; as injustiçadas. Na minha humilde opinião, assim como Hammon, Douglas sempre foi uma jogadora que merecia mais chances no selecionado americano. Entretanto, sempre foi preterida por outras atletas nem sempre de melhor nível. Preferências a parte, após rodar na Europa jogando na Espanha e Lituânia, Douglas foi uma contratação de peso para a temporada do CSKA. Parece que foi um ano de mudanças para a jogadora, que também mudou de clube na WNBA no início da temporada; foi do Connecticut Sun – onde era a maior estrela do time – para o Indiana Fever. Douglas vem justificando sua contratação nesse começo de temporada, pois tem sido a melhor jogadora da equipe até o momento. A expectativa ao seu redor é grande, uma vez que o CSKA não quer ficar para trás dos seus principais adversários.

#11 Maria Stepanova

Posição: Pivô

Idade: 29 anos

Altura: 2.03 m

Porque ela é uma estrela?

A carismática grandalhona se tornou conhecida do público brasileiro após a disputa do campeonato mundial de 2006, em São Paulo. Na época, a Rússia surpreendeu ao derrotar os Estados Unidos na semifinal; Stepanova era o grande destaque daquela equipe, e fez, por jogo, médias de 16.0 pontos e 8.8 rebotes. O bom desempenho no mundial rendeu à jogadora o rótulo de melhor pivô do mundo (do qual particularmente eu não concordo). Aos 29 anos, Stepanova vai para sua sexta temporada junto com o CSKA e ainda é, sem dúvidas, uma das melhores pivôs da atualidade.

As Coadjuvantes

#12 Ann Wauters

Posição: Pivô

Idade: 28 anos

Altura: 1.95 m

O que ela adiciona ao time?

Desde 2004 no time russo, Ann Wauters é daquelas jogadoras que nunca é a estrela principal do time; contudo, é uma peça que adiciona muito a qualquer elenco, muito pela sua força de vontade. Conhecida também dos torcedores de San Antonio, Wauters chegou esse ano nas Stars e formou junto com Sophia Young e Becky Hammon um trio que deu muita dor de cabeça às adversárias da liga. Oriunda da cidade Sint-Niklaas, na Bélgica, Wauters também tem no currículo jogos pela fraca seleção de seu país. Muitas vezes, o jogo dela passa desapercebido por não ser daquelas atletas que dá show em quadra; Ann faz seu trabalho – muito bem feito, por sinal – e sem estardalhaços, o que é muito difícil de se observar em um mundo que cada vez mais um quer ser melhor do que o outro.

#9 Olexandra Gorbunova

Posição: Ala

Idade: 22 anos

Altura: 1.86 m

O que ela adiciona ao time?

A ala ucraniana Olexandra Gorbunova chegou esse ano ao renovado time do CSKA. Quando jogava pela equipe do MKB Euroleasing, da Hungria, Gorbunova teve expressivas médias de 14.3 pontos e 8.0 rebotes por partida na Euroliga. Além disso, foi a principal jogadora de sua equipe no campeonato mundial Sub-20; lá, suas médias foram ainda melhores; 19.6 pontos e 9.6 rebotes. Na sua estréia pelo time russo, Gorbunova anotou 11 pontos e agradou bastante ao técnico Gundars Vetra. Sua principal arma é o tiro de três pontos e a precisão nos arremessos de quadra; Gorbunova é vista na europa como uma jogadora de muito futuro – não é à toa que foi contratada pela milionária equipe do CSKA.

#4 Janel McCarville

Posição: Pivô

Idade: 25 anos

Altura: 1.89 m

O que ela adiciona ao time?

Janel McCarville é uma jogadora que evoluiu muito desde a sua chegada à WNBA. No New York Liberty, McCarville é hoje uma das principais jogadoras; ela ajudou sua equipe a chegar nas semifinais de conferência desse ano – feito que não ocorria há algum tempo. Sua força física e boa defesa garantem à atleta um bom posicionamento no garrafão e uma boa quantidade de rebotes; entretanto, é possível que ela tenha seus minutos no time russo bastante reduzidos, já que a disputa por vagas de pivô e ala-pivô é muito grande. Maria Stepanova é uma espécie de xodó dentro do elenco, ao passo que Ann Wauters ainda está um nível acima de McCarville. Aos poucos, ela irá entrar e contribuir com a equipe, mas não espere na Europa a mesma Janel da WNBA.

#14 Liudmila Sapova

Posição: Ala-pivô

Idade: 24 anos

Altura: 1.85

O que ela adiciona ao time?

A jovem russa, novidade no elenco desse ano, é uma das interessantes atletas do país no basquete; contudo, ainda tem muito o que provar e deve ser apenas uma opção secundária dentro do elenco. Um bom começo para ela pode ser se destacar no CSKA. Apesar da pouca idade (24 anos), Sapova já rodou por clubes como o Dynamo de Moscow e o Chevakata – sua última equipe antes do CSKA. Pelo Chevakata, Sapova conseguiu médias de 13.0 pontos e 5.3 rebotes por jogo na última Euroliga, sendo assim uma das principais jogadoras do time. Pela Rússia, no último campeonato mundial Sub-20, Sapova obteve médias de 10.1 pontos e 4.4 rebotes.

#8 Edwiges Lawson-Wade

Posição: Armadora

Idade: 29 anos

Altura: 1.66 m

O que ela adiciona ao time?

Na equipe russa desde 2004, Edwiges Lawson-Wade é daquelas jogadoras que parece nascida para ser coadjuvante. O termo poderia soar pejorativo, mas quem vê Edwiges em quadra tem a certeza que ela é uma grande atleta. Aos 29 anos, ela contribui mais com experiência do que com jogo propriamente dito. Também conhecida dos torcedores de San Antonio, Edwiges foi importante na conquista do título da Conferência Oeste, substituindo a titular Becky Hammon em momentos importantes dos duelos. Na última temporada pelo CSKA, Wade obteve médias de 7.1 pontos e quase quatro assistências por jogo.

#13 Elena Danilochkina

Posição: Ala-armadora

Idade: 22 anos

Altura: 1.85 m

O que ela adiciona ao time?

Elena Danilochkina é uma das maiores promessas do basquetebol russo para os próximos anos. Com apenas 22 anos, ela já tem um vasto currículo  – incluindo clubes e seleções de base. Nova contratada do CSKA, Danilochkina construiu uma sólida carreira quando atuou de 2002 a 2007 no Dynamo de Moscow. Na equipe rival, a jogadora foi muito bem na última temporada; suas médias na Eurocup – competição secundária do continente – foram 11.9 pontos e 4.0 rebotes. Pelo selecionado russo, Danilochkina foi um dos destaques da equipe campeã do torneio Sub-18 em 2002 e do torneio Sub-20 de 2004. Além disso, em 2006, a atleta foi condecorada com o prêmio de melhor atleta jovem da Rússia.

#5 Ekaterina Lisina

Posição: Pivô

Idade: 21 anos

Altura: 1.98 m

O que ela adiciona ao time:

À exemplo da companheira Danilochkina, Ekaterina Lisina é também uma das boas promessas do basquete russo; uma prova disso foi a nomeação para a disputa do prêmio de melhor atleta jovem de 2006, concedido pela FIBA. Lisina começou sua carreira cedo; aos 16 anos mudou para a Hungria para jogar pelo Mizo Pecs. A jogadora ficou pouco tempo na equipe húngara; entretanto, em duelo pela euroliga contra o próprio time do CSKA, Lisina chamou atenção por bloquear duas vezes sua colega (Na época adversária) Maria Stepanova. Alguns dizem que a jogada foi o passaporte da atleta para o campeonato mundial de 2006; verdade ou não, o jogo de Lisina encheu os olhos do técnico da seleção, Igor Grudin, que não pensou duas vezes em convocá-la para seu time. Uma das barreiras para a grandalhona no CSKA será a forte concorrência; todavia, o jogo de Lisina é somente para daqui alguns anos.

Fora de Combate

OIga Arteshina

Posição: Ala

Idade: 25 anos

Altura: 1.82 m

O que ela adiciona ao time?

Apesar de ainda jovem, Olga Arteshina é um dos grandes símbolos dessa equipe do CSKA Moscow. Na equipe desde 1997, Arteshina já disutou duas olimpíadas, campeonato mundial, campeonato europeu, já foi medalha de ouro, de prata e de bronze; ou seja, apesar dos 25 anos, já possui um vasto currículo. Para os aficcionados pelo time, é uma pena que um símbolo como ela esteja fora de combate; entretanto, é por um grande motivo. Arteshina está fora das quadras devido à gravidez; inclusive não disputou as Olimpíadas de Beijing pelo mesmo motivo. Na última temporada pelo CSKA, suas médias foram de 8.5 pontos e 5.3 rebotes.

Pré-temporada não vale nada

Final das férias. É hora de os jogadores da NBA deixarem de lado a boa (ótima) vida que levam longe das quadras e focarem suas atenções nos treinamentos e partidas que se arrastarão até meados de maio, quando apenas 16 franquias conseguirão a tão sonhada vaga para a pós-temporada. Mas antes que a temporada regular da NBA seja iniciada, os times têm sua chance de vender alguns ingressos e mostrar para os fãs os times que desfilarão por, no mínimo, 82 jogos. É aí que começa a chamada pré-temporada.

Antro de jogadores jovens, a pré-temporada tem a função inicial de prever a temporada que começará, além de apresentar novatos e entrosar equipes. Mas será que a disputa da mesma é realmente válida? Comecemos nossa análise pelo San Antonio Spurs.

Multi-campeã da NBA na década em vigência, a franquia de San Antonio parece ser o retrato perfeito da pré-temporada: jogadores com contrato curto para serem testados, astros fora por lesão, placares adversos. A começar pela ausência do lesionado ala-armador Manu Ginobili, o Spurs já se apresenta vazio para a disputa da pré-temporada. Perder ou ganhar pouco importa, e jogadores que provavelmente nunca mais terão seus nomes pronunciados pelos narradores do AT&T Center desfilam seu jogo pelas quadras texanas. Jogadores como o ala-pivô Anthony Tolliver, que com seus disparos certeiros de três pontos e boas atuações nos jogos que precedem a temporada regular, tem chamado a atenção de muitas pessoas, entre elas Gregg Popovich, técnico do Spurs e responsável pela chance de Tolliver na equipe. Porém, pensem: Tolliver tem se destacado em jogos nos quais o Spurs não tem compromisso nenhum – assim como o adversário. Muitos pedem sua contratação, mas qual será o jogador que se esconde atrás do “Tolliver da Pré-Temporada”? Um cara que provavelmente não terá muitas chances quando a coisa tiver validade, creio eu, e que ainda não terá na regular o belo aproveitamento que tem apresentado nos últimos embates. Pego o ala-pivô como exemplo pois seu caso é gritante, mas muitos como ele se apresentam nos 30 times que disputam a NBA.

Outro exemplo gritante pode ser encontrado na última sexta-feira, 17 de outubro. Imagine-se na seguinte situação, leitor: o Boston Celtics, atual campeão da NBA, recebe em seu ginásio o combalido New York Knicks, de técnico novo e elenco velho. A partida, válida para a disputa da regular, será decisiva para o Celtics. Quem é o favorito? Quem, pela lógica, vencerá? Claro, o esporte é a parte da vida onde a lógica mais se desfaz, mas apontar o Knicks como favorito à vitória é uma jogada arriscadíssima. Pois na citada sexta-feira, vitória do Knicks em um TD Banknorth Garden lotado de verde e branco. Situações pitorescas provocadas pela risória pré-temporada. É o caso igual ao de Tolliver: quem apostará nele na regular? Quem apostará no Knicks na regular?

Por essas e outras a pré-temporada da NBA segue não tendo valor nenhum no âmbito da disputa. O lado físico, é claro, é revigorado, assim como os ânimos que começam a imaginar a disputa que se seguirá por meses. Mas nem o entrosamento é ressaltado, afinal, se o Celtics perdeu para o Knicks e o Spurs tem como grande destaque Tolliver, qual será o desfecho desses times quando a coisa for para valer?

E não digam que não avisei se em meados de maio o site da NBA informar que Anthony Tolliver, ala-pivô do San Antonio Spurs, tem as impressionantes médias de 0.8 pontos e 1.2 rebotes em pouco mais de dez minutos disputado por jogo na temporada regular.

Pré-temporada? Não vale nada mesmo.

Quem sai e quem fica

Parker, Ginobili, Finley, Udoka, Bowen, Duncan, Oberto e Thomas. Na minha opinião, esses são os únicos 8 jogadores integrantes do elenco da equipe do San Antonio Spurs presentes na última campanha com vaga assegurada para o plantel que disputará a temporada 2008/2009. Aqueles que completarão o plnatel, participarão da rotação ativa ou até beliscarão uma vaguinha de titular ainda são uma incógnita para os torcedores. Por isso, uso esse espaço para fazer uma análise dos postulantes a terminarem o mês de outubro ainda integrando o elenco texano;

#2 Malik Hairston

Hairston obteve discretas médias 5,5 pontos, 4,3 rebotes e 1,5 assistências nas 4 partidas que disputou nessa pré-época. Nos números, está atrás de Hill, Green e Farmer na disputa por uma vaga no perímetro do elenco dos Spurs para a próxima temporada; porém, é o jogador que mais autou nessas partidas em termos de minutos e pode ser a surpresa de Pop no elenco.

#3 George Hill

A primeira escolha dos Spurs no último draft perdeu apenas o último dos 4 jogos disputados até agora pela pré-temporada, e por motivo de lesão. As médias de 8 pontos, 3,3 assistências e 2,33 roubadas por jogo animam, e, graças às suas atuações, Hill pode até, quem sabe, figurar na rotação dos Spurs como reserva imediato de Parker.

#8 Roger Mason

O ala-armador, uma das principais contratações da equipe texana para a temporada, teve, nos 3 jogos que disputou nessa pré-época, médias inferiores a Green e Farmer. Porém, Mason deve estar jogando com uma motivação menor por já ter uma vaga no elenco dos Spurs praticamente garantida; quem sabe, poderá até começar algumas partidas como titular com a contusão de Ginobili.

#11 Jacque Vaughn

Apesar de contar com o prestígio de Gregg Popovich, o que já o fez barrar Beno Udrih e Damon Stoudamire, Vaughn, com médias de 4,3 pontos e 2,8 assistêcias alcançadas nos 4 jogos em que atuou pela pré-temporada, está atrás de Hill e Mason na disputa pela reserva imediata de Tony Parker.

#15 Matt Bonner

O ala-pivô começou bem a temporada passada, mas foi perdendo espaço e, com a volta de Robert Horry, deixou de fazer parte da rotação ativa da equipe dos Spurs. Rumores davam conta de sua saída ao final da última época; porém, o jogador participou ativamente dos 4 jogos até agora disputados na pré-temporada, alcançando médias de 8 pontos e 4 rebotes por partida. Deve ser mantido no elenco.

#22 Devin Green

O ala, que atuou nas 4 partidas da pré-temporada dos Spurs até agora, vem com médias de 7 pontos e 2,8 assistências por jogo. Caso Pop estreja disposto a abrir uma vaga para o perímetro do elenco, Green e Farmer devem disputá-la. Mas vale lembrar que a concorrência é grande já dentro do plantel dos Spurs.

#23 Salim Stoudamire

Com fama de “bichado”, Stoudamire já desfalca os Spurs nessa pré-temporada graças a problemas com lesões. Com isso, dará oportunidade de Hill e Mason mostrarem seu basquetebol antes dele mostrar o seu. Terá de correr atrás do tempo perdido quando voltar de contusão, mas, como foi trazido com status de uma das principais contratações da equipe, deve ter sua vaga assegurada para a disputa da temporada.

#28 Ian Mahinmi

Lesionado, Mahinmi vem perdendo a pré-temporada que poderia ser sua principal chance de mostrar serviço a Gregg Popovich. Graças a sua ausência e às consistentes atuações de Bonner e Tolliver, Mahinmi deve ter adiada sua oportunidade no elenco principal dos Spurs.

#31 Darryl Watkins

Apesar de ter atuado nos 4 jogos da pré-temporada disputados até então, as discretas médias de 3,5 pontos e 3,3 rebotes por jogo colocam Watkins atrás de Bonner e Tolliver na disputa por uma vaguinha no garrafão dos Spurs para a próxima temporada.

#33 Desmon Farmer

Farmer, que disputou os 4 jogos dos Spurs nessa pré-temporada, foi, em média, o principal pontuador da equipe se contarmos somente as alas, perdendo apenas para Parker e Hill no perímetro. Com 7,3 pontos por jogo, Farmer pode até beliscar uma vaguinha no elenco texano para a temporada, apesar da concorrência nas alas ser bem forte.

#35 Anthony Tolliver

O ala-pivô não ficou de fora de nenhuma das 4 partidas disputadas pelos Spurs até agora nessa pré-temporada, participando com médias de 7,8 pontos e 4,5 rebotes por jogo. Deve disputar com Bonner a quarta vaga na rotação ativa do garrafão da equipe.

#41 Charles Gaines

Gaines me parece ser, daqueles que vêm atuando nessa pré-temporada, aquele que menos tem chances de permanecer no elenco dos Spurs. Apesar de ter atuado nos 4 jogos disputados até então, suas discretas médias de 3,3 pontos e 0,8 rebotes por jogo o credenciam a ser dispensado em breve pela comissão técnica de Pop e companhia.

Um fim e um recomeço

Pouco mais de uma semana após a final da WNBA, em que o Detroit Shock simplesmente varreu o San Antonio Silver Stars – estreante em finais -, é tempo de refletir. O time do Texas fez um trabalho sensacional durante a temporada regular; não me canso de dizer que desde a chegada de Dan Hughes (há três anos atrás) a equipe mudou da água pro vinho. Junto com ele, chegaram Becky Hammon, Ann Wauters, Shanna Crossley, entre outras; Sophia Young amadureceu e se tornou uma das melhores jogadoras da liga. A pergunta que fica então é a seguinte: O que faltou para conquistar o título?

O Detroit Shock é uma equipe experiente, com um técnico experiente – o veterano bad boy Bill Laimbeer. Jogadoras como Katie Smith, veteraníssima do selecionado norte-americano, Deanna Nolan, que quase foi na de Becky Hammon para disputar as Olimpíadas de Beijing pela Rússia, e Taj McWilliams-Franklin, que já rodou por muitas equipes da liga, sem dúvidas fizeram a diferença. Seria infeliz da minha parte afirmar que foi a experiência que colocou em cheque toda a campanha das Stars, já que as comandadas de Dan Hughes contavam com jogadoras rodadas, como Vickie Johnson, Becky Hammon e a própria Ann Wauters.

Desta maneira, fica claro que o que faltou foi um pouco de comando e um pouco mais de atitude por parte das principais jogadoras. Longe de mim promover caça às bruxas ou qualquer coisa do tipo, até porque o que essas pessoas fizeram (Técnico e jogadoras), ninguém jamais havia feito na história da franquia. Torço para que o baque desse ano fique de lição para a temporada que só retorna em meados do ano que vem; agora é hora das jogadoras retornarem às suas equipes da Europa para a disputa dos campeonatos regionais e da Euroliga de clubes. Tenho certeza que na próxima temporada o time estará um pouco mais maduro, e quiçá vacinado para não deixar o sucesso de melhor campanha subir à cabeça novamente.

Do outro lado da corda está o San Antonio Spurs. Eliminado na final da Conferência Oeste pelo Los Angeles Lakers ao término da última temporada, o Spurs busca seu quinto título com alguns novos nomes no elenco. Nenhum nome de peso chegou, e, ainda por cima, o time ficará sem o astro Manu Ginobili durante um bom período da temporada – devido a uma cirurgia no tornozelo. Mesmo assim, estou mais confiante do que o ano passado, pois os primeiros sinais de reformulação estão chegando sem aquele declínio crítico pelo qual as equipes costumam passar nessas mudanças.

É claro que Roger Mason, Salim Stoudamire e George Hill não são os salvadores da pátria; longe disso. Todavia, são jogadores que chegam com o objetivo de fazer o que muito poucos fazem: O serviço sujo. Trabalhar duro, jogar para o time, se empenhar com todo o coração à equipe em detrimento de bons números. Essa parte quase ninguém está disposto a fazer, e se torna cada vez mais difícil enxergar nos elencos por aí atletas que exercem esse tipo de função; nesse quesito, pelo menos, o Spurs está um passo à frente.

A temporada 2008/2009 – Conferência Leste

Amigos leitores do Spurs Brasil,

Terminarei hoje minha análise sobre a temporada 2008/2009 da NBA. Na última semana, foram analisados os 15 times da conferência Oeste, deixando para a presente data os restantes da conferência Leste.

Boston Celtics

Os atuais campeões da NBA voltam à disputa com um time praticamente intacto. O trio composto por Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce está no ápice de seu entrosamento. Experiente, a franquia perdeu James Posey para o New Orleans Hornets, e, para o seu lugar, contratou a maior interrogação da NBA nos últimos tempos: o ala Darius Miles, cuja aposentadoria já foi anunciada e desfeita devido a uma grave lesão no joelho. Se Miles estiver bem fisicamente, é um grande reforço para o Celtics, mas se estiver, como no fim de sua passagem pelo Portland Trail Blazers, pode ser um peso para a equipe carregar. De qualquer modo, os campeões vão com tudo na busca pelo bicampeonato. E têm time para tal.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Detroit Pistons

Muitas pessoas costumam dizer que desde a final na qual o Pistons perdeu o título para o San Antonio Spurs, em 2004/2005, as duas equipes pararam no tempo e mantiveram suas fortes equipes que, no entanto, envelheceram. Realmente, a base formada pelo time de Detroit é uma das mais experientes da NBA, fator que, no entanto, não os tira do grupo de favoritos. Finalista da conferência Leste nos últimos seis anos, a equipe conta com o entrosamento altíssimo de seu elenco e a afirmação de jovens valores como o ala Rodney Stuckey e o ala-pivô Jason Maxiell para tentar voltar aos tempos de glória. Acredito que a franquia tem belíssimas chances de alcançar sua sétima final consecutiva e, quem sabe, se sagrar campeã.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Cleveland Cavaliers

Muitas pessoas olham torto para a franquia do Ohio dizendo que o time é formado por LeBron James e mais quatro sombras no elenco titular. Entretanto, se analisarmos homem a homem o time do Cavaliers, veremos que ele é muito mais que isso. Uma bela defesa, composta por James e pela dupla de garrafão formada por Ben Wallace e Zydrunas Ilgauskas – com o brasileiro Anderson Varejão entrando na rotação – e que agora ganhou uma linha de armação de muita categoria: Mo Williams é o principal reforço para a temporada e entrará em quadra como o melhor escudeiro de James desde que o mesmo foi recrutado em 2003. O rótulo de favorito ao título talvez não caiba ainda ao Cavaliers, mas assim como Utah Jazz e New Orleans Hornets no Oeste, este time pode sim chegar a uma final sem ser considerado ‘zebra’.

Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.

Orlando Magic

Surpresa na última temporada, a equipe comandada em quadra pelo Ivo Dwight Howard terá em 2008/2009 a missão de provar que não foi apenas uma surpresa. A equipe de Orlando tem em sua principal arma ofensiva e defensiva Howard, que ao lado do ala Rashard Lewis é capaz de fazer estragos em qualquer defesa. O turco Hedo Turkoglu é apontado por muitos como um fator-surpresa do time, mas, em minha opinião já jogou seu máximo em 2007/2008, quando teve sua melhor temporada na NBA. No mais, o Magic não se reforçou como precisava e por isso pode sofrer concorrência de algumas franquias que emergem no lado Leste. Mesmo assim, a vaga na pós-temporada parece estar assegurada pela segunda vez consecutiva.

Status: pós-temporada garantida; terá que se esforçar para não sofrer com as equipes emergentes do Leste.

Toronto Raptors

Desde sua entrada na NBA, a única equipe canadense da liga talvez nunca tenha tido uma equipe tão forte como a que começa a ser esboçada para a disputa da temporada 2008/2009. Com a contratação do astro Jermaine O’Neal, os canadenses podem se gabar por terem, pelo menos no papel, uma das melhores duplas de garrafão da NBA atual. Somado esse fator ao maior tempo de quadra que o armador espanhol Jose Calderón terá devido a saída de TJ Ford, o Raptors têm tudo para chegar à pós-temporada e fazer bonito. Tudo isso se a equipe obtiver o entrosamento necessário durante a disputa da regular. No entanto, seria uma ‘zebra’ caso chegasse à final já nessa temporada.

Status: deve figurar na pós-temporada e dependerá do entrosamento de suas novas peças para alçar vôos maiores.

Washington Wizards

A principal movimentação do time da capital estadunidense durante a abertura do mercado da NBA foi a renovação com o armador Gilbert Arenas, por valores que ultrapassaram a casa dos US$ 100 milhões. Arenas prometeu ser campeão em Washington e desfalcar menos a equipe, mas já estará fora até dezembro devido a uma lesão. Com a renovação e o surgimento de boas franquias no Leste, a arrancada logo no início será fundamental para as pretensões da equipe, que pode ver sua vaga na pós-temporada ameaçada.

Status: pode chegar à pós-temporada, mas corre risco de se ver fora da mesma devido ao surgimento de elencos melhores.

Philadelphia 76ers

Elton Brand e Sixers protagonizaram a maior – e talvez mais importante – movimentação do mercado da NBA no verão estadunidense de 2008. A chegada do ala-pivô já fez com que o time fosse credenciado por muitos como um favorito ao título. Vejo as coisas com mais calma: o elenco realmente melhorou e o Sixers agora não será mais um azarão como foi na última temporada. Entretanto, bater forças com o Celtics, o Pistons e até mesmo o Cavaliers está um pouco acima de se reforçar. No decorrer da temporada, Andre Iguodala, Brand e Andre Miller deverão aumentar o entrosamento da equipe, que deve figurar na pós-temporada e, quem sabe, fazer melhor campanha do que última temporada, quando não passou da primeira rodada.

Status: deve chegar à pós-temporada e adquirir experiência na mesma.

Atlanta Hawks

Na temporada 2007/2008, o time montou um quinteto inicial de dar inveja a muitos grandes da NBA. Afinal, alinhar em um mesmo time Mike Bibby, Joe Johnson, Josh Smith e Al Horford não é para qualquer um. O entrosamento foi aparecendo e o fato de a equipe ter levado a série contra o Celtics na pós-temporada passada para o fatídico sétimo jogo mostrou que, além de um bom time, o Hawks tem um elemento determinante a seu favor: a Phillips Arena, na qual manda seus jogos. Caso nenhuma peça-chave deixe o elenco – rumores colocam Bibby fora da franquia até fevereiro – a equipe tem time para fazer bonito na temporada 2008/2009. É uma grata aparição na conferência Leste.

Status: deve figurar na pós-temporada, mas sem maiores pretensões.

New Jersey Nets

Até onde o jogo de Vince Carter pode levar o Nets? Visto por muitos como “apenas” um showman, Carter terá, pela primeira vez, a dura missão de conduzir sozinho a franquia. As saídas de Jason Kidd e Richard Jefferson deixaram o time com apenas um craque e um elenco recheado de jovens e contratos expirantes, no que muitas pessoas enxergam como uma tentativa de limpeza na folha salarial para uma possível contratação do astro LeBron James em 2010, quando o mesmo se tornará agente livre. Sinceramente, não acredito que Carter possa carregar esse time por um caminho mais longo, e caso nenhum dos jovens do time se destaque muito acima do esperado, o Nets será um dos favoritos à primeira escolha do draft de 2009.

Status: deverá ser um dos times que lutará pela primeira escolha de 2009.

Indiana Pacers

Larry Bird tem tido a dura missão de se mostrar como dirigente. A comparação com seus tempos de jogador é inevitável e, em alguns momentos, ofusca o bom trabalho que ele tem feito a frente do Pacers. Se na última temporada, com um time aparentemente cansado, a franquia ficou a uma vitória da classificação para a pós-temporada, em 2008/2009, com um elenco rejuvenescido e fortalecido – apesar da saída do até então astro do time, Jermaine O’Neal – o Pacers pode sim ser uma das equipes que figurará nos playoffs. No entanto, essa não é uma tarefa fácil para o time, que deverá correr por fora na disputa da oitava vaga no Leste.

Status: corre por fora por uma vaga na pós-temporada.

Miami Heat

Campeão na temporada 2005/2006; pior time na temporada 2007/2008; grande promessa para a temporada 2008/2009. Este é o panorama de uma das equipes mais intrigantes da última temporada da NBA. O Heat contava com craques como Dwyane Wade e Shaquille O’Neal (sendo esse substituído, mais tarde, por Shawn Marion), mas mesmo assim fez uma das campanhas mais pífias de toda a história da NBA. Todos sabem que, da metade em diante em 2007/2008, as derrotas eram aceitas com certa alegria, visando sempre a primeira escolha no recrutamento de 2008. O sorteio de escolhas, no entanto, deu ao Heat a segunda posição, na qual o time recrutou o astro universitário Michael Beasley. A espinha dorsal da equipe está formada e acredito que nesta temporada as eventualidades do passado serão deixadas de lado e o time voltará a disputar a pós-temporada – mesmo que não a dispute com pretensões de título.

Status: um bom time que deve aparecer na pós-temporada.

Chicago Bulls

Algumas pessoas podem não acreditar em sorte, mas creio que os torcedores do Bulls sabem bem o que significa essa palavra: após terminar 2007/2008 na 11ª posição da conferência Leste, a equipe ganhou um belo presente do destino ao ser sorteado como o time que teria direito à primeira escolha no draft 2009. Derrick Rose, armador, foi o escolhido, mas não deve ser a solução para um elenco que, para muitos, deveria ter ido à pós-temporada já na última temporada. A base da equipe não é ruim, mas algo acontece em Chicago e a franquia sempre encara problemas incomuns, como a renovação com o ala-armador Ben Gordon, finalizada recentemente e que abalou as relações do jogador com a franquia e os fãs. O Bulls não é um time a ser descartado, mas, com o nivelamento do Leste, acredito que, mais uma vez, fique de fora da pós-temporada.

Status: deve, mais uma vez, ficar fora da disputa da pós-temporada.

Charlotte Bobcats

Ex-caçula da NBA (perdeu o posto para o Oklahoma City Thunder), o Bobcats terá para 2008/2009 reforços importantes dentro da própria equipe: Adam Morrison e Sean May retornam ao time depois de passarem mais de um ano no estaleiro. Com mudança no comando técnico da equipe e a presença do trio formado por Emeka Okafor, Jason Richardson e Gerald Wallace, o Bobcats terá um belo time para se trabalhar no futuro, mas que no presente talvez ainda não renda os frutos esperados.

Status: depende da condição física de seus jogadores: se estiverem bem, pode até correr por fora, apesar de ter um time com mais expectativa de futuro.

Milwaukee Bucks

A equipe se envolveu em duas grandes trocas na offseason: em uma, perdeu o armador Mo Williams, e, na outra, adquiriu o ala Richard Jefferson. Ainda assim, penso que não é o bastante para um time que se diz disposto a lutar por vaga na pós-temporada. O Bucks pode ter se reforçado, mas acredito que lutará por uma escolha alta mais do que por vaga nos playoffs.

Status: deverá ficar fora da pós-temporada.

New York Knicks

A franquia começou os planejamentos da temporada 2008/2009 mandando Isiah Thomas embora e contratando Mike D’Antoni para seu lugar. A renovação também tinha como intuito ‘limpar’ o elenco, mas o mesmo se mantém intacto. É o grande favorito do Leste para a primeira escolha do recrutamento de 2009.

Status: favorito à primeira escolha de 2009.

Classificação final da conferência Leste em 2008/2009*

1º – Boston Celtics
2º – Detroit Pistons
3º – Cleveland Cavaliers
4º – Philadelphia Sixers
5º – Orlando Magic
6º – Miami Heat
7º – Toronto Raptors
8º – Atlanta Hawks
9º – Indiana Pacers
10º – Chicago Bulls
11º – Washington Wizards
12º – Charlotte Bobcats
13º – New Jersey Nets
14º – Milwaukee Bucks
15º – New York Knicks

*palpite do autor, assim como em todo o restante do artigo.