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Já vai, Mahinmi?

Na última semana, os torcedores do San Antonio Spurs ganharam um assunto a mais para discutirem a respeito – o pivô Ian Mahinmi. O francês, nesta semana, fez sua estreia na temporada – foi aproveitado pelo treinador Gregg Popovich em duas oportunidades.
A primeira, no último dia dez, foi uma chance de verdade para Mahinmi mostrar seu basquetebol – em 21 minutos diante do New Jersey Nets, foram 15 pontos (6-6 da quadra), nove rebotes e um toco que lhe valeu a melhor jogada do dia no site da NBA. Ontem, contra o Charlotte Bobcats, o pivô entrou apenas nos cinco minutos finais do jogo, no chamado garbage time; tempo para apenas dois pontos, um rebote e um toco.
A pergunta que fica é: por que o atleta passou a ser aproveitado só agora, entre a segunda e a terceira semana de janeiro? A resposta para essa dúvida fica ainda mais nebulosa quando lembramos que o Spurs optou por não renovar o contrato do francês no dia 1º de novembro – ou seja, ele será um free agent ao fim da temporada.
A princípio, quando vi que Mahinmi havia entrado tão cedo diante do Nets, pensei – Popovich acha que o garoto está pronto. Vale lembrar que, desde o dia 2 de novembro de 2008, o pivô não volta para a D-League; ou seja, mesmo que não aproveitado, o francês seguiu treinado com o Spurs. Mas, se o desenvolvimento do atleta estava encaminhado, por que não renovar seu contrato?
Até que, navegando por sites americanos especializados em NBA, vi uma possibilidade que me chamou a atenção; será que o Spurs pretende incluir Mahinmi em alguma troca? Não me parece uma possibilidade completamente absurda, pois é difícil pensar em outra explicação para o aproveitamento do pivô sem seu contrato renovado.
Mahinmi poderia estar sendo escalado para ser mostrado para outras equipes – um bom pivô que abra cap salarial ao fim da temporada pode ser atrativo para muitas equipes, mesmo que o salário do francês não seja alto. É bem verdade que Popovich não costuma fazer trocas no meio da temporada – mas então por que não renovou o contrato de Mahinmi antes de lançá-lo?
Super-Blair
Aqui, neste mesmo espaço, eu já cansei de tecer elogios e mais elogios ao pivô DeJuan Blair. O fato é que ele realmente merece. Vivemos numa época carente de big men, os populares grandalhões, que consigam dominar os adversários com um simples jogo de corpo, como Shaquille O’Neal cansou de fazer nos anos 90 e 2000.
É claro que o DeJuan Blair passa longe de ter a altura do O’Neal (ele tem apenas 2,01), muito menos sua força, técnica e imponência. Mesmo assim, em seu primeiro ano, o jovem de Pittsburgh vem conseguindo se dar muito bem com o estilo de jogo da NBA. “Na universidade tudo era fácil. Aqui é muito mais duro”, disse, após o triunfo de ontem diante do Oklahoma City Thunder.
Aliás, que jogo ontem, hum? Com seus 28 pontos e 21 rebotes, Blair se tornou o primeiro novato da NBA desde Tim Duncan a conseguir um 20-20. Na oportunidade, em 22 de março de 1998 contra o Phoenix Suns, Duncan anotou 26 pontos e pegou 21 rebotes.
Isso significa muito mais do que um montante de números bonitinhos em sua carreira. Quer dizer que, em apenas três meses de temporada, ele conseguiu ‘deixar para trás’ atletas como Yao Ming, Elton Brand, Kenyon Martin, Dirk Nowitzki, Pau Gasol, Tyson Chandler, Amare Stoudemire, Chris Bosh, Emeka Okafor, Dwight Howard e Andrew Bogut… todos eles draftados depois de Duncan e que jogam na 4 e na 5.
É claro que estamos falando de números, o que na maioria das vezes nem diz muita coisa. O que importa para nós, torcedores do Spurs, é saber que podemos descansar ‘tranquilamente’ (entre aspas porque ontem quase tive um enfarto com o jogo) nossa principal estrela. Do banco podem vir: DeJuan Blair, Ian Mahinmi e quem sabe até Tiago Splitter num futuro bem próximo. Assim, será que Duncan já pode descansar em paz (no sentido figurado, óbvio)?
Um mix do Blair ainda pela Universidade de Pittsburgh
Um pedacinho da França na NBA


Da esq. para dir.: Nicolas Batum, Ian Mahinmi, Ronnie Turiaf, Boris Diaw e Tony Parker (Photo Philippe Petit)
A NBA hoje está repleta de estrangeiros espalhados pelas equipes da liga. Brasileiros, chineses, italianos, turcos e até australianos estão presentes. São 83 atletas de 36 países diferentes no total. Mas o que talvez muitos não tenham reparado é o grande número de franceses que desfilam seu basquetebol pelas quadras norte-americanas; são dez ao todo.
Em San Antonio, já nos acostumamos com o francês Tony Parker, mas Ian Mahinmi também faz parte do plantel, embora ainda pouco conhecido – apesar da boa atuação na última partida. Além dos dois, a França está representada na NBA por Boris Diaw e Alexis Ajinca, do Charlotte Bobcats, Michael Pietrus, do Orlando Magic, Ronnie Turiaf, do Golden State Warriors, Nicolas Batum, do Portland Trailblazers, Johan Petro, do Denver Nuggets, Yakhouba Diawara, do Miami Heat, e Rodrigue Beaubois, do Dallas Mavericks.
Vale lembrar que o San Antonio Spurs também possui os direitos sobre outro francês, Nando de Colo, selecionado no último Draft na 53ª escolha. Em breve, o ala-armador pode ser mais um jogador da terra da Torre Eiffel a jogar no país do Tio Sam.
Apesar do grande número de atletas na melhor liga de basquete do mundo, a seleção da França não consegue obter grandes resultados no cenário mundial. Desde a medalha de prata nas olimpíadas de Sidney 2000 – com plantel totalmente diferente do atual -, os franceses tiveram, como melhor resultado, um terceiro lugar no campeonato europeu em 2005, mas ficaram de fora do mundial de 2002 e das olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008. No mundial de 2006, alcançou apenas um honroso quinto lugar.
Em 2010, no Campeonato Mundial que começa em agosto e será disputado na Turquia, a França está no grupo D, junto com Espanha, atual campeã mundial, Lituânia, Canadá, Nova Zelândia e Líbano. Os quatro primeiros do grupo passam para a segunda fase.
Vale a nossa torcida por Tony Parker e Ian Mahinmi, que devem estar entre os convocados para a competição. O Spurs Brasil ficará de olho no desempenho de nossos atletas e trará todas as notícias e informações para você leitor.
A sina continua…

Ontem, em mais um jogo contra uma equipe com mais de 50% de aproveitamento na temporada, mais uma derrota. O aproveitamento do San Antonio Spurs diante de times favoritos ao título é bastante inferior ao esperado. Esse retrospecto, aliado com a campanha irregular do time fora de casa, pode custar caro.
Na partida de ontem, diante do Dallas Mavericks, parecia que sairíamos da quadra com a vitória até o fim do terceiro quarto. O atropelamento no último período deixou claro que talvez falte confiança para a equipe nos momentos decisivos contra os chamados contenders.
A próxima chance que Tim Duncan e companhia têm para mudar isso é na terça-feira, em casa, diante do Los Angeles Lakers, talvez o principal favorito ao título desta temporada até aqui. Uma boa partida pode mudar os rumos do Spurs na temporada.
No jogo, uma boa marcação de Keith Bogans sobre Kobe Bryant é sim, importante. Porém, nada pode impedir que o ala-armador marque seus 20, 30 pontos. Por isso, indispensável mesmo será a marcação diante dos pontuadores secundários da equipe.
Duncan pode com Pau Gasol e Andrew Bynum; deve ter dificuldades apenas quando os dois estiverem na quadra ao mesmo tempo. Tony Parker deve minar os arremessos de três de Derek Fisher. Manu Ginobili pode colar em Ron Artest. Richard Jefferson jogando de PF pode ser uma boa opção para quando Lamar Odom estiver em quadra.
Particularmente, acho difícil que o Spurs saia de quadra com a vitória; o que é preocupante, já que a partida antecede uma série de quatro jogos longe do AT&T Center. Porém, estarei na torcida, mais do que nunca, nesta partida que pode ser a chave para uma boa temporada texana.









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