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Spurs observa mais um pivô de olho no Draft

Like a boss

O pivô Kyle O’Quinn se tornou o mais novo candidato a se tornar um jogador do San Antonio Spurs para a próxima temporada. De acordo com o site Pilot Online, o atleta trabalhou com a comissão técnica da franquia texana no fim de maio.

Nesta temporada – sua quarta e última no basquete universitário – O’Quinn, que pode atuar nas posições 4 e 5, jogou pelo Norfolk State Spartans e apresentou sólidas médias de 15,9 pontos (57,3% FG, 18,8% 3 PT, 69,6% FT) 10,3 rebotes e 2,6 tocos em pouco mais de 31 minutos por exibição.

Especialistas em Draft colocam Ekpe Udoh como comparação mais otimista de O’Quinn na NBA, e Josh Powell como a mais pessimista.

O jogador é esperado do meio para o fim da segunda rodada do recrutamento de calouros, e por isso é uma possibilidade viável para o Spurs, que possui apenas a 59ª escolha.

O Draft da NBA acontecerá no dia 28 de junho. Selecionar um pivô no evento parece ser prioridade para o Spurs, que também trabalhou com Andre Drummond, considerado um dos cinco melhores prospectos deste ano. O armador Scoop Jardine foi outro que passou pelo crivo da franquia texana.

Spurs volta atenções para o Draft e observa pivô e armador

Drummond: sonho distante ou plano ousado?

Eliminado após perder o Jogo 6 da final da Conferência Oeste para o Oklahoma City Thunder, o San Antonio Spurs já começou a voltar suas atenções para o Draft deste ano, que acontecerá no próximo dia 28. De acordo com a imprensa local, a franquia texana, que possui apenas a 59ª escolha do recrutamento, observou recentemente o pivô Andre Drummond e o armador Scoop Jardine.

Apontado como um dos cinco melhores prospectos do próximo Draft, Drummond tem apenas 18 anos de idade. Na última temporada, atuando pelo Connecticut Huskies, o pivô apresentou médias de dez pontos (52,8% FG, 29,5% FT), 7,6 rebotes e 2,7 tocos em 28,4 minutos por exibição. Especialistas mais otimistas comparam seu estilo atlético ao do astro Amare Stoudemire.

De acordo com o jornalista Marc Spears, Spurs e Celtics marcaram reuniões com Drummond. No entanto, por ser uma possível escolha Top 5, o pivô só vai desembarcar em San Antonio ou em Boston se um dos times fizer alguma troca antes da noite do Draft. Vale lembrar que os cinco primeiros no recrutamento serão New Orleans Hornets, Charlotte Bobcats, Washington Wizards, Cleveland Cavaliers e Sacramento Kings.

Jardine, por sua vez, não aparece nos Mock Drafts mais conceituados dos Estados Unidos e ainda luta para chegar à NBA. Isso significa que, se agradar, o armador passa a ser candidato à 59ª escolha pelo Spurs. Na última temporada, o jogador, de 23 anos, foi companheiro do brasileiro Fabrício Melo no Syracuse Orange e apresentou médias de 8,9 pontos (47,4% FG, 37,9% 3 PT, 55,1% FT) e 4,9 assistências em 25,2 minutos por jogo.

De acordo com o site Syracuse.com, Jardine treinou com San Antonio Spurs, New York Knicks e Philadelphia 76ers e tinha práticas agendadas com Washington Wizards, Memphis Grizzlies e Atlanta Hawks.

Análise dos novos jogadores

Andei meio ausente do blog nos últimos meses por motivos particulares, mas pretendo voltar aos poucos com notícias, colunas e tudo mais (estava no ritmo do locaute, na verdade). Vou aproveitar essa oportunidade para comentar um pouco sobre os novos jogadores do Spurs – os que chegam já na próxima temporada e os que devem vir ao longo dos próximos anos.

Estamos diante do futuro?

Kawhi Leonard

Todos sabiam que o San Antonio Spurs estava disposto a quase tudo para reformular parte de seu elenco. O que quase ninguém esperava, no entanto, era envolver o queridinho George Hill na brincadeira. Queridinho porque Gregg Popovich já falou por mais de uma vez que Hill era seu atleta preferido. Mas caramba, se o cara faz tanta diferença assim, trocá-lo é um bom negócio?

A resposta é sim! Por mais que o Hill seja um cara bacana, dedicado e ótimo defensor, às vezes é preciso fazer pequenos sacrifícios em nome de algo maior. Ninguém gostaria de negociá-lo, essa é a verdade, mas foi um movimento necessário, um legítimo sacrifício.

Vocês devem estar pensando: bom, para se livrar de um baita cara como o Hill, os dirigentes do Spurs devem ter trazido alguém pra lá de promissor. É verdade. Por mais que eu tenha visto o Kawhi Leonard apenas em vídeos, o que mais me impressionou foi o montante de críticas positivas que ele recebeu da mídia especializada norte-americana. Lembro-me de uma matéria (acho que da ESPN) em que nove dos dez comentaristas questionados sobre a troca afirmavam que R.C. Buford e companhia fizeram um bom negócio. Se os caras que realmente acompanham o dia-a-dia do basquete americano aprovaram em massa a transação, quem sou eu para falar o contrário.

Leonard chega ao Spurs para preencher um espaço vazio desde a saída de Bruce Bowen. Coincidentemente, desde que Bowen foi embora, Gregg Popovich nunca mais acertou o time. Falta aquele marcador insano que, além de grudar no melhor jogador adversário, ainda mata duas ou três bolinhas de três no ataque. Pensávamos que esse cara poderia ser o Richard Jefferson, mas em pouquíssimo tempo ele virou um estorvo sem fim, tanto que todos em San Antonio querem sua cabeça.

Na próxima temporada, Jefferson deverá ter minutos limitados. Apesar do altíssimo salário, o ala deverá jogar seus 15 minutos por noite – e olhe lá. Provavelmente ele ficará mofando no banco até o fim de seu contrato. Para piorar, nenhuma equipe que se preze aceitará negociar com o Spurs se continuarem insistindo em empurrá-lo goela abaixo. Ninguém é bobo e os engravatados texanos deveriam saber disso antes de pagarem uma bolada por um atleta que pouco mostrou em seu primeiro ano em San Antonio.

Bela foto!

Corey Joseph

A vinda de Corey Joseph mostra que o Spurs já havia planejado a troca de George Hill antes mesmo da noite do Draft. Joseph, segundo os especialistas norte-americanos, tem basicamente as mesmas características do seu antecessor – boa defesa e um bom chute de longa distância, além de um senso de liderança diferenciado.

É bom saber que houve um planejamento e que nada foi feito de forma precipitada. Caso contrário, poderíamos ter Tony Parker como titular e um Jacque Vaughn da vida como suplente imediato. Nós já passamos por isso recentemente, e quem acompanha o time há algum tempo sabe como é desgastante ter um armador limitado como primeiro reserva.

O que nós esperamos do Corey Joseph é que ele consiga desenvolver seu basquete da mesma maneira que o George Hill. É bom ressaltar que, quando desembarcou em San Antonio, o ex-número três era um total desconhecido vindo de uma universidade menos conhecida ainda. Joseph, por outro lado, vem de uma escola mais tradicional e conseguiu um bom trabalho por lá (isso é animador).

Novo Nowitzki ou novo Bonner?

Davis Bertans

No meu ponto de vista, a grande cartada da patota de R.C Buford foi adquirir esse Davis Bertans na noite do Draft. Antes do recrutamento, muitos diziam que a equipe havia prometido selecioná-lo com a escolha de primeira rodada.

O Draft foi passando, passando, passando, e quando chegou a vez do Spurs o escolhido foi Corey Joseph. Mais algumas escolhas passaram e nada de Bertans ser selecionado. A angústia do jovem só terminou quando a vez dos texanos chegou novamente.

Vindo do pouco representativo basquete da Letônia, Bertans é uma das grandes promessas do basquete europeu. Alguns o comparam com Dirk Nowitzki, embora eu ache que isso seja um pouco exagerado. Assisti alguns vídeos dele e também uns poucos jogos do recente Mundial Sub-19. Davis é claramente talentoso e tem um ótimo arremesso de longa distância. Podemos dizer que ele até tem um estilo semelhante ao Dirk Nowitzki, mas ainda é MUITO cedo para comparar.

Como todo jovem, Bertans ainda é cru – tenta arremessos precipitados e é bem inconstante, algo que tempo e experiência felizmente podem corrigir. A tendência é que ele fique na Europa por mais uns três ou quatro anos antes de fazer o esperado salto para a NBA. Em San Antonio, esperam que ele consiga desenvolver seu basquete no Velho Continente a ponto de se tornar uma estrela por lá. Particularmente, acho que há grandes chances disso acontecer. Como vocês podem perceber, estou bastante esperançoso com esse cara.

Ei, te conheço de algum lugar! (Lorbek à esquerda)

Erazem Lorbek

O esloveno Erazem Lorbek vem daquele mesmo pacote que trouxe Kawhi Leonard para o Texas. Trata-se de um jogador rodado, mas a dúvida que fica é: quando ele virá para a NBA? Bem, a verdade é que Lorbek talvez nunca pise no AT&T Center. Isso porque ele é querido na Espanha, mais especificamente no milionário Barcelona, e tem proposta para ficar por lá até 2013. Eu até gostaria que ele viesse já na próxima temporada, mas temos que ser realistas: acho o negócio bem complicado e, se fosse apostar, diria que ele ficará na Europa.

Nada além de promessa

Adam Hanga

R.C Buford chutou o balde ao recrutar o armador Adam Hanga. O atleta vem de uma escola ainda menos tradicional que Davis Bertans – a Hungria. Assim como Lorbek, o armador talvez nunca pise em solo americano para jogar basquete – seguirá o caminho de outros tantos que foram draftados e permaneceram na Europa por longos anos, como é o caso de Robert Javtokas e Viktor Sanikidze.

Por outro lado, Hanga parece determinado. Recentemente, ele esteve em San Antonio e parece ter agradado a todos por lá. Por vídeos, trata-se de um atleta interessante, mas ainda bem cru. Caso consiga uma boa equipe nos próximos anos e desenvolva seu jogo, tem chances de se juntar ao elenco texano em cerca de quatro ou cinco anos. Mas nutrir esperanças nesta aposta é loucura. Como disse, é só uma aposta.

Para concluir

Como vocês podem perceber, fiquei satisfeito com os movimentos recentes do San Antonio Spurs no draft. Fico triste pela saída do George Hill, que era um grande cara, mas penso que grandes equipes tem que pensar à frente. A aposta em jovens jogadores pode dar errado? Claro! Mas pelo menos tentaram alguma coisa. Com a mesma equipe que tínhamos na última temporada, as chances de título eram muito pequenas. Faríamos uma boa campanha na fase regular, mas na hora do “vamo ver” seríamos eliminados novamente.

Draft 2011 – Spurs seleciona Adam Hanga em 59º

Quem vai duvidar dos olheiros do Spurs?

Como já vem se tornando de praxe em San Antonio, o Spurs utilizou a 59ª escolha do Draft e apostou em um talento pouco conhecido da Europa: Adam Hanga. O ala-armador, de 22 anos, nasceu em Budapeste, na Hungria, e na última temporada defendeu o Albacomp-UPC Szekesfehervar.

Hanga é quase um desconhecido deste Draft e pode ser mais um “achado” do Spurs em terras européias. Graças ao trabalho dos olheiros da equipe no continente, os texanos contrataram nomes como Manu Ginobili, Tony Parker e Gary Neal.

Seus pontos fortes aparecem do lado ofensivo da quadra, onde possui boa capacidade para pontuar, é atlético, veloz e alto para a posição – tem 2,04m. Na defesa, sofre para marcar atletas fisicamente mais fortes, e precisa ganhar massa muscular.

Pelo Albacomp-UPC Szekesfehervar, foram 39 jogos na liga húngara, com 17,6 pontos, 4,4 rebotes, 3,4 assistências e 2,8 roubos e bola por partida. Na próxima temporada, Hanga defenderá as cores do Assignia Manresa, da Espanha, equipe recém-promovida da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete.

Draft 2011 – Spurs seleciona Davis Bertans na 42ª escolha

Bertans em ação na seleção de base da Letônia

O San Antonio Spurs utilizou a 42ª escolha, conseguida com a troca que levou George Hill para o Indiana Pacers, para selecionar o jovem ala Davis Bertans, nascido na Letônia, e que defende o Union Olimpija Ljubljana, da Eslovênia.

Aos 18 anos e com 2,08m de altura, Bertans tem como ponto forte o seu arremesso, que impressionou os especialistas nos Estados Unidos, além de ser alto para a posição. Como ponto fraco, ainda é considerado muito cru para a NBA e tem o físico pouco desenvolvido, características que devem fazer com que Bertans prossiga mais alguns anos na Europa antes de desembarcar na liga norte-americana.

Atualmente, Davis Bertans treina com a seleção sub-19 da Letônia para o Mundial da categoria, que será disputado no próprio páis entre os dias 30 de junho e 10 de julho.

No último ano, Bertans atuou pouco. Antes de se transferir para a Eslovênia, disputou cinco partidas pelo BK Baron, da Letônia, pela liga local, e acumulou médias de 13 pontos, cinco rebotes com aproveitamento de 44,4% nos tiros de três pontos. Na liga eslovena, disputou 15 partidas, ficando em quadra 10,1 minutos por jogo, com médias de quatro pontos, 1,2 rebotes e 42,3% nos arremessos de três.

Na Liga Adriática, competição disputada por países da ex-Iugoslávia, foram sete jogos, com tempo de quadra de 8,9 minutos em média. Seus números foram 4,1 pontos, 1,3 rebotes e 57,1% de aproveitamento nos tiros de longa distância.