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O que fazer para a próxima temporada?

Ano ímpar, time jogando bem, chegada de Drew Gooden e boa expectativa nos playoffs permeavam o pensamento do torcedor do San Antonio Spurs quanto à temporada 2008/2009. Todo esse entusiasmo, no entanto, caiu por água abaixo na terça-feira, quando o departamento médico texano declarou o fim da temporada para o argentino Manu Ginobili.
Para completar a maré de azar, unida ao péssimo mês de março, os outros dois astros da equipe vêm com problemas constantes e preocupam o técnico Gregg Popovich: Tim Duncan tem sofrido com dores no joelho, enquanto Parker – que já ficou alguns jogos na temporada no estaleiro – também parece sofrer com o desgaste de ter que carregar a equipe nas costas durante o ano.
O panorama é assustador para nós torcedores, pois a Conferência Oeste desse ano é uma das mais fortes que eu já vi desde que comecei a acompanhar a NBA. Deixando de lado o Los Angeles Lakers – que para mim está um nível acima dos outros times – o resto é praticamente igual e todos têm chances de brigar para alcançar a grande final. Para completar, o Spurs, que antes era segundo colocado com autoridade, já perdeu a posição para o Denver Nuggets e vem sendo constantemente ameaçado por Houston Rockets e Portland Trail Blazers.
Para os pessimistas de plantão – grupo no qual atualmente me incluo – o adeus à temporada 2008/2009 é iminente. Talvez a força do elenco consiga carregar o time a duras penas até a segunda rodada dos playoffs; contudo, a partir daí deverá ser difícil almejar voos mais distantes, infelizmente. Quem é torcedor fervoroso e já está pensando no próximo ano da liga, vejo algumas alternativas interessantes para formar uma equipe ainda melhor.
A chegada de Tiago Splitter
O conturbado negócio com o argentino Luis Scola mostrou que conversas com o TAU Cerámica parecem difíceis. No entanto, o brasileiro Tiago Splitter já demonstrou interesse em vir atuar em San Antonio e deve reforçar o elenco na próxima temporada. Drew Gooden chegou e ajudou a fortalecer o defasado setor para esse ano. Tim Duncan, no entanto, já está ficando velho e notoriamente não goza do físico de alguns anos atrás. Sendo assim, a chegada do brasileiro seria um prato cheio para o treinador Gregg Popovich e para os torcedores do Spurs.
A saúde do elenco
É visível que esse ano, apesar de ser ímpar e contar com todo um misticismo ao seu redor, foi terrível quando se fala de problemas físicos. Os três astros da equipe – Duncan, Parker e Manu – passaram algum período da temporada fora de combate, o que prejudicou bastante a campanha dos texanos. Para a temporada que vem, é importante deixar os atletas 100% para atuar, e, principalmente, curar o argentino Manu Ginobili, que vem em uma inegável maré de azar.
Reforços?
Se formos para a guerra com o que está aí já está ótimo! Entretanto, é consenso da maioria que o time ainda precisa de alguns reforços. O setor mais defasado da equipe no momento é a ala. Bruce Bowen de longe lembra o marcador implacável de outras temporadas, e Ime Udoka é razoável – jogador para completar elenco apenas. No mais, os outros atletas que atuaram por ali esse ano foram improvisados. Ou seja, algum ala tem que chegar, seja ele via troca ou via draft.
Fator George Hill
O armador George Hill chegou esse ano e logo de cara se mostrou excelente jogador. No entanto, com o passar do meses, ele foi caindo de rendimento e, nos últimos jogos sequer jogou minutos relevantes, o que obrigou o treinador a reativar o veterano contestado, Jacque Vaughn. É evidente que o jovem jogador precisa evoluir e mostrar que possui capacidade para continuar no San Antonio Spurs. Particularmente, eu acredito no potencial do garoto; creio que, no ano que vem, com um ano de experiência no currículo sob a tutela do francês Tony Parker, Hill possa vir com tudo e substituir o francês sem deixar o desempenho do time cair.
É isso, caro leitor do Spurs Brasil. Sei que ainda é cedo para fazer prognósticos referentes à próxima temporada, mas se nosso barco afundar nesses playoffs, pelo menos já temos com que nos animar: o ano que vem promete!
Maldito ano ímpar

Amigos leitores do Spurs Brasil,
Estou de luto. Não meus amigos, nada de mortes próximas à pessoa que vos escreve nesse momento. Ainda bem, é claro. Mas estou de luto sim, mesmo assim. Nada mais justo do que velar pelo final de uma temporada que parecia ter tudo para ser nossa. Pelo menos é o que apontavam aqueles mais supersticiosos.
Se o Los Angeles Lakers, o Cleveland Cavaliers e o Boston Celtics sempre despontaram entre os favoritos para conquistar a NBA neste 2009, o que dizer agora que o San Antonio Spurs não conta mais com Manu Ginobili? Os argentinos agora estão sete vezes de luto. Seis lutos bolivianos e um vindo direto da NBA. Por não conseguir se recuperar de uma maldita lesão em seu tornozelo, o craque que fez de nossos hermanos uma esquadra temida no mundo do basquete está fora de combate até o início da temporada 2009/10.
Isso mesmo meus caros. O Spurs terá que se virar como pode para suprir essa ausência no que promete ser a melhor pós-temporada dos últimos tempos. Se com o elenco completo o time texano era tido como favorito, agora sem o ala-armador passa a ser um figurante, praticamente. Manu sempre foi mais do que um craque. Ele sempre foi o sangue fervendo da equipe.
Parker está jogando o fino da bola e Duncan é um monstro sagrado que pisa nas quadras. Mas nenhum deles têm o poder de animar o plantel como faz nosso hermano. E isso fará uma falta danada nas disputas que se aproximam cada dia mais.
A lógica (?) para muitos existente de que ano ímpar é o ano do Spurs de nada adiantará. Nem se estivéssemos no dia 9 do mês nove de 9999 essa superstição mudaria alguma coisa. Que a sina deste ano não se repita. Pois 2009, ímpar, foi maldito para o San Antonio Spurs.
O Agente Zero voltou

Gilbert Arenas. Um nome que sempre causa polêmica entre os fãs da NBA quando trazido à tona. Parece-me ser mais um daqueles nomes que todos vêem como um bom jogador mas que poucos gostariam de ter em sua equipe. Mas, de qualquer maneira, ele está de volta; no fim da temporada regular, o armador voltou a atuar.
Opiniões sobre seu estilo de jogo e seu comprometimento com o clube sempre vão existir. Mas uma coisa me parece incontestável; a presença de Gilbert Arenas faz bem para a Liga. Jogadores desse calibre, cada vez mais raros no mundo esportivo, são importantes para aliar expectativa, opinião e discussão às conversas sobre basquetebol.
E, mesmo aqueles que discutem seu comprometimento com o clube, devem fazer uma ressalva; a presença de Arenas dentro de quadra é benéfica para o time. Tanto que, com um double-double, o armador ajudou o segundo maior saco de pancadas da NBA a vencer a sensação da Liga nesse ano, o Cleveland Cavaliers. Algo praticamente inimaginável sem o Agente Zero.
Pois é… a temporada 2008/2009 já acabou para o Washington Wizards, mesmo com o retorno de Gilbert Arenas. Mas talvez essa seja mais uma equipe para ficarmos de olho a partir de setembro, quando o Agente Zero comandará nomes como Antawn Jamison, Carol Butler e, provavelmente, uma boa escolha de draft. Veremos como os feiticeiros virão para a próxima época.
Resumo WNBA temporada 2009

Stars assinam com australiana
O técnico e General Manager do San Antonio Siver Stars, Dan Hughes, anunciou a contratação da ala australiana Belinda Snell, duas vezes medalhista olímpica com a Austrália e ex-jogadora do Phoenix Mercury – também da WNBA.

Belinda Snell (dir.) chega para ajudar o elenco na busca pelo título de 2009
Snell jogou durante três temporadas pela equipe do Arizona. Lá, no entanto, teve poucas oportunidades, e, em 80 jogos disputados, suas médias foram de 3.4 pontos e 1.5 rebotes por partida. A australiana também participou da campanha do título do Phoenix Mercury em 2007. Contudo, na última temporada ela preferiu se ausentar para participar do forte treinamento do selecionado aussie para as Olimpíadas de Beijing.

Snell com a camisa do Phoenix; título merecido na temporada 2007
O treinador de San Antonio ficou feliz com a nova atleta: “Estamos gratificados por ter Snell em San Antonio”, disse. “Ela tem muitas habilidades no jogo de perímetro e é muito focada no trabalho. Seu jogo vem evoluindo a cada dia”, declarou o técnico sobre a jogadora de 27 anos. Na temporada européia, Snell tem jogado na Rússia pelo Dynamo Moscow – rival do CSKA, que acompanhamos aqui no De Olho Neles. Lá, ela é uma das cestinhas do campeonato e ajudou a levar sua equipe até as semifinais – que acontecem no próximo dia 12.
Ao meu ver, como mero espectador da liga e torcedor fervoroso das Silver Stars, Dan Hughes acertou em cheio mais uma vez. Snell é uma jogadora muito valorizada no selecionado australiano e uma peça muito importante no esquema de jogo da equipe. Na WNBA, contudo, ela nunca teve grandes oportunidades – talvez essa seja a grande chance de mostrar seu jogo na forte liga americana.
Mais uma nova jogadora
Completando a onda de contratações, Dan Hughes também anunciou a chegada da pivô Bernadette Ngoyisa, que esteve temporada passada junto ao Indiana Fever. No ano de 2005, a jogadora esteve em San Antonio e conseguiu discretas médias de 4.3 pontos e 2.3 rebotes por partida. Welcome Back!
Ann Wauters de volta
A pivô Ann Wauters, destaque da equipe na campanha do ano passado – quando San Antonio chegou às finais da WNBA -, declarou que irá continuar na equipe texana por mais uma temporada. A notícia vem do blog da equipe e foi confirmada pelo site oficial. Ou seja, mais uma temporada com a belga indica que poderemos brigar pelo título novamente.
O dilema de Lauren Jackson

Estrela do selecionado australiano, Lauren Jackson está indecisa sobre seu futuro
Talvez a jogadora mais badalada da WNBA atual, a australiana Lauren Jackson ainda não sabe se retornará ao Seattle Storm. Fontes próximas à aussie dizem que ela está num grande dilema. O que se sabe até agora é que o próprio Seattle Storm e o Phoenix Mercury tentam fechar com a atleta a todo custo. É possível que o desgaste após inúmeras temporadas em Seattle possa fazer com que a australiana mude de ares. A loira, no entanto, ainda parece indecisa: “Não quero tomar nenhuma decisão errada”. Se ela for para o Arizona, a parada será difícil, já que juntarão-se quatro grandes ícones em um único time – Lauren Jackson, Penny Taylor, Cappie Pondexter e Diana Taurasi. E o pior é que as quatro podem jogar tranquilamente juntas.
Será que alguém segura as Sparks?

Tina Thompson é apresentada cheia de pompa em Los Angeles; time imbatível?
Se no ano passado muita gente dava como certo o título para o Los Angeles Sparks, nesse ano as perspectivas devem ser ainda maiores. Além das já badaladas Lisa Leslie e Candace Parker, a bola da vez é a veteraníssima Tina Thompson. Lenda da liga e multicampeã com o Houston Comets – que infelizmente faliu – a ala-pivô vem para sua 13ª temporada com sede de título. O pior de tudo (para os torcedores adversários, pelo menos) é que além das três já citadas, o elenco de apoio ainda é muito bom; conta com jogadoras como Marie Ferdinand-Harris, Sidney Spencer, Shannon Bobbitt e DeLisha Milton-Jones. Olho nas Sparks!
O draft está chegando

'Gordinha' Courtney Paris é uma das favoritas
Antes do começo de temporada sempre tem o draft – recrutamento das jogadoras universitárias. Nesse ano, o evento está marcado para o dia nove de abril, daqui a exatamente uma semana. O Spurs Brasil acompanhará o recrutamento e publicará na íntegra as selecionadas. Para os torcedores das Silver Stars, a equipe terá a 14ª escolha – o que, diferentemente da NBA, é considerada uma escolha alta, com poucas chances de se conseguir uma grande jogadora. Confira abaixo a ordem de seleção da primeira rodada:
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1º Atlanta Dream
2º Washington Mystics
3º Chicago Sky
4º Minnesota Lynx
5º Phoenix Mercury
6º Indiana Fever
7º Sacramento Monarchs
8º New York Liberty
9º Connecticut Sun
10º Minnesota Lynx
11º Detroit Shock
12º Seattle Storm
13º Los Angeles Sparks
O futuro está em Parker

Não é de hoje que o armador francês Tony Parker vem fazendo ótimos jogos com a camisa do San Antonio Spurs. E não será agora que enumerarei as suas dezenas de qualidades – dentro e fora das quadras. O jogador merece mais do que uma simples menção em uma coluna. Parker é o futuro do San Antonio Spurs.
Assim como eu, creio que muitos dos torcedores atuais do Spurs começaram a torcer para a equipe na era das Torres Gêmeas, ou em uma época posterior ao time que teve em seu garrafão dois dos melhores da História – Tim Duncan e David Robinson. Se você, amigo leitor, se encaixa como eu neste perfil, deverá concordar com meu raciocíonio, o qual apresento-lhes logo a seguir.
Duncan é sem dúvida alguma o grande pilar de San Antonio hoje. Revolucionário na franquia, o ala-pivô ainda sustenta um basquete impecável. Decisivo, frio e ótimo jogador. É assim que resumo o Grande Fundamental. Mas a idade chega para todos, caros leitores, para todos. Tim está envelhecendo e logo mais não poderá ser o líder que o Spurs necessitará. E é nesse momento que entra Parker em meus pensamentos.
Com apenas – sim, apenas – 26 anos em suas costas, Parker já se comporta dentro das quadras como um legítimo veterano. Arma jogadas, pontua bem e ainda costuma bater de frente – e em diversas oportunidades se sair melhor – com os grandes armadores da NBA. A experiência de veterano e o atletismo de quem está no auge da idade fazem de Tony um craque. Um craque que deverá saber guiar os mais novos assim como Duncan – e Manu Ginobili também, por que não? – fez com ele. O francês deverá guiar Georges Hills e Tiagos Splitters para que a dinastia continue. E eu confio nele. Nós confiamos nele. O futuro? O futuro está em Parker.

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