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Finalmente o Brasil entra em quadra?

Declarações recentes de Moncho Monsalve e Leandrinho enchem de esperança o fã brasileiro de basquetebol. Promessas de que a seleção disputará a Copa América – competição classificatória para o próximo mundial – com sua equipe completa enchem os olhos dos torcedores, que, cheios de empolgação, poderão novamente ver um Brasil competitivo em quadra.
Leandrinho, Varejão e Nenê devem formar o trio principal dessa equipe. Não me lembro de ver os três jogadores da NBA atuando juntos; e não há momento melhor para isso do que agora. O ala-armador não vive sua melhor fase, mas todos sabemos do seu potencial. Já a dupla de garrafão vive, talvez, o ápice de sua carreira até então; titulares, respectivamente, do Cleveland Cavaliers e do Denver Nuggets, os dois devem formar um dos melhores garrafões da FIBA.
Além deles, outros atletas com experiência internacional devem aparecer. Marcelinho Huertas é o favorito indiscutível à armação principal da equipe. O experiente Guilherme Giovanoni e o jovem Jonathan Tavernari estão na briga pela posição três, a princípio a mais carente dessa seleção. É uma pena não podermos contar com Tiago Splitter para a competição; o pivô, que para muitos deveria ser titular da seleção, estará envolvido nas finais da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete.
Temos também bons atletas atuando em nossa nova liga doméstia, a LNB. Alex Garcia, Marquinhos, Marcelinho Machado, Murilo e Baby tiveram participações recentes na seleção brasileira e devem pintar no grupo; alguns, inclusive, têm chances de estarem na equipe titular.
Com sua equipe completa, o Brasil tem tudo para estar no próximo mundial; vale lembrar que a seleção estadunidense já carimbou seu passaporte por ser a atual campeã olímpica, enquanto que os argentinos jogarão desfalcados de Manu Ginobili. Só precisamos ver até onde realmente vai o envolvimento dos nossos atletas. Pelos recentes acontecimentos, eu, pelo menos, prefiro esperar pra ver.
NBA vai se afunilando!


Dwight Howard, o superman, bota seus poderes à prova logo mais contra o Boston Celtics. Uma derrota hoje elimina o Magic da NBA (Photo by Marc Serota/Getty Images)
O ano vai passando e nem nos damos conta de que o mundo segue, o tempo passa, as pessoas envelhecem; aliás, dá para acreditar que já estamos em meados de maio? Pois é, querido leitor do Spurs Brasil, a NBA está chegando ao seu final, para a tristeza de alguns e a alegria de outros.
O primeiro a chegar à final de conferência foi o Cleveland Cavaliers. Barbada? Pois é! Todos esperávamos uma vitória tranquila de LeBron James e cia. para cima do ascendente time do Hawks. Contudo, imaginava que talvez Joe Johnson e Josh Smith inspirados poderiam conseguir uma vitória, ou duas quem sabe. No final das contas, varrida fácil e favoritismo garantido na próxima fase.
O outro classificado até aqui é o Denver Nuggets. Quem diria, o DENVER NUGGETS. Há algum tempo atrás, o time do Colorado era motivo de piada ao redor da liga. Bastou, no entanto, a chegada do armador Chauncey Billups para as coisas engrenarem. E realmente eu nunca vou cansar de dizer, como joga esse tal de Billups; dá uma dinâmica absurda ao ataque do Denver e ainda por cima sabe liderar como poucos. Azar do Dallas Mavericks, que entrou nesse ano com poucas perspectivas e saiu dele de bolsos vazios.
Daqui a pouco teremos dois jogos que podem definir os enfrentamentos das finais de conferência. Às 20h00 (horário de Brasília), o Boston Celtics viaja até Orlando para encarar o jogo seis da série. Mesmo sem Kevin Garnett (pra mim o seu principal atleta), o tradicional Celtics vem conseguindo se dar bem contra o Magic, que cresceu muito nesse ano e era tido como favorito nessa série. A bola está com Dwight Howard e companhia, que carregam o peso de um jogo decisivo contra um time com mais experiência nas costas. Mesmo com uma equipe enfraquecida, Paul Pierce, Ray Allen e Rajon Rondo podem se aproveitar do lado psicológico para sair de Orlando com a vaga.
Às 22h30, o badalado Los Angeles Lakers vai até o Texas para pegar o Houston. Aqui, no entanto, temos um baita problema. O Rockets, como sempre, chega ao jogo seis pra lá de baleado, e, recentemente, perdeu um de seus principais jogadores – o pivô chinês Yao Ming. Sem Ming, o Lakers se aproveitou e venceu o último embate com muita facilidade: 118 a 78. Hoje, é bem provável que os texanos joguem com muita raça e consigam endurecer o jogo, mas, no final, é impossível enxergar outro vencedor sem ser o Los Angeles Lakers.
Desta maneira, arrisco alguns palpites para os enfrentamentos da fase derradeira da NBA.
Cleveland Cavaliers x Boston Celtics (como no ano passado)
Los Angeles Lakers x Denver Nuggets (esse duelo vai ser dos bons, se acontecer)
Faxina geral no Leste
Caros amigos leitores do Spurs Brasil, é impressionante a força com a qual o Cleveland Cavaliers vem atuando nessa pós-temporada. Sem dar chance alguma aos adversários, o time comandado pelo MVP LeBron James vai ostentando cada vez mais o rótulo de grande favorito ao título – e não só do Leste, mas também da NBA.
James está jogando em um patamar acima de QUALQUER jogador da Liga atualmente. Nem Kobe Bryant e nem Dwyane Wade fizeram, ou fazem ainda, no caso do primeiro, algo parecido com o que o ala vem fazendo pelo seu Cavaliers. Mais do que decisivo, LeBron vem sendo sublime, quase perfeito. Mantém média de pontos muito alta e ainda mantém números muito expressivos em outras categorias, como rebotes e assistências. Isso sem falar da liderança por ele exercida.
O técnico Mike Brown, aproveitando a lenda que possui em seu plantel, tem sido inteligente o suficiente para fazer com que o resto de seu time cresça em função de James. A defesa tem sido muito elogiada, e, no ataque, quase todas as jogadas terminam nas mãos do ala. Comparações com Michael Jordan passam a, cada vez mais, existir. E não soam tão absurdas.
Detroit Pistons e Atlanta Hawks já sentiram a fúria da vassoura do Cavaliers e de James. Não tiveram sequer uma mísera chance de bater no time do Ohio. Foram surrados sem dó. Boston Celtics e Orlando Magic disputam agora, na minha opinião, quem terá o direito de ser o vice campeão do Leste em 2009. Talvez esses times possam brecar a vassoura de Cleveland. Mas não vejo como podem brecar o caminhão que vem atropelando tudo e todos. Lakers, Nuggets e Rockets – os times que ainda disputam o Oeste – que se cuidem. LeBron James e o Cavaliers vem aí!
PS: Peço licença aos amigos para divulgar o Opina Fute. Junto com os amigos Leandro Sarhan e Marcel Buono, faço parte desse blog que discute de forma inteligente o futebol. Para os amantes do esporte bretão – e também para os curiosos – fica a dica.
Quem segura o MVP?
A resposta para essa pergunta parece, mais e mais a cada partida que se passa, inexistente. Na temporada regular, foram 66 vitórias e apenas 16 derrotas. Nos playoffs, até aqui, seis jogos e seis vitórias. O Cleveland Cavaliers parece uma bola de neve descendo uma montanha; a cada partida, está mais forte e mais rápido. E LeBron James, o MVP dessa temporada, é o grande líder da franquia.
O camisa 23 liderou a equipe, na temporada regular, em nada modestos seis quesitos: pontos (28,4), rebotes (7,6), assistências (7,3), roubadas (1,7) e tocos (1,2) por jogo, além do aproveitamento nos arremessos de quadra (48,9%). Nos playoffs, muitas dessas médias ainda sobem: nos seis jogos disputados até aqui, LeBron fez, em média, 31,5 pontos, pegou 9,7 rebotes, distribuiu 6,3 assistências, roubou 2,3 bolas e deu 0,7 tocos por partida disputada. Acertou 54,1% do que tentou da quadra.
Na primeira série, diante do Detroit Pistons, ninguém conseguiu segurar o MVP. Hamilton, Prince e Wallace juntos não foram sequer sombra para LeBron James, que varreu os adversários da primeira fase. Agora, temos o Atalna Hawks. Mesmo com 2×0 contra no placar, espera-se que Joe Johnson e companhia dêem mais trabalho para os Cavaliers do que os Pistons deram. Mas mesmo assim, não me parecem um time maduro o suficiente para frear James e sua equipe.
Claro que LeBron não fez tudo isso sozinho. A campanha dos Cavaliers se deve, também, ao acréscimo do excelente Mo Williams ao plantel, à regularidade de Iglauskas, à subida de produção de Varejão e ao excelente trabalho defensivo de Delonte West; ele marcou Hamilton na primeira fase dos offs e, novamente, vem fazendo bom trabalho cuidando de Joe Johnson. Mas é inegável que LeBron James é o grande comandante dessa forte equipe.
E aí, quem segura o MVP? Os Lakers, no lado Oeste, recuperaram o mando de quadra ontem à noite, diante dos Rockets, e ressurgiram como os principais candidatos a tal feito. Será que Kobe Bryant e companhia têm time para isso? Será que alguém tem time para isso? Teremos a resposta em algumas dezenas de dias.
Um belo cala a boca

O esporte cala nossas bocas como ninguém, amigos leitores. Quando menos esperamos, vem ele, todo pomposo, e coloca um belo de um cala boca em todos nós. Apostas, indicações, conversas, peitos estufados, alegrias e até dignidade são devidamente colocadas na lixeira. Nada sobrevive ao maior clichê do esporte: o que ele é uma caixinha de surpresa.
Todo clichê mostra, sem sombra de dúvidas, uma verdade. Mas, no esporte a coisa fica impressionante, meus amigos. Digo isso pois minha cara está no chão quando falamos do assunto NBA. Mais especificamente quando falamos da famigerada conferência Oeste. Ah, amigos leitores, essa conferência acabou com minhas mirabolantes previsões do já longínquo início da temporada regular.
Comecemos, obviamente, pelo começo. Ou pela parte de baixo do mapa dos Estados Unidos, mais especificamente no Texas. Casa das minhas duas maiores furadas. A primeira, como vocês já devem ter concluído, se chama San Antonio Spurs. Apostei seco que iríamos fazer a final de conferência com o Los Angeles Lakers. Hoje, como bem sabem todos, o Spurs já está fora e o Lakers, acreditem, está sofrendo um bom bocado para encarar o bom Houston Rockets.
Muito próximo de San Antonio está Dallas, cidade do Dallas Mavericks, minha segunda “decepção”. Pois é, eu não acreditava nada mesmo no maior rival do meu Spurs. E foram bem eles que nos tiraram da competição. Chegarão às finais? Aposto – com todo o medo do mundo – que não. Não devem passar por aquela que é, de longe, minha maior surpresa.
Denver Nuggets. Esse nome não sai da minha cabeça nos últimos tempos. Quando ainda no começo da temporada eu lia esse nome, tinha a plena certeza de que… eles não estariam nem na pós-temporada. Uma baita troca, um armador decente e pronto, o time é o melhor do Oeste na presente fase. Tem banca, acreditam alguns, para desbancar o todo poderoso Lakers.
Eu? Eu não duvido de mais nada. O esporte tem calado minha boca demais…

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