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Surpresas até aqui

É claro que ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de prognóstico relacionado aos playoffs. No entanto, logo nos primeiros jogos da primeira rodada, alguns confrontos despertam interesse dos adeptos da liga. Chicago Bulls e Philadelphia 76ers surpreenderam nos primeiros duelos de suas séries, e agora, atuando em casa, prometem complicar ainda mais a vida dos favoritos.
O Bulls enfrentou uma temporada conturbada durante quase todo o ano. Contudo, após a troca que trouxe o ascendente John Salmons para a equipe, o elenco de Chicago melhorou bastante e passou a subir nas tabelas pelo lado leste. Na pós-temporada, após se classificar em sétimo lugar na conferência, seu adversário seria o temido Boston Celtics. Nos dois primeiros embates, em Boston, dois jogos bastante acirrados. Comandado pelo calouro Derrick Rose, o Bulls levou a primeira partida para o tempo-extra e saiu vencedor. No segundo duelo, mais um jogo equilibrado; na oportunidade, sorte para o Celtics, que mesmo com dificuldades garantiu seu primeiro triunfo na série. O jogo três acontece hoje, e todas as espectativas se voltam para Chicago, palco do jogo que acontece às 21:00, horário de Brasília.
Ainda na Coferência Leste, destaco o confronto entre Orlando Magic e Philadelphia 76ers. O Magic fez uma temporada fantástica e conta com um dos melhores elencos da NBA atual. O 76ers, por sua vez, começou decepcionando, ainda mais quando muita gente (inclusive eu) apostava numa ótima campanha da equipe. Com o desenrolar da temporada, o bom jogo do Philadelphia passou a aparecer, e o time finalizou a temporada regular com 41 vitórias e 41 derrotas. O sexto lugar no leste garantiu um confronto contra o Magic, e, no primeiro duelo, em Orlando, melhor para o time visitante, que venceu surpreendentemente por 100 a 98. No segundo jogo, o 76ers continuou com a boa fase; no entanto, o bom último período dos donos da casa garantiram vida à Dwight Howard e companhia na pós-temporada. O terceiro jogo da série acontece na sexta-feira e promete ser eletrizantes.
Como torcedor do San Antonio Spurs, é sempre bom ver os bons adversários fora de combate, apesar de achar duas coisas primordiais. Para mim, será difícil tirar o título do leste de LeBron James, já que o Cleveland Cavaliers vem jogando o fino da bola e engolindo os seus concorrentes. Também acho muito pequenas as chances de Chicago Bulls e Philadelphia 76ers levarem seus respectivos confrontos contra Celtics e Magic. Entretanto, vale pela surpresa e pelo bom basquete que essas equipes apresentaram nos primeiros jogos dos playoffs. Só a título de lembrança, no ano passado o Boston também passou por apuros para eliminar o Atlanta Hawks na primeira rodada. Na oportunidade, o Celtics venceu a série por 4 a 3 e acabou se sagrando vencedor da NBA; será um sinal?
Fator Billups
Como joga Chauncey Billups e como ele deu ritmo a esse time do Denver. Na série contra o Hornets, até aqui, ele vem simplesmente engolindo o ainda jovem Chris Paul. É a experiência a favor do armador, que já liderou uma equipe a um título da NBA. Palmas para ele!
Coelho desse mato? Nem pensar!

O Texas abriga neste meio de abril uma das melhores séries das oito em melhor de sete jogos que estão sendo jogadas pela primeira rodada da pós-temporada da NBA. Falo do duelo entre os arqui-rivais San Antonio Spurs e Dallas Mavericks, que começou no último sábado a ser jogado. Nesta terça-feira que vos escrevo, temos jogados dois duelos, ambos em San Antonio, e cada uma das franquias soma uma vitória, o que concede ao Mavericks vantagem que antes do primeiro jogo era do Spurs – cenário típico de séries que são emocionantes.
De um lado, temos o esquadrão do Spurs, buscando o pentacampeonato sem a presença do importantíssimo ala-armador Manu Ginobili, lesionado até o início da próxima temporada. Se o argentino é desfalque certo para toda a pós-temporada, o reforço do ala-pivô Drew Gooden soa como um misto de alívio e esperança para os torcedores da franquia. A experiência do também ala-pivô Tim Duncan, a temporada excepcional do armador Tony Parker e a competência do treinador Gregg Popovich são as principais armas do San Antonio para avançar à segunda rodada.
Já em Dallas o entusiasmo é grande após a quebra do mando de quadra obtida com a vitória no primeiro jogo. Desacreditados em boa parte da temporada, os jogadores do Mavericks buscam nesta primeira série algo mais do que a classificação: buscam também a redenção e a afirmação perante adversários e torcedores. Para isso, contam com a técnica do ala-pivô Dirk Nowitzki, a experiência do armador Jason Kidd e os pontos dos ótimos alas Jason Terry e Josh Howard. O banco do time ainda conta com os bons Jose Juan Barea e Brandon Bass, armador e ala respectivamente, que foram decisivos no duelo pelo Dallas vencido.
Com tantos ingredientes, que fazem desta série uma das melhores desta primeira rodada da pós-temporada, pode até soar como loucura dizer que acho que nenhum dos dois times é considerado favorito nem para ganhar o título do Oeste e muito menos o da NBA. Mas essa é a minha opinião. Penso que, apesar da grandiosidade que envolve o duelo, e dos grandes jogadores – e treinadores também, por que não? – envolvidos, nenhuma das franquias em questão deverá fazer disputa parelha com os grandes favoritos Los Angeles Lakers e Cleveland Cavaliers.
Enquanto as duas favoritas seguem a todo o vapor em busca da grande final, o Mavericks e o Spurs passam a figurar apenas como segundo plano nessa disputa. A falta de Manu faz o time de San Antonio cair muito de nível, e, com o passar do tempo, essa ausência passará a ser mais sentida, tornando-se em breve, a meu ver, insuportável. Já nossos rivais de Dallas não possuem um elenco constante, que realiza boas partidas sempre. Seu esquema não encaixa com os de Lakers e Cavaliers e por isso acho realmente difícil que eles busquem o algo mais.
Ou seja, apesar da grandiosidade da série e das estrelas nela envolvida, desse mato não sairá coelho. Não será nesse ano que o campeão sairá do Texas.
PS: como deve ser bom morar no Texas, não? Nada mais nada menos do que dez jogos dessa primeira rodada poderão ser disputados lá (caso a série do Spurs e também a entre Houston Rockets e Portland Trail Blazers cheguem ao jogo sete).
Começam os playoffs!

A Na Linha dos 3 de hoje não poderia tratar de outro tema. Começam, nesse sábado, as séries dos playoffs que mais me deixaram empolgados desde que comecei a acompanhar a NBA. Talvez, toda essa animação não venha do meu lado torcedor – tenho sérias dúvidas quanto à participação do San Antonio Spurs na pós-temporada – e sim do meu lado fã de basquetebol.
A sempre equilibrada Conferência Oeste tem sim um favorito indiscutível; o Los Angeles Lakers. Mas, a partir daí, de Denver Nuggets a Utah Jazz – passando pelos Spurs – temos sete equipes, no meu modo de ver, muito niveladas. Tudo pode acontecer nesse lado na luta para derrubar Kobe Bryant e companhia e chegar à final da NBA.
Nesse lado, destaco positivamente a excelente campanha da jovem equipe do Portland TrailBlazers, que, de volta aos playoffs, têm condições de irem longe e de começar uma sequência de boas campanhas para a franquia. De negativo, fica a ausência do Phoenix Suns da pós-temporada; a equipe sofreu bastante com o desfalque de Stoudamire, e agora nomes como Steve Nash e Shaquille O’Neal terão de acompanhar os offs pela televisão.
O lado leste tem também um favorito na ponta da língua da maioria dos fãs de basquetebol; o Cleveland Cavaliers tem, talvez, a grande chance de sua história de sagra-se campeão da NBA. Mas Boston Celtics e Orlando Magic aparecem logo atrás de Cavaliers e Lakers na lista de favoritos ao título dessa temporada. Uma conferência com mais potências, e, nesse sentido, mais emocionante.
Como azarões no Leste, temos as jovens equipes do Atalnta Hawks e do Philadelphia 76ers, times que, se bem trabalhados, tendem a crescer nos próximos anos. Além disso, temos o Miami Heat, de Dwayne Wade; se o ala-armador jogar tudo o que pode nesses playoffs, sua equipe pode dar trabalho. Completando a lista de classificados, temos os tradicionais Chicago Bulls e Detroit Pistons; duas equipes acostumadas às decisões, o primeiro históricamente e o segundo recentemente.
Os playoffs dessa temporada prometem mais emoção do que nunca. Um nível elevadíssimo de equipes e jogadores espetaculares tendem a fazer séries memoráveis a partir de logo mais. E, repetindo a pergunta presente no site oficial da NBA: aonde será que o incrível acontecerá esse ano?
Seu Spurs de todos os tempos
Há algum tempo, na comunidade do San Antonio Spurs no Orkut, publiquei uma enquete que perguntava aos torcedores sobre qual seria o seu Spurs de todos os tempos. Já há um bom tempo no ar e com mais de 150 votos, é hora de publicar os resultados e exibir quem que os torcedores brasileiros incluiriam no seu selecionado.
Armador – Tony Parker (106 votos)
É impressionante a simpatia do torcedor de San Antonio para com seu armador principal. Lembro-me bem da chegada do francês à cidade texana e as desconfianças geradas em torno de seu basquete. Após alguns anos no comando da equipe e jogos memoráveis (incluindo o MVP das finais de 2007), Parker hoje é uma unanimidade ,e foi o terceiro mais votado na enquete. Nessa temporada, com a ausência de Manu Ginobili e os problemas físicos de Tim Duncan, Parker vem liderando o time com médias de 21.9 pontos e 6.9 assistências (melhor média da carreira no quesito).
Ala-armador – Manu Ginobili (91 votos)
É inegável que a torcida do Spurs cresceu bastante com os dois primeiros títulos – talvez isso explique a incidência desses jogadores mais recentes na lista. No entanto, também é indiscutível a qualidade do argentino Manu Ginobili como uma das maiores estrelas da história da franquia. O ala foi fundamental nas conquistas das quais participou e sempre foi decisivo nos duelos mais importantes – muito por isso Ginobili goza de um carinho especial por parte dos torcedores. Fora da temporada por problema no tornozelo, o jogador vinha com médias 15.5 pontos e 4.5 rebotes.
Ala – Sean Elliott (61 votos)
Na mais acirrada das disputas, Sean Elliott bateu concorrentes fortes como o Iceman George Gervin – o primeiro grande ícone da franquia -,e Bruce Bowen, ídolo recente e muito querido pelos torcedores. Elliott conquistou o carinho dos texanos pelo seu jogo qualificado e seu carisma fora do comum como pessoa. Infelizmente, o ala teve que se retirar do basquete devido a um problema nos rins – em algo semelhante com o que aconteceu com o ex-pivô Alonzo Mourning. Mesmo assim, Elliott ainda é muito querido em San Antonio e é muito comum vê-lo assistindo aos jogos do Spurs. Ao final da carreira, o atleta somou médias de 14.2 pontos e 4.3 rebotes.
Ala-pivô – Tim Duncan (142 votos)
Talvez a maior barbada até aqui, Duncan é idolatrado por 11 em cada dez torcedores de San Antonio. Muitos o acusam de pouco carismátio, de personalidade fria e de muitos outros adjetivos inadequados. No entanto, além de ser um dos maiores jogadores de todos os tempos, Duncan também é excelente pessoa fora das quadras. Líder nato, é fato que sua chegada na cidade, em 1997, foi preponderante para as quatro conquistas dentro da NBA. Nessa temporada, à exemplo do argentino Manu Ginobili, Duncan sofre com uma série de problemas em seus joelhos, que acusam a idade avançada do ala-pivô (32 anos). Mesmo assim, o atleta vem contribuindo 19.3 pontos e 10.6 rebotes por jogo.
Pivô – David Robinson (134 votos)
Dono de carisma incomparável e altamente envolvido com a comunidade de San Antonio, Robinson é daqueles atletas muito queridos na cidade. Assim como Sean Elliott, é muito comum vê-lo prestigiando a equipe no AT&T Center – ainda com mais frequência de que seu ex-companheiro. Dentro das quadras, Robinson foi grande pivô, tido também como um dos melhores de todos os tempos. No currículo, além de dois títulos (os dois primeiros da franquia), o Almirante, como é conhecido por ter servido à marinha, está a medalha de ouro nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, naquela equipe que ficou conhecida como o Dream Team (Time dos Sonhos).
Lista final dos votados*
Tim Duncan – 142 votos (17%)
David Robinson – 134 votos (16%)
Tony Parker – 106 votos (13%)
Manu Ginobili – 91 votos (11%)
Sean Elliott – 61 votos (7%)
George Gervin – 60 votos (7%)
Avery Johnson – 51 votos (6%)
Bruce Bowen – 51 votos (6%)
Dennis Rodman – 35 votos (4%)
Johnny Moore – 29 votos (3%)
Alvin Robertson – 19 votos (2%)
James Silas – 19 votos (2%)
Artis Gilmore – 17 votos (2%)
* Médias arredondadas pelo Spurs Brasil
Corrida pelo segundo lugar
É, amigo leitor do Spurs Brasil. A segunda colocação na Conferência Oeste, que há cerca de um mês atrás parecia garantida para a equipe do San Antonio Spurs, parece hoje mais distante do que nunca. Em quinto lugar, a franquia texana ainda terá alguns embates pela frente para tentar uma colocação melhor. E, hoje, aproveito esse espaço para arriscar alguns prognósticos, dando meus palpites nos jogos finais das equipes que brigam pelo segundo lugar:
Denver Nuggets (53-27)
Próximos conforntos: Sacramento Kings (C), Portland TrailBlazers (F)
A forte equipe, que teve sua sequência de oito vitórias consecutivas encerrada ontem pelos Lakers, terá uma última partida bastante complicada; um confronto direito contra a boa e jovem equipe dos Blazers, fora de casa. Acredito em uma vitória fácil de Carmelo e companhia frente aos Kings e em um tropeço na última rodada.
Houston Rockets (52-28)
Próximos confrontos: New Orleans Hornets (C), Dallas Maveircks (F)
Além de também candidatos ao segundo lugar da Conferência Oeste, os Rockets disputam com os Spurs a liderança da sua divisão. Ron Artest e companhia têm dois difíceis confrontos, de difícil prognóstico, contra dois adversários já classificados para os playoffs. Assim, vou considerar que a equipe garantirá mais uma vitória e sofrerá outro revés nessa reta final.
Portland TrailBlazers (51-28)
Próximos confrontos: Los Angeles Clippers (F), Oklahoma City Thunder (C), Denver Nuggets (C)
A promissora equipe de Portland tem, talvez, a tabela mais interessante entre os rivais nessa reta final, mesmo com o confronto direto, na última rodada, com a forte equipe de Denver. Porém, sabendo usar o fator casa – a equipe lotou completamente seu ginásio nos últimos 52 jogos – os TraiBlazers podem sim conseguir mais três vitórias na temporada.
San Antonio Spurs (51-28)
Próximos confrontos: Sacramento Kings (F), Golden State Warriors (F), New Orleans Hornets (C)
Enfim, chegamos à nossa equipe. O San Antonio Spurs começa sua reta final contra dois adversários relativamente fracos, porém atuando fora de casa. Caso consiga duas vitórias seguidas, chega embalado para o último embate, frente aos Hornets, no AT&T Center, onde a equipe não costuma dar bobeira. Os torcedores mais otimistas, como eu, podem contar com mais três vitórias nesse fim de temporada regular, mesmo com a fase não sendo das mais fáceis.
Classificação final
Segundo meus prognósticos, Nuggets, Blazers e Spurs terminariam empatados com 54-28 na segunda colocação, precisando de critérios de desempate para determinar o segundo colocado. Os Rockets seriam empurrados para a quinta colocação, com 53-29.
Porém, vale lembrar que esses são apenas palpites, sujeitos a erros de interpretação ou até à ação de zebras. Nos resta torcer para que elas estejam a nosso favor para que nossa equipe garanta o mando de campo até a final de conferência.

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