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Ele nunca vai ganhar sozinho

Domingo foi um dia especial para os torcedores do Los Angeles Lakers. Após alguns poucos anos de espera, a equipe da Califórnia voltou a fazer algo que está acostumada desde seus primórdios: ser campeã. Fez uma temporada regular quase impecável, e o time bateu sem muitas dificuldades seus adversários do Oeste na pós-temporada. Na grande final, não tomou conhecimento do Orlando Magic e atropelou o adversário, vencendo quatro jogos e perdendo apenas um. Tirou da garganta o gosto amargo do vice de 2008, e calou a boca de muitos.
Mas o título dos Lakers não se torna mais especial por esses motivos citados acima. Acredito que os torcedores da franquia estão se deleitando com a situação de seu grande astro, o ala-armador Kobe Bryant. Depois de conquistar três títulos pela franquia angelina, o jogador parecia ainda ter algo para provar. E para muitos, precisava mesmo provar algumas coisas. Precisava provar que poderia ser campeão e líder do time ao mesmo tempo. Que poderia levantar o caneco sem a sombra – e que sombra – de Shaquille O’Neal.
Besteira.
Se para muitos o título conquistado nesse último final de semana foi um “cala boca” nos críticos de Bryant, estão muito enganados. E estão enganados porque Bryant nunca precisou provar nada para ninguém. Confesso que fora das quadras nunca foi meu jogador favorito – e aposto que para muitos não o é. Mas dentro das quatro linhas ele nunca foi menino. Sempre foi grande. E mesmo assim nunca ganhou sozinho. Nunca porque é impossível. Porque não estamos falando sobre tênis de mesa, tênis ou boliche. No basquete não se vence sozinho. E por mais genial que Kobe seja, ele nunca conseguirá tal feito. Ninguém nunca conseguiu.
Falar que Bryant venceu só é falar, no mínimo, uma bela besteira. Ou você não sabe quem são Pau Gasol, Trevor Ariza, Andrew Bynum, Derek Fisher, Phil Jackson e todos os outros que compõem o elenco do Lakers? São jogadores, são treinadores. Podem não ser tão geniais quanto é Kobe, podem não ter seu poder de decisão. Mas estão lá e deram o apoio suficiente. Ele nunca esteve sozinho. Ele nunca venceu sozinho. Ele nunca vencerá sozinho.
E isso nunca diminuirá sua genialidade.
Manu no Wizards: rumor de offseason ou início da renovação?

Nessa semana, surgiu um rumor que colocava um dos maiores astros do San Antonio Spurs, Manu Ginobili, no Washington Wizards para a próxima temporada. A troca, além de jogadores, envolveria também a quinta escolha do próximo draft.
Hoje, usarei esse espaço para imaginar o que pode estar passando na cabeça da diretoria e da comissão técnica da franquia texana com essa proposta em mãos. Para o mais desesperado fã do jogo do argentino, veremos a seguir que essa troca pode não ser tão ruim assim.
1 – Montagem da base para 2009/10
A partir de agora, tudo nesse post será uma análise pessoal – não tenho fontes que garantam as coisas que aqui escreverei. Podemos dizer que usarei meus conhecimentos como torcedor do Spurs e meu faro jornalístico para fazer essas análises.
Primeiramente, três jogadores terão seus contratos vencendo nessa offseason; Jacquie Vaughn, Ime Udoka e Drew Gooden. Do modo como se deram os playoffs e a eliminação do time, acredito que somente o ala, que teve um sólido final de temporada, permanecerá. Acredito também que Tiago Splitter só junte-se ao plantel em 2010, apesar dos rumores sobre a falência do TAU Cerámica. Assim, teremos a seguinte base para 2009/10:
PG – Parker / Hill
SG – Ginobili / Mason / Finley
SF – Finley / Bowen / Udoka
PF – Bonner / Duncan
C – Duncan / Thomas / Oberto*
2 – Trabalho no Draft
Mais rumores dão conta de que o Spurs tenta, nos bastidores, comprar uma escolha de primeiro round baixa para selecionar o ala israelense Omri Cassipi. Várias equipes já disseram que foram procuradas para isso, e a 18ª escolha, atualmente dos Wolves, pode ser de Popovich e companhia. Trabalharei também aqui com essa possibilidade. Desse modo, teríamos:
PG – Parker / Hill
SG – Ginobili / Mason / Finley
SF – Finley / Bowen / Udoka / Cassipi
PF – Bonner / Duncan
C – Duncan / Thomas / Oberto*
3 – A troca
Aqui, analisaremos três possibilidades para a equipe do San Antonio Spurs. Vale lembrar que, hoje, as principais carências do time são um ala e um homem de garrafão. Desse modo, vejo três maneiras dessa troca se concretizar:
- a) Manu Ginobili = Carol Butler + 5ª escolha
Desse modo, o time de San Antonio resolveria o problema na ala com um jogador do Wizards e usaria a quinta escolha para recrutar um talento para o garrafão. O ala-pivô Jordan Hill, no caso, seria o nome a ser escolhido. Desse modo, teríamos:
PG – Parker / George Hill
SG – Mason / Finley
SF – Butler / Bowen / Udoka / Cassipi
PF – Bonner / Jordan Hill
C – Duncan / Thomas / Oberto*
- b) Manu Ginobili = Brendan Haywood + 5ª escolha
Aqui, o processo se daria no caminho oposto ao do item ‘a’; os Spurs usariam um jogador de Washington no garrafão e selecionariam um ala no draft, muito provavelmente DeMar DeRozan. Assim:
PG – Parker / Hill
SG – Mason / Finley / DeRozan
SF – Finley / Bowen / Udoka / DeRozan / Cassipi
PF – Duncan / Bonner
C – Haywood / Thomas / Oberto*
- c) Manu Ginobili + Fabrício Oberto = Nick Young + Mike James + Etan Thomas + 5ª escolha
A troca seria uma verdadeira revolução na franquia texana. A equipe ganharia um ala-armador talentoso para vir do banco, mas continuaria com suas duas carências a serem solucionadas. Com a iminente chegada de Splitter, porém, acredito que DeRozan seria o escolhido aqui também. Assim:
PG – Parker / James / Hill
SG – Mason / Young / Finley / DeRozan
SF – Finley / Bowen / Udoka / DeRozan / Cassipi
PF – Bonner / Duncan
C – Duncan / Kurt Thomas / Etan Thomas*
4 – Em 2010
Como otimista torcedor do Spurs que sou, minhas previsões, daqui pra frente, serão bem otimistas. Para essa temporada, poderemos contar com a integração de Splitter no plantel, e, porque não, com o retorno de Manu Ginobili, que, vale lembrar, terá um contrato expirante para nessa offseason. Além dele, também terão seus vínculos se encerrando Roger Mason, Michael Finley, Bruce Bowen, Matt Bonner, Fabrício Oberto e Kurt Thomas. Acredito que apenas Mason e Bonner permaneceriam. Além deles, dos jogadores do Wizards envolvidos nas especulações, James, Thomas e Haywood também são expirantes, e acho que a diretoria só tentaria manter o último. Assim, voltando às possibilidades do tópico anterior, poderíamos ter:
- a) Manu Ginobili = Carol Butler + 5ª escolha
PG – Parker / George Hill
SG – Ginobili / Mason
SF – Butler / Udoka / Cassipi
PF – Bonner / Jordan Hill
C – Duncan / Splitter*
- b) Manu Ginobili = Brendan Haywood + 5ª escolha
PG – Parker / Hill
SG – Ginobili / Mason / DeRozan
SF – Udoka / DeRozan / Cassipi
PF – Duncan / Bonner
C – Haywood / Splitter*
- c) Manu Ginobili + Fabrício Oberto = Nick Young + Mike James + Etan Thomas + 5ª escolha
PG – Parker / Hill
SG – Ginobili / Mason / Young / DeRozan
SF – Udoka / DeRozan / Cassipi
PF – Bonner / Duncan
C – Duncan / Splitter*
* – Mais possíveis jogadores contratados e/ou draftados em 2009 e 2010.
Vale lembrar que isso são apenas especulações e suposições de um torcedor do Spurs. Mas são válidas na tentativa de desvendar o que pode estar passando na cabeça de diretoria e comissão técnica de San Antonio nesse momento.
A maldição de 2002-03

Gregg Popovich é um técnico polêmico. Amado por uns, odiados por outros, muito em função do estilo de jogo que impôs ao San Antonio Spurs. Desde sua chegada à franquia texana, foram quatro títulos, todos conquistados, também, pela não mais carismática figura de Tim Duncan.
Nem mesmo entre os torcedores da franquita texana Popovich é unanimidade. Opções por jogadores como Jacquie Vaughn, Matt Bonner e Fabrício Oberto muitas vezes deixam o fã da equipe com a pulga atrás da orelha.
Eu estou entre aqueles que acham que Popovich e Duncan têm que assinar um contrato vitalício com a equipe e ganhar um busto em San Antonio após sua aposentadoria. Eles transformaram um coadjuvante em uma respeitada equipe; muito do ódio dos outros torcedores vem daí.
O técnico em questão foi o último Coach of the Year a sagrar-se campeão da NBA, na temporada 2002-03. Curiosamente, o MVP daquela época, Tim Duncan, também foi o último a levantar o caneco. Nessa temporada, por exemplo, o Cleveland Cavaliers de Mike Brown e LeBron James já ficou pelo caminho.
Para a próxima temporada, a competência de Popovich para remontar essa equipe, passando pelo próximo draft, e a experiência e eficiência de Tim Duncan são o ponto de partida para a equipe voltar ao topo. Vamos ver se os dois têm capacidade de voltarem a vencer os prêmios de COY e MVP e nos darem o penta campeonato.
Dia D


À esquerda, o jovem Dwight Howard busca seu primeiro anel, enquanto Kobe (dir.) quer dizimar os fantasmas do passado
Historicamente, o Dia D é uma das datas mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de junho de 1944, tropas que mesclavam forças americanas, inglesas e canadenses desembarcaram na região da Normandia, na França, para libertar o país aliado dos nazistas. Trazendo a discussão para os dias atuais, podemos dizer que outra batalha de tremenda importância acontece daqui a pouco: Orlando Magic e Los Angeles Lakers duelam em busca do prêmio máximo do basquete, o título da NBA.
O confronto, marcado para as 22h00 (horário de Brasília), marca o duelo de duas das grandes estrelas da NBA atual. Prestes a completar 31 anos, Kobe Bryant é um jogador que divide opiniões dentro e fora da liga. Para muitos considerado o maior sucessor do ídolo máximo Michael Jordan, Kobe busca vencer seu primeiro título ‘sozinho’. Nas outras três oportunidades em que conquistou o anel, o atleta contava com a ‘pequena’ ajuda de Shaquille O’Neal – um dos maiores pivôs de todos os tempos. O fato incomoda o jogador, ainda mais após a derrota nas finais do ano passado para o Boston Celtics. Apesar de se mostrar tranquilo quanto ao embate final, Kobe sabe que um derrota para o Magic acenderá o fogo daqueles que o detestam – quanta responsabilidade!
Do outro lado, Dwight Howard vem caminhando a passos largos para se tornar de longe o melhor pivô dessa geração. Aos 23 anos, o superman tem algo em comum com o Los Angeles Lakers: ele também é envolvido em notícias que o ligam ao ex-pivô angelino Shaquille O’Neal. No caso dele, pelo menos, a comparação é positiva. Assim como Shaq, Howard começou a carreira em Orlando e em pouco tempo se tornou um grande sucesso. Além disso, ambos possuem um biotipo bastante semelhante: muita força física e forte arsenal tanto no ataque quanto na defesa. O que a torcida do Magic espera, no entanto, é que seu ídolo atual não siga os passos do ídolo do passado, que ainda no começo de carreira deixou a Flórida para brilhar na Califórnia. D12 parece maravilhado com a situação na qual se encontra e animado com a final e pretende continuar em Orlando: “Fico até quando me quiserem aqui”, disse um atleta entusiasmado com a possibilidade de conquistar o primeiro anel da carreira. Hei de concordar que não é para menos, já que estrelas consagradas da NBA, como Reggie Miller, Karl Malone e John Stockton, jamais conseguiram tal honraria.
Magic e Lakers devem fazer um grandioso duelo, sem favoritos. Quem ganha com isso? Sem dúvidas os fanáticos torcedores. Agora eu falo por mim: há tempos não via uma série tão empolgante e tão marcante, talvez desde San Antonio Spurs e Detroit Pistons. O que vimos na última década foi um dominio esmagador da Conferência Oeste em cima da Conferência Leste, o que fez com que as finais perdessem muito de sua graça. Nos últimos anos o panôrama vem mudando, e agora temos visto confrontos mais equilibrados, como foi no ano passado entre o próprio Los Angeles Lakers e o Boston Celtics. Se no mesmo ano passado a equipe de Boston entrou como favorita para a final (ainda que esse favoritismo fosse pouco), nesse ano o Magic perde apenas no quesito tradição. Kobe Bryant, Phill Jackson e o Los Angeles Lakers são veteranos nas finais, enquanto Dwight Howard e companhia estão apenas tentando marcar seus nomes na história; com isso, só o tempo irá dizer se o tradicional conjunto californiano fará com que sua vasta experiência se torne um diferencial na série. Bom jogo, caros leitores!
Lakers é o primeiro finalista

Para desespero dos torcedores dos Nuggets e dos secadores de plantão – lista em que me incluo – a última chama de esperança apagou-se na noite de ontem. A equipe do Los Angeles Lakers passeou no último quarto, em pleno Pepsi Center, e sagrou-se a primeira equipe a garantir vaga na grande final da NBA dessa temporada.
Talvez Kobe Bryant e companhia estejam apresentando um basquete abaixo do esperado, principalmente plasticamente. Alguns coadjuvantes importantes dessa equipe – como Derek Fisher e Andrew Bynum – ficaram devendo em várias partidas dessa série. E isso deixa aqueles que torcem contra com mais raiva ainda.
Mas como contestar a campanha de uma equipe que teve o melhor recorde disparado da equilibrada Conferência Oeste e que eliminou equipes de respeito para chegar aonde chegou? Pois é, amigos… joguem quantas pedras quiserem em mim, mas, na minha opinião, a trajetória dos angelinos até essa grande final é, sim, incontestável.
Agora, os campeões do Oeste esperam Cavaliers ou Magic como adversários da final. Se eu fosse torcedor do Lakers, esperaria pegar LeBron e companhia; os angelinos ganharam as duas partidas contra a franquia de Ohio na temporada regular e parecem ter um jogo que encaixa muito melhor com o do time de Cleveland. Já contra a equipe de Orlando, a campanha na temporada regular foi de 0-2; superman e companhia têm um jogo de difícil marcação por parte dos Lakers.
Em tempo: nessa noite, o Cavaliers pode dar adeus à disputa pelo título. Quem sonhava em uma final com dois brasileiros corre sério risco de ficar sem nenhum.

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