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All-Stars

Amigos leitores do Spurs Brasil, vocês devem estar acostumados a ler Leonardo Sacco escrevendo para a Na Linha dos Três às terças-feiras. Pois bem, meu colega está em merecidas férias, e estou cobrindo ele hoje. Aos fãs de seus textos, Leo estará de volta na semana que vem.
Usarei esse espaço hoje para falar sobre os escolhidos para disputarem o All-Star Game, que terá em Phoenix sua sede nesse ano. A princípio, nenhuma surpresa na lista; podemos até discutir essa ou aquela escolha, mas nada muito fora do esperado aconteceu nessa eleição.
Como guards, Chris Paul e Kobe Bryant foram os escolhidos do oeste e Allen Iverson e Dwayne Wade, os do leste. O ala armador do Lakers é um dos grandes jogadores do momento, mas eu coloco Wade no seu nível hoje em dia. No “desempate”, Paul leva vantagem sobre Iverson pela temporada que os dois vêm fazendo.
Como fowards, Amare Stoudamire fará companha ao nosso Tim Duncan no oeste, enquanto que LeBron James e Kevin Garnett representarão o leste. Aqui, vejo ampla vantagem do East, que, além de contar com o principal favorito ao prêmio de MVP da temporada, tem um ala de origem, enquanto que o oeste terá que se virar para atuar com dois alas-pivôs.
Para center, mais uma vez vantagem para o leste; Dwight Howard é hoje provavelmente o melhor pivô do mundo, e terá como adversário Yao Ming, que até é bom jogador, mas que indiscutivelmente só disputa o ASG graças aos milhões de votos que recebe da China.
Pelo time titular, acho que, nesse ano, o Leste é favorito a levar o ASG. Mas quem sabe, com os reservas, o Oeste possa equilibrar a parada. Vamos ver o que irá rolar no interessante evento que será disputado em fevereiro.
Que fim de mês é esse?

Amigos leitores, nossa sequência de quatro vitórias consecutivas (a segunda melhor da NBA no moment0) encontra-se seriamente ameaçada. Não por conta de lesões dentro do elenco ou de queda de produção do time, e sim porque enfrentaremos quatro adversários fortíssimos nos nossos próximos quatro jogos, três deles atuando fora de casa.
O primeiro dos confrontos acontece já amanhã, em Los Angeles, contra os Lakers, líderes da Conferência Oeste. A equipe de Kobe e companhia vem de três vitórias seguidas e tem atualmente a melhor campanha da NBA; teoricamente, são os favoritos para a partida. Porém, vale lembrar que, em duelo recente, os Spurs levaram a melhor com uma cesta de Mason nos segundos finais; a equipe texana tem totais condições de vencer a partida.
Na madrugada de terça para quarta, os Spurs viajam até Utah para enfrentar o Jazz. A equipe é atualmente a oitava colocada dentro da Conferência Oeste, mas tem uma campanha não tão diferente assim dos Spurs. As equipes já se enfrentaram uma vez na temporada, com vitória do time de San Antonio; porém, o jogo foi totalmente atípico, pois o Jazz não contava com Williams e Boozer e a equipe texana estava desfalcada de Parker e Ginobili.
Na madrugada de quinta para sexta-feira, é a vez dos Suns medirem força com os Spurs. A equipe de Phoenix está atualmente na nona colocação da Conferência Oeste e precisará vencer o jogo, assim como o Jazz, para seguir na briga pelos playoffs. Os dois times já se enfrentaram duas vezes nessa temporada; uma vitória dos Suns em San Antonio e uma dos Spurs em Phoenix. É um duelo sempre imprevisível.
No sábado que vem, finalmente os Spurs voltam ao AT&T Center; para quem pensa que as pedreiras acabaram, a equipe recebe os Hornets, no que deve ser o confronto mais direto entre os quatro; o time da Nova Orleans, atualmente em quarto na Conferência Oeste, é o que tem a campanha mais parecida com a dos Spurs dentre os quatro próximos adversários dos texanos. O dois times já mediram forças uma vez nessa temporada, e os Hornets levaram a melhor jogando em casa mesmo sem poder contar com Stojakovic na oportunidade.
Para os torcedores que têm dúvidas se os Spurs podem ou não sagrarem-se campeões nessa temporada, essa semana deve ser um divisor de águas. Quatro derrotas talvez sejam encaradas como normais devido aos adversários que enfrentaremos, mas talvez quatro vitórias nos coloquem entre o grupo de principais favoritos ao título. Vamos esperar para ver.
E o Orlando Magic?

Já faz algum tempo que o Orlando Magic vem jogando bem e passando despercebido em muitos lugares. O elenco é forte, e, desde a chegada do pivô Dwight Howard, se fortaleceu bastante na emergente Conferência Leste.
No ano passado, o Magic alcançou os playoffs com ligeira tranquilidade. Na pós-temporada, enfrentou logo de cara o ascendente Toronto Raptors, que havia chegado em sexto na conferência. Os duelos foram bastante equilibrados: O Magic venceu os dois primeiros jogos em casa, perdeu o terceiro, em Toronto, e triunfou nos dois seguintes – fechando a série em cinco jogos.
Nas semifinais de conferência, o adversário seria o forte Detroit Pistons. A equipe da Flórida enfrentou muitas dificuldades contra o Pistons, muitos (inclusive eu) esperavam uma série equilibradíssima, daquelas decididas apenas na última bola do jogo sete. No entanto, não foi o que aconteceu. Logo no primeiro jogo, o Magic sentiu o peso de atuar fora de casa e foi simplesmente massacrado; 91 a 72. Nos embates seguintes o panorama foi mais equilibrado, com direito a ampla vitória do Magic no jogo três; mas, mesmo com o esforço de D-12 e companhia, o Magic caiu no quinto jogo.
Nesse ano, os comandados de Stan Van Gundy estão de ânimo renovado. A campanha de 33 vitórias e oito derrotas é simplesmente a melhor de toda a NBA, ao lado do Los Angeles Lakers e à frente de equipes badaladas como o Boston Celtics (35-9), Cleveland Cavaliers (32-8 ) e San Antonio Spurs (28-13). O time que há algum tempo atrás era apenas promessa se tornou realidade.
Muito do bom desempenho do Orlando se deve à evolução de alguns de seus atletas. Dwight Howard faz campanha parecidíssima com a do ano passado; 20 pontos e monstruosos 14 rebotes por jogo. Rashard Lewis parece justificar a cada ano seu alto salário; embora ele não seja um superstar, Lewis vem jogando muito bem, ainda melhor que no ano passado. Na nova temporada, o atleta melhorou em pontos, rebotes e também nos arremessos de quadra.
Um que caiu um pouco foi o turco Hedo Turkoglu. Caiu em médias, já que o banco do Magic melhorou e o armador Jameer Nelson subiu bastante o seu desempenho. Contudo, Turkoglu ainda é importante no esquema de Van Gundy. É bem verdade que seu tiro de três pontos está menos calibrado que na última temporada, mas ele ainda é bom, velho e decisivo.
Como vimos, as peças principais fazem temporada semelhante com a do ano passado. Sendo assim, a pergunta que fica é: Qual tem sido o diferencial? Bom, para mim, os fatores preponderantes para a melhora do Magic tem sido dois. O primeiro é o banco de reservas; quando suas peças principais precisam descansar, Van Gundy tem contado com boas alternativas em seu banco. O novato Courtney Lee vem se mostrando uma grata surpresa até aqui; com pouco mais de 20 minutos em quadra por partida, o jogador vem ajudando muito no descanso dos titulares e foi fundamental em alguns jogos.
J.J Redick foi um dos maiores fracassos dos últimos anos. Draftado como promessa, Redick nunca justificou sua fama oriunda da Universidade de Duke. É bem verdade que alguns problemas físicos atrapalharam seu desempenho na NBA. Nesse ano, com um pouco mais de oportunidades, o jogador tem mostrado o seu valor – inclusive foi alvo de cobiça de times como o Boston Celtics.
Outros jogadores também têm sua importância no elenco. Vale lembrar que uma peça importante está de fora; o ala Mickael Pietrus, que está com o pulso direito quebrado. O segundo fator preponderante do qual citei acima é o que vem jogando o armador Jameer Nelson. Nelson chegou na NBA em 2004 e aos poucos foi tomando espaço no Orlando Magic. Ano a ano ele foi melhorando; no entanto, temporada passada ele ficou devendo – foram apenas 10.9 pontos por partida e pouco mais de cinco assistências.
Nesse ano, Nelson vem jogando tudo e mais um pouco; suas médias de 17.1 pontos e mais de 50% no aproveitamento dos tiros de quadra o credenciam a brigar pelo prêmio de jogador que mais evoluiu de uma temporada para a outra (MIP – Most Improved Player). O Orlando Magic deixou de ser aquele time que incomodava de vez em quando mas nunca impunha respeito; agora, a equipe mostrou seu valor e é temida por muitos times da liga. Será que dá para alcançar o título? Essa é a pergunta que fica; particularmente eu acho que ainda há outros times com mais chances, mas pelo que vem jogando, fica difícil excluir o Magic do páreo.
Oeste versus Leste – Parte I

Caros leitores, a NBA começa a chegar no ápice de sua temporada regular e finalmente já podemos falar sobre times que são favoritos ao título sem pestanejar. A peneira que separa equipes que apenas disputarão a pós-temporada daquelas que a disputarão com chances de título começa a ficar com a malha mais fina, sendo cada dia mais seletiva. Usando deste critério, farei uma série de análises colocando sempre franquias do Leste contra as do Oeste, com o objetvo de analisar a sempre tão acesa discussão: “Quem é melhor, o Oeste ou o Leste?”.
A pós-temporada no Leste
Não é de hoje que equipes com campanha negativa se classificam na conferência Leste, e a história não deverá ser diferente nesta temporada. Creio que pelo menos uma equipe com recorde de mais derrotas e menos vitórias estará nos playoffs da conferência. Agora, a realidade é que essa é um tendência que vai diminuindo gradativamente. Para isso, comparemos o passado recente da conferência com o presente: na temporada 2005/06, o Leste criou o campeão da NBA, o Miami Heat, e classificou cinco equipes com campanha positiva (duas passaram com 50% de campanha e uma com campanha negativa); em 2006/07 ,o panorama foi idêntica ao do ano anterior; já em 2007/08, novamente um time do Leste foi campeão, o Boston Celtics, e novamente cinco equipes avançaram com campanha positiva (apenas uma passou com 50% em sua campanha e duas passaram com recorde negativo); até o dia 18 de janeiro de 2009, o panorama na temporada 2008/2009 seria de seis classificados com campanha positiva, um com recorde empatado e outro com negativo caso a temporada acabasse agora. É nítida a melhora dos recordes no Leste, assunto a ser tratado logo após analisarmos o Oeste.
A pós-temporada no Oeste
Se no Leste existiu nas últimas temporadas uma evidente facilidade para se classificar sem a necessidade de campanhas estrondosas, no Oeste a situação é bem diferente. A cada ano que passa, o leque de equipes que entram com chances de se classificar parecia diminuir. Entretanto, tantas equipes foram ganhando escolhas de recrutamento altas por suas baixas campanhas que hoje velhos medalhões estão vendo suas hegemonias na pós-temporada ficar cada vez mais ameaçada. Analisemos do mesmo modo como foi feito com o Leste: em 2005/06, todas as equipes que participaram da pós-temporada na conferência se classificaram com campanha positiva (uma única equipe ficou com 50% de campanha e terminou em nono lugar); na temporada 2006/07, novamente todos os oito classificados do Oeste tiveram recorde positivo e todos os desclassificados tiveram campanha negativa; olhando a temporada 2007/08, novamente a constatação se faz, com todos os classificados tendo campanha positiva. O agravante para esta temporada é que uma equipe que teve mais vitórias do que derrotas acabou ficando em nono lugar, e, consequetemente, eliminada; na atual temporada, até a mesma data na qual foi analisado o Oeste a situação é a mesma: todos os oito primeiros tem campanha com mais triunfos do que revezes e o nono colocado tem recorde positivo.
As melhores campanhas
2005/2006 – Detroit Pistons (Leste – 64 vitórias e 18 derrotas)
2006/2007 – Dallas Mavericks (Oeste – 67 vitórias e 15 derrotas)
2007/2008 – Boston Celtics (Leste – 66 vitórias e 16 derrotas)
2008/2009* – Cleveland Cavaliers (Leste – 31 vitórias e sete derrotas)
* até 18 de janeiro de 2009
O que tudo isso quer dizer?
É evidente que a dificuldade para se passar à pós-temporada no Oeste é muito maior do que no Leste, onde pelo menos uma franquia tem passado com recorde de mais derrotas do que vitórias desde 2005/06 (temporada na qual comecei minha análise nesta coluna). Muitas pessoas utilizam apenas este argumento para dizer que o Oeste se sobressai sobre o Leste; acho que usar apenas isso não torna a discussão tão válida, mas diante de fatos não existem argumentos: o Oeste abre vantagem sobre o Leste por ter uma temporada regular mais competitiva e uma pós-temporada que teoricamente é mais equilibrada.
Placar
Oeste 1 x 0 Leste
Não perca na próxima semana a continuação deste “embate de conferências”.
Seremos campeões?

Amigo leitor, não vou negar que a vitória sobre o Lakers, na última quarta-feira, me deixou muito empolgado. Geralmente, dou como derrota certa embates contra os angelinos na temporada regular, mas, dessa vez, Manu liderou a equipe à uma emocionante vitória atuando em casa.
Ok, tudo bem; o Lakers vinha de uma sequência mais desgastante, tinha problemas de contusão em alguns jogadores da rotação da equipe e atuava fora de casa. Mas acho que quando jogadores do nível de Kobe, Gasol, Bynum, Fisher e Odom entram em quadra, tudo isso fica um pouco em segundo plano e a partida é disputada em sua máxima intensidade.
Manu jogou um basquete que há tempos não se via. Roger Mason, apesar de ter sofrido para marcar Kobe, foi importantíssimo mais uma vez na hora decisiva. Duncan contribuiu como sempre. Parecia que o time tinha se acertado.
Pois então vem a partida de ontem, contra os Sixers, e a equipe da Filadélfia deve estar esperando até agora os Spurs que devem ter visto em quadra dois dias antes. Uma equipe apática, sem poder de fogo e muito menos poder defensivo para contestar os arremessos adversários.
Mason no lugar de Bowen e Bonner na vaga em que antes revezavam-se Oberto e Thomas; o time ganhou poder de fogo mas perdeu muito de sua capacidade de marcação. E alguém aí um dia disse que ataque ganha jogo, mas o que ganha campeonato é a defesa. E esse sujeito ganhou alguns campeonatos; temo que ele tenha razão.

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