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Reconstrução do Spurs – A ala

Hoje é dia da penúltima postagem da série “Reconstrução do Spurs” – especial que aponta possíveis movimentações para a equipe texana nesta offseason. Há duas semanas, escrevi sobre a situação dos principais jogadores do plantel do time, e no último sábado mostrei o que poderia ser feito para reforçar as posições 1 e 2 do elenco do Spurs. Hoje, falo sobre a posição que foi, ao meu ver, o principal problema da equipe na última temporada – a ala.

Richard Jefferson – o único especialista da posição no elenco texano – foi trazido a peso de ouro para dar mais força, principalmente, ao ataque do time. Porém, como bem analisaram nossos colegas do excelente blog Bola Presa, o ex-jogador do Milwaukee Bucks não conseguiu se encaixar no rígido esquema tático de Gregg Popovich, que exige um ala que defenda bem e que, no ataque, tenha as bolas de três pontos arremessadas da zona morta como principal arma. Exatamente o que fazia Bruce Bowen – por isso, o “Carrapato” teve tanto sucesso jogando com a camisa texana.

Dois membros desta foto não fizeram parte da última temporada do Spurs: Bruce Bowen e o troféu. Coincidência?

Por isso, vou basear minha análise de hoje neste mote: encontrar um jogador que tenha características ao menos parecida com as de Bowen, e que possa cumprir essa função tática na equipe – defender bem e guardar suas bolinhas da zona morta.

1) Reforços “Caseiros”

Para reforçar o elenco da equipe, o Spurs pode recorrer a jogadores da D-League ou da Europa. A tarefa pode ser facilitada, já que o Spurs tem os direitos de um ala georgiano. Confira um pequeno perfil do atleta a seguir:

Viktor Sanikidze – Conforme já escreveu Bruno Pongas, o ala, draftado em 2004 pelo Atlanta Hawks na 42ª posição e em seguida trocado com o Spurs por uma escolha de segundo round de 2005, é conhecido na Europa por ser um bom defensor. Aos 24 anos, o jogador atua no Virtus Bologna, da Itália, onde exerce a função de combo foward – pode atuar tanto na posição 3 como na 4. Por sua altura (2,03m), porém, na NBA jogaria mesmo como ala. Além de defender bem, o camisa 13 tem um arremesso de três pontos confiável – teve 41,7% de aproveitamento no último Lega Basket, o campeonato italiano de basquete. Suas médias no torneio foram de 6,2 pontos e 5,2 rebotes em 19,3 minutos por partida. Terá seu contrato encerrado no próximo dia 30.

2) O Draft

Como só tem Richard Jefferson de especialista no elenco, o San Antonio Spurs poderia usar o recrutamento de calouros para encontrar um bom ala. Se optar por fazer isso, dois nomes saem na frente:

Paul George – O ala da Universidade de Fresno está em seu segundo ano no basquete universitário, e já foi convidado pelo Spurs para trabalhos nesta offseason. O atleta tem como ponto forte seu atleticismo, mas sua defesa está entre os aspectos do seu jogo que mais precisam melhorar. Na última temporada, teve médias de 16,8 pontos, 7,2 rebotes e três assistências e 35,3% de aproveitamento nos arremessos de três pontos em 33,2 minutos por partida.

Ryan Thompson – O atleta da Universidade de Rider também já trabalhou com a comissão técnica do Spurs neste ano. O ala, que tem como ponte forte sua visão de jogo, acaba de concluir seu último ano universitário. Assim como Paul George, tem na defesa um dos pontos mais fracos do seu jogo. Em seu ano de despedida, teve médias de 17,2 pontos, cinco rebotes, 2,8 assistências e 32,4% de aproveitamento nos arremessos de três pontos em 36,6 minutos por partida.

3) Free Agents

O Spurs tem quatro agentes livres nesta offseason: Roger Mason, Keith Bogans, Matt Bonner e Ian Mahinmi. Se não renovar com nenhum dos quatro, a franquia economiza cerca de US$ 13 milhões em sua folha salarial. Se decidir usar este valor para trazer um bom ala, os nomes a seguir podem ser boas opções:

Ime Udoka – Longe de ser o nome ideal para ser titular no Spurs, Udoka já foi útil como reserva da equipe, e, por ser barato (ganhou menos de US$ 1 milhão em sua última temporada, no Sacramento Kings), poderia ser trazido para, novamente, ser um backup confiável.

Jerry Stackhouse – Após sair do Dallas Mavericks, o veterano ala foi, vindo do banco, peça importante da boa campanha do Milwaukee Bucks na última temporada. Ganhou pouco menos de US$ 700 mil no último ano, e poderia fazer no Spurs a função que Michael Finley fazia – um ala que começa no banco e que agrega experiência ao plantel.

Josh Childress – Depois de dois anos atuando no Olympiacos, o ala tem seu contrato encerrando-se nesta offseason. É um bom defensor, e poderia bem suprir esta carência no elenco texano. No ataque, porém, os arremessos de três pontos não são sua maior arma – assim como Richard Jefferson, Childress gosta de atacar a cesta.

Matt Barnes – Meu nome preferido desta lista, por ser aquele que, ao meu ver, se encaixaria melhor no esquema tático de Gregg Popovich. No Orlando Magic, divide com Mickael Pietrus a responsabilidade de marcar o melhor jogador de perímetro adversário. No ataque, não é brilhante, mas tem no arremesso de três pontos sua jogada mais confiável. Barnes, que venceu o prêmio “Hustle player of the year” (Algo como o jogoador mais brigador, no bom sentido) da última temporada tem a opção de ficar no Magic por US$ 1,6 milhão, ou de testar o mercado.

Rudy Gay – Um jogador de qualidade indiscutível – mas de característica parecida com a de Richard Jefferson. Por isso, não sei se daria certo no San Antonio Spurs. De qualquer maneira, seu contrato é de qualifying offer com o Memphis Grizzlies nesta offseason, de pouco mais de US$ 4,4 milhões. Seria um reforço de impacto.

Reconstrução do Spurs – O perímetro

Continuo hoje a série especial de postagens batizada de “Reconstrução do Spurs”, que fala sobre possíveis movimentações da equipe texana nesta offseason. Na semana passada, comecei a análise com a situação dos principais jogadores da franquia. Hoje, falarei mais detalhadamente sobre as posições 1 e 2 do plantel.

Apenas lembrando que, na última postagem, falei também sobre a situação dos cinco atletas do Spurs que atuaram nestas posições na última temporada. Dois me parecem garantidos para a próxima temporada: George Hill e Manu Ginobili. Tony Parker ainda tem um ano de contrato, mas está cercado de rumores e pode ser envolvido em alguma troca. Por fim, Roger Mason, com salário de US$ 3,8 milhões anuais, e Keith Bogans, que recebeu US$ 1 milhão na última temporada, serão agentes livres.

O Spurs até podia correr atrás de Wade... mas já temos um bom camisa 3

Nas próximas linhas, vamos fazer então uma análise dos possíveis alvos do Spurs no mercado nesta offseason para reforçar as posições 1 e 2.

1) Reforços “Caseiros”

Reforçar o perímetro da equipe pode ser tarefa mais fácil do que o imaginado. A seguir, listo alguns jogadores que de alguma maneira já estão vinculados ao San Antonio Spurs:

Alonzo Gee – O ala-armador, eleito o novato do ano da última temporada da D-League, estava no elenco do Spurs na última partida diante do Phoenix Suns. Jamais entrou em quadra pela franquia texana, mas, na NBA, disputou 11 jogos pelo Washington Wizards – dois como titular – na última temporada, obtendo médias de 7,4 pontos e três rebotes por exibição. O Spurs tem a opção de mantê-lo no elenco para a próxima época por pouco mais de US$ 700 mil anuais. Pode jogar também na posição três.

Curtis Jerrells – O armador foi outro que terminou a temporada com a equipe, mas corre por fora na disputa por uma vaga no elenco. Flutuou entre o Austin Toros e o San Antonio Spurs na última época. Na NBA, atuou em apenas cinco partidas, tendo, em média, 3,6 pontos e 1,8 assistências em 14,8 minutos por jogo. Será agente livre nesta offseason.

Garrett Temple – Depois de passar pelo Houston Rockets, pelo Sacramento Kings e pela D-League, o armador chegou ao Spurs no final da temporada regular. Atuou em 13 jogos – quatro como titular, na época em que Tony Parker e George Hill se lesionaram – e teve médias de 6,2 pontos e 1,1 rebotes em 14,8 minutos por partida. Nos playoffs, chegou a entrar em quadra em seis oportunidades, anotando 0,7 pontos, 0,3 assistências e 0,3 rebotes de média em 2,5 minutos por jogo. Também terminou a temporada com a equipe, mas é agente livre nesta offseason.

Malik Hairston – O ala-armador participou de 47 jogos do Spurs na última temporada, obtendo médias de 2,1 pontos e um rebote em 6,7 minutos por partida. Em alguns momentos, porém, foi enviado para a D-League – pelo Austin Toros, em 15 exibições, anotou 29,1 pontos, 4,7 rebotes e três assistências de média em 40,8 minutos por jogo. Apesar da altura (1,98m), é atlético e pode quebrar um galho na ala. Terminou a temporada com o Spurs, e a equipe tem a opção de mantê-lo na próxima temporada por pouco mais de US$ 800 mil anuais.

Nando de Colo – Aos 23 anos, o francês, que pode atuar nas posições 1 e 2, foi peça importante para o Valência conquistar a Eurocup (espécie de segunda divisão da Euroliga) na última temporada. Teve médias de 13,6 pontos, quatro rebotes e 41,3% de aproveitamento nos arremessos de três pontos em pouco mais de 28 minutos por jogo na competição. No ano passado, foi draftado pelo Spurs na 53ª escolha, e a equipe ainda detém seus direitos. Deve jogar o Mundial da Turquia.

2) O Draft

O Spurs pode usar o recrutamento de calouros para reforçar seu perímetro. Confira a seguir quem pode pintar na equipe na próxima temporada:

Dominique Jones – Em seu terceiro ano com a Universidade de South Florida, Jones teve médias de 21,4 pontos, 6,1 rebotes e 3,6 assistências em 37,1 minutos por jogo. O ala-armador, que já teve contato com o Spurs nesta offseason, tem como pontos fortes seu arsenal ofensivo e sua liderança. Seu ponto fraco é a altura (1,93m).

Elliot Williams – Outro ala-armador que já trabalhou com o Spurs depois da eliminação ante o Suns. Em seu segundo ano universitário, trocou Duke por Memphis, e obteve médias de 17,9 pontos, quatro rebotes e 3,8 assistências em 33,3 minutos por partida. Tem como pontos fortes o atleticismo e a velocidade, mas precisa melhorar seu arremesso e sua capacidade de movimentar a bola.

Xavier Henry – Mais um ala-armador convidado pelo Spurs para uma bateria de treinos nesta offseason. Em seu primeiro ano na Universidade de Kansas, anotou 13,4 pontos e 4,4 rebotes em 27,5 minutos por partida. É alto e também pode jogar como ala. Tem a força física como ponto forte do seu jogo, e precisa desenvolver sua velocidade de condução dos contra ataques e seu passe.

3) Free Agents

Como dito na semana passada, o Spurs pode economizar cerca de US$ 13 milhões para a próxima temporada se dispensar seus quatro agentes livres (Roger Mason, Keith Bogans, Matt Bonner e Ian Mahinmi). Confira a seguir quem pode ser trazido com essa verba:

Brandon Roy – Acreditem ou não, mas o salário do excelente ala-armador era de “apenas” US$ 3,9 milhões na última temporada. Se aceitar um aumento apenas ligeiro neste ordenado, pode ajudar – e muito – a equipe teaxana no próximo campeonato.

Nate Robinson – Gosto dele mais pelo seu carisma do que pelo seu jogo, é bem verdade. Mas pode ser uma opção para a reserva de George Hill caso o Spurs se livre de Parker. É irregular, mas tem potencial. Na última temporada, ganhou US$ 5 milhões.

Raymond Felton – O armador fez uma temporada consistente jogando pelo Charlotte Bobcats, e poderia ser uma alternativa interessante para vir do banco e mudar um pouco a característica do time. Seu salário na equipe de Michael Jordan era de US$ 5,5 milhões.

Shannon Brown – Ok; o ala-armador do Lakers pode não ser brilhante, pode ser irregular, mas seria uma interessante alternativa para dar alguns minutos de descanso para Manu Ginobili – principalmente durante a temporada regular. O atleta tem a opção de permanecer na Califórnia por US$ 2,2 milhões, ou pode testar o mercado.

Tony Allen – Bom defensor, Allen foi uma importante peça para o Boston Celtics nestes playoffs – especialmente na série diante do Cleveland Cavaliers. Seria uma alternativa para a função que Keith Bogans faz hoje no elenco texano. Recebeu US$ 2,5 milhões na última temporada.

Wesley Matthews – Ninguém esperava o desempenho tão bom de Matthews em sua primeira temporada na NBA – nem mesmo o Utah Jazz, que assinou com o ala-armador por apenas uma temporada e US$ 450 mil. O camisa 23 seria uma ótima opção para a reserva de Manu Ginobili.

Chegaram as finais

Depois de passados  sete meses de temporada, finalmente chegou a hora que todo mundo aguardava: as finais. Tudo bem que para os torcedores do San Antonio Spurs não será a final que esperávamos, mas além de fãs do Spurs, somos também amantes do basquete e não há como negar que existe um certo charme que envolve as finais entre Lakers e Celtics.

Rivalidade desde os primórdios da NBA

Estes são, talvez, os times mais tradicionais da liga, os que mais veneram títulos e já se enfrentaram diversas vezes na decisão da NBA. Não há como não lembrar dos confrontos entre Larry Bird e Magic Johnson nos anos 80. Ou então, para os ainda mais saudosistas, os duelos de Bill Russel contra Wilt Chamberlain, nos anos 60.

Desta vez, teremos uma repetição das finais de 2008, em que a franquia de Boston faturou o título. A base das equipes são praticamente as mesmas. De um lado Kobe, Gasol, Odom e Fisher, e de outro Garnett, Ray Allen, Pierce e Rondo. A grande diferença é Ron Artest, já que há dois anos atrás o titular foi Radmanovic.

Fazer qualquer tipo de previsão nesta série seria um absurdo, puro chute. Parece clichê dizer isso, mas tudo pode acontecer. Lembrando que o sistema de disputa muda nas finais. Agora o Lakers jogará as duas primeiras em casa, depois serão três jogos consecutivos em Boston e depois a série volta para os jogos 6 e 7 em Los Angeles.

Ou seja, a série pode acabar em 4 a 1 para o Celtics, caso eles vençam uma das primeiras duas partidas em Los Angeles e depois confirmem o mando de quadra nas três partidas em Boston. Ou então, pode acabar 4 a 2, se o Lakers vencer as duas em casa e depois arrancar pelo menos uma vitória fora.

Meu palpite fica pelo lado de torcedor mesmo: 4 a 1 Celtics. Como bom torcedor do Spurs, torcer pelo Lakers está fora de cogitação.

Reconstrução do Spurs – O elenco

As finais da NBA já batem na porta dos fãs da Liga. Mas a verdade é que, pra nós, torcedor do San Antonio Spurs, elas não têm tanta graça, já que nossa equipe foi eliminada faz tempo. Por isso, a partir de hoje, usarei este espaço para escrever uma série de posts analisando o elenco da franquia texana e as opções disponíveis na offseason para melhorá-lo.

A série terá quatro partes – na primeira, de hoje, batizada de O elenco, analisarei o que temos hoje no plantel do Spurs. As outras postagens se chamarão O perímetro, em que falarei sobre as posições 1 e 2 da equipe, Posição 3, para analizar a posição, em minha opinião, mais carente do time – a ala – e O garrafão, para falar dos big men do time texano.

Este rapaz se chama LeBron James, e NÃO jogará no Spurs na próxima temporada

Vamos então à primeira parte…

Sem contar os atletas que ficaram indo e vindo da D-League, o elenco do San Antonio Spurs teve efetivamente 11 jogadores durante a última temporada. A seguir, em ordem de posição, vamos analizar a situação de cada um:

Tony Parker – Mesmo sendo ídolo da equipe e tendo contrato garantido para a próxima temporada, o francês começou a fazer parte de rumores sobre possíveis transferências graças, principalmente, às boas atuações do também armador George Hill. Vai ganhar US$ 13,5 milhões na próxima temporada, e pode acabar virando uma moeda de troca.

George Hill – Foi a grata surpresa do Spurs na temporada, crescendo de produção e sendo decisivo na série diante do Dallas Mavericks. Tem contrato garantido para a próxima temporada, e o Spurs tem ainda a opção de mantê-lo em 2011/2012 por “apenas” US$ 2 milhões anuais. Figurinha garantida na equipe.

Roger Mason – Ao contrário de Hill, foi a decepção do Spurs na recém terminada época. Tem seu contrato se encerrando nesta offseason, e, caso o Spurs decida dispensá-lo, economiza cerca de US$ 3,8 milhões, que podem ser investidos em outro jogador para a próxima temporada.

Manu Ginobili – Teria seu contrato encerrado nesta pós-temporada, mas voltou a jogar muita bola e obrigou o Spurs a correr para mantê-lo em suas fileiras. É mais uma cara garantida para a próxima época.

Keith Bogans – Assinou por um ano para flutuar entre as posições 2 e 3 e ser o especialista em defesa do perímetro texano. Alterou boas e más exibições, e não virou unanimidade entre os torcedores. Sem contrato, sua dispensa garantiria pouco mais de US$ 1 milhão nos cofres do Spurs.

Richard Jefferson – Contratado a peso de ouro para devolver o Spurs para a briga pelo título da NBA, não conseguiu se encaixar no rigoroso esquema tático do técnico Gregg Popovich. Ganhará US$ 15 milhões na próxima temporada – sua última garantida no Texas – e pode até ser trocado se alguma equipe engolir este contrato.

Matt Bonner – Mais um free agent da equipe. Os aros de San Antonio já se empolgam com a possibilidade de não receberem tantas pedradas na próxima temporada. Na época passada, seu salário anual foi de US$ 3,2 milhões.

Antonio McDyess – Outro que chegou a San Antonio cercado de grande expectativa, mas rendeu menos do que o esperado. Tem mais dois anos de vínculo garantido – receberá cerca de US$ 4,9 milhões em 2010/2011 e aproximadamente US$ 5,2 milhões em 2011/2012… quem sabe o Spurs não empurra esse contrato pra alguém em alguma troca?

DeJuan Blair – O novato mostrou que a pinça de R.C. Buford e Gregg Popovich nos drafts segue precisa. Tem mais um ano de contrato garantido – ganhando menos de US$ 1 milhão – e o Spurs ainda tem a opção de mantê-lo por mais tempo. Certo para a próxima temporada.

Tim Duncan – Não preciso falar nada. Seu contrato termina apenas no meio de 2012, mas The Big Fundamental deve ficar em San Antonio até 2749.

Ian Mahinmi – O grande mistério da lista. Gregg Popovich e companhia não quiseram renovar seu contrato, e em seguida deram, enfim, minutos para o pivô mostrar seu jogo. De qualquer jeito, seu contrato de quase US$ 1,1 milhão anual termina nesta offseason.

Em suma, o Spurs tem quatro jogadores certos para a próxima temporada (George Hill, Manu Ginobili, DeJuan Blair e Tim Duncan), três com contrato garantido, mas que podem ser usados em trocas (Tony Parker, que ganhará US$ 13,5 milhões na próxima temporada, Richard Jefferson, que ganhará US$ 15 milhões, e Antonio McDyess, que ganhará US$ 4,9 milhões) e quatro free agents (Roger Mason, Keith Bogans, Matt Bonner e Ian Mahinmi). A situação dos jogadores de importância menor – quie tiveram passagens pela D-League e por outros clubes da NBA – será analisada nos próximos posts.

Se não renovar com nenhum de seus agentes livres, o Spurs vai economizar pouco mais de US$ 13 milhões em sua folha salarial, já que vai se livrar, também, dos ordenados de jogadores “esquecidos”, como Michael Finley e Marcus Haislip. A quantia pode ser usada para trazer agentes livres de outras equipes ou até mesmo jogadores que atuam na Europa. Essas possíveis negociações também serão expostas nos próximos capítulos da série.

Não perca, na semana que vem, a análise sobre as posições 1 e 2 do elenco do Spurs, e possíveis opções no mercado!

Força feminina

Becky Hammon será responsável por levar as Stars longe mais uma vez

Hoje é dia de fugir um pouco da NBA para falar sobre a equipe feminina de San Antonio, o San Antonio Silver Stars.

Mais uma temporada começou para as texanas, que fazem seu quarto jogo nesta sexta-feira. O adversário da vez é o New York Liberty.

Nos duelos anteriores, uma derrota no primeiro confronto para o Atlanta Dream, e duas vitórias consecutivas, sobre Tulsa Shock e Los Angeles Sparks.

As expectativas em torno do elenco são enormes. Dan Hughes, que exercia o cargo de técnico e general manager nos outros anos, abdicou do comando da equipe para se dedicar ao trabalho de executivo.

Seus esforços surtiram efeito. Além de recrutar uma boa jogadora (a pivô Jayne Appel), alguns reforços de peso chegaram, alimentando o sonho do primeiro título.

Em pouco tempo com a camisa preto e prata, a veterana pivô Michelle Snow já ganhou a vaga de titular. Em três jogos, foram médias de 13,3 pontos e dez rebotes – suas melhores da carreira.

O outro reforço importante, a também veterana Chamique Holdsclaw, mostrou em seu primeiro embate que vai incomodar bastante as adversárias. No confronto diante das Sparks, foram 19 pontos e cinco assistências.

Além das novas contratadas, somemos o poder ofensivo da ala-pivô Sophia Young, cada vez mais se consolidando como uma das melhores atletas da liga, e a genialidade da armadora Becky Hammon, para muitos a melhor do mundo.

Por fim, o banco de reservas ainda traz boas atletas para complementar o elenco. Temos Edwiges Lawson-Wade, a “sexta-mulher”, com recheada carreira internacional, e a também experiente Belinda Snell, veterana do selecionado australiano.

Falando em Austrália, quem comanda o time é a australiana Sandy Brondello, que foi assistente de Hughes nos últimos cinco anos (2005-2009).

Ao meu ver, esse é o melhor time já formado em San Antonio para a disputa da WNBA. Vale lembrar que desde 2007 a equipe deixou de ser o saco de pancadas da liga para se tornar uma das forças do Oeste.

Em 2008, as texanas alcançaram a final, perdendo para o forte Detroit Shock. Em 2009, foi a vez de parar no Phoenix Mercury. Será que chegou a vez em 2010?

É o que todos no Texas esperam…