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Os brasileiros na Euroliga

Hoje, no espaço da Na Linha dos Três, deixarei o leitor por dentro do desempenho dos quatro pivôs brasileiros que representam o basquete do nosso país na Euroliga dessa temporada – a segunda competição de clubes mais importante do basquetebol masculino mundial. Vamos aos nomes:

J.P. Batista

João Paulo Batista nasceu em 1981. Tem 2,06m de altura e atualmente atua com a camisa 11 do time francês Le Mans – equipe lanterna do grupo A, com cinco derrotas e nenhuma vitória. J.P. atuou em todos os jogos da equipe pela Euroliga até agora, obtendo 13,8 pontos e 3,6 rebotes em 24:20 minutos em média. J.P. é conhecido do público brasileiro por já ter atuado em várias oportunidades pela seleção do nosso país.

Vitor Faverani

Com muito tempo de basquete ainda pela frente (o atleta nasceu em 1988), Faverani é visto como um jogador de muito potencial na Espanha, país aonde atua com a camisa 15 da equipe do Unicaja, time que, com três vitórias e duas derrotas, ocupa a terceira colocação do grupo A. No alto de seus 2,09 de altura, Faverani ainda vem sendo trabalhado por seu time; atuou, em média, 7:06 minutos nos quatro jogos que disputou e obteve 8 pontos e 2,3 rebotes por partida.

Paulo Prestes

O atleta, que também nasceu em 1988, é mais uma jóia a ser lapidada pela equipe do Unicaja. Com 2,10m de altura, o camisa 16 ainda não entrou em quadra pela equipe nessa Euroliga.

Tiago Splitter

Tiago Splitter nasceu no ano de 1985. Tem 2,12m de altura. O futuro jogador dos Spurs é a principal referência brasileira atuando na Euroliga. O camisa 21 do TAU Ceráamica, equipe que cobrimos na nossa coluna De Olho Neles, atuou em quatro partidas até agora e obteve médias de 16,8 pontos e 3,8 rebotes por jogo em 21:31 minutos.

Primeira escolha? Sei…

Nada como uma semana fora do mundo do basquete, não? Foram contados sete dias desde que me ausentei por motivos pessoais deste espaço que hoje volta a me pertencer – e meus sinceros agradecimentos ao Lucas, por seu brilhante e incentivador texto. E não é que depois deste curto espaço de tempo, quando retorno ao “batente”, vejo uma situação no mínimo… estranha? Pois é, bastante estranha até. E eu explico.

O péssimo início de campanha do San Antonio Spurs na temporada regular em vigência na NBA assustou torcedores e despertou em secadores aquele velho desejo de sacanear a equipe, coisa que não era muito fácil de se fazer visto o amplo domínio que a mesma vem exercendo no basquete norte-americano nos últimos anos. Piadinhas de mal-gosto e algumas até com certa fundamentação foram feitas pelos amigos adversários. Pois bem, acabou-se o que era doce.

Muitos disseram que, do jeito que as coisas iam, o Spurs voltaria a ensaiar uma campanha como aquela que lhe valeu, no ano seguinte, a aquisição de Tim Duncan. Isso mesmo amigo leitor, alguns achavam que o Spurs teria a pior campanha dentre todos os times da NBA nesta temporada. Não torcedor amigo, não gaste suas forças rindo. Era o ÚNICO momento nos últimos DEZ anos que isso pôde ser dito, não? Pois então, gaste agora seu tempo para rir: eles (secadores) quebraram a cara!

Mesmo sem Manu Ginobili, mesmo sem Tony Parker e com uma equipe evidentemente envelhecida, o Spurs manteve a calma, segurou as pontas e atingiu uma campanha equilibrada, com seis derrotas e seis vitórias. Com o retorno de Manu ontem, diante do jovem Memphis Grizzlies, sete vitórias e seis derrotas. Bela campanha para se obter a primeira escolha, na minha opinião.

Não digo que nosso time é hoje o favorito ao título. Ainda não, claro, estamos desfalcados, os outros times já têm mais entrosamento e todas essas coisas da vida. Mas a volta de Parker provavelmente será marcada pela campanha positiva da equipe, fator que dará ao francês tranquilidade para voltar bem. Some isso ao fato de termos Duncan e Ginobili e também ao ótimo jogo apresentado por alguns coadjuvantes que, em minha humilde opinião, não teremos a pior campanha desta temporada.

Secadores, minhas sinceras desculpas, mas é difícil fazer piadas conosco, não? Primeira escolha? Acho que não…

Meus all-stars

Aproveitando o recente post do meu colega Koba, uso esse espaço no dia de hoje para divulgar minhas escolhas para o All-Star Game de 2009, que será disputado em Phoenix no mês de fevereiro. Vamos às listas:

Conferência Oeste

Parker, Leandrinho, Bowen, Duncan e Jefferson

Nessa conferência, deixei o coração falar mais alto. Nas posições 1, e 4. Tony Parker e Tim Duncan dispensam apresentações. Na ala, a eleição de Bruce Bowen para o All-Star Game seria um prêmio para o lado defensivo do basquete, tão importante para o esporte. E nem é necessário falar o quanto me anima a possibilidade de um brasileiro disputando o ASG; razão essa pela qual escolhi Leandrinho na posição 2 e Nenê no voto extra possível a um jogador não previamente indicado. Deixei Manu de fora; voltando de lesão, não acho que seria bom para o argentino participar desse fim de semana, sendo um desncanso ideal para uma melhor recuperação física dele. No garrafão, nada de Yao ou Shaq; os dois já tiveram muitos ASG para mostrar serviço, e, por isso, fico com o jovem Al Jefferson, cujo jogo em muito me agrada.

Conferência Leste

Iverson, Wade, James, Garnett e Howard

Na conferência leste, deixei paixões e/ou ufanismos de lado para montar uma verdadeira seleção. LeBron James é um dos principais candidatos a MVP da temporada. Dwayne Wade é campeão olímpico e um dos alas-armadores mais espetaculares de toda a liga. Iverson vive a real possibilidade de ser campeão da NBA pela primeira vez em sua carreira. O super-man Dwight Howard e suas poderosas enterradas seriam um atrativo a mais para o All-Star Game. Fechando o time, confesso que fiquei na dúvida entre Bosh e Garnett para a posição de ala-pivô; optei pelo segundo por seu jogo mais equilibrado, mais uma vez levando em conta, também, o desempenho defensivo dos atletas.

E você leitor? Quais são as suas seleções? Deixe seu comentário e discuta sobre o tema!

Um bom futuro pela frente?

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Quando recebi o convite para integrar o Spurs Brasil, também fui automaticamente convidado para escrever o Na linha dos 3. O objetivo da coluna é escrever sobre basquete, independente se for masculino, feminino, NBA, basquete europeu, sub-20, sub-15 ou fraldinha.

Desta maneira, gostaria de falar de um time que é pouco citado e muitas vezes subestimado por estar deveras distante dos grandes centros do basquete. Trata-se do Memphis Grizzlies.

Primeiramente, acho interessante fazer um comparativo entre Pau Gasol (Ex-Memphis e atual Lakers) e Marc Gasol (Novato do Grizzlies). É indiscutível que o irmão mais velho é mais talentoso – inclusive, na minha modesta opinião, figura entre os melhores ala-pivôs da liga – mas me lembro bem de quando o Gasol mais novo entrou para o draft e foi escolhido no meio do segundo round. Muita gente (Muita mesmo) falou mal dele, falaram que era ruim de bola, que só tinha tamanho, grande e bobo, isso e aquilo.

Bem, é claro, qualquer um falaria mal se levarmos em conta que Pau Gasol foi escolhido em terceiro lugar no draft de 2001 – ah, antes que eu me esqueça, dou um prêmio para quem lembrar qual foi o time que o selecionou. Sim, caros leitores, foi o Atlanta Hawks. Voltando ao grau comparativo, Marc Gasol, como já citado, foi selecionado no meio da segunda rodada, mais especificamente na 18ª posição. Essa disparidade entre escolhas envolvendo os dois jogadores dá margem a interpretações – que muitas vezes são errôneas e impensadas.

Aposto que essas pessoas que esculacharam o Gasolzinho nunca tinham visto, sequer, 15 minutos de seu basquete. Logo que entrou na NBA, Pau Gasol causou um grande impacto. Suas médias na primeira temporada foram de 17.6 pontos e 8.6 rebotes, o que lhe rendeu o prêmio de novato do ano – merecido, diga-se de passagem. Marc Gasol, mesmo cercado de desconfianças, também começou sua temporada de novato com o pé direito. Seu jogo confirmou que o talento não se compara ao do seu irmão, mas suas boas médias de 12.4 pontos e 7.2 rebotes em menos de 30 minutos por jogo o tornam um achado do segundo round.

Chega de Gasois! Como o objetivo é falar da equipe do Memphis Grizzlies, lá vou eu. Sinceramente, acho que o Memphis tem um bom time. Podem me taxar de louco ou o que quer que seja, mas realmente gosto de alguns dos jogadores da equipe do Tennessee. Um exemplo é o ala Rudy Gay. Apesar do nome suspeito, que já foi alvo de muitas piadinhas infames, Gay, na minha opinião, é o melhor jogador do draft de 2006. Sim, acho ele melhor que o Brandon Roy, LaMarcus Aldridge, Andrea Bargnani, enfim. E o incrível é que ele foi selecionado apenas na 8ª posição, o que comprova a incompetência de muitos dirigentes da NBA.

Outro jogador que vem me surpreendendo é o tal do O.J. Mayo. Aliás, talvez surpreendendo não seja a palavra certa, tendo em vista que muito se esperava do garoto. O que importa é que ele vem confirmando as expectativas em cima do seu basquete. Bom chutador dos três pontos, sabe pegar rebotes, ou seja, um atleta que chegará forte na briga para ser o novato do ano.

É claro que, entre alguns jovens talentos, sempre aparecem aquelas piadas de mal gosto. Um exemplo disso é o sérvio Darko Milicic. Cara, até hoje fico impressionado só de pensar que o Detroit poderia contar com Dwyane Wade, Carmelo Anthony ou um Chris Bosh da vida. Escolher Milicic em segundo no draft, está, sem dúvidas, nas Top-3 piores escolhas da história. Outra piada de péssimo gosto é o veterano Antoine Walker. Confesso que um dia até simpatizei com o Walker; ele tem uma cara de feliz e parece ser daqueles caras agradáveis, que faz um churrascão pra confraternizar o time e tudo mais. Mas seu basquete, há um bom tempo, tem deixado muito a desejar.

Entre futuros promissores e fracassos em potencial, ainda vejo mais alguns bons jogadores no Grizzlies. Mike Conley não apresentou muita coisa até aqui, mas assisti alguns jogos do Memphis e me pareceu ser um jogador interessante. Hakim Warrick é bom e Kyle Lowry me parece um reserva competente.

Trocado em miúdos: Todos nós sabemos que o Memphis mais uma vez ficará de fora dos playoffs; mas, quem sabe daqui a dois ou três anos esse time possa figurar entre os oito que se classificam para a pós-temporada. Se o Grizzlies não é daquelas equipes que enchem os olhos e dá gosto de ver jogar, pelo menos é um time simpático que merece ser acompanhado com mais cuidado.

A importância da equipe

Como todos já estão acostumados, quem rotineiramente escreve para o Na Linha dos Três às terças-feiras é o meu colega Leonardo Sacco. Para quem não acompanha nosso blog desde o início, quem colocou a idéia de um site em português sobre o San Antonio Spurs no ar foi justamente o Leo, e tenho a honra de poder dizer que fui seu primeiro “contratado”.

Pois bem; nessa semana, Leo está em fase final de preparação para os vestibulares da vida. E, enquanto desejo boa sorte a ele, penso que, ao montar essa equipe, ele procurou nomes que, ao suprir a ausência dos companheiros, não deixassem a força do blog cair. Ou seja, nessa semana, mesmo sem o líder de nossa equipe, estamos prontos para manter a qualidade do Spurs Brasil para o nosso leitor de todo dia.

É isso o que comentaristas esportivos sempre querem dizer com a importância de um elenco. Uma equipe não precisa, como muitos pensam, de um substituto para cada jogador, até porque cada um tem suas características e isso seria praticamente impossível. Uma equipe precisa, sim, de força para suprir uma ou mais ausências, não importa o quão importante seja o desfalque.

E, além do Spurs Brasil, quem está mostrando essa força é a razão de ser desse blog: a equipe do San Antonio Spurs. O time aprendeu a conviver com as ausências de Tony Parker e Manu Ginobili e ontem, em Los Angeles, alcançou sua terceira vitória seguida, seqüencia essa que o colocou na oitava colocação da Conferência Oeste, ou seja, entre os times que estariam hoje classificados para a disputa da pós-temporada.

Muito desse feliz desempenho da equipe se deu ao surgimento de uma peça importante para a equipe; Roger Mason vem mostrando basquetebol para, mesmo com os retornos dos principais jogadores de perímetro da equipe, ser um dos principais atletas do elenco. Finley, após um começo irregular, vem se apresentando bem e assumiu a posição de ala titular. Hill, Bowen e Udoka alternam boas e discretas partidas. Oberto continua com a raça de sempre. Vaughn e Bonner se superam em determinados momentos. Tolliver roubou de Thomas a quarta vaga na rotação ativa do garrafão dos Spurs. E Duncan dá o peso que a equipe precisa pra se manter no topo.

O Spurs provou ser uma equipe – quantos outros times da NBA poderiam engrenar uma boa seqüencia sem duas das três principais estrelas do seu elenco? Pois é. Deixaram os Spurs engrenar. Quando Parker e Manu voltarem, se a boa fase se mantiver, vai ser duro de segurar…