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Manu continua decisivo

2010 começa com uma certeza para o San Antonio Spurs; Manu Ginobili ainda pode ser decisivo para o sucesso da equipe. Longe de qualquer coincidência, a equipe texana venceu dez de seus últimos doze jogos justamente no período em que o ala-armador argentino começou a subir de produção.

Aos poucos, a tendência é que Manu deixe de usar seu lado físico. As infiltrações espetaculares, que terminavam com bandejas e enterradas espetaculares estão cada vez mais perto de acabar. O físico do argentino – prejudicado pela idade, que já bate à porta do ala-armador, e pelos problemas no tornozelo – já não é mais o mesmo.

Por isso, Gregg Popovich e o Spurs precisam que Ginobili se utilize de outros aspectos de seu jogo para beneficiar a equipe. Sua inteligência e  sua criatividade, por exemplo, são virtudes que não serão afetadas. Nos últimos jogos – principalmente diante do Wolves – Manu deu um show de assistências. Uma tendência cada vez maior quando as possibilidades de pontuar do argentino diminuírem.

Outro aspecto em que o argentino deve continuar trabalhando é a sua já consistente defesa. Na marcação 1×1, Manu já é um dos melhores no nosso elenco, mas ele se destaca na cobertura, conseguindo interceptar uma boa quantidade de passes e roubar bolas de surpresa quando dobra a marcação. Novamente, sua inteligência usada à favor da equipe.

Além disso, seu arremesso de média e longa distância continua mortal. São provas de que Manu Ginobili ainda é fundamental para o San Antonio Spurs. Na última temporada – tal qual nessa – subimos de produção com a volta do argentino e sentimos sua falta nos playoffs. Nos resta torcer para que, dessa vez, ele chegue saudável à pós-temporada.

Mr. Wild Thing!

Como diria um qualquer da TV: CARIMBA Vareja!!!

Eu vou ser sincero e dizer que não sou daqueles grandes entusiastas do estilo de jogo do brasileiro Anderson Varejão. Acho ele desajeitado, limitado tecnicamente… um verdadeiro brucutu (futebolisticamente falando). Contudo, como tenho um pouco de massa cinzenta (como gosta de dizer o Belluzzo) aqui dentro, não posso negar sua eficiência para o esquema de jogo do Cleveland Cavaliers.

A ‘coisa selvagem’, como os americanos chamam o Varejão, pode ter todos os problemas técnicos do mundo, pode ser desordenado, esquisito… mas suas qualidades acabam, por fim, superando seus defeitos. Ele energiza o time quando entra em quadra, é raçudo ao extremo, corre atrás de todas as jogadas com muita vontade… é disso que o Cavs precisa. Ou melhor, é disso que o LeBron James precisa; de um elenco de coadjuvantes que se disponham a serví-lo.

Mo Williams deixou de ser o ‘fominha’ da época do Bucks e passou a jogar com inteligência, Shaq sabe que para ganhar mais um anel terá que se sujeitar a poucos e eficientes minutos em quadra, Ilgauskas sempre será o ‘fiel escudeiro’ do LeBron. Todos os jogadores citados acima sabem que têm grandes chances de se tornarem campeões da NBA. Para isso, eles  fazem o ‘trabalho sujo’ e ajudam a estrela maior a decidir os jogos. É nesse esquema solidário que o Cavs atropelhou o Lakers e vem subindo cada vez mais pelas tabelas – já é o primeiro da Conferência Leste e o segundo do geral.

Varejão tem sua marca nesse time. Com médias de 8.0 pontos e 7.9 rebotes por jogo, o brasileiro mostra a cada dia que soube se adaptar como ninguém ao estilo de jogo da liga norte-americana. A prova cabal disso aconteceu na noite de ontem, diante do excelente Atlanta Hawks. Em 32 minutos em quadra, a ‘coisa selvagem’ marcou 14 pontos (6-8), pegou nove rebotes e distribuiu três tocos. Para coroar a noite de gala, Varejão foi o cara decisivo do Cavs.

Pois é! Quem pensa que LeBron James decidiu o jogo está enganado. Bem marcado, o astro se viu obrigado a passar a última bola para o armador Mo Williams. O ‘baixinho’ se viu ainda mais atrapalhado que seu companheiro e, para não perder a posse de bola, arriscou a sorte e colocou a ‘redonda’ nas mãos do Wild Thing. Num dia normal, o Varejão mandaria uma ‘air ball’ daquelas de fazer qualquer um sentir vergonha alheia. No dia dele, no entanto, o tiro de três caiu certeiro, perfeito…

O esporte proporciona dessas. Essa cesta é como o gol daquele cara grosso de bola que nunca soube sequer chutar na vida e do nada arranca um petardo na ‘gaveta’. A única palavra que me resta dizer ao brasileiro é: parabéns!

A você, leitor do Spurs Brasil, um ótimo ano novo. Que 2010 seja repleto de vitórias para a nossa equipe! Até lá… antes disso, fique com a jogada marcante do Mr. Wild Thing.

Natal derruba mitos

O feriado religioso de ontem fez com que alguns mitos saíssem da mente dos brasileiros. Não, não estou falando do Papai Noel. Com a benção da ESPN, de Everaldo Marques e de Zé Boquinha, fomos agraciados ontem com a transmissão ao vivo de Los Angeles Lakers vs. Cleveland Cavaliers, direto do Staples Center. E a vitória da franquia de Ohio nos mostrou algumas coisas.

1) O Lakers está um nível acima

Não está. A equipe angelina tem apenas aproveitado melhor seu potencial do que as outras nesta temporada. Porém, outros times têm tanto basquetebol para mostrar quanto o Lakers – o Cavaliers, por exemplo, é um deles. Os comandados de Mike Brown ontem adotaram uma estratégia interessante – já que Kobe Bryant é mesmo um jogador imparável, concentraram suas forças em minar os pontuadores secundários da equipe de Los Angeles – principalmente Pau Gasol. Funcionou.

2) Anderson Varejão é ruim

Não é. Ok, ele é desajeitado, e não tem um dos jogos mais espetaculares da Liga. Mas a cada temporada o ala-pivô cresce de produção, e sua importância na equipe é reconhecida por figuras importantes do Cavaliers – como Mike Brown e o ala LeBron James. Ontem, o atleta foi bem não só na defesa, mas foi fundamental no segundo quarto, na corrida que deu ao Cavs a vantagem que a equipe administrou até o fim do jogo.

3) A arbitragem do futebol brasileiro é ruim

Ok, é ruim. É péssima. Esteve envolvida recentemente em escândalos de corrupção. Mas precisamos parar com o complexo de inferioridade que nos faz pensar que isso só ocorre aqui. Oras, se a NBA não tem árbitros bons o suficiente para apitar uma partida como a de ontem, o que pode acontecer nos playoffs?

4) A torcida brasileira não sabe se comportar

Ok, não sabe. Em 90% das oportunidades. Mas novamente, pudemos conferir que não é só aqui que isso acontece. Essa mesma torcida do Lakers já havia protagonizado um quebra-quebra na cidade após um dos títulos da equipe. E ontem, o protesto contra os juízes foi um misto de frustração e raiva. Porém, a péssima arbitragem errou para os dois lados e não foi o motivo da derrota de Bryant e cia.

Feliz Natal!

A torcida também ficaria satisfeita se o nosso presente fosse essas cheerleaders ao lado do Coyote-noel

Caro torcedor do San Antonio Spurs. Hoje é véspera Natal para a maioria dos povos mundiais. Dia de comer bastante, de tomar algumas – ou todas – e ganhar muitos presentes da família, amigos e adjacentes.

Como torcedor fanático, acho que ainda dá tempo de fazer os meus pedidos para o ‘bom velhinho’. Espero que ele seja generoso e atenda todas as minhas ‘humildes’ preces para 2010.

Abaixo vai o rascunho de minha carta ao Papai Noel

– Caro Papai Noel: gostaria que o Sr. fizesse o Tim Duncan, o Manu Ginobili, o Michael Finley, o Antonio McDyess e o Theo Ratliff jogarem como se estivessem com 26 anos, no auge da forma física e técnica.

– Caro Papai Noel: será que o Matt Bonner poderia arremessar um pouquinho menos bolas de três pontos por jogo? Só um pouquinho…

– Caro Papai Noel: sabendo que o Keith Bogans é um dos maiores cestinhas da história de sua universidade, seria possível transformá-lo num Bruce Bowen melhorado?

– Caro Papai Noel: teria como fazer o Richard Jefferson jogar como na época do Nets e o Tony Parker como na última temporada?

– Caro Papai Noel: teria como desligar a pilha do George Hill e do Roger Mason na hora deles armarem o jogo? Ninguém merece aquele ataque desordenado e afobado.

– Caro Papai Noel: é possível transformar o DeJuan Blair no substituto do Duncan? Vou mais longe: o Sr. trará o Tiago Splitter para o ano que vem?

– Caro Papai Noel: há a possibilidade de dispensar o Marcus Haislip?

– Caro Papai Noel: tem como tirar o estigma de ‘eterna promessa’ do Ian Mahinmi?

– Caro Papai Noel: um dos meus últimos pedidos é transformar o Malik Hairston no ‘Air San Antonio’, no melhor estilo Vince Carter. Sei que essa é fácil…

Para finalizar…

– Caro Papai Noel: tem como trazer o pentacampeonato da NBA para San Antonio esse ano?

Sei que é difícil e que todos os torcedores de todos os times têm pedido isso constantemente. Caso seja impossível, pelo menos uma boa escolha de draft eu sei que o Sr. poderia nos proporcionar, né?

Muito grato, em nome de toda a torcida do San Antonio Spurs.

Aproveitando a correria do Natal, três vídeos do Youtube que valem a pena!

O primeiro é o trio do Hornets cantando música de Natal. Destaque para a cantoria do Ryan Bowen, que deveria largar o basquete e virar cantor. Com certeza faria mais sucesso…

O segundo também é uma cantoria, só que da galera do Houston Rockets. Podemos ver o Shane Battier brisando e o Yao Ming perdidasso!

O último é o Natal do Pistons embalado por Rasheed Wallace.

Trocas em San Antonio?

Com o rendimento da equipe bem abaixo do esperado neste início de temporada, fica impossível não pensar em possíveis mudanças e trocas na equipe do Spurs. O quinto lugar no Oeste e a campanha de 15 vitórias e 10 derrotas é pouco para quem estava cotado como a segunda força da conferência. Analisando que as vitórias vieram praticamente só sobre equipes fracas, a situação se torna ainda pior. Diante deste cenário, comecei a imaginar que possíveis trocas poderiam causar real impacto na equipe.

Antes de efetivamente começar as especulações, gostaria de deixar claro que tudo que escreverei aqui é apenas baseado em minha observação e pesquisa;  até agora não foram veiculados possíveis rumores envolvendo os nomes que citarei.

A grande moeda de troca que o Spurs possui hoje é o argentino Manu Ginobili. Soa estranho dizer que o ala-armador pode ser trocado, mas ele não parece mais intocável como em anos anteriores. O jogador e o técnico Gregg Popovich tiveram alguns desentendimentos quando o assunto era servir a seleção argentina. Jogando por seu país, veio a lesão no tornozelo que afastou Ginobili por um bom tempo das quadras, e vieram mais críticas do treinador.

Aliado a isso, veio a queda de rendimento na atual temporada e a idade avançada. O que torna o argentino um jogador valorizado no mercado é o seu contrato expirante de 10 milhões de dólares. Em época onde todos buscam espaço na folha salarial para a pós-temporada de 2010, um contrato desses parece interessante.

Mas quem poderia vir em troca Manu? O primeiro nome que me vem à cabeça é Chris Kaman. Este, na minha opinão, seria o nome ideal para o time texano. Há tempos que todos sabem da necessidade de um parceiro de garrafão para Duncan, e McDyess não vem correspondendo, então o americano naturalizado alemão cairia como uma luva. Os valores de salários são praticamente iguais, o que viabilizaria uma troca um por um.

Para o Los Angeles Clippers, a troca pode ser interessante, pois a equipe também não vem rendendo aquilo que era esperado e talvez algumas mudanças possam estar sendo planejadas. Ao receber Ginobili, além do contrato expirante, receberiam um bom jogador e não só um “zero à esquerda” (Kwame Brown, estou falando de você!). Para jogar no garrafão, a equipe já possui Marcus Camby – que também é expirante – e Blake Griffin, além do jovem DeAndre Jordan.

https://i0.wp.com/admissions.uconn.edu/blogs/2008/michael/wp-content/uploads/2009/02/caron.jpgCaron Butler também surge como opção. O ala do Washington Wizards faz boa temporada com 16,9 pontos e 6,8 rebotes de média, mas sua equipe também é uma decepção. Butler ainda possui dois anos de contrato, e seu salário também possibilitaria uma troca um por um com Ginobili. Após tantos anos de fracassos, apesar de manter a base e montar bons elencos, talvez os dirigentes do time da capital estejam começando a pensar em mudanças. Iniciar limpando a folha salarial é sempre um bom caminho.

http://sportscrzy.files.wordpress.com/2009/07/carlos-boozer_300_080131.jpgO Utah Jazz também poderia surgir como interessado. O relacionamento de Carlos Boozer com a torcida não é bom já há algum tempo, e a carência do time de Salt Lake City por um ala-armador com bom arremesso também não é recente. Com o desenvolvimento de Paul Millsap, Boozer tornou-se negociável. O jogador tem contrato expirante e seu salário gira na casa dos 12 milhões de dólares. Apensar de um pouco mais elevado, ainda possibilitaria uma troca direta pelo argentino.

O Spurs ainda possui outros dois jogadores que podem servir como valiosas moedas de troca em possíveis negociações. São Matt Bonner e Roger Mason Jr, ambos com salários expirantes de mais de três milhões de dólares. O bom rendimento por preço baixo, aliado a um salário que termina ao fim da temporada, é uma combinação que pode atrair interessados.

A data limite para trocas, a chamada Trade Deadline, é dia 18 de fevereiro. Até lá, muitas coisas podem ocorrer na liga, mas, se o rendimento continuar como está, é provável que o San Antonio Spurs não passe “em branco” por ela.