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Motivos de preocupação

Sou um torcedor do San Antonio Spurs daqueles bem otimistas. Não estou preocupado com a campanha da equipe – que venceu apenas Hornets e Kings e não conseguiu uma vitória longe do AT&T Center. Porém, admito que a equipe texana já inspira algumas preocupações em sua torcida.
A primeira delas é a defesa de perímetro do time. Os Spurs não estão conseguindo parar os principais scorers adversários – Kevin Martin, Deron Williams e Brandon Roy fizeram a festa recentemente com isso. Talvez, por isso, Gregg Popovich tenha optado pela entrada de Keith Bogans como titular ontem – estratégia que não funcionou.
Na minha opinião, talvez a equipe de San Antonio nem precise de um especialista defensivo como Bogans. Entre Tony Parker, George Hill, Roger Mason, Manu Ginobili e Richard Jefferson, não vejo nenhum péssimo defensor – apenas Michael Finley sofre um pouco quando a equipe está sem a bola. O que Pop precisa logo é encontrar um novo sistema para que seu time não sinta falta de Bruce Bowen.
O segundo grande motivo de preocupação para os torcedores texanos é a lesão de Tony Parker, que sentiu o tornozelo durante a derrota de ontem. Embora confie em Hill e Mason – prováveis substitutos do francês – vejo Parker como comandante de nossa equipe hoje, função que deve ser assumida por Tim Duncan e pelo próprio Ginobili na ausência do armador.
Segunda-feira, contra o Raptors, a defesa em cima de Hedo Turkoglu e as atuações de Hill, Mason – como armadores principais – e de Ginobili e Duncan – como líderes da equipe – serão fundamentais para que os Spurs comecem a reagir na temporada.
O primeiro teste para Richard Jefferson


Richard Jefferson chegou ao Spurs com status de estrela. De fato, por onde passou, o ala conseguiu fazer sucesso; seja na era Nets, com Jason Kidd e Kenyon Martin, quando ele era um dos pilares daquele time, ou na curta era Bucks, quando teve uma temporada consistente como líder da equipe. Jefferson teve seu nome ventilado ao Spurs desde a trade deadline da última temporada, ou seja, era objeto de desejo da equipe já há algum tempo.
Em San Antonio, contudo, o ala sabe que terá um papel diferete do que estava acostumado em suas outras equipes. Em New Jersey era um dos principais jogadores, a segunda ou terceira alternativa na hora de atacar. Em Milwaukee, por sua vez, era a estrela principal – junto com o sempre contundido Michael Redd. No Spurs, ele chega para ser coadjuvante de um time quase pronto para triunfar. Antes dele, outros três aparecem como prioridade ofensiva – Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker.
Jefferson pode ser considerado o substituto natural de Bruce Bowen: tem uma boa defesa – embora aquém do seu antecessor – e um ataque muito mais eficiente. No conjunto da obra é mais completo, pois sabe jogar muito bem dos dois lados da quadra. E é hoje que o camisa 24 inicia seu primeiro teste junto ao elenco texano. Contra o Utah Jazz, R24 terá que parar o atlético Ronnie Brewer, que aparece com médias de quase 15 pontos por noite. Amanhã, a tarefa é mais ingrata; quem aparece pela frente é o all-star Brandon Roy – uma das grandes estrelas dessa nova safra da NBA.
Ou seja, em um pequeno espaço de tempo, Jefferson terá a oportunidade de mostrar que é o novo stopper da equipe. Durante o último jogo do Spurs, diante do Sacramento Kings, o ala foi bem ofensivamente, mas deixou algumas folgas para Kevin Martin, que fez 28 pontos e obteve mais de 50% de aproveitamento nos tiros de quadra. Gregg Popovich fez questão de ‘aplaudir’ o seu principal reforço; disse que ele ainda está se adaptando e que logo vai ser o que todos esperam. E Pop está certo,;é impossível cobrá-lo até o momento. Só o tempo dirá quanto Richard Jefferson pode render com a camisa do San Antonio Spurs.
Brasileiros vão mal na Sul-americana

Acabou a primeira fase da Liga Sul-americana de clubes. Os representantes brasileiros na competição – Flamengo, Universo/BRB e Minas, respectivamente os três primeiros colocados no último NBB – não foram bem. Apenas o último time conseguiu se classificar, na bacia das almas.
O Brasília, primeira equipe a entrar em campo, já que estava no Grupo A, fez uma campanha relativamente sólida. Ainda entrosando seu novo time titular, a agremiação da capital perdeu de apenas dois pontos para o Sionista (ARG) , líder da chave, e criou grandes expectativas para avançar como melhor segundo colocado.
O Minas, mesmo sediando seu grupo, teve dificuldades na partida final contra o Libertad Sunchales (ARG) e foi derrotado com facilidade. Porém, o assombroso placar de 134 x 32 sobre a fragilíssima equipe do Millonarios (BOL) aumentou demais o saldo de cestas da equipe brasileira e a colocou como melhor segundo colocado da competição.
Por fim, o Flamengo e sua série de papelões no campeonato. Foram duas derrotas, confusões envolvendo o ala Marcelinho Machado… a situação parece complicada para o atual campeão brasileiro. Rumores dizem que os salários estão atrasados há três meses, assim como algumas premiações. O time piorou bastante com a saída de Baby, e teve ter problemas no NBB. Na chave do mengão, quem se classificou foi o Quimsa (ARG).
Agora, nos resta torcer para o Minas em meio aos hermanos no quadrangular final da competição, que ainda não tem data nem sede definidos.
Restam algumas dúvidas

O fim da pré-temporada geralmente vem acompanhado de algumas respostas para os fãs da NBA. Neste ano, porém, dúvidas ainda pairam no ar para os torcedores do San Antonio Spurs após os sete jogos da equipe na preseason; foram quatro vitórias e três derrotas.
A primeira delas é: qual será o parceiro de Tim Duncan no garrafão do time titular texano? Muitas apostas aqui são válidas. Matt Bonner, titular no ano passado, e Antonio McDyess, um dos principais reforços dos Spurs para essa temporada, aparecem como favoritos até o momento.
Minha aposta, no entanto, fica em Theo Ratliff – o pivô, que deve jogar poucos minutos, permite que Duncan jogue efetivamente como PF, posição em que é, talvez, o melhor de todos os tempos na Liga. Acredito também que, se DeJuan Blair conseguir desenvolver rapidamente seu potencial, se torne o titular da franquia texana.
A segunda questão é qual será o papel de Manu Ginobili na rotação da equipe. Um time titular que conta com Tony Parker, o argentino e Richard Jefferson teria seguramente um dos melhores perímetros de toda a NBA. Porém, acredito que Manu comece no banco, no papel de sexto homem, para manter a equipe equilibrada quando os titulares começarem a sentar.
São questões que começarão a serem respondidas na próxima quinta-feira, quando o San Antonio Spurs estreia na NBA.
Pré-olímpico no Brasil?

Dando prosseguimento ao processo de reconstrução do basquetebol brasileiro, a CBB lançou candidatura para que o Brasil sedie o próximo Pré-olímpico de basquete masculino.
A iniciativa seria positiva, uma vez que faz tempo que a nossa Seleção masculina não participa dos Jogos Olímpicos. Para 2016, o Brasil, como sede, tem o seu retorno garantido. Mas seria legal ver o trabalho começando quatro anos antes, para não corrermos o risco de passar vergonha na Olimpíada do Rio.
Depois de classificar as seleções masculina e feminina para os Mundiais, que serão disputados no ano que vem, a CBB dá mostras mais uma vez de que está realmente interessada no basquetebol brasileiro. É uma pena que uma modalidade tão importante para nosso país tenha ficado tanto tempo esquecida por uma gestão incompetente.
Para daqui a dois anos, a mesma base deve ser mantida, com nomes como Huertas, Leandrinho, Varejão, Splitter e Nenê. Não será fácil, mas tenho certeza que o Brasil tem basquete pra conquistar uma vaga; ainda mais jogando em casa.
Vale lembrar que, no último pré-olímpico, tivemos um Dream Team formado por Kidd, Kobe, LeBron, Carmelo e Howard. Alguém imagina assistir a uma partida com nomes como esses dentro do nosso país?

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