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A reforma ortográfica

Hoje, o Na Linha dos Três deixará o basquetebol um pouco de lado para falar sobre a reforma ortográfica por que estão passando todos os países cuja língua oficial é a portuguesa. Para aqueles que não sabem, as novas normas ainda não são obrigatórias, mas já começam a valer em 2009. E, assim como o resto do país, o Spurs Brasil também vai se adaptar à elas. Confira então, a seguir, as principais alterações ortográficas:
1) As letras k, w e y foram incorporadas oficialmente ao alfabeto.
2) A trema continuará existindo apenas em nomes próprios e palavras deles derivadas.
3) Não usaremos mais o hífen quando a primeira parte de uma palavra composta terminar em vogal e a segunda parte começar com uma vogal diferente. Exemplos: extraescolar e autoestrada.
4) Não usaremos mais o hífen quando a segunda parte de uma palavra composta começar com r ou s; trocaremos o sinal de pontuação por uma dobra na consoante em questão. Exemplos: Contrarregra e antissemita.
5) O acento agudo desaparecerá nos ditongos “oi” e “ei” em palavras paroxítonas. Exemplos: ideia e jiboia.
6) O acento agudo desaparecerá nas letras “i” e “u” tônicas que vem depois de ditongos em palavras paroxítonas. Exemplo: feiura.
7) O acento circunflexo desaparecerá em formas plurais dos verbos crê, dê, lê e vê.
8 ) O acento circunflexo desaparecerá em palavras terminadas com “oo”. Exemplo: voo.
9) O acento diferencial, antes usado em duas palavras iguais com significados difrerentes, deixará de existir em palavras como para, polo e pelo.
Essas serão as principais mudanças na ortografia brasileira. Quem quiser uma leitura mais específica, pode procurar na sessão de Educação da Folha Online, que tem matérias interessantes sobre o assunto. Espero que você, leitor, entenda nosso período de adaptação, afinal somos um veículo escrito e sofreremos um pouco nessa transição.
Ano novo vida nova

2009 chegou! É, caros amigos, mais um ano se passou e muita coisa aconteceu. Agora, é hora de olhar para a frente e tentarmos enxergar um pouco a diante. Para o torcedor do Spurs, o ano que passou foi bom; apesar de termos ficado longe do título da NBA no ano passado, conseguimos mais uma vez chegar longe e mantivemos o bom ritmo dos últimos dez anos. Sim, por mais um ano San Antonio está entre as melhores equipes da liga.
Entretanto, existem as já batidas preocupações; a maioria dos atletas já está com idade avançada, o que em muitas partidas ou em longas sequências de jogos é bastante prejudicial. Ao meu ver, o elenco é melhor que o do ano passado; Roger Mason chegou e se mostrou um grande jogador. Junto com ele, o novato George Hill tem se demonstrado muito promissor – me lembra muito o Parker no começo de carreira: bom jogador mas um pouco afobado em determinados momentos.
Posso ser deveras otimista e afirmar que temos condições de brigarmos de igual para igual com equipes como Los Angeles Lakers, Boston Celtics e Cleveland Cavaliers. De fato, hoje vejo que esses times estão um passo à frente dos texanos. O Celtics é o atual campeão e tem um dos melhores trios da liga, além de Rajon Rondo, que faz uma espetacular temporada. O Lakers, apesar de ter caído um pouco nos últimos jogos – o que é absolutamente normal em um campeonato longo como a NBA – ainda é um dos favoritos. LeBron James finalmente tem um time à seu nível e finalmente deve brigar de igual para igual com as grandes forças de Leste e Oeste.
No entanto, vejo que, em análises, muita gente simplesmente tem ignorado e passado por cima do Spurs. O time não atravessa sua melhor fase, é verdade, mas é sempre bom lembrar que dois dos seus principais jogadores estiveram inativos durante grande parte do começo da temporada, e só estão voltando à velha forma agora. Assim como nos outros anos de título, San Antonio tem passado desapercebido; resta saber se em 2009 a história se repetirá. E é ano ímpar, o que tem se tornado uma espécie de amuleto entre os torcedores texanos.
E se a temporada acabasse hoje… quem decepcionou

Amigos leitores do Spurs Brasil,
Na última semana utilizei o espaço a mim destinado para selecionar alguns jogadores que julguei merecedores de prêmios como os de MVP, Melhor Defensor, Melhor Novato, etc até o momento na temporada 2008/2009. Pois nesta terça-feira analisarei minhas decepções nessa temporada, levando em conta jogadores e franquias.
Sempre é mais fácil eleger aqueles que não o agradam, mesmo sendo difícil enumerar motivos para tais escolhas. Mas alguns times e jogadores me surpreenderam negativamente nesta temporada.
Philadelphia Sixers
Nunca fui do tipo que achou que os Sixers seriam campeões somente – OK, não é pouca coisa – com a chegada do ala-pivô Elton Brand. O time é bom, mas não vem correspondendo em quadra. Muitas pessoas – muitas mesmo – colocaram o time da Pensilvânia como virtual favorito ao título, ao lado de equipes como Los Angeles Lakers, San Antonio Spurs e Boston Celtics. Pois bem, o time está capenga e se a temporada acabasse hoje estaria fora da pós-temporada. Minha primeira decepção nesta temporada vem sendo o Sixers.
Toronto Raptors
O caso é o mesmo do Sixers: trouxeram uma estrela para o garrafão – o pivô Jermaine O’Neal, no caso – e pareciam ter um time redondinho, certinho. Mas, assim como os companheiros de conferência acima citados, o Raptors vem mal das pernas e também estaria fora da pós-temporada se David Stern, o poderoso chefão da liga, decretasse o final da atual temporada hoje. Com o armador Jose Calderon e o ala-pivô Chris Bosh somados à presença de O’Neal, os playoffs são quase que obrigação. Mas a vaga está cada vez mais complicada para o único time canadense da NBA.
Houston Rockets
Calma. Não me matem, não roguem praga e nem falem em dor de cotovelo. Leiam a explicação antes de me crucificar. O Rockets foi um time no qual eu apostei sem restrições para apontar um grande favorito ao título. Afinal, a grande defesa do time de Houston ganhou o reforço – e que reforço – do ala Ron Artest, um dos melhores defensores de perímetro da liga atualmente. E a campanha do time até o momento não é ruim, mas fica longe da que eu esperava. Hoje não vejo mais o Rockets como favorito ao título junto de Lakers e Celtics. Na verdade, vejo a equipe atrás de Cleveland Cavaliers e Spurs. A grande dúvida fica se o ala-armador Tracy McGrady passará da primeira rodada dos playoffs pela primeira vez em sua carreira – rivalidades à parte, claro.
DeAndre Jordan
Não falem desse cara perto de mim, por favor. Essa foi de longe minha maior decepção na NBA nesta temporada. Assisti o Mundial Sub-19 e vi Jordan – belo sobrenome, só para começar – jogar muito bem, me fazendo crer que um grande jogador ingressaria na liga em breve. A cada escolha do recrutamento de 2008 em que ele era descartado, eu começava a estranhar. Cotado para o TOP 10, Jordan foi eleito apenas na segunda rodada. Quando o Spurs teve a chance de o recrutar e não o fez… bem, Bruno Pongas pode lhes falar melhor sobre a minha reação. DeAndre, obrigado por estar longe de San Antonio!
Elton Brand
Se você, amigo leitor, leu todo meu texto sobre o Sixers, entenderá porque Brand é uma de minhas decepções até o momento. O jogador chegou com pompas de salvação para o Sixers, que passaria a ser franco favorito ao título após sua chegada. Pois bem, se o time está mal, o ala-pivô consegue estar pior. Errando arremessos fáceis, dando mole na defesa e vendo suas médias despencarem, o jogador me decepcionou. Será que valeu a pena não oferecer mais dinheiro para Josh Smith – do Atlanta Hawks – e deixar Brand quietinho em Los Angeles (onde defendia o Clippers)?
Amigos, se decepcionar é muito fácil. Fora da NBA, nem me digam o quanto. Mas na liga norte-americana de basquete as decepções são as mais diversas. E você? Quem te decepcionou? Não perca na semana que vem minhas surpresas até o momento e um ótimo final de ano para todos!
Lições para a mídia brasileira

Como todos sabemos, o Novo Basquete Brasil (NBB) é uma realidade. A nova liga nacional é uma réstia de esperança de recuperação do espaço do basquetebol no país, principalmente no masculino; vale lembrar que não participamos de uma olimpíada há anos e que não conseguimos juntar nossos melhores atletas faz tempo.
Pois bem; sabemos também que a cobertura do basquete no Brasil é bastante falha. Eu, grande fã de programas de esporte, tenho dificuldade de saber o que acontece nacionalmente com a bola laranja; não tenho idéia, por exemplo, de como foi nosso último campeonato nacional. Claro, por uma certa negligência minha, mas é fato que o esporte é ausente nos principais noticiários esportivos brasileiros.
Na tarde de natal, assisti a uma transmissão estadunidende do jogo Spurs @ Suns via internet. Uma lição de cobertura; estatísticas e curiosidades pipocavam na tela a todo instante. Assisti Shaq perder seu lance livre de número cinco mil e se tornar um dos maiores pontuadores da história no dia de Natal. Um trabalho de pesquisa sem sombra de dúvidas invejável.
Temos ainda sites especializados em draft, que permitem prever as escolhas dos times para os próximos anos. Os sites oficiais das equipes, filiados ao da NBA, são cheios de informação que facilitam a cobertura dos meios de comunicação. Um modelo perfeito de aliança da liga com a mídia, e, consequentemente, com seu público alvo.
Esse trabalho pode sim ser feito na liga de basquete nacional; de modo até mais fácil, uma vez que ela ainda está começando. Um departamento de estatísticas filiado à acessoria de imprensa da liga, por exemplo, seria bastante interessante. Sugestões à parte, vamos ver como será a cobertura dos nossos meios de comunicação da nossa liga de basquetebol.
Mason garante natal gordo em San Antonio

O ala-armador Roger Mason Jr chegou causando pouco alarde em San Antonio e na NBA. Quando Tony Parker e Manu Ginobili estavam lesionados, Mason chamou a responsabilidade e se tornou um dos líderes da equipe dentro de quadra. Com a volta das duas estrelas, o ex-jogador do Wizards perdeu um pouco de espaço, mas continua sendo um atleta que goza de extrema confiança do técnico Gregg Popovich – o que é bastante difícil.
Prova disso foi o jogo de hoje diante do Phoenix Suns. A poucos segundos do final, o veterano Grant Hill finalizou uma jogada que deixou a equipe do Arizona na frente por dois pontos de vantagem. O treinador do Spurs pediu tempo para armar a jogada final, e, surprendentemente, sacou o experiente Michael Finley para colocar Roger Mason – que até então fazia uma partida ruim.
Na volta do timeout, Tony Parker recebeu a bola para armar a rápida jogada; logo o francês encontrou Roger Mason pronto para executar o ponto final. O ato se deu com maestria e deu números finais ao marcador: 91 a 90 para San Antonio. O ocorrido hoje mostrou a grande importância que Mason conquistou dentro do elenco do Spurs; ele pode não ser uma das primeiras opções de ataque da equipe, mas mostrou que é capaz de definir um jogo da mesma maneira que definiriam Duncan, Ginobili ou Parker. Se o dia de natal foi mais feliz em San Antonio, muito deve-se a Roger Mason Jr.
O giro de hoje pela rodada de natal ainda inclui a arrebatadora vitória do Orlando Magic contra o New Orleans Hornets e a quebra da sequência de vitórias do Boston Celtics, que caiu diante do badalado Los Angeles Lakers. Sobre o jogo do Hornets, Chris Paul passou a noite em branco no quesito roubos de bola, e desta maneira interrompeu sua longa sequência de 108 jogos com pelo menos um steal em cada um deles. Em Cleveland, o Cavaliers conseguiu vencer o Washington Wizards apenas no finalzinho do último período. O brasileiro Anderson Varejão foi de fundamental importância no final, quando pegou um decisivo rebote no ataque e logo em seguida sofreu falta, convertendo assim os dois arremessos livres que colocaram o Cavs na liderança do marcador.
É isso, caro leitor. Peço desculpas pelo atraso na coluna de hoje devido às festividades natalinas; de resto, um feliz natal para todos e que em 2009 San Antonio consiga fazer bonito e brigar pelo título até o final. Por hora, Roger Mason merece as honrarias do dia, palmas para ele.

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