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A temporada 2008/2009 – Conferência Leste

Amigos leitores do Spurs Brasil,

Terminarei hoje minha análise sobre a temporada 2008/2009 da NBA. Na última semana, foram analisados os 15 times da conferência Oeste, deixando para a presente data os restantes da conferência Leste.

Boston Celtics

Os atuais campeões da NBA voltam à disputa com um time praticamente intacto. O trio composto por Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce está no ápice de seu entrosamento. Experiente, a franquia perdeu James Posey para o New Orleans Hornets, e, para o seu lugar, contratou a maior interrogação da NBA nos últimos tempos: o ala Darius Miles, cuja aposentadoria já foi anunciada e desfeita devido a uma grave lesão no joelho. Se Miles estiver bem fisicamente, é um grande reforço para o Celtics, mas se estiver, como no fim de sua passagem pelo Portland Trail Blazers, pode ser um peso para a equipe carregar. De qualquer modo, os campeões vão com tudo na busca pelo bicampeonato. E têm time para tal.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Detroit Pistons

Muitas pessoas costumam dizer que desde a final na qual o Pistons perdeu o título para o San Antonio Spurs, em 2004/2005, as duas equipes pararam no tempo e mantiveram suas fortes equipes que, no entanto, envelheceram. Realmente, a base formada pelo time de Detroit é uma das mais experientes da NBA, fator que, no entanto, não os tira do grupo de favoritos. Finalista da conferência Leste nos últimos seis anos, a equipe conta com o entrosamento altíssimo de seu elenco e a afirmação de jovens valores como o ala Rodney Stuckey e o ala-pivô Jason Maxiell para tentar voltar aos tempos de glória. Acredito que a franquia tem belíssimas chances de alcançar sua sétima final consecutiva e, quem sabe, se sagrar campeã.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Cleveland Cavaliers

Muitas pessoas olham torto para a franquia do Ohio dizendo que o time é formado por LeBron James e mais quatro sombras no elenco titular. Entretanto, se analisarmos homem a homem o time do Cavaliers, veremos que ele é muito mais que isso. Uma bela defesa, composta por James e pela dupla de garrafão formada por Ben Wallace e Zydrunas Ilgauskas – com o brasileiro Anderson Varejão entrando na rotação – e que agora ganhou uma linha de armação de muita categoria: Mo Williams é o principal reforço para a temporada e entrará em quadra como o melhor escudeiro de James desde que o mesmo foi recrutado em 2003. O rótulo de favorito ao título talvez não caiba ainda ao Cavaliers, mas assim como Utah Jazz e New Orleans Hornets no Oeste, este time pode sim chegar a uma final sem ser considerado ‘zebra’.

Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.

Orlando Magic

Surpresa na última temporada, a equipe comandada em quadra pelo Ivo Dwight Howard terá em 2008/2009 a missão de provar que não foi apenas uma surpresa. A equipe de Orlando tem em sua principal arma ofensiva e defensiva Howard, que ao lado do ala Rashard Lewis é capaz de fazer estragos em qualquer defesa. O turco Hedo Turkoglu é apontado por muitos como um fator-surpresa do time, mas, em minha opinião já jogou seu máximo em 2007/2008, quando teve sua melhor temporada na NBA. No mais, o Magic não se reforçou como precisava e por isso pode sofrer concorrência de algumas franquias que emergem no lado Leste. Mesmo assim, a vaga na pós-temporada parece estar assegurada pela segunda vez consecutiva.

Status: pós-temporada garantida; terá que se esforçar para não sofrer com as equipes emergentes do Leste.

Toronto Raptors

Desde sua entrada na NBA, a única equipe canadense da liga talvez nunca tenha tido uma equipe tão forte como a que começa a ser esboçada para a disputa da temporada 2008/2009. Com a contratação do astro Jermaine O’Neal, os canadenses podem se gabar por terem, pelo menos no papel, uma das melhores duplas de garrafão da NBA atual. Somado esse fator ao maior tempo de quadra que o armador espanhol Jose Calderón terá devido a saída de TJ Ford, o Raptors têm tudo para chegar à pós-temporada e fazer bonito. Tudo isso se a equipe obtiver o entrosamento necessário durante a disputa da regular. No entanto, seria uma ‘zebra’ caso chegasse à final já nessa temporada.

Status: deve figurar na pós-temporada e dependerá do entrosamento de suas novas peças para alçar vôos maiores.

Washington Wizards

A principal movimentação do time da capital estadunidense durante a abertura do mercado da NBA foi a renovação com o armador Gilbert Arenas, por valores que ultrapassaram a casa dos US$ 100 milhões. Arenas prometeu ser campeão em Washington e desfalcar menos a equipe, mas já estará fora até dezembro devido a uma lesão. Com a renovação e o surgimento de boas franquias no Leste, a arrancada logo no início será fundamental para as pretensões da equipe, que pode ver sua vaga na pós-temporada ameaçada.

Status: pode chegar à pós-temporada, mas corre risco de se ver fora da mesma devido ao surgimento de elencos melhores.

Philadelphia 76ers

Elton Brand e Sixers protagonizaram a maior – e talvez mais importante – movimentação do mercado da NBA no verão estadunidense de 2008. A chegada do ala-pivô já fez com que o time fosse credenciado por muitos como um favorito ao título. Vejo as coisas com mais calma: o elenco realmente melhorou e o Sixers agora não será mais um azarão como foi na última temporada. Entretanto, bater forças com o Celtics, o Pistons e até mesmo o Cavaliers está um pouco acima de se reforçar. No decorrer da temporada, Andre Iguodala, Brand e Andre Miller deverão aumentar o entrosamento da equipe, que deve figurar na pós-temporada e, quem sabe, fazer melhor campanha do que última temporada, quando não passou da primeira rodada.

Status: deve chegar à pós-temporada e adquirir experiência na mesma.

Atlanta Hawks

Na temporada 2007/2008, o time montou um quinteto inicial de dar inveja a muitos grandes da NBA. Afinal, alinhar em um mesmo time Mike Bibby, Joe Johnson, Josh Smith e Al Horford não é para qualquer um. O entrosamento foi aparecendo e o fato de a equipe ter levado a série contra o Celtics na pós-temporada passada para o fatídico sétimo jogo mostrou que, além de um bom time, o Hawks tem um elemento determinante a seu favor: a Phillips Arena, na qual manda seus jogos. Caso nenhuma peça-chave deixe o elenco – rumores colocam Bibby fora da franquia até fevereiro – a equipe tem time para fazer bonito na temporada 2008/2009. É uma grata aparição na conferência Leste.

Status: deve figurar na pós-temporada, mas sem maiores pretensões.

New Jersey Nets

Até onde o jogo de Vince Carter pode levar o Nets? Visto por muitos como “apenas” um showman, Carter terá, pela primeira vez, a dura missão de conduzir sozinho a franquia. As saídas de Jason Kidd e Richard Jefferson deixaram o time com apenas um craque e um elenco recheado de jovens e contratos expirantes, no que muitas pessoas enxergam como uma tentativa de limpeza na folha salarial para uma possível contratação do astro LeBron James em 2010, quando o mesmo se tornará agente livre. Sinceramente, não acredito que Carter possa carregar esse time por um caminho mais longo, e caso nenhum dos jovens do time se destaque muito acima do esperado, o Nets será um dos favoritos à primeira escolha do draft de 2009.

Status: deverá ser um dos times que lutará pela primeira escolha de 2009.

Indiana Pacers

Larry Bird tem tido a dura missão de se mostrar como dirigente. A comparação com seus tempos de jogador é inevitável e, em alguns momentos, ofusca o bom trabalho que ele tem feito a frente do Pacers. Se na última temporada, com um time aparentemente cansado, a franquia ficou a uma vitória da classificação para a pós-temporada, em 2008/2009, com um elenco rejuvenescido e fortalecido – apesar da saída do até então astro do time, Jermaine O’Neal – o Pacers pode sim ser uma das equipes que figurará nos playoffs. No entanto, essa não é uma tarefa fácil para o time, que deverá correr por fora na disputa da oitava vaga no Leste.

Status: corre por fora por uma vaga na pós-temporada.

Miami Heat

Campeão na temporada 2005/2006; pior time na temporada 2007/2008; grande promessa para a temporada 2008/2009. Este é o panorama de uma das equipes mais intrigantes da última temporada da NBA. O Heat contava com craques como Dwyane Wade e Shaquille O’Neal (sendo esse substituído, mais tarde, por Shawn Marion), mas mesmo assim fez uma das campanhas mais pífias de toda a história da NBA. Todos sabem que, da metade em diante em 2007/2008, as derrotas eram aceitas com certa alegria, visando sempre a primeira escolha no recrutamento de 2008. O sorteio de escolhas, no entanto, deu ao Heat a segunda posição, na qual o time recrutou o astro universitário Michael Beasley. A espinha dorsal da equipe está formada e acredito que nesta temporada as eventualidades do passado serão deixadas de lado e o time voltará a disputar a pós-temporada – mesmo que não a dispute com pretensões de título.

Status: um bom time que deve aparecer na pós-temporada.

Chicago Bulls

Algumas pessoas podem não acreditar em sorte, mas creio que os torcedores do Bulls sabem bem o que significa essa palavra: após terminar 2007/2008 na 11ª posição da conferência Leste, a equipe ganhou um belo presente do destino ao ser sorteado como o time que teria direito à primeira escolha no draft 2009. Derrick Rose, armador, foi o escolhido, mas não deve ser a solução para um elenco que, para muitos, deveria ter ido à pós-temporada já na última temporada. A base da equipe não é ruim, mas algo acontece em Chicago e a franquia sempre encara problemas incomuns, como a renovação com o ala-armador Ben Gordon, finalizada recentemente e que abalou as relações do jogador com a franquia e os fãs. O Bulls não é um time a ser descartado, mas, com o nivelamento do Leste, acredito que, mais uma vez, fique de fora da pós-temporada.

Status: deve, mais uma vez, ficar fora da disputa da pós-temporada.

Charlotte Bobcats

Ex-caçula da NBA (perdeu o posto para o Oklahoma City Thunder), o Bobcats terá para 2008/2009 reforços importantes dentro da própria equipe: Adam Morrison e Sean May retornam ao time depois de passarem mais de um ano no estaleiro. Com mudança no comando técnico da equipe e a presença do trio formado por Emeka Okafor, Jason Richardson e Gerald Wallace, o Bobcats terá um belo time para se trabalhar no futuro, mas que no presente talvez ainda não renda os frutos esperados.

Status: depende da condição física de seus jogadores: se estiverem bem, pode até correr por fora, apesar de ter um time com mais expectativa de futuro.

Milwaukee Bucks

A equipe se envolveu em duas grandes trocas na offseason: em uma, perdeu o armador Mo Williams, e, na outra, adquiriu o ala Richard Jefferson. Ainda assim, penso que não é o bastante para um time que se diz disposto a lutar por vaga na pós-temporada. O Bucks pode ter se reforçado, mas acredito que lutará por uma escolha alta mais do que por vaga nos playoffs.

Status: deverá ficar fora da pós-temporada.

New York Knicks

A franquia começou os planejamentos da temporada 2008/2009 mandando Isiah Thomas embora e contratando Mike D’Antoni para seu lugar. A renovação também tinha como intuito ‘limpar’ o elenco, mas o mesmo se mantém intacto. É o grande favorito do Leste para a primeira escolha do recrutamento de 2009.

Status: favorito à primeira escolha de 2009.

Classificação final da conferência Leste em 2008/2009*

1º – Boston Celtics
2º – Detroit Pistons
3º – Cleveland Cavaliers
4º – Philadelphia Sixers
5º – Orlando Magic
6º – Miami Heat
7º – Toronto Raptors
8º – Atlanta Hawks
9º – Indiana Pacers
10º – Chicago Bulls
11º – Washington Wizards
12º – Charlotte Bobcats
13º – New Jersey Nets
14º – Milwaukee Bucks
15º – New York Knicks

*palpite do autor, assim como em todo o restante do artigo.

A temporada 2008/2009 – Conferência Oeste

Não se fala mais em outro assunto entre os fãs de basquete que não seja o início da temporada 2008/2009 da NBA, com previsão de bola subindo nos últimos dias de outubro. E, embalado por este clima, farei uma breve análise das conferências Oeste e Leste, concedendo hoje espaço para a primeira.

San Antonio Spurs

Como tem sido praxe nos últimos anos, quase ninguém aponta um determinado grupo de favoritos sem colocar o Spurs entre eles. Por mais que se critique a idade e o estilo de jogo da franquia comandada por Gregg Popovich, não incluí-lo no grupo dos times com condição de conquista pode ser um belo de um tiro no pé. Afinal, não é qualquer time que conta com um trio entrosado e formado por três dos melhores jogadores em atividade atualmente: Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker. Belo trio, que, comandado por um excelente técnico – um dos três melhores da NBA, creio eu – e auxiliado por um grupo consistente, tem tudo para levar, mais uma vez, o nome de San Antonio longe na disputa pelo anel de campeão.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Los Angeles Lakers

Quando tudo parece perdido para um dos times mais ricos da liga, logo vem um executivo e faz um belo negócio para engrenar o time. Foi deste modo que, em 2007/2008, o Lakers obteve, após a chegada de Pau Gasol, um belíssimo time, que conquistou o vice-campeonato da NBA. Com um quinteto inicial de dar inveja a muitos times, a franquia milionária de Los Angeles tem nessa temporada a chance de proporcionar aos seus torcedores uma das melhores duplas de garrafão dos últimos tempos: o já citado Gasol e o jovem Andrew Bynum, que volta de séria lesão como grande esperança para os angelinos. Não bastasse tudo isso, a equipe ainda conta com Kobe Bryant, simplesmente MVP da última temporada regular e um dos poucos jogadores intocáveis da história recente da liga norte-americana de basquete. Os Lakers são mais um time que coloco como favoritos ao título – e duvido que alguém não o faça.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Utah Jazz

A cada temporada que passa, a equipe de Salt Lake City cresce mais e faz seus alucinados fãs terem esperanças de um título inédito. Comandados pelo ótimo Jerry Sloan, Deron Williams, Carlos Boozer, Mehmet Okur e cia. têm, na prática, um dos melhores grupos da NBA. Entretanto, diferente do que acontece com os já citados Spurs e Lakers, o Jazz não transmite a certeza absoluta de que irá brigar pelo título. Sem sombras de dúvida, é um dos favoritos no Oeste, mas seu jogo parece não estar maduro o suficiente para ser campeão. O time é ótimo e o treinador também. Nas duas últimas temporadas, eles foram longe e adquiriram muita experiência. Williams é, cada vez mais, um dos melhores armadores da NBA. Mesmo assim, acho que, no máximo, chegará novamente a uma final do lado Oeste, sem passar para a grande Final. Para os próximos anos, a tendência é o time crescer, mas, por enquanto, acho que não tem o calibre necessário para buscar o anel.

Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.

New Orleans Hornets

Grande surpresa da última temporada regular, o time de Nova Orleans mostrou que pode repetir a surpreende campanha ao reforçar o bom time que tem, com a chegada, por exemplo, do experiente ala James Posey, campeão em 2007/2008 pelo Celtics. Mas assim, como com o Jazz, não consigo enxergar o Hornets como franco favorito, novamente por achar que o time não tem experiência necessária para tal. Claro, não vou negar que Chris Paul e cia. melhoraram e muito seu jogo com a chegada às semifinais do Oeste na última temporada, mas uma única presença em playoffs não credencia um time, por melhor que ele seja, ao título. A equipe está, a meu ver, ao lado das três primeiras citadas no grupo das quatro melhores da conferência. No entanto, assim como Jazz, acaba perdendo para Spurs e Lakers no quesito maturidade. Pode junto com o time de Salt Lake – e alguns outros que serão citados em breve – passar as franquias de San Antonio e Los Angeles em um futuro próximo e aí sim ser considerado favorito ao anel de campeão. Em 2008/2009, tem time para chegar na final, mas de conferência, o que já seria um grande avanço para um time que se mostrou apenas na última regular.

Status: pós-temporada garantida; tem time para chegar à final de conferência.

Phoenix Suns

Cada vez mais vejo a equipe do Arizona afastada de reais chances de título. Se quando o time era jovem o suficiente para correr no ritmo de jogo que a torcida já está acostumada, nesta temporada, com o elenco mais velho e um novo técnico – que provavelmente diminuirá o ritmo de transição defesa-ataque do Suns – a franquia está mais longe de qualquer pretensão maior. A chegada na pós-temporada deve acontecer, afinal o elenco é bom e conta com astros do porte de Steve Nash, Shaquille O’Neal e Amaré Stoudamire, mas sonhar com uma possível final é coisa demais para este time, que, além de tudo, ainda deverá contar com ingratas lesões ao longo da temporada, com O’Neal e Grant Hill sendo os principais alvos de tais infortúnios.

Status: aparecerá, sem maiores pretensões, na pós-temporada.

Houston Rockets

Muitos podem não ter a mesma opinião, mas com a volta do eficiente Yao Ming e a chegada do ótimo Ron Artest, vejo o Rockets emergir como um dos favoritos ao título da NBA. Se sem contar com os dois citados jogadores o time conseguiu embalar, em 2007/2008, a segunda maior série de vitórias da história da liga, com os dois integrados ao elenco, acredito que a franquia texana tenha força para ser campeã. Tracy McGrady nunca passou da primeira rodada da pós-temporada e terá nessa época uma chance única para provar aos críticos de plantão que não é o famoso ‘amarelão’. A defesa sólida do time, que ainda conta com o excelente Luis Scola e o exímio defensor Shane Battier vindo do banco, poderá fazer a diferença para o time, que tem como seu ‘calcanhar de Aquiles’ as lesões, uma vez que os principais jogadores do time – McGrady e Yao – costumam ter diversas passagens pelo estaleiro ao longo da temporada. Se a bruxa não for solta em Houston, é uma força a ser batida.

Status: pós-temporada garantida; está no seleto grupo de ‘favoritos’.

Dallas Mavericks

A terceira franquia do Texas, a meu ver, se encaixa na mesma posição em que coloquei o Phoenix Suns: um time em franca decadência, que deve entrar na pós-temporada, mas não deve almejar grandes feitos na mesma. O diferencial entre Mavs e Suns está na qualidade do elenco. O time do Arizona tem mais elenco que o do Texas, mas este, por sua vez, parece ter comando técnico mais gabaritado. Se Jason Kidd, Dirk Nowitzki e Josh Howard jogarem juntos tudo o que deixaram de jogar na última temporada, os torcedores do Dallas podem dar como certa a presença nos playoffs. Caso contrário, é bom o Mavericks olhar bem no retrovisor, pois a sétima colocação no Oeste em 2007/2008 é um grave alerta de quem tem gente com qualidade subindo a cada ano.

Status: aparecerá, sem maiores pretensões, na pós-temporada, caso seus bons jogadores joguem o que sabem; senão, pode acabar nem ficando entre os oito primeiros do Oeste.

Denver Nuggets

Aqui está uma franquia que mostra para todas as outras como NÃO se deve administrar um time que disputa qualquer campeonato profissional de basquete, sobretudo o mais disputado do mundo. A dupla de estrelas formada por Allen Iverson e Carmelo Anthony definitivamente não deu certo: fala-se em Denver que Iverson não deve seguir na equipe. Um ataque que faz muitos pontos; uma defesa que já era praticamente nula e perdeu seu principal referencial (Marcus Camby). É deste modo que o Nuggets caminha a passos largos para ficar de fora da pós-temporada da NBA. Equipes emergentes como Portland Trail Blazers têm (muitas) chances de tirar a vaga que, nos últimos anos, pertencia aos jogadores do Colorado.

Status: deverá lutar, mas acabará fora da pós-temporada.

Portland Trail Blazers

Citado na análise do Denver Nuggets como uma equipe emergente, o Blazers é mais que isso: na temporada 2008/2009 o time terá que provar que ótimos jovens valores podem sim conduzir um time aos playoffs. Para isso, o reforço de Greg Oden – que finalmente debutará na NBA – e a chegada do ótimo Rudy Fernandez fazem do time do Oregon um perigo aos mais velhos, acostumados a obterem com certa facilidade uma vaga entre os oito melhores da conferência. Nat McMillan, técnico da franquia, terá a árdua missão de comandar um time que é visto como um dos melhores para um futuro próximo e que tem em suas costas muita esperança depositada. Caso não haja guerra de egos interna e o sucesso não suba à cabeça dos meninos, o Blazers deverá sim figurar na pós-temporada.

Status: deve ir para a pós-temporada e adquirir experiência na mesma.

Golden State Warriors

Na última temporada, perdeu sua vaga entre os oito melhores no estouro do cronometro, por assim dizer, em disputa com o Nuggets. Perdeu na offseason seu principal craque nos últimos anos, o armador Baron Davis. No comando técnico, Don Nelson foi mantido e, com isso, o run’n’gun praticado nas últimas temporadas também deve continuar. Se com Davis a situação não era das mais fáceis, sem ele e com Monta Ellis armando o time – depois de se machucar nas férias e causar grande mal-estar no ambiente da franquia – as coisas não devem ser das melhores para a apaixonada torcida de Okland. Uma vaga nos playoffs é bastante improvável.

Status: deve, mais uma vez, ficar fora da disputa da pós-temporada.

Los Angeles Clippers

E finalmente o ‘primo pobre’ de Los Angeles resolveu se mexer. Cansado de obter boas escolhas no draft devido a suas péssimas campanhas nas temporadas regulares, o Clippers trouxe de uma só vez Baron Davis e Marcus Camby, melhorando o elenco que teve como grande baixa a saída de Elton Brand para o Sixers. Se equipes como o Mavericks e o Suns bobearem, podem ver o Clippers cada vez mais perto de suas vagas. Não é grande favorito a uma chegada nos playoffs, mas, dependendo do entrosamento de seu time, pode sim acabar fisgando a oitava vaga. O que a torcida realmente espera é que, nesta temporada, não haja a fatídica disputa pela primeira escolha do próximo recrutamento.

Status: caso haja entrosamento, pode disputar com Mavericks, Suns e Blazers uma vaga na pós-temporada.

Memphis Grizzlies

Sai Gasol entra… Gasol! O irmão mais novo da família Gasol, Marc, chega ao time com status de grande contratação para a temporada 2008/2009. O time é bastante jovem e conta com uma base formada agora por Mike Conley Jr, Rudy Gay e Marc Gasol. Apesar disso, a disputa na qual deve se envolver é a mesma das últimas temporadas: boa colocação no draft seguinte. Caso não desfaça seu elenco e trabalhe bem seus jovens valores, pode emergir no futuro em uma disputa por pós-temporada.

Status: disputará escolha alta no draft 2009.

Sacramento Kings

Realmente não sei o que dizer do Kings. Depois de se desfazer de Mike Bibby, a equipe trocou seu outro destaque, Ron Artest, que agora reforça o Rockets. Deve ficar, mais uma vez, fora dos playoffs, mas ao que tudo indica, passa por um processo de reformulação visando um futuro próximo. No entanto, das equipes que lutam por um futuro mais próspero, é a que menos me agrada. Fora da pós-temporada, não tem time para ser uma das piores franquias da NBA. Sua torcida deve sentir cada vez mais saudade dos tempos de Webber, Divac e cia.

Status: mais uma vez, fora da pós-temporada.

Minnesota Timberwolves

Ficou claro que o grande objetivo da equipe ao mandar Kevin Garnett para o Boston Celtics na última temporada não foi criar uma potência no Leste. Os Wolves fizeram uma temporada como o esperado em 2007/2008, mas cada vez mais parecem ter um time com um futuro mais feliz do que o presente. Se bem trabalhada, a dupla de garrafão composta por Kevin Love e Al Jefferson tem tudo para brilhar e criar esperanças de tempos melhores em Minnesota. Entretanto, não deve se meter na briga dos grandes times e deve acabar a temporada com uma escolha de draft alta em suas mãos.

Status: luta por escolha alta em 2009.

Oklahoma City Thunder

Última franquia do Oeste a ser analisada, deve ficar também com o último lugar da conferência. Provavelmente, a mudança de Seattle para Oklahoma não fará muita diferença. O time se diz olhando para o futuro, o que em todo caso é compreensível, afinal, no presente, não deve ter outro papel a não ser o de sacos de pancada. Favorito absoluto para a primeira escolha do recrutamento de 2009.

Status: pior time do Oeste, na luta pela primeira escolha em 2009.

Classificação final da conferência Oeste em 2008/2009*

1º – Los Angeles Lakers
2º – Houston Rockets
3º – Utah Jazz
4º – New Orleans Hornets
5º – San Antonio Spurs
6º – Portland Trail Blazers
7º – Phoenix Suns
8º – Dallas Mavericks
9º – Los Angeles Clippers
10º – Golden State Warriors
11º – Denver Nuggets
12º – Sacramento Kings
13º – Minnesota Timberwolves
14º – Memphis Grizzlies
15º – Oklahoma City Thunder

*palpite do autor, assim como em todo o restante do artigo.

Chaves para o título

Como noticiado aqui ontem no Spurs Brasil, o San Antonio Silver Stars foi derrotado no primeiro jogo da grande final da WNBA. Mesmo jogando em casa, a equipe sucumbiu no segundo período e acabou sendo derrotada; mesmo assim, o time mostrou que é capaz de virar a série nos jogos disputados em Detroit.

Desta maneira, tento apresentar algumas alternativas para escapar da forte defesa e do bom jogo ofensivo de Detroit apresentados no primeiro duelo.

1 – Sobre Becky Hammon

Tanto a veterana Katie Smith quanto Deanna Nolan têm mais estatura do que Becky Hammon. A armadora das Stars sofreu com a forte marcação de ambas no jogo um. Becky tem que procurar ser mais agressiva no ataque. Nesse tipo de jogo, em que o adversário pressiona na defesa, uma das soluções poder ser forçar as jogadas para ir à linha de lances livres; no primeiro embate, Hammon foi apenas cinco vezes até lá. Outra alternativa pode ser distribuir mais o jogo; a armadora costuma chamar a responsabilidade para si na maioria das vezes; desta maneira, seria importante envolver mais suas companheiras na partida. Cito como exemplo a ala Erin Buescher, que foi pouco acionada no jogo um; Buescher pode ser um diferencial importante nessa série.

2 – Banco de reservas

O técnico Dan Hughes utilizou somente duas jogadoras vindas do banco durante o primeiro jogo em San Antonio. Contudo, Ruth Riley e Morenike Atunrase não estavam em uma grande noite. É preciso valorizar a rotação, ainda mais quando o Detroit Shock também não pôde contar muito com suas suplentes.

3 – O fator casa

Em qualquer competição é fundamental vencer em casa. É claro que em uma final tudo pode acontecer e que tropeços acontecem, mas é complicado perder, ainda mais quando se trata do primeiro jogo da série. Nada está perdido, é claro, mas é obrigatório vencer os próximos duelos em San Antonio.

4 – A disputa no garrafão

Cheryl Ford – filha de Karl Malone – se contundiu durante a temporada regular e não disputa mais a liga nesse ano. Ford era a melhor jogadora de garrafão da equipe; sem ela, Detroit conta com a veterana Taj McWilliams-Franklin e com Kara Braxton. Taj já é uma veterana de anos na WNBA; ela foi importantíssima no jogo um da série, mas não se sabe até que ponto ela aguenta o ritmo da final. Braxton – apesar de regular – é uma jogadora limitada. Ambas as ‘grandalhonas’ de San Antonio (Ann Wauters e Sophia Young) têm mais qualidade que as do Shock; então é nesse ponto que a equipe pode levar uma certa vantagem.

5 – O chute de três pontos

As Stars são conhecidas pela mira calibrada nos tiros de três pontos. Todavia, no primeiro jogo, a equipe acertou apenas um arremesso em doze tentados. Foi uma noite infeliz, sem dúvidas, mas se San Antonio quer sair dessa final com o primeiro título em mãos, é preciso calibrar a pontaria.

É isso, caro leitor. Nada está perdido, mas é bom tomar cuidado com a experiente equipe de Detroit. Todo o cuidado é pouco, ainda mais no jogo dois, que será determinante para o andamento da série. 

O possível êxodo europeu

A NBA se acostumou, durante toda sua existência, a ver jogadores de seus times indo jogar basquete na Europa. Jogadores medianos, que dificilmente entravam em quadra, ou que eram jovens demais, eram constantemente contratados por clubes do velho continente e faziam carreira por lá. A lógica para os bons jogadores sempre foi inversa. Muitos saiam da Europa quando começavam a se destacar e iam jogar no melhor basquete do mundo.

Mas essa lógica parece estar ameaçada. Alguns desses jovens jogadores que se destacam na liga européia têm preferido ficar por lá mesmo nos últimos tempos. Jogadores como Dejan Bodiroga, que preferiu construir carreira no Barcelona, Tiago Splitter, que optou por passar mais um tempo na Espanha, acabaram fazendo essa opção pelos salários. Na NBA, há um limite de salários, chamado “Cap Rom”, que cada equipe pode gastar com todo seu elenco, e, se sair desse limite, a franquia é obrigada a pagar uma multa de um dólar à liga por cada um gasto acima do teto salarial.

Com essa norma e com os clubes europeus se organizando cada vez mais e criando estrutura para o basquete, começam a surgir rumores sobre a transferência de grandes jogadores para lá. Em 2010, jogadores como Kobe Bryant, LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade se tornam free agents, ou seja, ficam sem vínculo contratual com suas equipes. Um dos grandes especialistas de NBA e mentor de Kobe, Sonny Vaccaro, já declarou que acredita que a possibilidade do astro do Lakers deixar a NBA rumo à Europa é grande. Segundo ele, Kobe seria o maior astro da história do basquete europeu, o jogador mais bem pago da história do basquete e arrecadaria como nunca no marketing. Além de poder voltar para os EUA um ou dois anos depois em condições de continuar a carreira.

Talvez o que segure esse astros à NBA seja o nome, o status de estar jogando no melhor basquete do mundo. Mas se esse tipo de transferência se tornar comum, os cofres das franquias darão uma esvaziada e sabe-se lá o que isso poderá ocasionar. O que deve acontecer de fato é o aumento desse Cap Rom, porque senão, a hegemonia da NBA poderá ser ameaçada.

A espera está chegando ao fim

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas aos leitores do site pela não publicação da coluna nas duas últimas semanas. Passamos por um período conturbado e acabamos cometendo algumas falhas. Pedimos desculpas, e agora retornaremos à publicação normal da coluna todos os domingos. Feito o pedido formal de desculpas, vamos ao assunto.

Você, fanático por basquete e NBA, pode começar a festejar que a amarga espera pelo retorno do melhor basquete do mundo está chegando ao fim, e você poderá matar as saudades do seu time do coração, de seus jogadores preferidos e de todo show que é o basquete profissional americano. Vêm por ai mais algumas noites com poucas horas de sono acompanhando o San Antonio Spurs em jogos madrugadas a dentro, mas todo esforço vale a pena para acompanhar a equipe na busca pelo penta.

A temporada regular só começa no final de outubro, mas já poderemos sentir o gostinho de ver as estrelas da NBA de volta à ação antes disso. Trata-se da pré-temporada, uma espécie de aquecimento para a temporada regular, em que são feitos os últimos ajustes na equipe.

A pré-temporada para o Spurs começa no dia 9 de outubro, quando a equipe vai ao Toyota Center enfrentar os rivais texanos do Houston Rockets, e termina no dia 24 de outubro, quando o Spurs recebe no AT&T Center o Miami Heat. Serão sete jogos, nas quais poderemos acompanhar uma pequena prévia da equipe e ver em ação pela primeira vez os novos contratados e os jogadores draftados com a equipe completa. Para ver a tabela completa da pré-temporada clique aqui.

Será apenas uma pequena amostra do que a equipe será capaz nessa temporada; embora muitos digam que o desempenho na pré-temporada não tem valor algum, tenha certeza que nenhuma equipe quer perder e todos entram com o desejo de vitória. Este pode ser o começo da caminhada para o penta; então, você torcedor, fique ligado e acompanhe, pois a NBA está voltando.