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Barbadas

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A NBA sempre tenta fazer um pouco de suspense em torno da escolha do melhor jogador da temporada. O mistério é tanto que o prêmio costuma ser anunciado apenas durante os playoffs, o que pode causar situações estranhas, como em 2006-2007, quando o alemão Dirk Nowitzki recebeu o troféu logo após ter sido responsabilizado pela derrota de seu time diante do Golden State Warriors.

Nesse ano, no entanto, a escolha já estava na ponta da língua de torcedores e especialistas. LeBron James fez uma temporada brilhante! Numericamente um pouco pior que no ano passado, quando sua equipe foi eliminada nas semifinais de conferência diante do Boston Celtics, o camisa 23, contudo, carregou o Cleveland Cavaliers a uma marca surpreendente na temporada regular. Quando muitos apostavam em Los Angeles Lakers e Boston Celtics, o Cavs, de Mike Brown, roubou a cena e conseguiu a melhor campanha da temporada – 66 vitórias e apenas 16 derrotas.

É sabido que um único jogador dificilmente faz milagres dessa estirpe, e James se inclui nessa regra. A chegada de Maurice Willians foi um dos pilares fundamentais para a guinada de triunfos do Cavs na temporada; a ida do armador para o All-Star Game comprova sua importância no elenco. Além dele, o amadurecimento do brasileiro Anderson Varejão e o bom banco de reservas contribuíram para o enorme sucesso. E quem diria, Mike Brown – outrora saco de pancadas da imprensa e da torcida – foi eleito técnico do ano (com justiça, diga-se de passagem).

Sem todo esse elenco de apoio, LeBron James jamais chegaria a algum lugar; entretanto, sem James, o Cavs também nunca conseguiria tal impacto na liga. O que nos leva a concluir que ambos se completam perfeitamente. Voltando a falar do prêmio, vale dizer que ele foi mais do que merecido. Seus principais adversários, Kobe Bryant e Dwight Howard, também brilharam, como já era de se esperar. Bryant teve mais um ano brilhante e carregou o Lakers novamente a uma bela campanha. Howard, por sua vez, vem evoluindo a cada ano que passa e dá mostras que mais cedo ou mais tarde abocanhará esse MVP. Esse ano, no entanto, foi de LeBron James, e, de acordo com os critérios da NBA, que privilegia os atletas que levaram suas equipes às melhores campanhas, nada mais justo consagrá-lo com tal honraria.

Surpresa?

Houston Rockets e Los Angeles Lakers duelaram ontem pela primeira vez nas semifinais de conferência. Após assistir ao jogo, que foi disputado na Califórnia e teve como vencedor o Houston, me pareceu que o Lakers tem alguns problemas. O principal deles, sem dúvidas, é o condicionamento físico do pivô Andrew Bynum, que anda jogando meio baleado ultimamente. Além disso, pode parecer impressão, mas senti os angelinos um pouco cansados em determinados pontos do embate. Será que vai dar zebra na série ou P-Jax aparecerá com uma fórmula mágica rumo ao título? Teremos respostas em breve.

Na WNBA, Lauren Jackson continua em Seattle

ljmvpOs rumores que colocavam a ala-pivô australiana Lauren Jackson no Phoenix Mercury caíram por terra. Desta maneira, o sonho de muitos em ver Jackson e Diana Taurasi atuando juntas também na WNBA (já que elas jogam juntas no Spartak Moscow, na Rússia) acabou. A australiana renovou contrato com sua equipe, o Seattle Storm. Assim, a atleta, que completará 28 anos no próximo dia 11/05, disputará sua nona temporada junto com o Storm, que precisa se reforçar se quiser pensar no título em 2009.

Entre os favoritos ao título, além das San Antonio Silver Stars (que correm por fora) está o Los Angeles Sparks, que trouxe a veterana Tina Thompson, oriunda do Houston Comets, que decretou falência no início do ano. No Storm, o pilar principal continua sendo formado por Lauren Jackson e pela armadora do selecionado norte-americano, Sue Bird.

Que série é essa?

Enquanto descansa e prepara seu time para as semifinais de conferência, Stan Van Gundy, treinador do Orlando Magic, assiste de camarote à série que vai definir seu próximo adversário. Boston Celtics e Chicago Bulls, duas das mais populares equipes da NBA, inclusive aqui no Brasil, se degladiam em partidas inesquecívels e intermináveis. É daqueles duelos que torcemos para nunca acabar; eu, particularmente, ficarei triste pela eliminação de qualquer uma das duas equipes.

O Bulls é, talvez, a maior surpresa dessa pós-temporada. O novato do ano, Derrick Rose, comanda sua equipe como um veterano; decidindo, inclusive, o último jogo com um toco nos instantes finais. Com poucos jogadores em sua rotação e com o desfalque de Luol Deng – que vem sendo substituído, no mínimo, à altura por John Salmons – O Bulls equilibra a série e mantem-se vivo na garra, no coração e na tradição. Talvez seja esse a equipe com mais perspectivas para os torcedores de Chicago desde a era Jordan.

Do outro lado, o Boston Celtics luta por sobrevida mesmo sem Kevin Garnett, a principal referência do garrafão da equipe. Em compensação, Rajon Rondo – que vem com médias absurdas na série – vem provando ser o armador ideal para essa equipe, liderando o time ao lado de Ray Allen e Paul Pierce. Favoritos desde o início, os Celtics lutarão para mostrar que ainda têm um grande elenco.

Logo mais, em Boston, as duas equipes se enfrentarão por uma vaga nas quartas de final dessa temporada. O duelo de jovens armadores – que, espero eu, se resumirá ao basquetebol – deve ser o principal atrativo da última partida dessa emocionante série. É uma pena que ela tenha chegado ao seu fim.

O que se dará no restante da pós-temporada

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Caros leitores do Spurs Brasil; é com tristeza que esse post está sendo feito. Como todos sabemos, a temporada 2008-2009 acabou precocemente para o San Antonio Spurs. É verdade que, analisando racionalmente, as chances de título sem o argentino Manu Ginobili eram ínfimas. No entanto, como torcedores fervorosos que somos, acreditamos até o fim, mas caímos para o Dallas Mavericks – considerado por muitos o nosso maior rival (será?).

Rivalidades à parte, vamos falar um pouco das outras séries. Como já era de se esperar, o Orlando Magic, após se complicar nos primeiros jogos de sua série contra o Piladelphia 76ers, finalmente conseguiu se classificar, fechando o confronto assim por 4 a 2. Ainda no leste, talvez uma das séries mais surpreendentes de todos os tempos seja essa entre Chicago Bulls e Boston Celtics. Tudo bem que o Celtics está sem uma estrela do seu tripé principal, o ala-pivô Kevin Garnett. Mas, mesmo assim, é impressionante como vem jogando essa equipe do Bulls, e mais impressionante ainda é essa série. Na noite de ontem, foram necessárias três prorrogações para termos um vencedor – que foi o Bulls, por 128 a 127.

No oeste, a maior promessa, Portland Trail Blazers, caiu na primeira rodada diante do Houston Rockets – que ainda não havia passado da primeira rodada na era Tracy McGrady (o curioso é que T-Mac nem está jogando, contundido pra variar). O bom time do Rockets também vem crescendo e deverá incomodar no restante da temporada. O Los Angeles Lakers pegou um Utah Jazz enfraquecido. Sem dar chances para o adversário reagir, foi fácil para Kobe Bryant e companhia, que mantêm o favoritismo e devem chegar às finais pelo segundo ano consecutivo. O Dallas Mavericks passou pelo Spurs em cinco jogos; no entanto, acho difícil que os rivais texanos possam ir longe nos playoffs. Quem merece destaque, no entanto, é o Denver Nuggets, que simplesmente pulverizou Chris Paul e o New Orleans Hornets. Aliás, falando em CP3, o jovem praticamente desapareceu diante da imponência e experiência do também armador Chauncey Billups. Para mim, esse time do Denver será a grande surpresa do oeste, pois vem jogando como nunca – será que vai perder como sempre?

Para não dizer que não falei  das flores, o confronto entre Miami Heat e Atlanta Hawks poderá ter seu desfecho na noite de hoje. As duas equipes se enfrentam às 21h00 (horário de Brasília), e uma vitória do Hawks, mesmo jogando fora de casa, colocará a equipe na segunda rodada da pós-temporada; Dwyane Wade terá que jogar o que sabe e o que não sabe para colocar o Heat em condições de disputar o jogo 7. Falta alguém? Pois é, é até sem graça falar do Cleveland Cavaliers, já que eles passearam em quadra em seu primeiro confronto. Azar do Detroit Pistons, que em nenhuma oportunidade chegou a ameaçar o bom jogo coletivo do Cavs. Jogo coletivo esse que vem saltando aos olhos dos admiradores do basquete; será difícil brecar o ímpeto dos comandados de Mike Brown nesses playoffs; será que chegou a vez de LeBron James? Isso ainda é cedo para dizer, mas em pouco tempo teremos respostas.

O Leste está bem melhor

Não é de hoje que muitas pessoas – me incluo nessa lista – que debatem e acompanham a NBA afirmam que existe um vão de qualidade técnica notável quando se comparam as conferências Oeste e Leste. Enquanto na primeira os times costumam passar sempre com saldo de mais de 50% em suas campanhas (alguns times com campanhas positivas ficam até fora da pós-temporada), na segunda equipes passam quase sempre no limite, com campanhas um tanto quanto discutíveis.

O que importa, no entanto, é que nesse momento tenho muito mais gosto em acompanhar a pós-temporada do Leste. Sem sombra de dúvidas. A cada jogo que assisto nessa conferência e a cada partida que vejo no Oeste tenho mais certeza disso: o Leste está bem melhor! Digo isso pois, enquanto franquias como o Utah Jazz, o New Orleans Hornets e o San Antonio Spurs vão dando adeus aos playoffs de forma vergonhosa, praticamente sem oferecer resistência aos adversários – o Spurs é o único desses que eu acredito que ainda possa engrossar um pouco – no Leste, tirando o fraquíssimo e acabado Detroit Pistons, todas as séries parecem tomar tons de emoção.

Miami Heat e Atlanta Hawks fazem o duelo dos times do meio da tabela e, com atuações de gala do ala-armador Dwyane Wade, o Heat vai se mantendo vivo, com a série empatada em 2×2. Já o Philadelphia 76ers, quem diria, está dando um baita trabalho ao favorito Orlando Magic, mantendo a série empatada em dois jogos para cada time, assim como na outra citada. Por fim, ainda temos os atuais campeões do Boston Celtics, que a cada dia parecem sofrer mais para bater o Chicago Bulls.

Para terminar, ainda vejo que os dois melhores jogadores dessa pós-temporada até o momento estão jogando no Leste. Atropelando todos e tudo, o ala LeBron James vai levando seu Cleveland Cavaliers a ficar cada vez mais perto do que já parece quase certo, a final da conferência. E o jovem armador Rajon Rondo, com médias de triplo-duplo (ISSO MESMO, TRIPLO-DUPLO!), vai fazendo seu Celticas sofrer menos com a ausência do ala Kevin Garnett.

Enquanto isso, no Oeste, temos uma série fechada pelo mais do que favorito ao título de conferência Los Angeles Lakers, duas séries quase definidas em favor de Houston Rockets e Dallas Mavericks e uma série na qual tivemos um dos maiores atropelamentos da história da NBA, com o Denver Nuggets impondo nada mais nada menos do que 58 pontos (não, eu não digitei errado!) sobre o combalido Hornets.

Realmente, o Leste está BEM melhor que o Oeste.

Renovação batendo à porta

Há muito tempo, desde antes mesmo do último título do San Antonio Spurs na NBA, os torcedores da equipe pedem uma renovação no plantel. Porém, a franquia texana tem uma política de manutenção de jogadores parecida com o Milan, time de futebol – assim como o clube italiano, a diretoria da equipe de San Antonio dificilmente negocia jogadores, permitindo sua saída apenas no fim do contrato.

Porém, os fãs dos Spurs podem estar às vésperas de uma revolução histórica no plantel da equipe. Segundo o site HoopsHype.com, ao fim da próxima temporada – ou seja, no meio de 2010 – apenas quatro jogadores terão contrato vigente com a franquia: os ídolos Tony Parker e Tim Duncan e os jovens George Hill e Ian Mahinmi. Coincidentemente ou não, será essa a época mais provável para Tiago Splitter se juntar aos texanos, de acordo com os termos de seu novo vínculo com o TAU Cerámica. Vale lembrar também que, nesse período, dezenas e dezenas de contratos da NBA estarão expirando.

Porém, em caso de eliminação para o Dallas Mavericks, vejo que essa filosofia pode mudar um pouco e esse processo pode ser acelerado. A eliminação mais precoce desde que Tim Duncan se juntou à equipe pode significar uma pequena reformulação no elenco dos Spurs, preparando a estrutura financeira da franquia para a inter-temporada de 2010.

Vaughn, Gooden e Udoka têm contratos expirantes já nessa ano. No meu ver, apenas o último estará garantido em 2009/2010, pela carência de alas na equipe e pelas suas boas atuações recentes. O armador é praticamente carta fora do baralho, principalmente após a promissora temporada de George Hill, e Gooden terá que suar a camisa nesses playoffs para convencer Pop que pode ficar.

Além deles, Fabrício Oberto perdeu bastante espaço na equipe com a ascenção de Matt Bonner e pode deixar a equipe. Temos também nomes como Michael Finley, Bruce Bowen e Kurt Thomas, que, com idade bastante avançada, podem não mais interessar a diretoria dos Spurs, principalmente em projetos a longo prazo.

Aperte os cintos, elenco texano; você está, talvez às vésperas de uma renovação histórica. A nós, torcedores, resta esperar e torcer para que, após essa revolução, o San Antonio Spurs continue sendo o time vencedor que aprendemos a amar nos últimos anos.