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Volta de Iverson ao Sixers é, no mínimo, divertida

O assunto Allen Iverson já estourou sua cota para todo o ano de 2010. Contudo, uma coisa não pode passar em branco. Sua volta ao Philadelphia 76ers foi algo memorável para todos que viram o auge e a decadência dessa grande figura do basquete mundial nos últimos anos. Eu sempre fui um daqueles entusiastas do basquete do Iverson, mesmo sabendo que no fundo ele era, e é, um grande fominha, um grande individualista, sem o mínimo espírito de grupo.

A.I sabe que seria bem recebido em sua volta, afinal, todos partem do princípio que “o bom filho à casa torna”. De fato ele voltou, foi recepcionado com muita festa e até beijou o símbolo dos Sixers estampado no chão do Wachovia Center. É claro que tudo isso faz parte de um grande ritual de “fazer média com a torcida”. Ainda assim, quem viu o auge desse jogador deve ter ficado emocionado.

Mas depois de tantos festejos em torno da volta do camisa #3, a pergunta que fica é: quão efetivo ele pode ser para esse time? Eu particularmente acredito que bastante. Claro que o Iverson de hoje não é nem sombra daquele jogador que um dia carregou praticamente sozinho uma equipe fraca a uma final da NBA. Ele vai ser um coadjuvante – pelo menos se espera que um jogador como ele, em decadência, se porte como um ajudante. Eventualmente ele terá seus modelos glória, fazendo cestas decisivas e deixando o público em êxtase completo. Mas ao meu ver, A.I tem que se comportar, fugir das encrencas e aceitar o peso da idade.

Se isso realmente acontecer, ele estará pronto para carregar o time da Philadelphia aos playoffs, talvez em oitavo… com muita sorte em sétimo. Caso contrário, o Sixers irá se afundar cada vez mais.  É claro que isso tem um lado bom – uma escolha ótima no próximo draft. Mas será que vale a pena? É uma duvida cruel: ir aos playoffs e ser eliminado na primeira rodada ou fazer uma campanha grotesca e trazer uma boa promessa para o ano que vem?

2-2 ou 1-3?

Atlanta Hawks, Boston Celtics, Cleveland Cavaliers, Dallas Mavericks, Denver Nuggets, Los Angeles Lakers, Orlando Magic e Phoenix Suns. Quando perguntada sobre quem será o campeão da NBA, qualquer pessoa que acompanha a liga deverá partir desta lista de equipes.

Os oito times por mim listados no parágrafo anterior foram aqueles que tiveram as largadas mais animadoras, quando já nos aproximamos de um quarto da temporada regular disputada. Enquanto isso, o San Antonio Spurs luta para encaixar seus reforços e chegar a uma melhor colocação.

Pois bem; das oito equipes que classifiquei hoje como favoritas ao título da NBA, apenas duas já se degladiaram contra os Spurs: o rival local Mavericks, por duas vezes, e o Boston Celtics, na última sexta-feira.

Contra a franquia de Dallas, parada dividida; cada equipe venceu a partida que jogou em seus domínios. Já o Boston veio até o AT&T Center e venceu os Spurs após um péssimo primeiro quarto do time texano. Ou seja, contra as principais equipes desta temporada, estamos com recorde de 1-2.

Hoje, enfrentamos os Nuggets, que têm atualmente uma das melhores equipes dos últimos tempos da franquia. A chegada de Chauncey Billups na última temporada já aumentou o nível da equipe. Para esta época, a contratação de Aaron Afflalo e o draft de Ty Lawson deram outras opções ao perímetro da equipe, antes refém das atuações de J.R. Smith e de Carmelo Anthony – este último, ao meu ver, principal candidato a MVP nesta altura do campeonato.

A partida não será fácil. Tony Parker e Tim Duncan têm de continuar jogando bem e contar com o apoio de jogadores como Manu Ginobili e Richard Jefferson – o que não vem acontecendo com frequência na temporada. O certo é que uma vitória hoje pode mudar o rumo da temporada para os Spurs.

Hoje tem jogo importante em San Antonio

Pierce vem com média de quase 20 pontos por jogo e deverá ser um dos destaques dessa noite

Hoje San Antonio recebe o jogo mais interessante da temporada até aqui – pelo menos para os torcedores do Spurs. Às 23h00, horário de Brasília, San Antonio e Boston Celtics duelam no AT&T Center. Teoricamente, esse é só mais um entre os vários e vários jogos que a equipe texana vai disputar nessa temporada. No entanto, ele servirá de termômetro para o torcedor e a crítica saberem o quão pronto esse time está para enfrentar as principais forças da NBA.

O Celtics vem de cinco vitórias consecutivas e manteve a base que venceu o título da liga há duas temporadas. Se juntou à equipe o veterano Rasheed Wallace, que, ao contrário do que muitos esperavam, soube aceitar tranquilamente o posto de reserva. Quem dera se todos os jogadores soubessem lidar com isso numa boa, né Iverson?

Falei, falei, falei, mas até agora não expliquei nada sobre a importância do embate de logo mais. É simples: San Antonio começou muito mal na temporada, teve problemas de contusão e só conseguiu se recuperar nos últimos jogos; tanto que vem com uma sequência igual à dos Celtics (cinco vitórias consecutivas). Contudo, entre esses cinco adversários, nenhum deles é franco favorito ao título.

Paul Pierce e sua turma fazem parte daquele seleto grupo de candidatos ao troféu da NBA. San Antonio, por sua vez, tem um bom time, mas ainda não foi efetivamente testado desde que engrenou na temporada. É claro que uma derrota hoje não significará grande coisa, pois ainda é cedo e Gregg Popovich mal teve tempo de adaptar o elenco aos novos jogadores. Entretanto, caso haja uma vitória, ninguém terá dúvidas de que, completo, os texanos devem vir fortes para conquistar seu pentacampeonato na NBA.

Com o elenco saudável…

A vitória de ontem contra o Houston Rockets foi a quarta seguida da equipe do San Antonio Spurs e a primeira fora do AT&T Center. Os triunfos, em sua grande maioria, foram comandados pelo armador Tony Parker e pelo ala-pivô Tim Duncan, hoje os dois principais nomes da franquia texana.

Na ausência da dupla, os Spurs chegaram a vencer o Toronto Raptors e o Dallas Mavericks de maneira consecutiva. Porém, é indiscutível a melhora que os dois trazem à equipe – com o retorno de Tony e Timmy, a equipe saltou da décima para a sexta colocação da Conferência Oeste.

Com todo o elenco na mão, Gregg Popovich começa a acertar o plano de jogo de seu time. Este começo irregular de temporada da equipe, ao meu ver, se deu em muito por causa da grande movimentação que o elenco sofreu na última offseason.

Vendo a classificação geral das conferências, vemos que as equipes que largam na frente foram aquelas que pouco precisaram mexer em seus elencos. Nada mais natural que o San Antonio Spurs, que tem três novos titulares (Keith Bogans, Richard Jefferson e Antonio McDyess) e mais novidades na rotação da equipe (DeJuan Blair e Theo Ratliff), largasse em desvantagem.

A baixa da vez é o argentino Manu Ginobili. É possível que o ala-armador já retorne amanhã ao time titular – porém, com o bom momento da equipe, não é preciso acelerar oa volta do atleta. A tendência é que Pop introduza Manu aos poucos no seu novo plano de jogo.

Quando tiver todo o elenco na mão, Popovich vai enfim poder colocar em prática os planos que fez na offseason. Com o elenco saudável, os Spurs brigam pelo título. O problema é que, 14 jogos depois do começo da temporada, esse é um conceito apenas teórico pelos lados de San Antonio…

Fenômeno?

Abro espaço hoje no “Na Linha dos 3” para falar de um jogador que tem surpreendido a todos: Brandon Jennings. Vale lembrar que o intuito dessa coluna é apenas comparar dados, sem julgar quem é/foi melhor do que quem. O fato é que após 13 jogos disputados, o armador vem com médias incríveis, superiores às de Vince Carter, Chris Paul, Kobe Bryant, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e LeBron James em seus respectivos primeiros anos de liga.

O único jogador que supera Jennings em seu primeiro ano é o recém-aposentado Allen Iverson. É claro que devemos levar em conta o fato de Jennings atuar em um time fraco, o que obviamente lhe dá mais liberdade para fazer o que quiser. Além do que, é nítido ao observar que o armador ainda é um atleta cru, que tem deficiência especialmente nos arremessos de longa distância. Ainda assim, seu desempenho, que fatidicamente deverá cair ao longo da temporada, é impressionante. Vamos aos números.

Brandon Jennings (2009-2010)

Brandon Jennings - Milwaukee Bucks

Médias por jogo

34.23 minutos

23.4 pontos (FG: 45.0%/FG3: 46.8%/FT: 77.8%)

4.5 rebotes

5.8 assistências

1.2 roubos de bola

0.2 tocos

3.6 deperdícios de bola

Allen Iverson (1996-1997)

Allen Iverson - Memphis Grizzlies

Médias por jogo

40.1 minutos

23.5 pontos (FG: 41.6%/FG3: 34.1%/FT: 70.2%)

4.1 rebotes

7.5 assistências

2.1 roubos de bola

0.3 tocos

4.4 desperdícios de bola

Carmelo Anthony (2003-2004)

Carmelo Anthony - Denver Nuggets

Médias por jogo

36.5 minutos

21.0 pontos (FG: 42.6%/ FG3: 32.2%/ FT: 77.7%)

6.1 rebotes

2.8 assistências

1.2 roubos de bola

0.5 tocos

3.0 desperdícios de bola

LeBron James (2003-2004)

LeBron James - Cleveland Cavaliers

Médias por jogo

39.3 minutos

20.9 pontos (FG: 41.7%/FG3: 29.0%/FT: 75.4%)

5.5 rebotes

5.9 assistências

1.7 roubos de bola

0.7 tocos

3.5 desperdícios de bola

Vince Carter (1998-1999)

Vince Carter - Orlando Magic

Médias por jogo

35.1 minutos

18.3 pontos (FG: 45.0%/FG3: 28.8%/FT: 76.1%)

5.7 rebotes

3.0 assistências

1.1 roubos de bola

1.5 tocos

2.2 desperdícios de bola

Dwyane Wade (2003-2004)

Dwyane Wade - Miami Heat

Médias por jogo

34.9 minutos

16.2 pontos (FG: 46.5%/FG3: 30.2%/FT: 74.7%)

4.0 rebotes

4.5 assistências

1.4 roubos de bola

0.6 tocos

3.2 desperdícios de bola

Chris Paul (2005-2006)

Chris Paul - New Orleans Hornets

Médias por jogo

36.0 minutos

16.1 pontos (FG: 43.0%/FG3: 28.2%/FT: 84.7%)

5.1 rebotes

7.8 assistências

2.2 roubos de bola

0.1 tocos

2.35 desperdícios de bola

Kobe Bryant (1996-1997)

Kobe Bryant - Los Angeles Lakers

Médias por jogo

15.3 minutos

7.6 pontos (FG: 41.7%/FG3: 37.5%/FT: 81.9%)

1.9 rebotes

1.3 assistências

0.7 roubos de bola

0.3 tocos

1.6 desperdícios de bola