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Agora o Bulls vai?

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É sempre assim; entra ano, sai ano, e, perto da trade deadline, sempre chovem rumores na NBA, e consequentemente nos sites especializados no assunto. Nesse ano não foi diferente; um dos times que mais se envolveu em rumores foi o Chicago Bulls, que, mesmo com a vinda do calouro Derrick Rose, não conseguiu engrenar na temporada até aqui.

Com uma campanha ruim de  30 derrotas e apenas 24 vitórias, o Bulls ocupa hoje a nona colocação na Conferência Leste – pouco atrás do Milwaukee Bucks. É bem capaz que a equipe se classifique com um recorde negativo, mas, mesmo assim, as chances nos playoffs seriam nulas. Se com um time apenas mediano o Bulls lutava por uma vaga na pós-temporada, com as trocas realizadas ontem posso afirmar que a equipe de Illinois está quase lá.

Essa é a parte que o leitor menos informado deve estar se perguntando: “Será que o LeBron James ou o Dwyane Wade vieram para o Bulls em troca do Joakim Noah?”. Bom, não querendo desanimar os torcedores mas já desanimando, não foi nem o LeBron nem o Wade que chegaram em Chicago. Buscando alternativas para levantar o time, o General Manager John Paxson executou uma inteligente troca com o Sacramento Kings – inteligente ao meu ver, pelo menos.

Quem chega é o pivô Brad Miller – que inclusive já jogou pelo Bulls – e o ala-armador John Salmons, que tem feito uma boa temporada com o Kings. Quem sai é o argentino Andres Nocioni e o ala-pivô Drew Gooden. Vamos analisar: Miller é um bom pivô, isso é indiscutível; o que pesa contra ele é o fato da idade estar começando a pesar em suas costas; embora ainda seja um bom jogador e um pivô com inteligência acima da média, Miller vem em decadencia e já não é mais o mesmo de outros tempos.

John Salmons é um jogador curioso. Seu nome foi ventilado em diversos rumores, talvez um dos nomes que mais se falou nesse rebuliço todo. Contudo, vale lembrar que nesse ano o jogador completa 30 anos; ou seja, Salmons já não é nenhum garoto – é mais um daquela série que despontou depois de ‘velho’. Nesse sentido, achei que o Bulls poderia ter buscado outras alternativas, já que conta com algumas moedas de troca interessantes e possui muitos jogadores que podem executar esse posto. No entanto, é inegável que Salmons vem jogando um bom basquete nessa temporada, e na medida do possível é um bom reforço.

Achei a troca vantajosa por quê? Bom, eu acho o Drew Gooden um bom jogador; voluntarioso, esforçado, brigador – e só. Drew Gooden é apenas um bom carregador de piano, embora viesse fazendo bons jogos com a camisa do Bulls. Mesmo assim, atletas do seu tipo é o que mais tem na NBA; partindo desse principio, creio que ele fará pouca falta à equipe. Andres Nocioni já fez grandes temporadas com a camisa de Chicago – e inclusive também o acho bom jogador; contudo, parece que Nocioni esqueceu seu basquete em algum lugar – provavelmente na Argentina, já que ultimamente seu desempenho vem apenas caindo. Provavelmente, o que pesou na saída do argentino foi o longo e relativamente alto salário – que duraria até a temporada 2012-2013.

O período de trocas se encerra hoje, e possivelmente algumas mudanças ainda devem ser feitas. O Chicago Bulls ainda está envolvido em alguns rumores. Kirk Hinrich – para mim um dos jogadores mais superestimados da NBA – pode estar de saída; mas isso é apenas rumor, nada de concreto. Mesmo com um time razoável, é bem provável que o Chicago consiga se classificar para a pós-temporada com o time que aí está. No entanto, se quiser alcançar voos mais altos, Paxson terá que quebrar a cabeça e buscar reforços melhores.

All Chatice Weekend

Caros leitores do Spurs Brasil,

Sem sombra de dúvidas este foi um final de semana no qual fiquei bastante afastado do basquete. Alguns dos motivos que me afastaram do esporte da bola laranja foram sem dúvida alegações e festividades familiares, uma vez que, aqui na minha turma, fevereiro é um mês lotado de aniversários. Somando esse fator ao fato de o colunista que vos escreve estar em sua primeira semana de aulas na faculdade, temos prontas as primeiras motivações do afastamento. Mas confesso que sempre que minha agenda aperta, dou um jeito de dar uma escapada e acompanhar um pouco o basquete e outros esportes que tanto aprecio. Mas nesse final de semana não havia nada de interessante.

Neste momento, provavelmente você, leitor, está arrancando os cabelos e se perguntando como pode alguém que acompanha basquete e mais especificamente a NBA dizer que nada de interessante foi transmitido neste final de semana. Pois bem, volto a afirmar: nada de interessante passou nesse final de semana, mesmo com o tal do All-Star Weekend sendo exaustivamente transmitido pela ESPN aqui no Brasil. Digo isso pois esse que é chamado de o Final de Semana das Estrelas foi em sua totalidade uma chatice sem tamanho. Desde a mais insignificante competição até o grande Duelo das Estrelas, nada foi tão bom quanto se esperava.

Comecemos pela sexta-feira e seu duelo entre rookies e sophomores, ou novatos e secundaristas. Neste duelo, destaque apenas para o excelente ala Kevin Durant do Oklahoma City Thunder – que defendeu os “veteranos”. Se aqui no Brasil veteranos pintam calouros na recepção dos mesmos em suas novas faculdades (e vidas), Durant, o veterano, fez questão de dar um trote pra lá de inesquecível: bateu recorde de pontos no jogo e manteve a escrita de que desde 2003 os mais experientes não perdem o duelo. No mais, a partida foi um “show” de enterradas.

Show de enterradas me lembra o dia mais fracassado do final de semana, o sábado. Aquele era o dia que mais prometia no final de semana, mas uma sucessão de trapalhadas fez com que os divertidos Campeonato de Enterradas e Campeonato de Arremessos de Três Pontos fossem duas piadas. O “anão” Nate Robinson superou o gigante – sem aspas, no sentido literal mesmo – Dwight Howard, que recebia notas dos jurados por suas enterradas no último ano, quando foi campeão. Falha gravíssima da NBA, que não soube nem esconder sua preferência e acabou eliminando Rudy Fernandez de maneira contestável. Nos arremesos de três pontos, por sua vez, um show de horrores dos jogadores, que pareciam ser os piores da liga no fundamento. Nem Jason “só-jogo-em-campeonato-de-três-pontos” Kapono conseguiu brilhar desta vez. Sobre Roger Mason? Melhor que ele tenha desempenho melhor no Spurs, senão…

E para finalizar, temos a cereja do bolo, o All-Star Game. Sobre este duelo, não direi nada, pois não tive paciência nem para ler o resumo que temos aqui no blog. Soube apenas que Shaquille O’Neal quem manteve o espírito de festa em alta. Mas do jeito que o final de semana na NBA foi chato, nem Shaq poderá salvá-lo. Que saudades dos jogos normais…

Um time de All-Stars

Amigo leitor do Spurs Brasil; quando você estiver lendo esse post, provavelmente estará vivendo o clima do All-Star Weekend, semana das estrelas da NBA. Então, aproveito esse espaço para falar sobre a participação dos jogadores do Spurs nessa série de eventos.

Para começar, Tim Duncan. Talvez um dos maiores alas-pivôs da história da liga, o camisa 21 é presença certa no jogo das estrelas há anos. As temporadas passam e críticas quando à sua falta de vibração e seu jogo pouco espetacular – pois ainda temos pessoas que não conseguem dissociar espetáculo e eficiência no mundo do esporte – ainda são ouvidas, mas Tim Duncan continua lá, e continuará por um bom tempo.

Tony Parker também participará do jogo, como armador reserva. O francês é de um estilo mais moderno de armadores, mais pontuadores do que criativos; o atleta de San Antonio será reserva de Chris Paul, um jogador com características mais clássicas. De qualquer modo, Parker tem dado bastante assistências nessa temporada e fez por merecer sua convocação.

Roger Mason Jr., a grata surpresa do San Antonio Spurs na temporada, participará do 3-point shootout, campeonato de arremessos de longa distância. Mason faz sua melhor temporada da carreira e, graças aos arremessos que decidiram diversas partidas, foi lembrado pela liga para participar da competição.

E essa mesma liga que lembrou de Mason esqueceu-se de Bonner. Outro que faz sua melhor temporada da carreira, o ala-pivô, agora titular dos Spurs, aumentou bastante o poder de fogo do time texano, e, por ser um big man, seria um interessante nome para participar do 3-point shootout. Mas talvez chamar dois jogadores de um mesmo time seja uma prática evitada pela liga; desse modo, acho mesmo que Mason combina mais com o torneio. Mas que Bonner poderia estar lá, poderia.

Além dos quatro, temos Manu Ginobili. O ala-armador faz uma discreta temporada após se recuperar de contusão no tornozelo. Mas, talvez, se tivesse jogado desde o início em alto nível, o argentino pudesse ser lembrado para a semana das estrelas; o argentino é, sem sombra de dúvidas, um jogador de nível All Star.

Parker, Manu, Mason, Bonner e Duncan. O quinteto que termina as partidas pelo San Antonio Spurs, ou seja, pode ser considerado seu quinteto titular. Cinco jogadores de nível de All-star Weekend. Representantes de um time que vem empolgando seus torcedores como há tempos não fazia.

Que trocas, que nada

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Recentemente, a equipe do San Antonio Spurs foi envolvida em uma série de rumores. O mais bombástico deles contava com o nome do superstar Vince Carter, hoje no New Jersey Nets. Outra notícia que chamou atenção dos torcedores foi um possível interesse em dois atletas do Sacramento Kings, o pivô Brad Miller e o ala John Salmons.

Com tantos rumores rondando o mercado, creio que pouca gente deve ter pensado nas moedas de troca que o Spurs tem a oferecer. Pois bem, o trio principal – Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili – é intocável e todos sabem disso. Sendo assim, sobram poucas alternativas para se dar início a um negócio.

Um nome que foi cogitado é o do ala Roger Mason Jr. Mason faz de longe sua melhor temporada na carreira, o que lhe rendeu um convite para participar do torneio de três pontos do All-Star Weekend. Em uma equipe mais visada esse ano, o ala vem despertando interesse de muitos times; trocado em miúdos, a única grande moeda de troca do Spurs – e valiosa, diga-se de passagem – é o novo xodó da torcida, Roger Mason.

Para mim, e acredito que para a maioria dos torcedores, envolver Mason em um negócio seria loucura. Ele chegou como bom reforço, é verdade, mas o que ninguém esperava é que em poucos meses ele estaria decidindo jogos e sendo fundamental no esquema do técnico Gregg Popovich. Mason se adaptou como poucos no Spurs, e seria arriscado trocá-lo agora, bem no meio da temporada.

Outro jogador que gerou possível interesse de outras equipes é o armador George Hill. Draftado no segundo round dessa temporada, Hill surpreendeu e vem sendo aquele armador reserva que tanto pedíamos – pois convenhamos, com Jacque Vaughn estava difícil. O ex-atleta da Universidade de Indiana logo se tornou querido do treinador e da torcida – desta maneira, há poucas chances dele mudar de casa.

Gregg Popovich é daqueles técnicos que prefere ir com o mesmo time até o final do que se envolver em negócios arriscados ao longo da temporada – filosofia da qual também sou adepto. Ou seja, se a coisa está caminhando bem do jeito que está, pra que fazer trocas? Ainda mais quando os nomes cogitados jogam em posições que San Antonio já está bem servido – as alas. Se fosse eu o General Manager e tivesse que mexer meus pauzinhos, com certeza eu traria um pivô de qualidade, nunca outro ala. Resumindo, acho difícil o Spurs fazer negócio ainda nessa temporada; vamos deixar para o ano que vem.

Need for Sheed

Amigos leitores do Spurs Brasil,

confesso que há muito não ficava tão empolgado em ler um rumor que envolvesse o San Antonio Spurs.  Na verdade, nem me lembro qual foi a última vez que fiquei empolgado com notícias sobre idas e vindas envolvendo nosso querido time de San Antonio. Acostumado com trocas pequenas e contratações sem badalações, mas sempre no alvo, meu coração bateu mais forte quando li sobre a possibilidade de Rasheed Wallace ser um Spur.

Sheed, como é conhecido na NBA por seus fãs, é um de meus jogadores preferidos desde que acompanho basquete. Tê-lo em meu time seria algo grandioso para mim. Mas, deixando de lado minha face de fã, analisemos a situação na qual o ala-pivô do Detroit Pistons poderia vir para o Spurs.

O grandalhão do Pistons viria para o Texas apenas na próxima temporada, quando seu contrato de quase US$ 13 milhões expiraria e o mesmo se tornaria agente livre irrestrito. A partir desse momento, uma questão de tempo separaria Rasheed e o Spurs. Quando desembarcasse em San Antonio, o jogador assinaria pelo mínimo de veteranos para, segundo fontes, realizar um de seus sonhos, o de jogar ao lado de Tim Duncan.

Claro, ter um atleta do porte de Wallace jogando no Spurs pelo mínimo de veteranos já seria uma situação maravilhosa. Mas melhor ainda é quando tudo isso acontece para realizar um sonho do jogador. Afinal, tudo isso mostra que seu desempenho, se não for dos melhores, será no mínimo igual ao da atualidade, o que renderia ao time do Texas sua dupla de garrafão mais temida desde que as Torres Gêmeas se separaram – salve Almirante Robinson!

Alguns torcedores adversários falam que a potencial vinda de Rasheed para o Spurs poderia atrelar problemas para os mais jovens. Duvido. Tudo bem que o ala-pivô é conhecido pelo uso de algumas drogas e por ser um pouco estourado dentro e fora das quadras. Mas nada que possa, em uma ou duas temporadas, estragar o ótimo ambiente criado ao longo de mais de uma década em San Antonio.

Ou seja, a vinda de Rasheed Wallace pode ser o golpe final para os adversários do Spurs. Uma equipe composta pelo jogador e por Manu Ginobili, Tony Parker, Tim Duncan e os ótimos coadjuvantes que temos hoje seria mais do que nunca favorita. Se o sonhor de Sheed é jogar em San Antonio, podem apostar que o meu é vê-lo com nosso manto.

Vem, Rasheed!