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Vice de novo?

Cantiga ecoada nos estádios cariocas quando Flamengo e Vasco se enfrentam pelos mais diversos campeonatos futebolísticos – domingo é dia de novo Clássico dos Milhões! – as palavras “Oh, oh, oh, vice de novo!” parecem cada vez mais se encaixarem na NBA. Se encaixam primeiro na temporada regular, que a cada semana dá seus últimos suspiros e se mostra cada vez mais definida (lamentam nessa hora os torcedores do Phoenix Suns). Podem se encaixar também nos playoffs, momento áureo da NBA, e, por final, na própria Final, sem sombra de dúvidas o momento mais esperado do basquete norte-americano e quiçá do basquete mundial.

Vamos começar então falando da temporada regular, mais especificamente da conferência Oeste. Disparado na liderança está o Los Angeles Lakers, time que passa longe do meio termo para os fãs. Ou é amado ou é odiado. Eu não os amo, mas acho melhor deixar minha opinião neste caso de lado… Voltando ao assunto, a franquia que abriga o astro Kobe Bryant sobra na conferência em que está o San Antonio Spurs na vice-liderança. Neste caso, já é certa a definição do primeiro colocado. A segunda colocação ainda não está definida, mas o Spurs parece quase certo como detentor da colocação ao fim dos 82 jogos regulares. Na última temporada, o vice na regular ficou com o New Orleans Hornets, com campanha idêntica à do time de San Antonio. Como não gosto de critérios de desempate… será que o Spurs será vice de novo?

Passando para a pós-temporada, podemos finalmente fazer uma análise mais completa sobre o embate Spurs x Lakers. Principais favoritos do lado Oeste, os dois times têm tudo para fazer a final de conferência pela segunda vez seguida. E é aí que entra o principal “vice de novo”. Se chegarem à final, como penso que chegarão, as equipes se enfrentarão em melhor de sete jogos, sendo o último desses embates disputado em Los Angeles, devido às regras da NBA, que concedem mais mando de quadra à franquia de melhor campanha na temporada regular. E, neste caso o equilibrado duelo entre as franquias requer mando de quadra, uma vez que em San Antonio costuma dar Spurs e em Los Angeles o Lakers. Seria o Spurs vice de novo?

Por fim, a grande Final da NBA, colocando frente à frente os campeões do Oeste e do Leste. Seguindo a teoria do “vice de novo”, os Lakers estariam classificados para o evento, e provavelmente enfrentariam algum desses times: Cleveland Cavaliers, Orlando Magic ou Boston Celtics. Acredito, confio e torço pelo Cavaliers, time com o qual simpatizo. E aí entra a sina do vice. Na única vez que chegou à final, o Cavs foi varrido pelo Spurs e somou um vice-campeonato para sua história. Na última temporada, no entanto, o Lakers chegou à série decisiva com pompas de grande time e acabou sendo destroçado pelo Celtics, ficando com o vice. Caso minhas previsões “viceístas” se confirmem, onde será gritado vice de novo? Pelos fãs de Cleveland ou de Los Angeles?

O que espero é que, ainda baseado nas torcidas cariocas, os fãs de San Antonio possam gritar, no final das contas, que “o Spurs é o time da virada, o Spurs é o time do amor”.

E se o deles fosse igual ao delas?

O leitor mais fiel do nosso blog deve ter acompanhado o post de Bruno Pongas na última segunda-feira, com sua coluna De Olho Neles. No artigo em questão, me chamou atenção a forma como o All-Star Game europeu é disputado; é uma seleção européia contra outra do resto do mundo.

Fiquei imaginando como seria o duelo em terras norte-americanas. Claro,  ele passaria por uma adaptação; seria uma seleção dos EUA e outra reunindo atletas de todos os países. Seria bastante legal ver jogadores como Chris Paul, Deron Willians, Kobe Bryant, Dwyane Wade, Carmelo Anthony, Shaquille O’Neal e Dwight Howard, entre outros, jogando juntos – uma vez que nem todos atendem à seleção nacional, e aqueles que atendem têm poucas oportunidades no calendário.

Do lado dos “desafiantes”, veríamos nomes como Tony Parker, José Calderón, Leandrinho, Manu Ginobili, Dirk Nowitzki, Pau Gasol, Anderson Varejão e Nenê. Seria a união de várias escolas, mostrando para o mundo que nem somente nos EUA se pratica bom basquetebol. Além disso, subiriam consideravelmente as chances de brasileiros disputarem o ASG.

Seria uma interessante forma de dar uma mudada e, quem sabe, atrair mais audiência ao evento, que, pelo menos aqui no Brasil, foi bastante criticado. A oportunidade de ver os melhores jogadores norte-americanos atuando juntos aumentaria bastante a procura pelo evento.

Além disso, seria uma chance da seleção dos EUA se fortalecer ainda mais, acostumando esses atletas a jogarem juntos. Uma iniciativa da liga que uniria o útil ao agradável para eles. Mas isso é somente uma sugestão de um blogueiro brasileiro, nada mais do que isso. Quem sabe um dia.

O beneficiado e o freguês

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Recentemente, o San Antonio Spurs encerrou sua série de jogos contra o Phoenix Suns na temporada regular. Como já era de se esperar, o conjunto texano venceu três dos quatro jogos disputados – afundando ainda mais a franquia de Shaquille O’Neal e Steve Nash.

As duas equipes citadas acima, San Antonio e Phoenix, criaram uma rivalidade interessante nos últimos anos. Por diversas vezes os times se encontraram nos playoffs – a maioria delas foi recheada de lances polêmicos e choradeira por parte do Suns.

Duas jogadas bastante claras em minha memória até aqui condizem com a pós-temporada do ano retrasado. Na época, dois lances no mínimo esquisitos foram alvo de duras críticas. O primeiro foi a jogada de Bruce Bowen em cima de Steve Nash. Para quem tem memória curta, aqui vai um vídeo da encrenca. Que o Bowen passa longe de ser um santinho, todos sabem, mas dizer que uma jogada como essas influiu diretamente no resultado final daquela série é absurdo.

A segunda jogada fica por conta de Robert Horry, que ao ver sua equipe sendo derrotada, perdeu a cabeça e fez falta feia em Steve Nash. Sim, eu concordo que foi um lance tenebroso por parte do Horry. No entanto, quem se beneficiou com a entrada dura foi o próprio Spurs. No calor da briga, Amare Stoudemire e Boris Diaw invadiram a quadra (o que NÃO é permitido de acordo com as regras da NBA); desta maneira, eles foram suspensos como prevê a regra. Algo errado? Só na mente dos torcedores do Suns mesmo.

Nos anos seguintes, San Antonio continuou batendo a equipe do Suns – seja na temporada regular ou nos playoffs. Contudo, virou moda reclamar e dizer que o Spurs é o time do apito – baseado em que? Gostaria que alguém me provasse. Me desculpem os torcedores das outras franquias, mas isso soa como inveja e fica até feio. É claro que todo juíz erra, inverte fatas e tudo mais; no entanto, vale lembrar que ele erra para os dois lados. Resumindo; o que vejo ultimamente é muita choradeira e pouca competência por parte de alguns adversários. Como já dizia o poeta: O choro é livre.

O Nuggets está assando

Queridos leitores do Spurs Brasil,

em primeiro lugar, peço desculpas por minha ausência na última semana desde espaço que me é destinado. Já em segundo lugar, peço desculpas antes de mais nada pelo infame trocadilho registrado neste título. Mas, bem ou mal, ele registra minhas impressões sobre a fase de um dos times que mais me surpreendeu nesta temporada, o Denver Nuggets.

Respeitado pelos adversários em temporadas anteriores por contar com a dupla Allen Iverson-Carmelo Anthony, o Nuggets passou em 2008/2009 a ser temido justamente após a saída de Iverson, que foi envolvido em troca com o Detroit Pistons. Troca esta que resultou na chegada do armador Chauncey Billups.

Desde a chegada de Billups, o rendimento do time do Colorado só cresceu, e as primeiras posições do Oeste foram consequência. Vitórias, melhoras nos desempenhos de diversos jogadores – entre eles o brasileiro Nenê – e a esperança de se dar bem na pós-temporada criaram um clima misto de euforia e otimismo em Denver.

Pois bem, como nada é perfeito, o clima está ruindo nas últimas semanas. Após o envolvimento de Anthony com novos problemas disciplinares, a equipe caiu de produção, perdeu a liderança da divisão Noroeste para o Utah Jazz e para muitos já pode começar a se preocupar em garantir a vaga nos playoffs rápido, antes que a má fase afete as chances de classificação também.

Analisando esta situação, chego à conclusão de que o Nuggets é uma equipe que tem dentro de quadra muitas coisas que poucas equipes têm: um ótimo armador, um belo pontuador e um garrafão organizado. O que então falta para essa franquia se estabelecer como potência do Oeste e da NBA? Pois respondo que falta cabeça. E enquanto faltar cabeça e atitudes como a de Anthony se repetirem, esqueçam. O Nuggets continuará assando e sendo feito de gato e sapato pelos reais favoritos ao título.

Playoffs a caminho

A temporada regular da NBA caminha para sua reta final, e algumas equipes, como o Cleveland Cavaliers e o Botson Celtics, já começam a carimbar passaporte para os playoffs. Entre os times que em breve devem garantir oficialmente sua participação na pós-temporada está o San Antonio Spurs, atualmente na segunda colocação da Conferência Oeste.

Mesmo com a ameaça de equipes como os Nuggets e os Rockets, que estão mais perto do que nunca, respectivamente, na terceira e na quarta colocações da citada conferência, acredito que o Spurs se classifique em segundo, principalmente por causa da chegada de Drew Gooden. O ala-pivô deve melhorar consideravelmente a rotação do garrafão da equipe texana.

Enquanto isso, a comissão técnica do time de San Antonio se dá ao luxo de preparar Manu Ginobili por quanto tempo ele precisar, e já chegou a poupar os astros Tony Parker e Tim Duncan e outros importantes jogadores, como Michael Finley. Assim, nomes como George Hill, Roger Mason e Matt Bonner têm a oportunidade de crescerem cada vez mais dentro do elenco texano, enquanto que Bruce Bowen, Ime Udoka, Kurt Thomas e Fabrício Oberto têm alguns minutinhos para mostrarem seu valor.

A grande incógnita dos playoffs é quem o Spurs deve enfrentar. Para se ter uma noção, o Game Balance do atual terceiro colocado, o Denver Nuggets, é 10,5, enquanto que o Portland TraiBlazers, na sétima posição, tem apenas um ponto a mais. Dallas e Phoenix ainda brigam pela oitava colocação, mas isso a princípio; em uma conferência tão equilibrada, tudo pode acontecer.

De certo na Conferência Oeste, apenas a primeira colocação indo para o Lakers, tonrando-os mais favoritos do que nunca ao título do nosso lado nessa temporada. Mas me parece que o Spurs ainda é o maior dos “azarões”; aquele que mais tem chances de tirar a conquista de Kobe e companhia. Vamos ver como o time se comportará com o acréscimo de Drew Gooden para finalmente podermos analisar nossas reais chances de título.