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Hora dos coadjuvantes brilharem

Há cerca de duas semanas, parecia certo que o San Antonio Spurs teria a melhor campanha da NBA. Mas aí veio a entorse de Tim Duncan e as seis derrotas seguidas – pior sequência da franquia desde que The Big Fundamental foi draftado – e este status está mais ameaçado do que nunca. Em momentos muito melhores, Chicago Bulls e Los Angeles Lakes aparecem apenas um jogo atrás – e ainda resta um confronto direto contra o segundo. É, amigo!

Eles precisam de ajuda

Se pararmos para analisar friamente, as derrotas parecem até normais. Nada de errado em perder para Nuggets, Blazers e Grizzlies sem Duncan. Na segunda partida contra o time de Portland, além do camisa 21, Tony Parker, Manu Ginobili e Antonio McDyess ficaram de fora. Contra o Celtics, o Spurs estava completo, mas perdeu para uma das melhores equipes da liga. A derrota para o Rockets, nono colocado na Conferência Oeste, é um pouco mais incomum – o alvinegro texano vencera os outros três duelos na temporada – mas ainda assim, trata-se de um clássico, disputado na casa do adversário, no segundo jogo de um back-to-back. O que assusta é a sequência. Mas, apesar de tudo, acho que é o desempenho que tem de preocupar, e não necessariamente os resultados.

O que de mais assustador pudermos ver nestes dois últimos jogos, contra Celtics e Rockets, quando o Spurs teve todo seu elenco disponível, foi a queda no rendimento dos coadjuvantes. Contra o time de Boston, apenas Parker e Duncan jogaram perto do ideal, com Richard Jefferson conseguindo ajudar um pouco. Ontem, além do Big Three – Parker, Manu e Duncan tiveram bom desempenho – só Gary Neal chegou aos dígitos duplos ao anotar dez pontos. Pouco para um time que quer o anel.

Neal, Jefferson e Matt Bonner têm que aprender a converter arremessos  quando pressionados. Sua pontaria é fundamental para abrir espaço para as investidas de Parker e Manu e para o trabalho de Duncan debaixo da cesta. Sem as bolas de três caíndo, o ataque do Spurs torna-se mais previsível e mais fácil de defender. Além disso, DeJuan Blair não pode se desanimar por ter perdido seu lugar no time titular, e tem que voltar a pontuar. E George Hill, que brilhou na ausência das três estrelas, tem de achar uma forma de atuar bem também ao lado delas.

Neste domingo, o Spurs recebe o Phoenix Suns numa boa oportunidade para voltar a vencer. Mas, para isso, Neal, Jefferson e Bonner têm de converter seus arremessos. O último provavelmente vai ficar bastante tempo em quadra para marcar Channing Frye, já que é o único Big Man do Spurs que transita bem pelo perímetro. Hill tem de marcar Steve Nash como se fosse um jogo de playoff. E Blair tem de pontuar contra a frágil linha de frente do Suns. Só com ajuda dos coadjuvantes o Big Three pode ter espaço para brilhar.

Tiago Splitter resolverá nossos problemas?

Desde que chegou ao San Antonio Spurs, o pivô Tiago Splitter viveu nos últimos dias seu período mais importante na NBA. No último dia 19, com Tim Duncan poupado, o brasileiro começou seu primeiro jogo como titular, diante do Charlotte Bobcats. Dois dias depois, contra o Golden State Warriors, aproveitou-se da entorse de The Big Fundamental para alcançar seu primeiro double-double. Como o lendário camisa 21 ainda está no estaleiro, Splitter segue no quinteto inicial. Podendo acompanhar por mais tempo o desempenho do brasileiro, pergunto: o pivô pode solucionar o problema da equipe com pivôs depois que Duncan e Antonio McDyess se aposentarem?

Nenê descobrindo que Splitter tem cócegas no sovaco

No momento, o panorama texano é o seguinte: Dice já afirmou que pode se aposentar ao final desta campanha. Caso mude de ideia, deve ficar no máximo até o fim da temporada 2011/2012, quando acaba seu contrato com o Spurs. Em 2012 vencerá também o contrato de Duncan, que, já com 36 anos e limitado por seu joelho, também deve parar. Além de Splitter, restariam, a princípio, Matt Bonner e DeJuan Blair, com Steve Novak tentando garantir-se no elenco para as próximas temporadas.

Se comparado a estes três últimos, Splitter é o jogador mais completo. É o único que tem um jogo funcional dos dois lados da quadra, já que Blair, Bonner e Novak têm características puramente ofensivas. E vale lembrar que o técnico Gregg Popovich dá grande valor à defesa: promoveu McDyess ao time titular nesta temporada justamente por isso. Deste modo, a chance do pivô brasileiro fazer parte do quinteto inicial do time a partir de 2012 é grande. Quem sabe sobra até uma vaguinha já na próxima campanha, caso Dice realmente se aposente? É bem verdade que Pop vê Splitter como um reserva de Duncan, mas, pensando na defesa, pode até testar os dois juntos em alguns momentos.

Nos três últimos jogos, em que foi mais acionado, Splitter teve médias de 8,3 pontos (61,1% FG, 50% FT) e 9,3 rebotes em aproximadamente 22 minutos por noite. É difícil pensar que o brasileiro tenha potencial para ser um All-Star ou um franchise player. Mas, vendo o nível dos pivôs na liga, vejo-o com potencial de ser um titular de nível bom, que consiga limitar os adversários com sua boa defesa e ainda deixar alguns pontinhos no ataque.

Claro que a concorrência de Splitter ainda deve ser maior. O Spurs detém o direito de jogadores que atuam na Europa – três deles, Viktor Sanikidze, Robertas Javtokas e principalmente Ryan Richards podem jogar debaixo da cesta e podem ser contratados a qualquer momento. Marcus Cousin foi bem na pré-temporada com a equipe texana, se destacou na D-League dessa temporada e pode receber novas chances. E, caso McDyess realmente se aposente, a área pintada deve ser o foco do Spurs na próxima offseason, via Draft e free-agency. Mesmo assim, considero que Splitter sai na frente na busca por um lugar ao sol após a aposentadoria dos dois “dinossauros” da equipe.

Com cara de playoffs, com cara de Spurs

Antes do clássico texano de ontem, o ala-armador Manu Ginobili disse algo representativo. Disse que o San Antonio Spurs venceu alguns jogos nesta temporada graças ao ataque, mas que essa não era a cara do time. Falou que, para a equipe conquistar seu quinto título da NBA, deve voltar a ter aquele perfil defensivo que colocou de vez a franquia entre as grandes da liga. E, pelo que pude acompanhar na vitória sobre o Dallas Mavericks, esta metamorfose está bem encaminhada.

Que gracinha!

A mudança na filosofia da equipe começou há exatamente dez dias, quando Gregg Popovich promoveu a entrada de Antonio McDyess no time titular no lugar de DeJuan Blair – segundo o próprio técnico, pensando na defesa. No começo, a equipe sofreu para se adaptar ao novo quinteto: chegou a perder de 110 a 80 para o Miami Heat, com 30 pontos e 12 rebotes de Chris Bosh sobre Dice. Porém, ontem, o time texano mostrou estar no caminho certo, e deu claros indícios de melhora defensiva.

Na outra vez em que enfrentou o Spurs nesta temporada, Dirk Nowitzki havia deixado San Antonio com 26 pontos (12-14 FG, 2-2 3PT) em 39:52 minutos. Ontem, McDyess ficou em quadra por pouco mais de 29 minutos e ajudou a limitar Dirk a 23 pontos (10-16 FG, 0-2 3 PT) em 37:39 minutos. Isoladamente, a melhora parece pouco expressiva – vale ressaltar apenas a queda no aproveitamento de Nowitzki. Mas este trabalho, somado ao do restante da equipe, ajuda demais.

Jason Terry teve de suar para anotar seus 19 pontos, já que acertou apenas cinco dos 19 arremessos de quadra que tentou. Além da dupla, só mais dois jogadores do Mavericks conseguiram chegar aos dígitos duplos: Jose Juan Barea e Shawn Marion, que anotaram 13 pontos cada um. Com isso, era mais do que natural que o ataque do time de Dallas se concentrasse cada vez mais em Nowitzki (tentou 16 arremessos, contra 14 da primeira partida) e, com Dice acompanhando-o, o Spurs tende a ter uma segurança defensiva maior, já que Blair e Matt Bonner não passam qualquer confiança.

Na temporada, o time de Dallas tem o 12º melhor ataque da NBA, e marca em média 100,25 pontos por partida. O Spurs tem a 12ª melhor defesa da liga, e sofre em média 97,07 pontos por jogo dos adversários. Por isso, segurar o Dallas na marca de 91, mesmo com a equipe de Dirk Nowitzki jogando em casa, mostra clara melhora defensiva.

Mas vale lembrar que um fator pode ter ajudado a decidir o jogo: Tyson Chandler teve problemas com faltas, e ficou somente 22:12 minutos. Tim Duncan – que foi brilhante e fundamental no ataque – estava sendo dominado pelo pivô adversário, perdendo a maioria dos rebotes nos dois lados da quadra. The Big Fundamental já dá claros sinais de decadência física; é bom que Tiago Splitter esteja pronto para ganhar cada vez mais minutos nas próximas temporadas. Quem sabe hoje, na segunda partida de um back to back e contra um adversário fraco – o Charlotte Bobcats – o brasileiro ganhe um tempo de quadra para mostrar serviço antes dos playoffs.

Março, mês f*da

Amigo leitor, desculpe a indelicadeza no título desta coluna. Mas começa, na próxima terça-feira, o mês mais difícil para o San Antonio Spurs nesta temporada da NBA. A equipe vai enfrentar os principais candidatos ao título da liga – alguns por mais de uma vez. Por isso, vou usar este espaço de hoje para analisar os próximos adversários da equipe texana, com seu aproveitamento até hoje (sábado, 26/02) entre parênteses.

Este pessoal vai ter trabalho em março

Boston Celtics (73,2%)

Estou entre os que defende o Celtics na troca que enviou Kendrick Perkins para o Oklahoma City Thunder em troca de Jeff Green. A equipe desistiu de um bom jogador, mas que atuava debaixo da cesta, posto congestionado no elenco, para receber um reserva para Paul Pierce, principal carência no plantel alviverde nas últimas temporadas. Mas, é claro que, para o time funcionar, será fundamental que Shaquille O’Neal e Jermaine O’Neal se mantenham saudáveis – o que nem sempre acontece. No primeiro duelo, disputado em Boston, os dois pivôs atuaram e ajudaram a equipe da casa a bater o Spurs por 115 a 113. Hoje, meu palpite é que este confronto se repetirá na final da NBA.

Miami Heat (72,9%) 2 vezes

Desde que a equipe da Flórida contratou seu Big Three, este é o confronto que mais espero na temporada. Manu Ginobili dá conta de parar Dwyane Wade? Ou o escolhido será George Hill, deixando que o argentino tente marcar LeBron James? Se The King levar vantagem na força física, Richard Jefferson conseguirá marcá-lo de modo eficiente? Chris Bosh vai deitar e rolar para cima de DeJuan Blair, ou Gregg Popovich apostará no small ball, colocando RJ24 na cola do ex-Raptor? É esperar para ver.

Dallas Mavericks (71,9%)

O Mavs, uma das equipes mais quentes da NBA no último mês, tentou se reforçar na Trade Deadline: ofereceu ao Detroit Pistons o contrato expirante do lesionado Caron Butler em troca de Tayshaun Price, que cairia muito bem no time do Texas. Mesmo sem conseguir suprir seu desfalque, o rival local do Spurs é um adversário muito perigoso. Pop e companhia já os enfrentaram três vezes na atual temporada, e venceram duas. Porém, na única vez que Dirk Nowitzki esteve em quadra, o Dallas levou a melhor, e em pleno AT&T Center. Todo cuidado será pouco.

Los Angeles Lakers (68,3%)

Das equipes de ponta, sem dúvida foi a que melhor aproveitou a pausa para o All-Star Weekend. Kobe Bryant foi o MVP do All-Star Game, e parece ter voltado para a Califórnia mais focado e confiante, assim como toda a equipe, que venceu os três jogos que fez desde lá. Porém, até aqui o Spurs venceu os dois confrontos que aconteceram na temporada regular, fazendo um grande trabalho na defesa de Kobe e de Pau Gasol – o segundo foi anulado de forma até surpreendente, já que o time texano tem bastante dificuldade para marcar os alas-pivôs adversários. Se a pegada defensiva for mantida, o Spurs pode vencê-los novamente.

Portland TrailBlazers (56,9%) 2 vezes

Um nível abaixo dos quatro acima citados, o Blazers adora beliscar o Spurs durante a temporada regular. Já o fez uma vez nesta temporada, no último dia 1º, e, na oportunidade, ainda estava sem Brandon Roy, machucado, nem com Gerald Wallace, recentemente contratado. A dupla, somada ao ala-pivô LaMarcus Aldridge, que vem jogando o melhor basquete de sua vida nesta temporada, torna este time aquele que tem maiores chances de surpreender uma das quatro potências do Oeste (Spurs, Mavericks, Lakers e Thunder) nos playoffs desta temporada.

Denver Nuggets (56,7%)

Depois da troca que enviou Carmelo Anthony para o New York Knicks, o Nuggets é um time cheio de dúvidas. Quem será o armador titular: o sólido Raymond Felton ou o promissor Ty Lawson? Os dois podem jogar juntos? O versátil Wilson Chandler será usado onde: ala-armador, ala ou ala-pivô? Vale a pena continuar dando tempo de quadra para Kenyon Martin e Nenê, sendo que o primeiro deve deixar a equipe na offseason e o segundo ainda não deu certezas sobre sua permanência? Dependendo da velocidade com que essas dúvidas forem decididas – e graças ao enfraquecimento do Utah Jazz – a equipe de Denver pode até conseguir ir para os playoffs, e é uma das principais candidatas a enfrentar o Spurs na primeira rodada.

Memphis Grizzlies (54,2%) 2 vezes

Com o enfraquecimento de Denver Nuggets, Utah Jazz e possivelmente New Orleans Hornets – já que Chris Paul pode deixar o time na próxima offseason – o Grizzlies deve ser figurinha carimbada nos próximos playoffs do Oeste – o que pode começar já nesta temporada. A equipe ganhou uma peça importante na Trade Deadline, o ala Shane Battier, e ainda tem uma moeda de troca forte, o ala-armador O. J. Mayo, o que pode render ainda mais reforços na próxima intertemporada. Mas, para a sorte do Spurs, o astro Rudy Gay não deve se recuperar a tempo, ao menos, para o primeiro confronto do mês.

Houston Rockets (47,5%)

Agora com Hasheem Thabeet e sem Shane Battier, o time texano deve apostar suas últimas fichas no mês de março para tentar uma arrancada rumo aos playoffs. O duelo local vai acontecer no próximo dia 12. Assim, é provável que o Rockets venha motivado para tentar vencer o rival e seguir sonhando com a pós-temporada. O segredo para segurar a equipe de Houston é parar Kevin Martin, um dos alas-armadores com maior facilidade e versatilidade para pontuar da liga, e não deixar que Luis Scola faça o costumeiro estrago que os alas-pivôs adversários costumam fazer sobre Matt Bonner e DeJuan Blair.

Golden State Warriors (45,6%)

Até o próximo dia 21 – data do último confronto entre Spurs e Warriors nesta temporada – a equipe de Golden State, salvo qualquer surpresa, já deve estar sem chances de se classificar para os playoffs, e pensando mais no próximo draft do que em qualquer outra coisa. Mesmo assim, é bom estar atento para que o trio formado por Stephen Curry, Monta Ellis e David Lee não se empolgue para colocar fogo na partida.

Charlotte Bobcats (44,8%)

A equipe de Michael Jordan ainda tem chances de classificar-se para a pós-temporada, mas parece ter desistido disso ao trocar Gerald Wallace com o Portland. A equipe tem agora menos chances de playoffs – de qualquer modo, não seria páreo para Celtics, Heat, Bulls, Magic, Hawks e Knicks – para pensar no futuro, já que recebeu em troca escolhas de draft e abriu espaço salarial. A curto prazo, porém, tornou-se um dos piores elencos da NBA e, se tudo correr dentro do previsto, deve ser presa fácil para o Spurs.

Detroit Pistons (35%)

Uma franquia que resiste em apostar no presente, e, na última Trade Deadline, evitou trocar veteranos como Richard Hamilton, Tayshaun Price e Ben Wallace. Resultado: uma equipe imprevisível, capaz de vencer o Boston Celtics com certa folga, e, na partida seguinte, tomar um vareio do Phoenix Suns, e com pouquíssimas chances de se classificar para os playoffs. Para vencer o Spurs, o time teria de contar com uma noite inspiradíssima de um ou mais de seus astros – além dos já citados, Tracy McGrady, Ben Gordon e Charlie Villanueva entram nesta lista.

Sacramento Kings (25%)

O panorama é bem parecido com o do Charlotte Bobcats: um time que já pensa no futuro – tanto que enviou o sólido Carl Landry para o New Orleans Hornets em troca do jovem talento Marcus Thornton – mas que hoje tem um dos piores elencos da NBA. A diferença é que hoje o Kings já não alimenta qualquer esperança de chegar aos playoffs. Tyreke Evans e DeMarcus Cousins teriam de ter uma noite de gala para que a equipe conseguisse vencer o Spurs.

Cleveland Cavaliers (19%)

Após uma temporada para ser jogada no lixo, a equipe se movimentou na Trade Deadline e já pensa no futuro – conseguiu escolhas de draft e dois jovens jogadores grandes, Luke Harangody e Semih Erden, o segundo com um interessante potencial. Mesmo assim, o plantel ainda carece de alternativas, o time é fraco e tem a pior campanha da NBA. De qualquer modo, um pouco de cautela não faz mal a ninguém, já que a equipe venceu recentemente Los Angeles Clippers, Los Angeles Lakers e New York Knicks.

O Oeste agradece…

Melo é mais um do draft de 2003 a fechar uma porta na NBA. Coincidência?

A NBA assistiu ontem o final de uma das novelas mais chatas de todos os tempos. Com roteiro previsível, Carmelo Anthony fez o que todos aguardavam há meses: deu um pé na bunda de Denver e foi para Nova York. Além de Melo, o Knicks receberá Chauncey Billups e os irrelevantes Anthony Carter, Shelden Williams e Renaldo Balkman. Por outro lado, a franquia cederá bons nomes, como Danilo Gallinari, Raymond Felton, Wilson Chandler e Timofey Mozgov.

Numa primeira análise, observo que as duas equipes saem ganhando com o término da novela. O Knicks deu o primeiro grande passo para montar um timaço nas próximas temporadas. A saída de jogadores importantes permitirá que a franquia comece do zero e tenha espaço salarial suficiente para trazer mais uma estrela (Chris Paul?). Vale lembrar que a base nova-iorquina já é muito boa: Amar’e Stoudemire, Landry Fields e agora Billups e Carmelo.

Com sorte e competência, a equipe consegue um bom novato no ano que vem e mais uns dois ou três free agents de respeito. Pronto, temos um time redondinho para brigar pela Conferência Leste com o badalado Miami Heat, com o envelhecido Boston Celtics e com o perigoso Chicago Bulls. Hoje, no entanto, o elenco do Knicks ainda é fraco e aparece apenas como a quarta força do Leste, ao lado do inconstante Orlando Magic. Carmelo, apesar de craque, terá em Nova York as mesmas dificuldades que tinha em Denver. A única diferença é que esse elenco do Knicks é ligeiramente mais fraco do que o do falecido Nuggets.

Falando em Nuggets, acho que o Denver fez sim um bom negócio. O único porém é que Danilo Gallinari deve ser envolvido numa nova troca, provavelmente com Los Angeles Clippers ou Minnesota Timberwolves. No mais, George Karl ganhou um armador que vinha fazendo uma temporada incrível, um ótimo ala e um pivô gringo bastante promissor – nada mal pra quem poderia esperar até o final da temporada e morrer sem nada.

O fim da novela Anthony traz também um novo cenário para a Conferência Oeste. Enquanto o Leste muda pouca coisa nesse primeiro ano, o Oeste deverá ter algumas mudanças imediatas. O Nuggets está enfraquecido, ainda mais se perder Gallinari, mas mesmo assim pode chegar aos playoffs. Atualmente, o time é o sétimo colocado na conferência e é seguido de perto por Utah Jazz, Memphis Grizzlies e Phoenix Suns. Ao meu ver, Jazz, Grizzlies e Nuggets brigam pelos dois últimos lugares no Oeste – o Suns de Alvin Gentry corre por fora, mas também tem chances.

Para o nosso San Antonio Spurs, fica a garantia de enfrentar um adversário enfraquecido caso o time assegure o primeiro posto da conferência. Entre Jazz, Grizzlies, Nuggets e Suns, o único time que pode nos dar algum trabalho é o Memphis, que vem fazendo uma boa temporada. Mesmo assim, ainda é pouco. Os outros adversários citados têm muitos problemas e seriam presas fáceis na pós-temporada. Gregg Popovich agradece!