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A solução pode vir da Europa?

Com as chegadas do ala-armador Marcus Denmon, selecionado na 59ª escolha do último Draft, e do combo guard Nando de Colo, contratado junto ao Valência, o San Antonio Spurs aparenta ter acertado seu perímetro para a temporada 2012/2013 da NBA. No entanto, o elenco texano ainda parece estar a uma peça importante para poder voltar a brigar pelo título: um jogador de garrafão, preferencialmente um bom defensor. Será que esse cara pode vir da Europa?
Os rumores desta offseason mostram que o Spurs realmente está atrás de um big man. No entanto, as opções estão cada vez menores. De acordo com a imprensa americana, a franquia texana teria procurado Marcus Camby, que vai reforçar o New York Knicks; Chris Kaman, que acertou com o rival Dallas Mavericks; Rashard Lewis, que vai se juntar ao Miami Heat; Erazem Lorbek, que deve permanecer no basquete espanhol; Ersan Ilyasova, que seguirá defendendo as cores do Milwaukee Bucks; e Brandon Bass e Kevin Garnett, que renovaram seus contratos com o Boston Celtics. Destes todos, na minha opinião, só o primeiro e o último resolveriam a carência do time de San Antonio por suas características: boa marcação individual e cobertura eficiente perto da cesta.
O Spurs parece já ter um rascunho de rotação no garrafão desenhado para a próxima temporada. Titulares nos últimos playoffs, Boris Diaw e Tim Duncan renovaram seus contratos com a franquia – o primeiro por dois e o segundo por três anos. O francês transita bem pelo perímetro, enquanto o segundo construiu sua belíssima carreira na NBA com a facilidade que tem para pontuar perto da cesta. Pelas características, seus reservas serão, respectivamente, Matt Bonner, arremessador que funciona jogando aberto, e Tiago Splitter, pivô clássico que gosta de se posicionar perto da cesta no ataque. Os dois têm contratos garantidos para o próximo campeonato.
Para essa rotação ficar perfeita, falta, na minha opinião, um especialista em defesa. Provavelmente para o lugar de DeJuan Blair, que, segundo a imprensa local, foi colocado no mercado pela franquia texana. Porém, em um mercado com cada vez menos alternativas na NBA, talvez seja hora de buscar uma solução no Velho Continente.
O Spurs já parece ter se mexido nesse sentido. A franquia texana convidou o francês Alexis Ajinca e o britânico (ou jamaicano, sei lá) Ryan Richards para a Summer League, que terá início no próximo domingo. O primeiro, aliás, já havia sido testado pela comissão técnica da equipe texana. Os dois devem formar a dupla de garrafão titular do time de San Antonio ao longo do torneio de verão.
Ajinca não atua na NBA desde abril de 2010. O pivô, que começou sua trajetória na liga americana em 2008, tem médias de 3,1 pontos e 1,6 rebotes em 7,8 minutos por exibição na carreira jogando na liga profissional americana. Na última temporada, o francês de 24 anos de idade atuou pelo SIG Strasbourg, de seu país, e obteve médias de 14 pontos e 5,6 rebotes em 25 minutos por partida.
Richards, por sua vez, parece um pouco perdido em sua carreira. Durante a última temporada, o jogador deixou o Lugano Tigers, da Suíça, alegando problemas pessoais. Em abril, assinou com o Sokhumi Tbilsi, da Georgia. Em cinco jogos pelo time, apresentou médias de 12,2 pontos e 5,8 rebotes em 24,4 minutos por exibição. Selecionado pelo Spurs na 49ª escolha do Draft de 2010, o ala-pivô de 21 anos parece precisar colocar a cabeça no lugar antes de jogar na NBA e, na Summer League, terá de mostrar mais do que um bom basquete se quiser ficar em San Antonio na temporada.
Enquanto observa os jovens Ajinca e Richards, o Spurs ainda parece estudar a contratação do brasileiro Rafael Hettsheimer, uma notícia que repercutiu bastante aqui no Spurs Brasil. O pivô caiu nas graças dos fãs de basquete no nosso país com suas grandes exibições no Pré-Olímpico de 2011. Atuando pelo Zaragoza na última temporada, o jogador apresentou médias de 13,3 pontos e 6,4 rebotes em 30,1 minutos por exibição na Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete.
Com facilidade para pontuar ao redor da cesta – e até mesmo com arremessos de média distância – Hettsheimer certamente poderia ajudar na rotação do Spurs. Defensivamente, o jogador se mostrou eficiente na marcação de Luis Scola na memorável vitória do Brasil sobre a Argentina, durante a campanha que garantiu nossa seleção nas Olimpíadas de Londres-2012. No entanto, resta saber como ele se sairia na transição para a NBA marcando jogadores mais físicos e combatendo infiltrações de jogadores mais atléticos.
Além de tudo isso, proponho uma possibilidade que ainda não foi ventilada na imprensa americana: trazer Robertas Javtokas da Lituânia. O experiente pivô de 32 anos foi selecionado pelo Spurs na 55ª escolha do Draft de 2001 e ainda tem seus direitos ligados à franquia. Na Europa e na seleção de seu país, fez carreira justamente por sua defesa e por seu trabalho “sujo”. Pode ser considerado velho para iniciar sua trajetória na NBA, mas vale lembrar que Fabricio Oberto chegou a San Antonio já com 30 anos.
Na última temporada, defendendo o BC Zalgiris, de seu país, o lituano disputou 16 jogos na Euroliga e apresentou médias de 6,3 pontos e 5,2 rebotes em pouco mais de 23 minutos por exibição. Neste ano, no Pré-Olímpico Mundial, participou de quatro compromissos da sua seleção e, com médias de 2,2 pontos e três rebotes em aproximadamente 15 minutos por partida, ajudou a equipe a se garantir em Londres.
Lembro-me de ter ficado impressionado com Javtokas em uma partida em especial do Mundial de 2010. Naquela competição, Scola teve a impressionante média de 27,7 pontos por exibição. Porém, apostando na boa e velha marcação individual, o pivô lituano foi impecável e limitou o argentino a apenas 13. Memorável!
Ainda restam algumas boas opções no mercado da NBA, como Kenyon Martin e Jordan Hill. A rodada de anistias ainda pode liberar alguns bons defensores, como Brandon Haywood. Mas talvez a melhor solução pode estar na Europa.
Reconstruindo o Spurs – O garrafão

Termina neste sábado (7) o especial Reconstruindo o Spurs, que produzi para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e sobre possíveis movimentações da franquia texana nesta offseason. Após falar dos armadores e dos alas do plantel, é hora de analisar as opções para o garrafão do time.
Com as boas movimentações do Spurs no fim da última temporada regular, o técnico Gregg Popovich, enfim, encontrou um garrafão titular confiável para os playoffs. O problema é que os dois membros do quinteto inicial são free agents nesta offseason, enquanto os reservas não foram bem na pós-temporada. Uma presença física, capaz de defender o aro e conter infiltrações, também fez falta. Ao menos, um reforço vindo da Europa parece estar bem encaminhado. Leia mais sobre o panorama a seguir.

Será que eles ficam?
1) O elenco
Tim Duncan – Talvez o maior ídolo da história do Spurs, Duncan vem de uma temporada até certo ponto surpreendente, já que, jogando uma quantidade limitada de minutos, se mostrou mais saudável do que nos últimos anos e conseguiu render bem. O ala-pivô participou de 58 dos 66 jogos da equipe texana na temporada regular com média de 28,2 minutos por exibição – a mais baixa de sua carreira – e conseguiu médias de 15,4 pontos (49,2% FG, 69,5% FT) e nove rebotes por jogo. Agora, o ídolo de San Antonio é agente livre e tem futuro indefinido – embora sua renovação parece estar bem encaminhada.
Boris Diaw – O francês, contratado nas últimas semanas da temporada regular, caiu como uma luva em San Antonio e logo ganhou a vaga de titular. Versátil, o ala-pivô mostrou que sabe passar a bola, pontuar, defender e pegar rebotes, se adaptando ao que o jogo exige dele. Nos playoffs, Diaw apresentou médias de 6,2 pontos (51,4% FG, 50,0% 3 PT, 75,0% FT), 5,2 rebotes e 2,5 assistências por exibição. Agora, no entanto, o jogador é agente livre irrestrito no verão, e ainda tem seu futuro indefinido.
Tiago Splitter – Ao longo da temporada regular, o brasileiro apresentou evolução em relação ao ano como novato – seus números saltaram de 4,6 para 9,3 pontos (61,8% FG, 69,1% FT), de 3,4 para 5,2 rebotes e de 12,3 para 19 minutos por exibição. No entanto, o pivô foi mal na série contra o Oklahoma City Thunder – suas médias caíram para 3,8 pontos (77,8% FG, 39,1% FT) e 1,9 rebotes em 8,8 minutos por exibição na final da Conferência Oeste – o que rendeu até mesmo uma bronca pública de Pop. No entanto, a trajetória de Splitter na NBA está só começando, e o jogador, que ainda tem mais um ano de contrato garantido e uma qualifying offer para 2013/2014, tem tudo para continuar evoluindo – pode até mesmo começar o próximo campeonato como titular se Diaw sair.
Matt Bonner – Especialista em arremessos de três pontos, o ala-pivô apresentou médias de 6,6 pontos (44,0% FG, 42,0% 3 PT, 76,2% FT) e 3,3 rebotes em 20,4 minutos por exibição durante a temporada regular. Porém, como vem acontecendo nos últimos anos, Bonner sentiu o peso dos playoffs, e seus números caíram para 2,4 pontos (31,3% FG, 34,8% 3 PT, 60,0% FT) e 1,9 rebotes em 12,7 minutos por partida na pós-temporada. O jogador tem contrato garantido com a franquia até o fim de 2013/2014.
DeJuan Blair – Cheio de potencial, o ala-pivô pode estar com os dias contados em San Antonio. Blair começou a temporada como titular ao lado de Duncan, participou de 62 dos 66 jogos do Spurs e apresentou médias de 9,5 pontos (53,4% FG, 61,3% FT) e 5,5 rebotes em 21,3 minutos por exibição. Porém, a provável falta de esforço do jogador o fez perder espaço na rotação, principalmente depois da chegada de Diaw. Por isso, o camisa 45 entrou em quadra em apenas dez dos 14 jogos que sua equipe fez nos playoffs, apresentando médias de 3,7 pontos (63,0% FG, 50,0% FT) e 2,3 rebotes em 7,6 minutos por partida. A equipe texana, que tem a opção de dispensar o atleta sem custos antes da próxima temporada, já pensa em trocá-lo.
2) Na Europa
Além de um provável reforço para a temporada 2012/2013, o Spurs ainda tem os direitos de mais dois jogadores de garrafão que atuam no Velho Continente. Conheça-os a seguir.
Erazem Lorbek – O esloveno, que atuou com a camisa do Barcelona na última temporada, tem tudo para ser confirmado como reforço do Spurs nas próximas semanas. O ala-pivô de 28 anos foi selecionado na 46ª escolha do Draft de 2005 pelo Indiana Pacers, e seus direitos foram adquiridos pela franquia texana na troca que enviou George Hill para Indianápolis. Na última temporada, Lorbek atuou em 21 partidas na Euroliga e obteve médias de 13 pontos (52,7% FG, 38,3% 3 PT, 76,1% FT) e 4,6 rebotes em cerca de 25 minutos por jogo. Por ser versátil, pode exercer função semelhante à de Diaw.
Ryan Richards – Selecionado na 49ª escolha do Draft de 2010, o britânico, de apenas 21 anos de idade, parece ser um jogador talentoso, mas toma escolhas duvidosas em sua carreira. Ao longo da última temporada, o ala-pivô deixou o Lugano Tigers, da Suíça, alegando problemas pessoais. Em abril, acertou com o Sokhumi Tbilsi, da Georgia. Disputou cinco partidas em seu novo time, apresentando médias de 12,2 pontos e 5,8 rebotes em 24,4 minutos por exibição. Acredito que o atleta ainda precisa amadurecer e competir em uma liga de alto nível antes de poder se juntar ao elenco do Spurs.
Robertas Javtokas – Selecionado pelo Spurs na 55ª escolha do Draft de 2001, o lituano, que já tem 32 anos de idade, teve sua carreira prejudicada por um acidente de moto em 2002. Hoje, é difícil imaginar que ele ainda pode ter uma chance na NBA. De qualquer modo, o jogador é um pivô clássico, conhecido na Europa por sua boa defesa. Na última temporada, atuou pelo BC Zalgiris, clube de seu país. O atleta disputou 16 jogos na Euroliga e apresentou médias de 6,3 pontos (48,9% FG, 42,1% FT) e 5,2 rebotes em pouco mais de 23 minutos por exibição.
3) No Mercado
O Spurs parece trabalhar para contratar um jogador de garrafão para a próxima temporada. Já foram cogitados Ersan Ilyasova, que pode ajudar com defesa e rebotes na posição 4, Chris Kaman, que tem um invejável arsenal ofensivo, mas deixa a desejar na marcação, Brandon Bass, que pode fazer função semelhante à de Diaw e Lorbek, e nomes mais modestos, como Alexis Ajinca e Nathan Jawai. No entanto, o único nome analisado que ajudaria a sanar a carência na defesa embaixo da cesta seria Marcus Camby, que, no entanto, parece com um pé no Houston Rockets. Por isso, veja abaixo outros jogadores acessíveis que poderiam ajudar.
Kenyon Martin – Meu preferido desta lista, Martin, que já tem 34 anos de idade, já não está mais em seu auge e já não apresenta mais o atleticismo que o consagrou nos tempos de New Jersey Nets. No entanto, com a camisa do Los Angeles Clippers, o ala-pivô mostrou que ainda é um defensor acima da média no cofronto contra Zach Randolph e Marc Gasol, do Memphis Grizzlies – lembra deles? Em 42 jogos pela franquia angelina na última temporada, o jogador, que é agente livre irrestrito nesta offseason, apresentou médias de 5,2 pontos e 4,3 rebotes por exibição.
Jordan Hill – Trocado para o Los Angeles Lakers nas últimas semanas da temporada regular, Hill ficou escondido no banco da equipe angelina até o técnico Mike Brown descobrir que ele é muito mais útil do que Josh McRoberts e Troy Murphy. Depois que provou seu valor, o pivô se tornou o principal reserva de Pau Gasol e Andrew Bynum e, na pós-temporada, apresentou médias de 4,8 pontos e 6,3 rebotes por exibição. Agora, é um agente livre irrestrito relativamente concorrido – já despertou interesse do Minnesota Timberwolves nesta offseason.
Lou Amundson – Outro agente livre irrestrito desta offseason, Amundson está longe de ser um craque, mas pode ajudar de 10 a 20 minutos por jogo com defesa, rebotes e faltas – o chamado “trabalho sujo”. Na última temporada, atuando com a camisa do Indiana Pacers, o ala-pivô apresentou médias de 3,5 pontos e 3,7 rebotes por exibição.
Joel Przybilla – Mais um jogador que se encaixa na mesma categoria de Amundson – tem um arsenal ofensivo bastante limitado, mas pode ajudar na defesa com o chamado “trabalho sujo”. Na última temporada, o pivô, que é agente livre irrestrito nesta offseason, apresentou médias de dois pontos e 5,1 rebotes por jogo pelo Portland TrailBlazers,
Reconstruindo o Spurs – As alas

Nesta sexta-feira (6), darei continuidade ao Reconstruindo o Spurs, série especial de colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e sobre possíveis movimentações da franquia texana nesta offseason. Após analisar os armadores do plantel, chego às posições 2 e 3, as alas.
Neste ano, Gregg Popovich usou dois jovens talentosos como titulares e dois veteranos vindo do banco de reservas, o que, durante a temporada regular, ajudou a equipe a apresentar um bom basquete durante 48 minutos. No entanto, nos playoffs, alguns desses jogadores sentiram a pressão das partidas importantes e caíram de produção. Veja a análise completa deste panorama a seguir.
‘Tios’ em meio à garotada
1) O elenco
Manu Ginobili – Membro do Big Three texano, Ginobili foi prejudicado por contusões e só conseguiu jogar 34 das 66 partidas do Spurs na temporada regular, apresentando médias de 12,9 pontos (52,6% FG, 41,3% 3 PT, 87,1% FT) e 4,4 assistências em 23,3 minutos por exibição. Porém, na final da Conferência Oeste, contra o Oklahoma City Thunder, o ala-armador mostrou sua importância para a equipe e passou a anotar 18,5 pontos (44,8% FG, 33,8% 3 PT, 85,7% FT) por partida. Vale lembrar que o argentino tem contrato válido até o fim da próxima temporada.
Kawhi Leonard – Fazia tempo que um novato não causava impacto tão positivo em San Antonio. Nem mesmo George Hill, queridinho assumido de Gregg Popovich, foi titular nos playoffs em sua primeira temporada com o Spurs. Leonard se destacou por sua habilidade defensiva e ainda por cima foi melhorando seu arremesso até se tornar uma ameaça sólida do perímetro. Na última temporada, o ala assumiu a vaga no quinteto titular após a saída de Richard Jefferson e apresentou médias de 7,9 pontos (49,3% FG, 37,6% 3 PT, 77,3% FT) e 5,1 rebotes em 24 minutos por noite.
Stephen Jackson – É incrível como o Capitão se sente à vontade no Texas. O ala chegou nas últimas semanas da temporada regular na troca que enviou Jefferson para o Golden State Warriors e, aos poucos, foi encontrando seu papel na rotação do Spurs. Até que, nos playoffs, Jackson se tornou um dos principais nomes do time de San Antonio, apresentando médias de 11,8 pontos (65,7% FG, 68,0% 3 PT, 88,9% FT) e dois rebotes em 23,7 minutos por exibição na série contra o Thunder. Ainda tem mais um ano de contrato.
Danny Green – Principal surpresa do elenco texano na última temporada, Green saiu do fim do banco para ganhar a vaga de ala-armador titular após a contusão de Ginobili e tomou conta da posição, apresentando médias de 10,3 pontos (46,3% FG, 46,3% 3 PT, 81,4% FT) e 3,5 rebotes em 24,4 minutos por partida. Por isso, o jogador, que é agente livre restrito neste verão, despertou o interesse de Boston Celtics e Utah Jazz. No entanto, o atleta sentiu o peso dos playoffs, e, na pós-temporada, seus números caíram para 7,4 pontos (41,8% FG, 34,5% 3 PT, 70% FT) e 3,2 rebotes em 20,5 minutos por jogo. Mesmo assim, o Spurs, que tem o direito de igualar qualquer oferta feita pelo camisa 4, afirmou que pretende mantê-lo.
Gary Neal – Após uma animadora temporada de novato, Neal foi, na minha opinião, prejudicado em 2011/2012. Isso porque o atleta teve de ser deslocado para a função de armador reserva depois da aposentadoria de T.J. Ford, já que Cory Joseph se mostrou imaturo para a NBA. Em relação a seu primeiro campeonato na liga profissional americana, os números do camisa 14 sofreram ligeiro aumento: de 9,8 para 9,9 pontos e de 1,2 para 2,1 assistências por partida. Em compensação, o aproveitamento nos arremessos caiu de 45,1% para 43,6% e os rebotes, de 2,5 para 2,1 por jogo. No entanto, Neal segue sendo um jogador barato: o Spurs pode mantê-lo por pouco mais de US$ 850 mil na próxima temporada.
James Anderson – O jovem jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, sempre mostrou potencial na defesa e, principalmente, nos arremessos de três pontos. Porém, quando era novato, foi atrapalhado por uma lesão que o tirou de quase toda a temporada. Em seu segundo campeonato, teve a chance de virar titular após a lesão de Ginobili, mas não correspondeu e acabou no fim do banco em um elenco recheado de alternativas para o perímetro. Agora, provavelmente está de saída – o Spurs tinha a opção de mantê-lo por mais um ano, mas preferiu deixá-lo virar agente livre. Nesta temporada, Anderson disputou 51 das 66 partidas do time de San Antonio e apresentou médias de 3,7 pontos (37,9% FG, 27,9% 3 PT, 75,0% FT) e 1,5 rebotes em 11,8 minutos por exibição.
2) O Draft
Com somente uma escolha no tradicional recrutamento de calouros – que, por sinal, era a 59ª e penúltima – o Spurs selecionou um ala-armador que deve reforçar o elenco para a próxima temporada. Será mais um achado da franquia? Conheça-o melhor a seguir:
Marcus Denmon – Atuando em sua quarta e última temporada no basquete universitário por Missouri, Denmon apresentou médias de de 17,7 pontos (46% FG, 40,7% 3 PT, 89,6% FT) e cinco rebotes em 34,6 minutos por noite. Relatórios de olheiros feitos antes do Draft elogiavam a eficiência para pontuar, a habilidade defensiva e a inteligência do jogador em quadra, mas alertavam para sua baixa estatura para atuar na posição 2. Por isso, seu estilo é comparado ao de Eddie House. O atleta deve formar dupla de armação com Joseph na Summer League, que começa a ser disputada no próximo dia 13.
3) Na Europa
Nos Drafts dos últimos anos, o Spurs adquiriu o direito de três alas que atuam no Velho Continente. No entanto, até aqui, parece que nenhum deles reforçará o elenco já para a próxima temporada. Mesmo assim, conheça-os melhor a seguir:
Adam Hanga – Selecionado pelo Spurs na 59ª escolha do Draft de 2011, Hanga acaba de terminar sua primeira temporada no basquete espanhol atuando no Assignia Manresa. O jogador, que pode atuar nas posições 2 e 3, apresentou médias de 7,8 pontos (39,7% FG, 27,0% 3 PT, 67,0% FT) e 2,4 rebotes em 21 minutos por jogo. Aos 23 anos de idade, o húngaro foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.
Davis Bertans – Com apenas 19 anos de idade, o letão, que pode atuar nas posições 3 e 4, é uma das principais apostas para o futuro do Spurs. Nesta temporada, o jogador se transferiu para o Partizan, da Sérvia, e atuou em 26 partidas na competitiva Liga Adriática, apresentando médias de 3,6 pontos (41,0% FG, 36,2% 3 PT, 66,7% FT) e 1,3 rebotes em pouco menos de 14 minutos por partida. Assim como Hanga, Bertans também foi observado pela comissão técnica da franquia texana nesta offseason.
Viktor Sanikidze – Selecionado pelo Atlanta Hawks na 42ª escolha do Draft de 2004 e em seguida trocado para o Spurs, o georgiano, que pode atuar nas posições 3 e 4, chegou a despertar, neste ano, o interesse da franquia texana, que mandou uma equipe para observá-lo na Europa. No entanto, o atleta deve ficar ao menos mais uma temporada no Velho Continente. No último Campeonato Italiano, atuando com as cores do Virtus Bologna, Sanikidze apresentou médias de 12 pontos (48,1% FG, 30,4% 3 PT, 63,7% FT) e 10,9 rebotes em 32,4 minutos por exibição.
4) No mercado
Por enquanto, o Spurs foi atrás de três alas nesta offseason: Nicolas Batum, que eu considero uma ótima alternativa, Rashard Lewis, que poderia ser útil se topasse um salário razoável, e Josh Howard, que acho que não tem muito a acrescentar ao time. Confira outros que podem acabar virando opção para o time texano:
Grant Hill – O Spurs já tentou contratá-lo na última offseason. Então, porque não tentar de novo desta vez? Hill é a cara do Spurs – veterano, com bom comportamento, boa defesa e arremesso mortal do perímetro. Pode ser uma excelente reposição caso Green deixe San Antonio. Na última temporada, atuando pelo Phoenix Suns, o ala apresentou médias de 10,2 pontos e 3,5 rebotes por noite. Se tornou agente livre irrestrito no último dia 1º.
Jeff Green -É bem verdade que contratar o jogador seria uma aposta arriscada, já que Green perdeu toda a última temporada por conta de um problema cardíaco. Mas confesso que o jogador é um de meus prediletos desta lista. Sua boa capacidade defensiva e, principalmente, sua precisão nos arremessos de três pontos o tonrariam um bom substituto para Green, com um bônus: ele pode atuar improvisado como ala-pivô, o que daria mais uma alternativa interessante de small-ball para Pop, que já conta com Leonard e Jackson. O ala é agente livre irrestrito.
Shannon Brown – Outro que jogou no Phoenix Suns na última temporada. Brown, que tem uma boa defesa e um atleticismo acima do comum, poderia servir como peça de reposição caso Neal ou Green deixem o time. Na última temporada, o ala-armador, que é agente livre irrestito na offseason, apresentou médias de 11 pontos e 2,7 rebotes por jogo.
Anthony Parker – Mais um com a cara do Spurs. Parker se credencia a ser uma boa contratação para a equipe texana por ser veterano, com bom comportamento, por ter uma boa defesa de perímetro e, principalmente, por ter um arremesso preciso da linha de 3 pontos. Por isso, o jogador, que é agente livre irrestrito nesta offseason, poderia ocupar tanto a vaga de Neal quanto a de Green. Na última temporada, atuando pelo Cleveland Cavaliers, o ala-armador apresentou médias de 7,2 pontos e 2,7 rebotes por exibição.
Reconstruindo o Spurs – A armação

Começa nesta quinta-feira (5) um especial de três colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e de possíveis movimentações para a franquia texana nesta offseason. Como em anos anteriores, a série se chamará Reconstruindo o Spurs.
Cada edição do especial poderá ter até quatro partes: “O elenco”, em que falarei sobre as atuais opções que o time texano tem no plantel; “O Draft”, para analisar o reforço vindo do recrutamento de calouros; “Na Europa”, em que listarei os jogadores que atuam no Velho Continente e que têm os direitos ligados ao Spurs; e “No Mercado”, com uma relação de Free Agents bons e acessíveis nesta offseason.
Neste primeiro texto, falarei sobre a armação, que deve ser uma das prioridades da franquia texana nas próximas semanas, já que Tony Parker sofreu com a falta de um reserva confiável na série contra o Oklahoma City Thunder.

O novo franchise player?
1) O elenco
Vamos começar falando sobre os armadores que terminaram a temporada com o Spurs. Será que a solução para a vaga de reserva do francês pode já estar no plantel?
Tony Parker – Desde o começo da temporada, principalmente depois que Manu Ginobili se machucou, o francês assumiu a responsabilidade, jogou o melhor basquete de sua carreira e se transformou no melhor jogador do Spurs, com médias de 18,3 pontos (48% FG, 23,0% 3 PT, 79,9% FT) e 7,7 assistências em 32 minutos por exibição. Por ainda ter 30 anos de idade, Parker pode manter um basquete de alto nível por um bom tempo. Nos resta torcer para que o jogador, que deu um susto nesta offseason ao lesionar o olho, consiga se manter saudável. Vale lembrar que seu vínculo com o time se encerra apenas ao fim da temporada 2014/2015.
Patrick Mills – O australiano chegou nas últimas semanas da temporada regular e rapidamente caiu nas graças da torcida, apresentando médias de 10,3 pontos (48,5% FG, 42,9% 3 PT, 100% FT) e 2,4 assistências em 16,3 minutos por exibição nas 16 partidas da temporada regular. Mas não foi o suficiente para convencer o técnico Gregg Popovich, que, talvez temendo uma falta de experiência e de conhecimento tático por parte de Mills, manteve Gary Neal improvisado na função de armador reserva durante os playoffs. Agora, o camisa 8, que ainda tem o futuro indefinido, é um agente livre restrito na offseason – o que significa que o Spurs pode igualar qualquer proposta feita por ele.
Cory Joseph – Uma das principais apostas do Spurs no Draft de 2011, Joseph, que tem apenas 20 anos de idade, se mostrou um pouco imaturo. Por isso, disputou somente 20 jogos com o time de San Antonio, apresentando médias de dois pontos (31,4% FG, 20,0% 3 PT, 64,7% FT) e 1,2 assistências em 9,2 minutos por exibição. Para se desenvolver melhor, o canadense foi enviado para o Austin Toros, equipe da D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA. Lá, obteve, em média, 13,8 pontos (45,9% FG, 36,9% 3 PT, 92,3% FT), 5,1 assistências e 5,1 rebotes por exibição. Antes da próxima temporada, o armador terá a oportunidade de amadurecer mais um pouco na Summer League – em 2011, a competição foi cancelada por conta do locaute da NBA.
2) Na Europa
Um dos jogadores que está mais perto de acertar com o Spurs para a próxima temporada é um francês que atua na Espanha e que pode jogar nas posições 1 e 2. Conheça-o a seguir:
Nando de Colo – Companheiro de Parker na seleção francesa, De Colo tem tudo para ser anunciado como reforço do Spurs já nas próximas semanas. O jogador, que atua tanto como armador quanto como ala-armador, disputou a última temporada da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete, pelo Valencia, obtendo médias de 15,4 pontos (42,3% FG, 36,0% 3 PT, 86,0% FT) e 2,3 assistências em 27 minutos por exibição. O atleta, que tem 25 anos de idade, tem seus direitos ligados ao Spurs desde 2009, ano em que foi selecionado na 53ª escolha do Draft.
3) No mercado
Por enquanto, rumores dizem que o Spurs procurou na offseason George Hill, que acabou renovando com o Indiana Pacers, e José Calderón, que pode ser dispensado pelo Toronto Raptors. Veja a seguir outras opções viáveis para a franquia texana.
Goran Dragic – E pensar que o Spurs selecionou o esloveno na 45ª escolha do Draft de 2008 para, em seguida, enviá-lo para o Phoenix Suns em troca de Malik Hairston… Dragic assumiu o papel de titular do Houston Rockets após a contusão de Kyle Lowry e tomou conta da posição, apresentando médias de 18,9 pontos e 7,7 assistências por exibição em abril, último mês da temporada regular. É meu nome preferido para a reserva de Parker, mas a concorrência será pesada, já que, além de Suns e Rockets, New Orleans Hornets, Portland TrailBlazers e Toronto Raptors devem ir atrás do atleta, que é agente livre irrestrito na offseason.
Chauncey Billups – Uma das principais contratações do Los Angeles Clippers para a última temporada, Billups disputou apenas 20 jogos antes de machucar-se seriamente. No entanto, conseguiu apresentar as boas médias de 14,9 pontos e quatro assistências por exibição. Agente livre irrestrito, o veterano seria uma boa opção tanto para a reserva de Parker, o que adicionaria experiência ao time reserva, quanto para atuar ao lado do francês, podendo virar até mesmo titular no caso de uma possível saída de Danny Green.
Ramon Sessions – Trocado para o Los Angeles Lakers na metade da última temporada, Sessions se tornou titular da equipe e apresentou médias de 12,7 pontos e 6,2 assistências por partida. Porém, o armador tornou a surpreendente decisão de abrir mão de seu contrato e se tornar um agente livre irrestrito. O atleta tem boa visão de jogo e apenas 26 anos de idade, mas ainda não conseguiu se firmar em nenhuma equipe. Talvez, possa encontrar-se na reserva de Parker, sem a pressão de fazer parte do quinteto inicial.
Jerryd Bayless – Pontuador nato, Bayless poderia fazer uma função parecida com a de Parker no time reserva – abusar do pick-and-roll para infiltrar em direção à cesta, mas, em caso de ajuda, encontrar arremessadores livres no perímetro. O armador, que apresentou médias de 11,4 pontos e 3,8 assistências por exibição na última temporada, é agente livre restrito, mas sua saída pode ser facilitada caso o Toronto Raptors consiga acertar a contratação de Steve Nash, seu principal alvo na offseason.
Kirk Hinrich – Um nome modesto, mas que se encaixaria bem como role player em San Antonio. Com defesa forte, Hinrich se tornaria uma opção para jogar na posição 2, ao lado de Parker, mas também serviria para armar o time reserva – função semelhante à que Hill, outro combo guard, tinha no Spurs. Na última temporada, atuando pelo Atlanta Hawks, o jogador apresentou médias de 6,6 pontos e 2,8 assistências por exibição.
Delonte West – Assim como Hinrich, West – que, na última temporada, atuou pelo Dallas Mavericks e apresentou médias de 9,6 pontos e 3,2 assistências por exibição – também é agente livre irrestrito, também pode atuar nas posições 1 e 2 e também se destaca por fazer um bom trabalho defensivo no perímetro. A diferença é o comportamento dos dois – o primeiro tem imagem de bom moço, enquanto o segundo tem histórico de problemas comportamentais. Será que Pop conseguiria domá-lo como fez com Stephen Jackson?
Derek Fisher – Um veterano em fim de carreira, mas que ainda pode ajudar com experiência dos dois lados da quadra. Fisher mostrou isso nos playoffs da última temporada, quando apresentou médias de 6,3 pontos por partida com a camisa do Oklahoma City Thunder. Imagino que alguns torcedores do Spurs sintam rejeição por seu nome. Mas o fato é que ajudaria bastante ter um reserva que não sentisse o peso de partidas importantes – algo que faltou, por exemplo, para Green na última temporada.
A nova potência da Conferência Oeste
O New Orleans Hornets é o time do futuro na NBA. É também o time do momento, o time da moda, ou como vocês quiserem chamar.
Digo isso por vários motivos. O primeiro deles é até meio óbvio e tem nome e sobrenome: Anthony Davis. O ala-pivô, que ajudou a Kentucky University a conquistar o título da NCAA, foi a primeira escolha do último Draft e caiu de bandeja em New Orleans.
Davis é tido por muitos como um defensor de elite, muito atlético e capaz de marcar pontos embaixo da cesta. Trata-se de um talento daqueles que aparecem uma vez a cada cinco anos (ou mais) no Draft. Ele será o pilar principal desse novo Hornets e tem tudo para ser o grande líder da equipe nos próximos anos – algo que vem sendo muito sentido depois da saída de Chris Paul.
Através do recrutamento, a franquia também pôde sanar uma de suas principais carências: a falta de um armador principal. Quando Chris Paul saiu, uma grande lacuna foi aberta. O comando do time acabou ficando com Jarrett Jack, que até é bom jogador, mas está uns dois ou três níveis abaixo de atletas como Deron Williams, Tony Parker, Derrick Rose e do próprio Paul.
Com a décima escolha, o General Manager Dell Demps selecionou o badalado Austin Rivers, que, como vocês já devem saber, é filho de Doc Rivers, técnico do Boston Celtics.
Austin ainda é uma joia a ser lapidada. Apesar de pontuar com facilidade e possuir ótima velocidade, o garoto ainda precisa melhorar em alguns aspectos, principalmente no passe e na defesa. Mesmo assim, Demps acertou em cheio. Rivers é o tradicional combo guard, que pode servir tanto de armador, quanto de ala-armador.
Além dessas promessas, o Hornets ainda tem espaço salarial para fazer estrago nesta offseason. Dê uma olhada nos contratos vigentes:
- Jarrett Jack – US$ 5,5 mi (contrato se encerra em 2013)
- Al-Farouq Aminu – US$ 2,9 mi (team option em 2013)
- Jason Smith – US$ 2,5 mi (contrato se encerra em 2014)
- Xavier Henry – US$ 2,3 mi (team option em 2013)
- Gustavo Ayon – US$ 1,5 mi (team option em 2013)
- Greivis Vasquez – US$ 1,1 mi (team option em 2013)
Como é possível perceber, apenas seis atletas têm vínculo com o New Orleans Hornets. Nesse bolo ainda está Eric Gordon, que pode estar se despachando para o Phoenix Suns. Gordon tem uma qualifying offer e teria recebido uma proposta total de US$ 58 mi em quatro temporadas para atuar no Arizona. A franquia da Louisiana ainda pode fazer uma contra-proposta pelo jogador, mas, ao que tudo indica, ele deseja mudar de ares – o que é uma pena, porque o ala-armador cairia como uma luva nessa jovem equipe.
Se Eric Gordon realmente partir, Dell Demps, que é cria do San Antonio Spurs, terá muito dinheiro disponível para trabalhar. Para isso, será preciso analisar as necessidades do elenco, que, para mim, seriam um pivô, um ala-pivô, um ala e um armador (ou ala-armador, dependendo de como Austin Rivers irá se adaptar à NBA). Mas o que o mercado de free agents pode oferecer ao New Orleans Hornets? Há alternativas para todos os gostos – reproduzo algumas abaixo (me avisem se algum dos nomes citados já tiver um novo contrato):
- Armadores – Kirk Hinrich, Andre Miller, Goran Dragic, Chauncey Billups, Ramon Sessions, Jeremy Lin, Jameer Nelson, Aaron Brooks, Raymond Felton.
- Alas-armadores – Ray Allen, Jason Terry, Randy Foye, Nick Young, O.J. Mayo, Louis Williams, Jamal Crawford, Danny Green, Sonny Weems, Shannon Brown, Mickael Pietrus.
- Alas – Jeff Green, Landry Fields, Nicolas Batum.
- Pivôs e alas-pivôs – Brandon Bass, Kris Humphries, Brook Lopez, Ian Mahinmi, JaVale McGee, Ben Wallace, Marcus Camby, Roy Hibbert, Kenyon Martin, Ersan Ilyasova, J.J. Hickson, Boris Diaw.
Além dos atletas citados, o Hornets também tem seus agentes livres. Entre eles, seria importantíssimo renovar com Chris Kaman e Carl Landry. Apesar de ser um dos melhores amigos do departamento médico, Kaman é um pivô muito habilidoso, que pode trazer qualidade de passe e arremessos de longa distância para quadra. Landry, por sua vez, é um ala-pivô baixo, mas razoavelmente bom nos rebotes e eficiente embaixo da cesta.
Anthony Davis trará uma presença defensiva melhor para essa linha de frente, mas seria interessante se Dell Demps conseguisse um jogador com o estilo de Marcus Camby: bom na retaguarda e também nos ressaltos. Disponíveis no mercado, vejo com essas mesmas características o veteraníssimo Ben Wallace e o versátil Ersan Ilyasova.
Resumo: o New Orleans Hornets tem tudo para ser uma das forças da Conferência Oeste nos próximos anos. Será preciso, no entanto, municiar os jovens recém-recrutados com atletas competentes e com relativa experiência. Acredito no bom trabalho do General Manager Dell Demps e também no técnico Monty Williams, que é um dos melhores treinadores dessa nova safra.
Pesa contra a franquia, contudo, o fato dela estar posicionada num dos chamados small markets, ou mercados pequenos se traduzirmos ao pé da letra. Mas por que? Simplesmente porque boa parte dos jogadores prefere deixar as cidades menores rumo a grandes centros, como Los Angeles e Nova York, por exemplo. Foi o que aconteceu com Chris Paul, que cansou de perder, arrumou as malas e foi para a Califórnia.
Os torcedores do Hornets têm de torcer para que essas jovens promessas tenham paciência, pois será normal ver o time perdendo nas primeiras temporadas até finalmente se acertar. Lembram do antigo Seattle SuperSonics, que depois virou Oklahoma City Thunder? Pois é, lá também foi assim. Eles começaram draftando Kevin Durant e, aos poucos, construíram uma máquina de vitórias.
O New Orleans Hornets pode ser o novo Oklahoma City Thunder, mas, volto a dizer, tem de ter muita calma e fazer o trabalho bem feito.







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