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Hora de aprender com os rivais!

O San Antonio Spurs joga sua vida na temporada nesta quarta-feira, diante do Memphis Grizzlies. Como dizem lá nos Estados Unidos, hoje é vencer ou voltar para casa. Perdendo a série por três a um, o alvinegro texano contará com a força de sua torcida para seguir vivo. A tarefa, no entanto, será árdua, já que Memphis vem jogando de forma impecável.

É isso que queremos ver logo mais!

A receita para a vitória já está dada. O que os comandados de Gregg Popovich precisam agora é de inteligência. Caros amigos, chegou a hora de aprender com nossos rivais. Mas que rivais?

Ontem, Los Angeles Lakers, Chicago Bulls e Orlando Magic mostraram o que um time de ponta deve fazer na pós-temporada. Comecemos pelo caso mais complexo. O Orlando Magic está no mesmo barco do San Antonio Spurs. Até ontem, a equipe tinha perdido três das quatro partidas disputadas, mesmo com o mando de quadra. No jogo cinco, em Orlando, o Magic se impôs e aplicou uma sonora surra no Atlanta Hawks (101 a 70). Pode até ser que Dwight Howard e companhia sejam eliminados, mas eles fizeram o dever de casa e transmitiram o recado: estamos vivos na série!

Em Los Angeles também tivemos o jogo cinco. Cercado de desconfiança após perder duas vezes para o New Orleans Hornets, o Lakers também fez o que tinha que fazer: dominou o adversário a partir do segundo período e mostrou porque todos o colocam como principal favorito ao título da temporada.

Dos três que citei, o que estava mais confortável era o Chicago Bulls. Mesmo assim, a derrota no jogo quatro e o desempenho abaixo da média nas partidas anteriores colocaram uma pulga atrás da orelha do torcedor. Ontem, todavia, o time obteve seu melhor desempenho nos playoffs (116 a 89) e despachou o Indiana Pacers.

Tivemos na terça-feira três grandes exemplos daquilo que o nosso San Antonio Spurs deve fazer hoje no AT&T Center. Temos que ter uma mentalidade agressiva, atacar a cesta sem medo e defender como nunca. Precisamos muito do trio de ferro, mas também necessitamos dos reservas que tanto foram importantes ao longo da fase regular. Aqui do Brasil nos resta apenas torcer e bradar: Go Spurs Go!

Do que San Antonio precisa para vencer o jogo 4?

É hora de dar a volta por cima!

Daqui a pouco começa o jogo quatro da série entre San Antonio Spurs e Memphis Grizzlies. Nós, torcedores, queríamos um pouco mais de sossego, mas as duas derrotas sofridas até aqui vêm tirando o nosso (pelo menos o meu) sono. Vencer hoje é extremamente importante, já que um revés pode nos trazer consequências trágicas.

Já vimos que Antonio McDyess deverá estar no quinteto titular. Dice havia se machucado no jogo três após se chocar com Tim Duncan e sair carregado para os vestiários. A volta do pivô é interessante, pois o veterano é fundamental para ajudar a marcar Marc Gasol e Zach Randolph.

No meu ponto de vista, no entanto, temos mais problemas do que imaginamos nesta série. Além da frágil defesa debaixo da cesta, precisamos daquilo que foi nosso combustível principal ao longo da temporada regular: o banco de reservas. Pois é, nossos suplentes vêm tendo alguns problemas para pontuar, o que é muito preocupante.

Manu Ginobili mostra como se faz!

Gary Neal e Matt Bonner, principalmente, atravessam uma má fase. Especialistas em bolas de três pontos, ambos andam com a pontaria descalibrada. George Hill, nosso principal suplente, vem alternando partidas boas e ruins. Lembremos aí do jogo 1, quando Hill, livre, teve a chance de nos dar a vitória, mas errou um arremesso que dificilmente erraria num jogo normal.

Na área pintada, DeJuan Blair está devendo – há muito tempo, diga-se de passagem. Ao meu ver, Gregg Popovich poderia testar Tiago Splitter. Além de ser efetivo na tábua ofensiva, o brazuca poderia ajudar a conter Gasol e Randolph. Torço para que Popovich dê uma chance ao brasileiro, pois se depender dos esforços defensivos de Blair e Bonner estamos perdidos!

Outro ponto crucial para obtermos a vitória nesta série é Richard Jefferson. Bato sempre nesta tecla e sei que parece chatisse minha, mas quando Jefferson vai bem dificilmente o Spurs é derrotado. Por que? Simplesmente porque ele é o principal desafogo ofensivo (ao lado de George Hill) para o nosso trio de ferro. Jefferson precisa voltar a jogar bem caso San Antonio ainda pense em título.

Ele é o bom

Dizer que a presença de Manu Ginobili melhora o desempenho do San Antonio Spurs é algo óbvio. É um fato comprovado nestas duas partidas que abriram a série de primeira rodada dos playoffs, em que o time texano encara o Memphis Grizzlies. No primeiro jogo, o argentino ficou de fora devido a um problema no cotovelo direito, e sua equipe perdeu em pleno AT&T Center. No segundo, o ala-armador voltou, e com ele a boa fase texana: o Spurs empatou a série e ganhou moral para os dois primeiros duelos na casa do adversário.

Até as famosas "tias" sabem do que se trata esta coluna

Em seu retorno, Ginobili deixou a quadra com 17 pontos, sete rebotes, quatro assistências e quatro roubadas de bola. Porém, o baixo número de passes decisivos engana. É bem verdade que o armador da equipe é Tony Parker, mas o francês é mais um pontuador do que qualquer outra coisa. Por isso, cabe a Manu, com inteligência de jogo superior, começar as jogadas, dar um passe que propicie uma investida à cesta, abrir espaço para os companheiros e, claro, pontuar. Sua versatilidade ofensiva, com e sem a bola, torna o ataque do Spurs muito mais imprevisível – o que explica o quanto o time parecia estagnado no primeiro jogo.

Dá mais esperança saber que o desempenho de Ginobili ainda tende a melhorar durante a série. Com o cotovelo direito ainda baleado, o argentino teve um aproveitamento abaixo do normal. Acertou 38,5% dos arremessos de quadra, 53,8% dos lances livres e errou os três arremessos do perímetro que tentou. Na temporada regular, sua pontaria foi bem melhor: 44,9% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 83,4% nos lances livres e 37,1% nos arremessos de três pontos.

Além disso, Manu conseguiu colocar 17 pontos na cabeça de Tony Allen, que no meu ponto de vista foi o melhor defensor de perímetro da Conferência Oeste na temporada. Quando o ala-armador do Grizzlies vai descansar, quem assume o papel de carrapato é o experiente Shane Battier. A equipe de Memphis tem uma dupla que considero ideal para limitar Ginobili. Se conseguir vencer a série, o argentino deve enfrentar Thabo Sefelosha, do Oklahoma City Thunder, ou Aaron Afflalo, Wilson Chandler e até Kenyon Martin, do Denver Nuggets. Bons defensores, mas inferiores à dupla do Grizzlies.

Por falar em defesa, neste setor o Spurs também é outro com Ginobili em quadra. O ala-armador é um jogador inteligente, que sabe a hora certa de dobrar em adversários mais altos. Em uma série contra um time como o de Memphis, que tem uma linha de frente forte, isso é fundamental. Foi assim que, em diversas posses de bola, Manu conseguiu atrapalhar Zach Randolph, e ajudou-o a limitar a 11 pontos e seis rebotes. Além disso, o camisa 20 tem outras duas habilidades fundamentais na defesa: sabe cavar faltas de ataque como ninguém e, catimbero como todo hermano, consegue desestabilizar os adversários.

O Spurs é outro com Ginobili em quadra. No ataque, ele atrai os olhos dos rivais e ajuda a abrir espaços para Tony Parker, George Hill, Gary Neal e Richard Jefferson. Na defesa, sabe a hora exata de agir, além de cavar faltas e desestabilizar os adversários. Por esses e por tantos outros motivos que repousa no craque argentino a esperança de virada texana na série contra o Grizzlies.

Defense!

Durante os playoffs do ano passado, fiz uma pequena série de posts chamada “Defense!”. As postagens foram elaboradas antes de cada série do San Antonio Spurs na pós temporada, e falam sobre quais jogadores adversários cada atleta da equipe texana deveria marcar. Como achei que ficou bem legal (para quem quiser ver, a parte 1 é sobre o duelo contra o Dallas Mavericks, e a parte 2 sobre o confronto com o Phoenox Suns), resolvi retomar o projeto em 2011.

Primeiro adversário do Spurs nos playoffs deste ano, o Memphis Grizzlies é diferente do Mavs e do Suns de 2010. A equipe, que está sem o lesionado Rudy Gay, sequer tem grandes destaques individuais e conta com o coletivo para vencer. Por isso, a defesa da equipe texana – principalmente a de perímetro – terá de ser bem versátil para marcar os adversários e não deixar nenhum gostar muito do jogo. Vamos ao papel que cada jogador do elenco do Spurs terá na defesa durante esta série:

Eis o homem a ser marcado

Os titulares

Tony Parker – O francês nem é um grande marcador, e no começo das partidas ficará encarregado do armador Mike Conley, principal pontuador do perímetro do Grizzlies (sem contar o machucado Rudy Gay). Caso o adversário esteja levando muita vantagem sobre Parker, Gregg Popovich deverá rapidamente promover a entrada de George Hill, sacando o francês ou deslocando-o para outro adversário, como Tony Allen ou os reservas Ish Smith, Jason Williams e Greivis Vasquez.

Manu Ginobili – O argentino começará os jogos tomando conta de Tony Allen. O ala-armador adversário gastará a maioria de suas energias na defesa para tentar limitar o próprio Manu. Mesmo assim, Allen tem capacidade para deixar seus pontinhos, e, em uma série de playoff, todo cuidado é pouco. Além disso, Ginobili tem de estar atento a uma possível entrada de O. J. Mayo na partida. O jovem é irregular, mas tem boa capacidade para pontuar, e o argentino tem de evitar que o rival comece a gostar do jogo.

Richard Jefferson – Se comparado à última temporada, o ala melhorou muito na defesa. Está longe de ser um especialista, o que não será um problema nesta série, já que nenhum ala do Grizzlies é um grande pontuador. Assim, Jefferson poderá sempre tomar conta do mais alto jogador de perímetro adversário, papel geralmente ocupado por Sam Young ou Shane Battier. Tony Allen também pode ser deslocado para a três caso o time de Memphis queira apostar num quinteto mais baixo.

Antonio McDyess – No meu ponto de vista, Dice será, defensivamente, o jogador mais importante do Spurs nos playoffs. Caberá ao veterano ala-pivô marcar Zach Randolph, que lidera o Grizzlies não só em pontos por jogo (20,1) como também em rebotes: 12,2 por partida, sendo que impressionantes 4,3 ofensivos. McDyess será fundamental para limitar seu número de pontos e para tirá-lo de perto da tabela quando outros jogadores do time de Memphis arremessarem, evitando rebotes ofensivos do adversário e consequentes segundas chances para o rival marcar cestas.

Tim DuncanThe Big Fundamental fará um duelo de gigantes contra o espanhol Marc Gasol nos dois lados da quadra. Duncan não apresenta mais a mesma forma de antigamente e leva desvantagem no lado físico, o que pode ser compensado com sua experiência de pós-temporada infinitamente superior. Na ausência do pivô adversário, o lendário ala-pivô pode ficar de olho nos reservas Leon Powe ou Hamed Haddadi.

Os principais reservas

George Hill – Pra é o melhor defensor de perímetro do Spurs, e sempre deve ficar encarregado do mais perigoso pontuador adversário. Contra o Grizzlies, este homem seria Rudy Gay, que está lesionado. Sem o ala, a principal ameaça passa a ser Mike Conley – melhor para Hill, que não levará mais desvantagem no tamanho. Porém, o armador do Spurs também pode ser usado para limitar o irregular O. J. Mayo no caso de o ala-armador de Memphis estar em um dia inspirado.

Gary Neal – Dentre todos os jogadores de perímetro citados nesta coluna, da primeira à última linha, Neal é o que tem a pior defesa. Por isso, deve sempre ficar encarregado de um dos reservas que pouco produzem ofensivamente do Grizzlies, como Ish Smith, Jason Williams, Greivis Vasquez ou até mesmo Shane Battier. Dos titulares, pode até ficar de olho em Tony Allen ou Sam Young, desde que seu alvo não esteja em dia inspirado.

Matt BonnerThe Red Rocket está longe de ser um bom defensor. Colocá-lo para marcar um dos titulares do Grizzlies significaria machucar demais o Spurs debaixo da cesta. Por isso, o Coach B tem de sempre tomar conta de um dos reservas da equipe de Memphis, como Darrell Arthur, Leon Powe ou Hammed Haddadi.

DeJuan Blair – O que escrevi para Neal no perímetro serve para Blair na área pintada. O segundanista é o pior defensor do Spurs debaixo da cesta – talvez até pior do que Bonner – e deve sempre ficar a cargo do menos perigos adversário. Darrell Arthur, Leon Powe e Hammed Haddadi figuram como candidatos a este posto.

Outras alternativas

Danny Green – Especialista em defesa, o ala-armador é mais alto e mais pesado do que George Hill. Por isso, pode dar uma força caso um dos alas mais fortes fisicamente do Grizzlies – como Tony Allen, Sam Young ou Shanne Battier – estiverem em uma noite inspirada.

James Anderson – O novato se encaixa no texto que dei a Richard Jefferson – está longe de ser um especialista em defesa, mas também não passa vergonha. Assim como o citado ala, pode ficar encarregado dos alas mais altos do time de Memphis, como Sam Young, Shanne Battier e até Tony Allen, dependendo do quinteto adversário.

Tiago Splitter – Dos reservas do Spurs, é aquele que, de longe, tem a melhor capacidade defensiva. Pode ser alternativa para marcar Zach Randolph ou Marc Gasol nos minutos de descanso de Antonio McDyess e Tim Duncan – ou caso um dos veteranos esteja com problemas de faltas. Também pode ser acionado caso um dos reservas do Grizzlies, como Darrell Arthur, Leon Powe e Hammed Haddadi, estiver em noite inspirada.

Ele é o cara! É, ele mesmo!

O San Antonio Spurs garantiu nessa semana o primeiro lugar da Conferência Oeste. O lugar na tabela será importantíssimo em uma possível final contra o Los Angeles Lakers. Agora chegou a hora de pensar nos playoffs, momento para um famoso trio fazer sua parte: Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan têm uma de suas últimas chances para vencerem juntos. Porém, com a enorme gama de bons times que temos na NBA hoje, eles precisam de mais ajuda do que nunca. É é nessa deixa que George Hill pode brilhar.

Carinho é sempre bom

Ginobili, aos 33 anos, e Duncan, perto de completar 36, se apresentam longe a forma física ideal. Ao lado de Parker, ainda conseguem decidir jogos. Porém, como falei na semana passada, hoje em dia eles precisam que a equipe crie uma quarta força ofensiva, para tornar o ataque menos previsível e criar espaços para o trio brilhar. Durante a temporada regular, Gary Neal, Richard Jefferson, Matt Bonner e DeJuan Blair já exerceram esse papel. Porém, na pós-temporada, Hill é o mais confiável dessa lista para chamar a responsabilidade e ajudar a definir partidas.

O combo guard, que pode jogar de 1 e 2, apresenta nessa temporada médias de 11,7 pontos (45,7% FG, 38,9% 3 PT), 2,6 rebotes e 2,5 rebotes em 28,2 minutos por jogo. Além de ser a quarta alternativa do ataque, costuma comandar a equipe quando os titulares descansam, além de ser o melhor defensor de perímetro do elenco. Fatores que transformam seu desempenho em chave para o sucesso do time texano na pós-temporada.

No ano passado, o Spurs se classificou em sétimo no Oeste, e venceu o Dallas Mavericks, segundo colocado na oportunidade, por 4 a 2. É sensato, sem exageros, dizer que Hill foi o MVP daquela série. O jogador foi preciso no ataque, ajudando com bolas de três, e principalmente na defesa, exercendo o papel do saudoso Bruce Bowen nos playoffs. Em determinados momentos dos jogos, chegou até a marcar Dirk Nowitzki em seguidas posses de bola, minando as maiores vantagens que o ala-pivô rival leva sobre os adversários. No post, Dirk tinha dificuldades para se apoiar em um adversário mais baixo, e sua agilidade fora do comum para um big man era minada por um marcador bem mais rápido.

Em uma possível série contra o Memphis Grizzlies, possível adversário de primeira rodada, essa mudança de papéis será impossível. Como Rudy Gay está machucado, o principal jogador do time é Zach Randolph, que atua muito mais perto da cesta que Nowitzki. Se o técnico Gregg Popovich colocar Hill para marcá-lo, o Spurs vai ter muitos problemas com rebotes. O atleta do time texano, assim, pode tomar conta do armador Mike Conley, deixando Tony Allen a cargo de Parker e Sam Young sendo marcado por Ginobili.

O outro possível rival do Spurs na primeira rodada é o New Orleans Hornets – que eu considero muito mais fácil. Nesta potencial série, sem dúvidas Hill teria de concentrar seus esforços para limitar ao máximo o craque Chris Paul, deixando Parker marcar Marco Belinelli e Ginobili guardar Trevor Ariza.