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Será que agora dá?

brunolinha3kv5

Durante o período que antecedeu a trade deadline, muito se cogitou em torno do nome do San Antonio Spurs. Diversos rumores vieram à tona, alguns deles sem o mínimo fundamento – como os casos de Vince Carter e de Richard Jefferson. É verdade que a tal novela Carter durou mais de uma semana; mesmo assim, qualquer torcedor o mínimo informado sabia que a troca era praticamente impossível, devido às poucas moedas de troca do Spurs e à incompatibilidade dos salários.

Com o fim do período de trocas, tudo levava a crer que os texanos continuariam com o mesmo elenco para o restante da temporada. Pois bem, nos últimos dias surgiu um forte rumor que colocava o ala-pivô Drew Gooden no Spurs. Gooden não é o sonho de consumo de nenhum time que aspira conquistar um título; no entanto, o jogador cairá como uma luva no esquema do técnico Gregg Popovich. Por quê?

Todos sabemos que, embora tenhamos vários jogadores para a ala, temos uma grande carência de um ala de força. Bruce Bowen já não consegue fazer o serviço de dois anos atrás, Ime Udoka é limitado. Os outros jogadores que atuam por ali são improvisados, casos de Manu Ginobili e Michael Finley – que acabam sofrendo para marcar os adversários mais altos e com físico mais avantajado.

Como o problema da ala continua sem ser resolvido, Popovich foi atrás de solucionar outro problema – o garrafão. Tim Duncan é considerado por muitos o melhor ala-pivô de todos os tempos; contudo, seus companheiros ali embaixo são pra lá de limitados. Matt Bonner até que vem fazendo uma boa temporada, mas sabe-se lá até quando a boa fase vai durar; além disso, sua defesa é muito fraca, o que o prejudica em algumas oportunidades. Fabricio Oberto e Kurt Thomas carregam nas costas o peso da idade, muito embora ainda consigam adicionar alguma coisa ao elenco – mesmo assim ainda é pouco.

É aí que entra o papel de Drew Gooden. Como já disse anteriormente, seu basquete passa longe de ser a oitava maravilha do mundo, mas, como já diz o ditado, “em terra de cego quem tem um olho é rei”. Pois bem, em terra de Matt Bonner e Kurt Thomas, Gooden chega para ser um pilar importante para ajudar Tim Duncan, que já não pode mais carregar a equipe nas costas como fazia há alguns anos atrás. Ao meu ver, Popovich acertou em cheio na contratação e fortaleceu bastante a equipe, que se torna ainda mais perigosa rumo ao título.

Na falta do fundamental

Duas vitórias e uma derrota. Esse é o retroscpeto da equipe do San Antonio Spurs na última semana, jogando desfalcada de seu principal jogador nos últimos anos; Tim Duncan. Se a ausência do ala-pivô não fosse suficiente, a equipe ainda não pode contar com o argentino Manu Ginobili, também lesionado.

Sem dois de seus três principais jogadores, a responsabilidade de comandar a equipe ficou nas mãos do francês Tony Parker. O armador se saiu bem nas duas primeiras partidas; foram 37 pontos e 12 assistências no verdadeiro atropelamento frente ao rival Dallas Mavericks e 39 pontos e nove assistências diante da emergente equipe dos Blazers.

Porém, ontem, a equipe do Cleveland Cavaliers foi demais para Tony Parker. O armador francês ainda não está acostumado a comandar sua equipe diante de um time tão forte quanto o de Ohio. O baixo aproveitamento nos arremessos de TP comprova o que estou dizendo. De qualquer jeito, dos três grandes jogadores da equipe, Parker é o mais jovem; é interessante para ele ter essa experiência de grande líder da franquia texana, pois ele deve assumi-la definitivamente quando Manu e Duncan se aposentarem.

Além de Parker, o elenco texano provou ser forte. Mason, Finley e Bonner se revezaram chamando a responsabilidade durante vários momentos dessas três partidas. Porém, o que muito prejudicou o trio foi a perda do status de elemento surpresa; sem Duncan e Manu, a marcação das equipes adversárias pode se preocupar mais, por exemplo, com os big shots de Mason e com os tiros de três de Finley e Bonner.  Por isso, a derrota de ontem diante do competente Cleveland Cavaliers pode ser considerada perfeitamente normal.

Esses três jogos mostraram que Gregg Popovich pode ter tranquilidade para poupar Manu e Duncan para a pós temporada enquanto o nosso elenco de apoio consolida, a cada semana mais, a segunda colocação da Conferência Oeste. A partir da primeira rodada dos offs, o ala-armador argentino e o ala-pivô lendário podem retomar, aos poucos, sua quantidade de minutos ideais. E então vai ser difícil bater no nosso time como a equipe de King James fez ontem.

Os dez mais: “Canela de Vidro”

brunolinha3kv52

Após muito tempo e muita polêmica com a análise pessoal sobre os quinze jogadores mais enganadores da NBA, volto às postagens com um tema que promete ser um pouco menos polêmico (pelo menos assim espero). Ao leitor, torço para que se divirta e mande também suas listas, ou critiquem; fiquem à vontade.

10º Manu Ginobili – San Antonio Spurs

Manu Ginobili - San Antonio Spurs

Para evitar que me chamem de bairrista ou defensor da causa de San Antonio, o décimo lugar da minha lista sobre os dez maiores frequentadores do estaleiro na NBA atual vai para: MANU GINOBILI! Ele mesmo, o argentino que adora cavar uma falta ganha a última posição com méritos, diga-se de passagem. Talvez o jogador mais odiado pelos jogadores e torcedores, tenho absoluta certeza de que fizeram uma fézinha ou um vodoo para zicarem aquele tornozelo. É impressionante; desde que me conheço por gente o Manu passa uma meia dúzia de jogos no departamento médico pra dar um upgrade no tornozelo podre.

9º – Dwyane Wade – Miami Heat

Dwyane Wade - Miami Heat

Dwyane Wade é um dos melhores jogadores da NBA atual, disso ninguém duvida. Menos dondoca do que o LeBron James e mais disciplinado que o Carmelo Anthony, para alguns ele é o melhor jogador da safra de 2003. Pontos de vista à parte, Wade merece sua vaguinha aqui no TOP 10.  É bem verdade que a parte dele já está feita; ganhou um título no melhor estilo Kobe Bryant (amparado por Shaquille O’Neal) e não fará que nem certos jogadores, que precisam se “prostituir” para conseguir um anel da NBA. Vamos aos dados: Nas cinco temporadas que Wade completou até aqui, em nenhuma ele jogou os 82 jogos – até aí normal. Contudo, em duas temporadas seguidas ele participou de apenas 51 jogos da equipe – preocupante. O fato positivo é que nesse ano ele parece saudável, mas será que isso dura por muito tempo?

8º Greg Oden – Portland Trail Blazers

Greg Oden - Portland Trail Blazers

Olha o “Vovôden” aí, gente! Vou ser sincero; se não fosse pela penca de dinheiro que ele deve estar ganhando em Portland, eu juro que teria dó do pobre coitado. Por quê? Bem, primeiro que todo mundo zoa o “garoto” porque ele aparenta ter 77 anos ao invés de 21 – como diz sua ficha de nascimento. Tudo bem que custa acreditar na veracidade dos seus 21 anos, mas todo mundo cai de pau em cima do “jovenzinho” só por causa disso. Outro fato agravante é ele ter passado sua temporada inteira de novato se tratanto de problemas físic0s, o que lhe rendeu uma segunda temporada de novato, que novamente vem sendo rodeada por problemas; seria o peso da idade? Mas já? Pois bem, velho ou novo, Oden ainda está devendo, já que muita expectativa foi criada em torno de seu basquete. Quanto ao nosso TOP 10, confesso que o Oden merecia um lugar mais privilegiado, talvez até um bronze; o problema é que o que vem por aí é uma turma da pesada, os reis do departamento médico.

7º Gilbert Arenas – Washington Wizards

Gilbert Arenas - Washington Wizards

Se o Gilbert Arenas escrevesse um livro de auto-ajuda, tenho certeza que o tema escolhido seria: “Como ganhar dinheiro sem fazer esforço”. Em Inglês: “Easy Money”. Alguém tem dúvidas de que o livro venderia como água e viraria best-seller do gênero? Se o basquete já é uma página virada em sua vida (haha, entenda o trocadilho péssimo), pelo menos como blogueiro ele parece bastante feliz (vide foto). O fato é que os problemas físicos, aliados às noitadas regadas a bebida e mulher, fizeram de Arenas um ex-jogador em semi-atividade. Nessa temporada, ele simplesmente desencanou de jogar porque o time dele é ruim mesmo, pois todos sabem que, se ele quisesse atuar, se esforçaria para estar em quadra com o Wizards. Vai entender como um cara desses pode ganhar tanta grana. Culpa dele ou do general manager? Em um falta vergonha na cara, no outro é só burrice mesmo.

6º – Yao Ming – Houston Rockets

Yao Ming - Houston Rockets

O pivô chinês mais querido da China (notem a redundância), faz parte das torres gêmeas de Houston. Torres Gêmeas? É! A primeira delas, Tracy McGrady, já desabou faz tempo; a segunda pode desabar a qualquer momento, porque do jeito que a coisa está daqui a pouco o Yao está participando de uns 15 ou 20 jogos da temporada, apenas. Bom, se bem que ele não está muito longe disso; se somarmos os três últimos campeonatos, Ming disputou 160 jogos de 246 possíveis. Traduzindo para os menos atentos aos números, Yao Ming disputou somente 65% dos jogos do Houston nesses últimos anos. A título de curiosidade, um jogador saudável, como por exemplo Kevin Garnett, no alto dos seus 32 anos, disputou 223 jogos nas últimas três temporadas, o que dá uma média de mais de 90% de aproveitamento. E aí Yao, vamos reagir?

5º Danilo Galinari – New York Knicks

Danilo Gallinari - New York Knicks

O Danilo Galinari é bom jogador! Contudo, se ele não fosse um mero novato na liga, tenho certeza que conseguiria um lugar melhor aqui no TOP 10. Pelo amor de Deus, vai ser bixado assim lá na Itália. O cara já chegou podre na NBA, e a culpa é de quem? Mike D’Antoni! Se um dia ele não passar de uma eterna promessa, os torcedores do Knicks podem apedrejar com prazer o querido treinador do run and gun. O pior de tudo é que o Galinari tem APENAS 20 anos; ou seja, imaginem um cara desses com a idade do T-Mac… porque ser bixado na casa dos 30 tudo bem, mas logo no começo de carreira? Podem providenciar as muletas e a cadeira de rodas, porque do jeito que a coisa caminha, daqui a pouco o italiano está se aposentando por invalidez.

4º Jermaine O’Neal – Miami Heat

Jermaine O'Neal - Miami Heat

Me lembro da época em que o Jermaine O’Neal foi um bom jogador. A mesma época em que o Pacers era feliz com Reggie Miller e se metia numas encrencas com a turminha do mal. Bom, como nada dura para sempre, a época do Pacers chegou ao fim (percebe-se) e o que restou para o Jermaine foi tentar fazer dupla com o Chris Bosh… Infelizmente, a parceria durou meia temporada, já que o Bosh foi contaminado com o mesmo vírus que pegou o Jermaine há alguns anos atrás – o problemas fisicus. Sem muitas alternativas, O’Neal virou moeda de troca e agora foi parar em Miami. Sol, praia, mulheres, baladas; será mesmo que ele vai dar alguma coisa em Miami? Bom, eu duvido, mas só a título de curiosidade, nas últimas quatro temporadas, ele esteve em quadra em 206 dos 328 jogos possíveis; uma média bisonha de menos de 63%. Vai J.O.?

3º Tracy McGrady – Houston Rockets

Tracy McGrady - Houston Rockets

Talvez essa seja a mais controversa escolha do meu TOP 10. Controversa por quê? Bem, muita gente adoraria ver o T-Mac ostentando um ouro brilhante no peito e com todas as honras possíveis. Mas não será aqui que ele perderá a virgindade de títulos; sendo assim, um bronze fica de bom tamanho para o querido primo do Vince Carter (primo de verdade) – reparem só na cara de feliz que ele ficou após saber da conquista! Caminhando um pouco para os dados, vamos dar uma rápida analisada. Os problemas andam junto com T-Mac há um bom tempo; uma hora é as costas, outra é o joelho, e por aí vai. Falando em médias, tem jogadores que jogam menos que o T-Mac (Arenas é um exemplo); no entanto, a constante em se contundir é que garante o pódio para Tracy McGrady.

2º Elton Brand – Philadelphia 76ers

Elton Brand - Philadelphia 76ers

Elton Brand só não é o primeiro da nossa gloriosa lista porque sempre há alguém que pode estar em pior estado que você, e esse alguém atende pelo nome de Grant Hill. Brand surgiu como promessa no Bulls, e, de fato, ele é um excelente jogador; no entanto, os eternos problemas físicos prejudicaram e muito sua carreira. Para se ter uma idéia, na temporada passada, quando ainda atuava pelo famigerado Los Angeles Clippers, Brand entrou em quadra em apenas oito dos 82 jogos da temporada regular; como o Clippers não alcançou os playoffs (ÓBVIO!), ele disputou apenas oito partidas o ano todo. Elton Brand é daquele tipo de jogador que sempre vai perder uns 12 ou 15 jogos da temporada por puro azar; ou porque sem querer o Glen Davis sentou em cima do seu dedo mindinho, quebrando ele em 19 pedaços, ou simplesmente por causa de uma diarréia que o levou para o hospital e obrigou que ele ficasse internado durante um longo período. Ou seja, além de possuir o espírito bixado, Brand ainda tem o azar de ser azarado, por mais redundante que isso possa parecer!

1º Grant Hill – Phoenix Suns

Grant Hill - Phoenix Suns

Como eu gosto muito do Grant Hill, vou poupá-lo de piadinhas infames, já que ele realmente não merece. Quando surgiu para o mundo do basquete, Hill chegou inclusive a ser comparado com o ídolo-mor caçador do Utah Jazz, Michael Jordan. Pois bem, de fato ele teve um começo de carreira brilhante junto com o Detroit Pistons; seria Hill o novo Jordan? Provavelmente não, mas é inegável que ele tinha um talento fora do comum – tem até hoje. Os problemas de contusão demoraram para se agravar, mas quando se agravaram, amigo, a coisa ficou preta! Durante três temporadas seguidas, mais especificamente de 2000 a 2003, Hill jogou respectivamente 4, 14 e 29 jogos; ou seja, se eu ainda não esqueci como se faz conta de MAIS, ele atuou em 47 jogos dos 246 possíveis – uma média bisonha que eu preferi nem publicar para não assustar você, querido leitor. Nas temporadas seguintes, ele continuou tentando se firmar, mas parecia impossível, já que era muito comum vê-lo no estaleiro por pelo menos metade da temporada. Por incrível que pareça, desde que chegou no Phoenix Suns, ele parece que está em boa forma; pelo menos melhor que nos últimos anos, o que já significa alguma coisa. Mesmo assim, é por essas e por outras que com muita tristeza eu anuncio a medalha de ouro para Grant Hill, o jogador mais problemático e bixado da NBA atual. Parabéns, Hill!

E o Oscar vai para…

Caros leitores do Spurs Brasil,

Aproveitando a oportunidade e a proximidade do evento maior do cinema mundial, que aconteceu no último domingo, tomo a liberdade de utilizar meu espaço nesta coluna na presente data para “brincar” um pouco com o Oscar e distribui-lo pela NBA. Vamos lá…

Melhor maquiagem

E o Oscar vai para… Phoenix Suns!

O primeiro prêmio da coluna vai para a equipe do Arizona, na qual está presente o ala-armador brasileiro Leandrinho Barbosa. Cada vez mais distante do sonho de seu primeiro título, o Suns vence na categoria por ter voltado ao esquema que rendeu as melhores épocas recentes ao time, o dito run’n’gun. Maquiagem pois o retorno ao antigo modo de jogar acaba fazendo com que muitos acreditem que a franquia possa voltar ainda nesta temporada a ser uma das grandes forças do Oeste… pura maquiagem.

Melhores efeitos especiais

E o Oscar vai para… Nate Robinson!

Convenhamos que as apresentações deste ano no Slam Dunk Contest não foram das melhores, mas foi impagável ver o baixinho pulando o gigante Dwight Howard na final do campeonato de enterradas, vestindo roupa de “KriptoNate” para acabar com o “Superman”. Pela produção em torno do evento, que nesta temporada foi tão pobre, o armador do New York Knicks leva o prêmio de melhor efeito especial.

Melhor filme em língua estrangeira

E o Oscar vai para… Dirk Nowitzki!

Apesar de o alemão do Dallas Mavericks estar longe de ser uma montagem cinematográfica, é inegável que ele seja o melhor estrangeiro em atividade na NBA nesta temporada, uma vez que o ala-armador do San Antonio Spurs Manu Ginobili, seu concorrente direto, sofre na atual época com uma série de lesões em seu tornozelo.

Melhor roteiro adaptado

E o Oscar vai para… Utah Jazz!

Afinal, é louvável o esforço que Jerry Sloan e sua comissão técnica tem feito para manter o time de Salt Lake City entre os oito melhores do Oeste. Adaptação tem sido uma palavra constante em Utah, uma vez que lesões são o que não falta por lá. Primeiro, o ala-pivô Carlos Boozer, que desde o início da temporada está fora de combate; depois, o armador e astro da equipe Deron Williams ficou afastado por alguns importantes embates e fez com que Sloan quebrasse a cabeça para adaptar o time à sua ausência; ainda tivemos em Utah a lesão do ala-pivô Paul Millsap, que vinha substituindo impecavelmente Boozer. Realmente, foi uma temporada cheia de adaptações para o Jazz.

Melhor roteiro original

E o Oscar vai para… San Antonio Spurs!

Entra ano, sai ano e o Spurs continua em alta com o mesmo elenco de muitas temporadas atrás. Com a base formada por Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, a equipe do Texas, comandada pelo excelente Gregg Popovich, sempre é alvo de chacotas no início das temporadas por contar com um elenco relativamente envelhecido, mas sempre cala os criticos obtendo as melhores colocações na conferência Oeste. E neste ano não vem sendo diferente, com o Spurs seguindo de perto o Los Angeles Lakers na busca pelo topo da citada conferência.

Melhor ator coadjuvante

E o Oscar vai para… Maurice Williams!

Muitos são os jogadores que têm brilhado muito em suas equipes e têm ajudado os astros locais a buscarem voos mais altos. Mas Mo Williams, armador do Cleveland Cavaliers, tem sido nesta temporada o fiel escudeiro que a franquia do Ohio sempre procurou para o astro LeBron James. Talvez não por coincidência – e sim por competência – a equipe esteja disputando jogo a jogo a liderança da conferência Leste com o forte Boston Celtics. Se hoje o Cavaliers figura entre os favoritos ao título, parte da “culpa” é do armador.

Melhor ator

E o Oscar vai para… LeBron James!

Na disputa, que seja talvez a mais acirrada, vantagem para o astro do Cavaliers, que vem fazendo ótima temporada e levando sua equipe ao topo do Leste. Com um pessoal de apoio deveras eficiente, o jogador tem pela primeira vez desde que entrou na NBA em 2003 a real chance de ser campeão. Disputado a tapas por outras franquias, o ala ainda pode acabar indo brilhar em outras bandas no já próximo mercado de 2010. Mas, na presente data, o Oscar é ganho por sua campanha no Ohio, para o desespero dos nova-iorquinos.

Melhor diretor

E o Oscar vai para… Phil Jackson!

Mais uma vez o lendário treinador do Los Angeles Lakers faz sua equipe figurar entre as melhores da NBA. Disparado na liderança do Oeste, Jackson mais uma vez tem a chance clara de ser campeão – o que daria ao sue vasto currículo o décimo anel de vencedor maior da NBA.

Melhor filme

E o Oscar vai para… Cleveland Cavaliers!

No mais esperado prêmio, vence aquele que mais surpreendeu na atual temporada. Depois de se envolver em algumas negociações e reforçar bem seu elenco, o Cavaliers, pela primeira vez – talvez até em sua história – figura como um dos grandes favoritos ao título. Uma obra que é resultado do trabalho conjunto entre diretoria, comissão técnica e jogadores, mas que ainda não tem final feliz. Resta saber se o Cavaliers fará como alguns vencedores do Oscar e cairá no esquecimento, ou se fará como outros, que ficam para sempre na memória dos espectadores.

O San Antonio Spurs continua o mesmo

Rumores e rumores depois, o plantel do San Antonio Spurs sobreviveu a mais uma trade deadline. A comissão técnica da equipe continuou com sua filosofia de manutenção dos jogadores e resolveu não se envolver em nenhuma troca nessa temporada.

A princípio, eu era mesmo a favor da manutenção do plantel. Temia que, no ritmo do feriadão, o elenco do Spurs se tornasse um verdadeiro bloco de carnaval – um desfile de alas. Com o perdão do trocadilho, agora, com a contusão de Manu, eu vejo que talvez outro nome de peso para o perímetro fosse bem vindo.

Ginobili já me parece não estar mais em sua melhor forma – mesmo quando atuou, nessa temporada, não empolgou em algumas partidas. Mason é sim um bom jogador, mas, com o argentino lesionado, perderá o status de surpresa – o camisa oito decidiu muitas partidas pois, com Parker e Manu no time, o melhor marcador de perímetro adversário nunca ficará em cima de Mason nos momentos finais.

Agora, além dele, os Spurs terão que contar bastante com Finley, que chegou a atuar bem em algumas partidas, mas, já sentido bastante o peso da idade, não é mais hoje um jogador 100% confiável. Bowen deve ganhar mais minutos, o que deve melhorar a defesa da equipe mas diminuir seu poder de fogo. Hairston e Udoka podem ganhar algumas oportunidades para tentarem provar que podem ficar no elenco texano para a próxima temporada.

Parker e Duncan deverão continuar carregando essa equipe, principalmente nas próximas três semanas com a ausência de Ginobili. Por isso, acho que mais um ala pontuador fosse importante para o elenco texano. Mas seguiremos confiando nos nossos coadjuvantes, comandados por Mason, que compõem um dos melhores elencos da NBA nos dias de hoje.