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Agora só falta você!

Ufa! Fazia tempo que as lesões não minavam tanto o San Antonio Spurs. No jogo de quarta-feira (29), contra o Chicago Bulls, nada menos do que cinco jogadores eram dúvida antes do tapinha inicial: T.J. Ford, Gary Neal, Manu Ginobili, Kawhi Leonard e Tiago Splitter estavam contundidos. Agora, sem querer zicar, parece que essa má fase enfim terminou. Com a maioria dos atletas saudáveis, Gregg Popovich espera apenas o retorno do argentino para poder testar a real força de seu elenco.

Que saudades do Manu Flop!
Ginobili é esperado já para o jogo de domingo (4), contra o Denver Nuggets, o próximo compromisso do Spurs. Vindo de uma série de lesões, o ala-armador deverá levar algumas partidas para recuperar seu ritmo de jogo ideal. Mas, quando ele estiver 100%, Pop terá opções interessantes para montar sua equipe em determinados momentos dos jogos.
Vale lembrar que Manu é um defensor de perímetro eficiente. Por isso, em algumas partidas, o treinador pode testar uma formação de marcação forte, com o argentino na armação, Danny Green e Leonard nas alas e Tim Duncan e Tiago Splitter no garrafão. Pode ser um quinteto interessante, por exemplo, para enfrentar o Oklahoma City Thunder, teoricamente o favorito da Conferência Oeste: Green pode colar em Russell Westbrook e Leonard pode tomar conta de Kevin Durant enquanto Duncan e Splitter brigam pelos rebotes com os grandalhões do adversário. Manu pode se poupar um pouco na defesa e comandar o ataque deste modo.
Uma outra formação interessante pode ser de arremessadores: uma infiltração iniciada por Ginobili, Ford ou Tony Parker – talvez com corta-luz de Duncan, Splitter ou DeJuan Blair – pode abrir espaço no perímetro, o que seria mortal em um quinteto que contaria ainda com Neal, Richard Jefferson e Matt Bonner, os três jogadores mais perigosos do elenco do Spurs nos tiros de longa distância.
É possível também colocar em quadra uma equipe que privilegie o rebote, um dos pontos fracos da última temporada que ficou evidenciado após a derrota para o Memphis Grizzlies nos playoffs. Blair e Duncan, na linha de frente, são os líderes do Spurs no fundamento. Mas Green e Leonard costumam brigar pela bola dos dois lados da quadra, ao menos para mantê-la viva. Com isso, Parker ou Ford poderiam ficar espertos para serem acionados em velocidade, já de olho no contra-ataque.
A grande dúvida que fica, no entanto, é se Ginobili voltará ao time titular ou se será usado como sexto homem, estratégia que deu certo no passado recente. Se voltar a começar os jogos, Manu pode entrar no lugar de Green ou no de Jefferson. Mas isso pouco importa.
O que importa, sim, é quem terminará os duelos mais apertados. E sem dúvida Ginobili vai estar nesse time. Ao lado de quem? Eu prefiro Green, que se mostrou decisivo em algumas partidas e ainda defende melhor do que Jefferson. No garrafão, a mesma coisa: Blair começa os jogos, mas eu prefiro Splitter terminando-os ao lado de Duncan.
É possível perceber que a volta de Manu aumentará as possibilidades do elenco texano. Domingo, é provável que, pela primeira vez desde janeiro, o Spurs terá 100% do plantel à disposição. Resta saber se isso bastará para que a equipe chegue ao nível de Bulls, Thunder e Miami Heat e brigue pelo título desta temporada.
Joia de San Antonio

Tony Parker vive uma temporada espetacular. Uma das melhores de sua carreira. Com excelentes atuações, o francês colocou seu nome na lista dos melhores armadores da NBA. E não só para mim! Os técnicos da liga americana colocaram o jogador do San Antonio Spurs no All-Star Game, ao lado de nomes como Chris Paul, Russell Westbrook, Derrick Rose, Deron Williams e Rajon Rondo, convocado de última hora para substituir o lesionado Joe Johnson. Em um ano tão bom, o camisa #9 mostra que, talvez, seja o jogador mais importante da franquia texana atualmente.

Spurs Brasil S2 Tony Parker 4ever
Com a contusão de Manu Ginobili e a forma física cada vez menos exuberante de Tim Duncan, Parker sabia que teria de assumir o time nesta temporada. Depois, quando T.J. Ford também foi parar no estaleiro, o francês foi obrigado a ficar ainda mais tempo em quadra. Resultado: impressionantes médias de 19,4 pontos e 8,1 assistências em 34,3 minutos por partida, números fundamentais para o Spurs arrancar rumo à vice-liderança da equilibradíssima Conferência Oeste durante a Rodeo Road Trip.
Além de estar pontuando muito bem, Parker, mortal nas infiltrações e nos arremessos de média distância, também tem conseguido envolver muito bem seus companheiros no jogo. A média de 8,1 assistências por partida é, de longe, a melhor de sua carreira. Para se ter uma ideia, o recorde anterior havia sido alcançado na temporada 2008/2009, quando o armador francês conseguiu 6,9 passes decisivos por embate. Aos 29 anos de idade, o camisa #9 ainda poderá comandar o ataque do time texano por muito tempo.
Por isso, acho Parker a peça mais importante da franquia texana atualmente – e agradeço todos os dias por R.C. Buford e companhia não terem trocado o astro. Primeiro porque ele é o mais jovem jogador do Big Three e, enquanto Ginobili e Duncan já começam a apresentar sinais de decadência física, o francês ainda está em evolução. Segundo porque, dentro do elenco, o armador é o mais insubstituível dos três. Quando o atleta vai descansar, Gregg Popovich encontra dificuldades para montar sua equipe.
Nas alas, Danny Green, Richard Jefferson, Gary Neal e Kawhi Leonard têm dado conta do recado na ausência de Ginobili. Quando Duncan descansa – o que tem acontecido com frequência cada vez maior – Tiago Splitter se mostra um jogador pra lá de eficiente. Mas é na armação? Quando Parker sai do jogo, Pop sabe que Cory Joseph, apesar de apresentar bom potencial defensivo, ainda é cru. Por isso, às vezes aposta na improvisação de Neal ou Green, que não conseguem fazer o ataque fluir com naturalidade. Claro que isso foi acentuado pela contusão de Ford, que vinha muito bem. Mas nunca se sabe até que ponto o veterano conseguiria manter este nível de atuações.
Por todos os serviços prestados, será legal ver Parker ao lado das grandes estrelas da liga no All-Star Weekend, que começou nesta sexta-feira (24) com a figuração de Leonard no desafio dos novatos. Neste sábado (25), o francês mede forças com Deron Williams, Russell Westbrook, Rajon Rondo, Kyrie Irving e John Wall no desafio de habilidades e, no dia seguinte, será reserva do Oeste no All-Star Game. Vamos torcer por ele!
Jogador é burro em qualquer esporte…

Quem nunca criticou um jogador de futebol por trocar de time, por assinar um contrato ruim ou por criar intriga nos bastidores só para ser negociado? Essa é uma realidade pra lá de comum neste esporte, mas a falta de cérebro também atinge outras modalidades.
Ficamos sabendo na terça-feira de Carnaval que o ala-armador James Anderson, através de seu agente, estaria requisitando uma troca. Anderson foi a 20ª escolha do Draft de 2010 após construir uma boa carreira na Oklahoma State University, mas perdeu boa parte de sua primeira temporada por conta de uma fratura no pé.
Com a chegada do novo ano, esperava-se um novo James Anderson, mas o que estamos vendo é um jogador inconstante e pouco produtivo. O camisa 25 recebeu uma grande chance durante a ausência de Manu Ginobili. Sem o argentino, Gregg Popovich testou o ala-armador como titular antes de qualquer outro atleta – prova de que tinha confiança nele. James, todavia, decepcionou e foi perdendo espaço. Nesse meio tempo, surgiu o polivalente Danny Green, que, ao contrário de seu “rival”, abraçou a oportunidade que lhe foi dada e ganhou a simpatia de todos.
Além do “surgimento” de Danny Green, Anderson ganhou outro concorrente de peso: Gary Neal. O ala-armador, que havia sido operado para retirada do apêndice no final do último ano, reconquistou seus minutos rapidamente. Esse inchaço de alas no elenco colocou Gregg Popovich numa sinuca de bico. Com Green, Neal e Kawhi Leonard jogando bem, ficou difícil encontrar um espacinho para James Anderson.
Nesse meio tempo, a diretoria texana resolveu desistir da aposta feita em 2010. Ao invés de optar por exercer o terceiro ano de contrato do jogador, R.C. Buford e Gregg Popovich simplesmente deixaram ele livre para testar o mercado. Essa odisseia toda culminou com o polêmico – e suposto – pedido de troca anunciado ontem pelo jornalista Buck Harvey.
Anderson tem todo o direito de ir embora e procurar um time onde possa desenvolver seus talentos, mas acho que as coisas vêm caminhando de um jeito pouco inteligente. Primeiro que o San Antonio Spurs estava no meio de uma sequência de 11 vitórias consecutivas quando esse papo de troca surgiu, e segundo porque o atleta ainda tem chances de mostrar que tem potencial – vide a partida de ontem contra o Portland TrailBlazers, quando ele ficou em quadra por 35 minutos e foi muito mal. Se tivesse ido bem e se concentrasse nisso, com certeza colocaria uma pulguinha atrás da orelha do treinador, mas, como digo no título deste post, jogador é burro…
Digo mais: Anderson está num time forte, um dos favoritos ao título da NBA. Se estivesse na pele dele, esperaria até o final da temporada, tentaria dar meu melhor quando fosse chamado e sairia no meio do ano para quem me oferecesse um contrato mais vantajoso. Mas será que isso é difícil? Contra o Utah Jazz, por exemplo, o camisa 25 jogou boa parte do último período e foi muito bem – acertou até uma bola decisiva de três pontos.
Faço toda essa crítica pois fico chateado com esses rumores. Gosto do James Anderson e acho que ele tem futuro na NBA, mas infelizmente ele está tomando um caminho errado nesse começo de carreira. Ah, e prefiro nem entrar no mérito do relacionamento entre agentes e jogadores, pois tenho certeza que esse agente está “fazendo a cabeça” do seu jovem cliente…
Os europeus do Spurs

O San Antonio Spurs é famoso por achar bons jogadores atuando na Europa. Só no elenco atual, temos Tony Parker, Manu Ginobili e Tiago Splitter, trazidos do Velho Continente via Draft, e Gary Neal, encontrado pela equipe texana enquanto jogava na Itália. Para quem não sabe, a franquia possui os direitos de mais sete jogadores que atuam do outro lado do oceano. E, nesta semana, surgiu uma notícia que mostra que talvez um deles possa se tornar o primeiro reforço para a próxima temporada: Olheiros foram enviados para a Europa para ficarem de olho em Viktor Sanikidze.

Eis o menino Sanikidze
Selecionado na 42ª segunda escolha do Draft de 2004 pelo Atlanta Hawks, Sanikidze foi trocado logo na sequência para o Spurs. Oito anos depois, parecia que o jogador ficaria esquecido na Europa e não viria para a NBA. Mas a movimentação da franquia texana parece demonstrar, mesmo que minimamente, algum interesse em contar com o georgiano. Vale lembrar que, apesar de ter sido draftado faz tempo, o atleta tem somente 25 anos e ainda tem muita lenha para queimar no basquete.
Sanikidze pode atuar nas posições 3 e 4. Na Europa, é conhecido por ter uma boa defesa e, principalmente, por sua boa impulsão e sua capacidade de pegar rebotes. Parecem ser predicados que o fariam se encaixar bem no time de Gregg Popovich. Nesta temporada, jogando na primeira divisão do Campeonato Italiano pelo Bologna, o georgiano tem médias de 13,2 pontos (48,9% FG, 32,5% 3 PT, 67,1% FT) e 10,7 rebotes em 31,8 minutos por exibição. Parece pronto para ajudar na encurtada rotação do garrafão texano.
Mas Sanikidze não é o único preparado para vir ajudar. Vale lembrar que, na troca que enviou George Hill ao Indiana Pacers, o Spurs adquiriu os direitos de Erazem Lorbek. Titular do Barcelona – uma das melhores equipes da Europa – o ala-pivô tem médias de 11,2 pontos (42,2% FG, 31,7% 3 PT, 87,5% FT) e 4,3 rebotes em 25 minutos por exibição. Prestes a completar 28 anos de idade, me parece que é agora ou nunca para o big man – se não for contratado na próxima offseason, tende a ficar esquecido na Espanha.
Também atuando na Espanha, Nando De Colo parece ter atingido um nível razoável de maturidade em sua carreira. Atuando pelo Valencia, o jogador, que pode atuar nas posições 1 e 2, tem 24 anos de idade e costuma ser figurinha carimbada nas convocações da França, quando atua ao lado de Parker. Nesta temporada, na Liga ACB, o armador tem médias de 12,8 pontos (45,4% FG, 41,2% 3 PT, 90% FT), 3,1 assistências e três rebotes para exibição. Só não aposto em sua contratação imediata porque, hoje, o Spurs não tem lugar na rotação para encaixá-lo.
Situação inversa à de De Colo vive Ryan Richards. Aos 20 anos de idade, o ala-pivô britânico ainda não é um jogador maduro – sequer atua em alto nível na Europa, já que joga pelo Lugano Tigers, da Suíça. Mas a falta de jogadores de garrafão do Spurs pode acabar acelerando a chegada do grandalhão, que, nesta temporada, apresenta médias de 11,2 pontos e 6,7 rebotes em 25,1 minutos por exibição.
Atualização: Bruno Pongas, blogueiro e canalha, informa que Ryan Richards deixou o Lugano Tigers por motivos pessoais. O ala-pivô britânico ainda está sem time.
O Spurs conta também com algumas apostas. São jogadores que ainda devem ficar um certo tempo na Europa para ver se desenvolvem um nível aceitável para a NBA. É o caso de Adam Hanga. Selecionado no Draft do ano passado, o ala-armador de 22 anos, que aposta no atleticismo e nas infiltrações como pontos fortes, está, pela primeira vez na carreira, atuando em uma liga de alto nível, a espanhola. Com o Assignia Manresa, tem médias de 7,2 pontos (33,8% FG, 16,7% 3 PT, 66,7% 3 PT) e 3,6 rebotes por jogo.
Mais aposta ainda é Davis Bertans, ala de apenas 19 anos que, aos poucos, vai aumentando o nível das competições que joga – acaba de ser contratado pelo Partizan, da Sérvia. O letão, que aposta nos arremessos de longa distância como ponto forte, começou a temporada no Union Olimpija, da Eslovênia, e, somando suas atuações pelas duas equipes, tem médias de 3,7 pontos (38,1% FG, 32,5% 3 PT, 66,7% FT) e 1,4 rebotes em pouco mais de 15 minutos por exibição na forte Liga Adriática. Aos poucos, tem ganho mais tempo de quadra em seu novo time.
O pivô lituano Robertas Javtokas completa a lista de Europeus ligados ao San Antonio Spurs. Conhecido por sua presença de garrafão e por sua defesa, o jogador, que atua pelo Zalgiris, da Lituânia, tem médias de 6,5 pontos (51,2% FG, 41,2% FT) e 5,1 rebotes em cerca de 23,5 minutos por embate na Euroliga. Mas o lituano está prestes a completar 32 anos e dificilmente será aproveitado pela franquia texana.
Ele voltou!

Até que não foi tão ruim, não é mesmo? Pouco mais de um mês depois de se machucar, Manu Ginobili provavelmente estará de volta ao San Antonio Spurs na partida de logo mais, contra o New Jersey Nets. Em seu retorno, o argentino encontrará a equipe entre as primeiras colocadas da Conferência Oeste, o que mostra que o time não sentiu tanto a sua falta quanto poderia. Mas é claro que ter o ala-armador melhora consideravelmente o elenco em vários aspectos.

Oh yeah, bitches
O primeiro deles diz respeito a Tony Parker. Sem Manu, o francês chamou a responsabilidade e jogou em um nível absurdo – tanto que acabou convocado para o All-Star Game. Mas, com Ginobili por perto, o armador poderá ter mais tempo de descanso para chegar inteiro nos playoffs. Nas últimas dez partidas, o camisa 9 teve média de 35,9 minutos jogados por noite. É muita coisa! Em um primeiro momento, em que o argentino terá tempo de quadra limitado enquanto recupera seu ritmo de jogo, o camisa 20 pode até mesmo armar o time reserva enquanto Parker repousa um pouco.
Sem contar que, com Ginobili em quadra, o ataque do Spurs fica bem menos previsível. Primeiro porque o argentino é o jogador mais criativo do elenco. Segundo que, sem ele, todas as jogadas nos minutos finais de jogos equilibrados nasciam de um corta luz de Tim Duncan para Parker e acabavam com um arremesso de média distância do francês ou do ala-pivô. Com três boas opções em quadra, as defesas rivais terão mais dor de cabeça.
Mas e quando Manu estiver 100%? Será que ele volta ao time titular, ou será que ele continua vindo do banco, o que já deu certo em outras temporadas? Teoricamente, Gregg Popovich tem revezado Gary Neal, Danny Green e Kawhi Leonard na vaga que pertence a Ginobili. Mas isso é só na teoria. Eu teria outra solução: colocaria o argentino no quinteto inicial no lugar de Richard Jefferson. Nada contra o ala, que considero útil – apenas acho que as unidades ficariam mais coesas dessa maneira.
O time titular teria Parker, Manu, Leonard, DeJuan Blair e Duncan. Jogando ao lado de quatro bons pontuadores, o ala novato teria sua deficiência ofensiva minimizada e poderia gastar toda sua energia na defesa. Mas acho que o time reserva é o que teria mais a ganhar com essa alteração.
O segundo time teria Neal, Green, Jefferson, Matt Bonner e Tiago Splitter. As jogadas ofensivas desse quinteto poderiam começar com um corta luz do pivô brasileiro para o camisa 4, que sabe movimentar bem a bola e poderia achar qualquer um dos três melhores arremessadores de três do elenco livres no perímetro. Parece bom, não? Até mesmo James Anderson pode acabar participando desta unidade.
Isso até T.J. Ford voltar. Serão novos ajustes na rotação – provavelmente, vão faltar minutos para tanta gente no perímetro. Mas com isso a gente se preocupa depois, certo?


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