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Spurs x Mavericks – Primeira Rodada – Palpites
Veja as análises e os palpites da equipe do Spurs Brasil sobre o confronto da primeira rodada dos playoffs da divisão Oeste entre o terceiro colocado San Antonio Spurs e o sexto Dallas Mavericks:
Robson Massaki (Koba)
A série – O Spurs vem tentando suprir a falta de Manu, e o Mavs vem com tudo pra tentar levar a série.
O destaque – Destaque para o duelo dos armadores; de um lado, o experiente Kidd, e do outro, o temido Parker. Cada equipe irá tentar anular o PF do adversário, sem sobrecarregar os astros das equipes, Duncan e Dirk.
Palpite – Spurs em 6 jogos.
Leonardo Sacco
A série – Nenhuma das equipes é considerada favorita para vencer a NBA nessa temporada, mas o clássico entre Spurs e Mavericks tem tudo para ser uma das melhores séries da pós-temporada. Enquanto o time de San Antonio está desfalcado do ala-armador Manu Ginobili, o de Dallas vem com tudo e com seu plantel ideal para eliminar os grandes rivais. Nada como um bom clássico para que seja aberta essa fase da Liga, quando, como bem definiu o gênio Michael Jordan, meninos e homens são devidamente separados.
Destaques – Tony Parker é o destaque do Spurs, sem sombra de dúvidas. Em uma temporada marcada pelas constantes ausências de Tim Duncan e Manu Ginobili, o armador se mostrou pronto para liderar a franquia e é o grande destaque dos texanos na temporada regular, tendo sido citado por muitos, inclusive, na disputa do MVP.
Pelo Mavericks, como de praxe, fica o destaque para o ala Dirk Nowitzki, grande nome da franquia na última década. O alemão, no entanto, terá a dificuldade de enfrentar um dos melhores garrafões recentes do Spurs, formado pelo sempre presente Duncan e pelo bom Drew Gooden.
Palpite – Spurs vence a série por 4 a 2.
Bruno Pongas
A série – O Dallas Mavericks enfrentou uma temporada conturbada, longe daquelas que marcaram o auge da equipe na NBA. Na mesma toada, o San Antonio Spurs sofreu com problemas que atingiram seus principais jogadores. Com a chegada de Drew Gooden e a volta iminente de Manu Ginobili – que se recuperava de problema no tornozelo – tudo parecia caminhar para um final de temporada feliz. No entanto, com o anúncio da retirada do argentino da temporada, as coisas se complicaram. Ou seja, San Antonio e Dallas, muito além de um clássico, fazem um duelo de franco-atiradores.
Destaques – Dirk Nowitzki é o cara do Mavs. É incrível o que ele consegue fazer com aquela equipe, mesmo acusado de amarelar em jogos decisivos. Particularmente, abdico desse ponto de vista e o considero errôneo, já que o germânico é um dos jogadores mais técnicos que eu já vi jogar, principalmente se tratando de big men. Pelo Spurs, mais do que nunca será necessário o bom desempenho do francês Tony Parker. Parker já se destacou durante a temporada regular, fazendo jogos memoráveis; o francês também já provou que sabe decidir, sendo MVP das finais de 2007.
Palpite – 4 a 2 para San Antonio.
Lucas Pastore
A série – Apesar da queda do San Antonio Spurs e da ascenção do Dallas Mavericks nas rodadas finais da temporada regular, ainda vejo Duncan e companhia como uma equipe mais inteira, mesmo com o desfalque de Manu Ginobili. Mesmo assim, é bom não dar sopa para o azar; nos playoffs, tudo muda, e o time de Dallas tem jogadores experientes que, acostumados a momentos de decisão, podem sim conduzir sua equipe à vitória.
Destaques – Se os Spurs quiserem sonhar com alguma coisa nessa temporada, Tony Parker tem que jogar nesses playoffs tudo o que ele jogou na temporada regular. O armador francês faz sua melhor temporada na carreira, e, com a contusão de Manu Ginobili, tornou-se o único sólido pilar no perímetro da equipe. Do outro lado, temos o regular e competente Dirk Nowitzki; seu eficiente jogo e sua rara característica fazem com que o atleta raramente consiga ser parado. É bom que o time texano fique de olho no ala-pivô alemão.
Palpite – 4 a 2 para San Antonio.
Guilherme Kamus
A série – Quando se trata de Dallas Mavericks e San Antonio Spurs, a rivalidade é o principal assunto, ainda mais em uma série de Playoffs. No passado recente houveram embates inesquecíveis entre essas duas franquias, tendo o Spurs levado a melhor em 2003 e o Mavericks em 2006. Na atual temporada, as duas equipes voltam a se enfrentar numa série que promete ser uma das melhores da primeira fase. O Spurs entra desfalcado de Manu Ginóbili, mas com Parker inspiradíssimo. Aliado a Parker, temos Tim Duncan, que, como todos sabem, cresce demais em playoffs. Já a equipe do Dallas conta com seu elenco completo e a experiência de Jason Kidd. Dirk Nowitzki e Jason Terry fazem excelente temporada, como de costume.
Destaques – O duelo entre os armadores e os alas-pivôs das duas equipes promete muito. Duncan e Nowitzki são top5 na posição de PF. Parker está em sua melhor temporada e Kidd é um dos melhores armadores da história.
Palpite – 4 a 2 para San Antonio.
Glauber da Rocha
A Série – O Spurs terá um grande confronto logo na primeira rodada dos playoffs, em um clássico texano contra o Dallas Mavericks. O Dallas tenta suas últimas esperanças de conseguir um título com suas experientes estrelas enquanto estão no auge, aliadas à grande temporada do ala-armador Jason Terry. O San Antonio, desfalcado do ala-armador argentino Manu Ginobili, busca mostrar que ainda assim é uma das forças do Oeste para conquistar o título.
Destaques – Teremos, obviamente, o confronto da experiência de Jason Kidd e do jovem Tony Parker e dois dos grandes alas-pivô da liga, o alemão Dirk Nowitzki e Tim Duncan. Mas também fiquemos atentos ao confronto dos alas-armadores Jason Terry e Roger Mason Jr. que podem ser pontos chaves na série.
Palpite – Spurs em 5 jogos
Spurs x Mavericks – Primeira Rodada dos Playoffs – Estatísticas
X 
San Antonio Spurs
Pontos: Tony Parker (22.0)
Rebotes: Tim Duncan (10.7)
Assistências: Tony Parker (6.9)
Bloqueios: Tim Duncan (1.7)
Roubadas: Manu Ginobili (1.5)
FG%: Tony Parker (50.6%)
3PT%: Matt Bonnet (44%)
FT%: Roger Mason (89%)
Vitórias seguidas: Seis. Entre 4 e 14 de dezembro
Derrotas seguidas: Três. Entre 29 de outubro e 4 de novembro
Jogador mais velho: Bruce Bowen – 14/06/1971
Jogador mais novo: Marcus Williams – 18/11/1986
Jogadores nascidos fora dos EUA: 5 (Manu Ginobili e Fabricio Oberto na Argentina; Tony Parker na Bélgica; Ian Mahinmi na França; Tim Duncan nas Ilhas Virgens)
All-Star Game: Dois (Tim Duncan e Tony Parker)
Time-base
Matt Bonner – C

Tim Duncan – PF

Michael Finley – SF

Roger Mason – SG

Tony Parker – PG

A Campanha
Nem de longe, o San Antonio Spurs lembrou nessa temporada a equipe que dominou nos últimos anos a conferência Oeste. Se o armador Tony Parker jogou em 2009 sua melhor temporada na NBA, a franquia prateada não contava que o ala-armador Manu Ginobili seria destaque praticamente constante devido a dores em seu tornozelo – este lesionado nas Olimpíadas. E, muito menos, esperaria que seu astro maior, o ala-pivô Tim Duncan, perderia alguns jogos com dores em seu joelho. Classificado em terceiro em sua conferência, o Spurs define sua temporada na palavra superação. Além da boa classificação final na temporada regular, ficam as boas aquisições do ala-armador Roger Mason e do armador novato George Hill, importantíssimos tanto na mudança de postura da equipe, que passou a chutar mais de três pontos, quanto nos momentos nos quais os desfalques tomavam conta do time comandado pelo sempre muito eficiente Gregg Popovich, que há muito não lidava com tantos problemas.
Dallas Mavericks
Pontos: Dirk Nowitzki (25.9)
Rebotes: Dirk Nowitzki (8.4)
Assistências: Jason Kidd (8.7)
Bloqueios: Erick Dampier (1.2)
Roubadas: Jason Kidd (2.0)
FG%: Erick Dampier (65%)
3PT%: Jason Kidd (40.6%)
FT%: Dirk Nowitzki (89%)
Vitórias seguidas: Cinco. Entre 16 e 25 de novembro
Derrotas seguidas: Cinco. Entre 9 e 14 de novembro
Jogador mais velho: Jason Kidd – 23/03/1973
Jogador mais novo: Shawne Williams – 16/02/1986
Jogadores nascidos fora dos EUA: 2 (Dirk Nowitzki na Alemanha; José Juan Barea em Porto Rico)
All-Star Game: Um (Dirk Nowitzki)
Time-base
Erick Dampier – C

Dirk Nowitzki – PF

Josh Howard – SF

Jason Terry – SG

Jason Kidd – PG

A Campanha
Assim como seu arqui-rival, o Dallas Mavericks também baseou sua campanha na temporada regular na superação dentro de quadra. O começo da campanha não foi nada animador, e as derrotas deram aos torcedores do time a impressão de que a pós-temporada poderia estar ameaçada. Mas, sempre comandada pelo ótimo ala-pivô Dirk Nowitzki, a franquia conseguiu não só se classificar, mas como também em uma posição acima do esperado, o sexto lugar. O Mavericks ainda contou com o que para muitos foi o melhor sexto homem da temporada, o ala-armador Jason Terry, que, vindo do banco, e combinando seu jogo com o de Nowitzki e o do veterano armador Jason Kidd, conseguiu colocar os texanos na pós-temporada. Para a torcida, a partir de agora, cada passo dado é uma superação de uma equipe que pouco prometia quando a temporada começou.
Série na temporada
San Antonio Spurs 2 x 2 Dallas Mavericks
04/11/2008 – Spurs 81 x 98 Mavericks
09/12/2008 – Spurs 133 @ 126 Mavericks
24/02/2009 – Spurs 93 @ 76 Mavericks
04/03/2009 – Spurs 102 x 107 Mavericks
Horários das partidas*
Jogo 1 – Mavericks @ Spurs – sábado, 18/4 – 21:00
Jogo 2 – Mavericks @ Spurs – segunda-feira, 20/4 – 22:30
Jogo 3 – Spurs @ Mavericks – quinta-feira, 23/4 – 21:30
Jogo 4 – Spurs @ Mavericks – sábado, 25/4 – 17:00
Jogo 5 – Mavericks @ Spurs – terça-feira, 28/4 – horário ainda indefinido **
Jogo 6 – Spurs @ Mavericks – sexta-feira, 1/5 – horário ainda indefinido **
Jogo 7 – Mavericks @ Spurs – domingo, 3/5 – horário ainda indefinido **
* horários de Brasília
** jogos só acontecerão se for necessário
Tentanto se redimir

Tradicional equipe do cenário mundial do basquete, o CSKA Moscow busca se redimir após viver um ano turbulento. A oportunidade veio agora há pouco, quando a equipe da capital triunfou sobre o Vologda Chevakata, venceu a série melhor de três jogos e de quebra se classificou para as semifinais do torneio.
Os moscovitas enfrentaram uma temporada complicada. Após um começo bom, tanto no campeonato nacional quanto na Superliga, com direito à chegada da superstar Katie Douglas para reforçar o já forte elenco, o CSKA começou a sentir os primeiros sintomas da crise ao perder a pivô Maria Stepanova, que migrou para o rival UMMC Ekaterimburg após problemas com seu salário, que era alto demais.
A crise financeira mundial se agravou, e muitas equipes européias sofreram com isso. Com a queda de investimento do seu antigo patrocinador, a equipe russa se viu sem alternativas e foi obrigada a fechar as portas, alegando falta de dinheiro para cobrir os salários das atletas. Após o período preocupante, um novo investidor aceitou patrocinar o time, que pode então retornar para os campeonatos que já disputava.
Visivelmente desajustado na sua volta às quadras, o CSKA sofreu mais um sonoro baque. Em meio às turbulências e com proposta sedutora do UMMC – o mesmo que já havia levado Maria Stepanova – o técnico Gundars Vetra também abandonou o barco. Para o seu lugar, foi chamado o experiente Igor Grudin, que havia levado a Russia ao vice campeonato mundial em 2006 aqui mesmo no Brasil.
Com os resquícios da crise ainda vivos e novo plano de jogo, a caída na Euroliga de Clubes diante das espanholas do Halcon Avenida era iminente. Na série melhor de três jogos, quem se deu bem foi o time do oeste europeu, que avançou no torneio. Sem o principal título do continente, poucas chances ainda restam ao CSKA. Na verdade, o que sobrou foi apenas o campeonato nacional – que pelo menos anda de vento em popa.
Na Superliga Russa, as moscovitas se classificaram com ligeira facilidade em terceiro lugar (vale lembrar que, das 16 participantes, se classificaram oito, que lutam pelo título em forma de playoffs; o primeiro colocado contra o oitavo, o segundo contra o sétimo e por aí vai). No enfrentamento das quartas-de-finais, o CSKA eliminou o Vologda-Chevakata, e agora segue firme rumo as semifinais. O Campeonato Russo foi o que restou para Becky Hammon e cia; sendo assim, eles devem lutar até o fim para salvar a temporada europeia.
Chances de título reduzidas?

Que o San Antonio Spurs é um dos favoritos ao título, todos nós sabemos, ainda mais depois de adquirir o ala-pivô Drew Gooden – que chegou após receber um buyout do Sacramento Kings. Como muito já falei sobre isso, foco a coluna de hoje em alguns possíves empecilhos que podem atrapalhar o sonho de conquistar o quinto título na NBA.
O primeiro, claro, é a qualidade dos adversários. Mais uma vez a Conferência Oeste apresenta times fortíssimos, capazes de lutarem entre si com igualdade. Encabeçando a lista, temos o sempre forte Los Angeles Lakers, da dupla Bryant/Gasol. Além do conjunto angelino, equipes como Utah Jazz, New Orleans Hornets ou até mesmo o problemático Houston Rockets podem ser a pedra no sapato do Spurs.
No entanto, há outro fator que ao meu ver é primordial para o futuro dos texanos na liga: a saúde do elenco. Manu Ginobili – que perdeu o começo da temporada devido a uma cirurgia no tornozelo – está de fora mais uma vez e já perdeu uma sequência que ultrapassa a marca dos 14 jogos. O problema da vez é o outro tornozelo, que de uma hora para a outra resolveu incomodar o jogador.
Além do argentino, que está com seu físico comprometido, quem começa a preocupar é o ala-pivô Tim Duncan. Famoso além de tudo pela sua regularidade, Duncan vem sentindo dores no joelho de uns tempos para cá. O departamento médico descartou a possibilidade de se intervir cirurgicamente, mas mesmo assim seu estado preocupa, já que ele ficou de fora de algumas partidas.
É verdade que o time dessa temporada é mais forte que o da anterior – quando a equipe chegou às finais de conferência e perdeu para o Los Angeles Lakers. Mesmo assim, com Ginobili e talvez Duncan comprometidos, será difícil almejar grandes vôos, pois, apesar de estar em boa fase, Parker sozinho é incapaz de conduzir o time nas costas. O que resta ao torcedor é fazer o seu papel; incentivar os que vem jogando e torcer para que Duncan e Ginobili estejam 100% na pós-temporada.
Convocação dos reservas para o All Star Game

A NBA divulgou na última quinta-feira os nomes de todos os jogadores que participarão do All Star Game, no dia 15 de fevereiro em Phoenix, Arizona.
Pelo lado do Oeste, além dos titulares Chris Paul (New Orleans Hornets), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Amare Stoudemire (Phoenix Suns), Tim Duncan (San Antonio Spurs) e Yao Ming (Houston Rockets), foram convocados também Chauncey Billups (Denver Nuggets), Tony Parker (San Antonio Spurs), Brandon Roy (Portland Trail Blazers), Dirk Nowitzki (Dallas Mavericks), Pau Gasol (Los Angeles Lakers), David West (New Orleans Hornets) e o veterano Shaquille O’Neal (Phoenix Suns), que participa de seu 15º Jogo das Estrelas.
Sem grandes surpresas nesta conferência. Talvez as ausências do duas vezes MVP Steve Nash e de Carmelo Anthony causem alguma polêmica, mas os jogadores convocados vêm fazendo uma ótima temporada e mereceram ser chamados. Destaque para os únicos dois que ainda não se tornaram figuras constantes em All Star Games: o ala David West, que chega ao seu segundo Jogo das Estrelas, com médias de 19.9 pontos e 7.4 rebotes; e o armador Brandon Roy, que também chega ao seu segundo, com médias de 22.2 pontos, 5.1 assistências e 4.6 rebotes.
Pelo lado Leste, a surpresa foi a quantidade de jogadores que foram convocados pela primeira vez. Devin Harris, do New Jersey Nets, Danny Granger, do Indiana Pacers, e Jameer Nelson, do Orlando Magic, farão sua primeira participação.
Além deles, o Leste contará com: Allen Iverson (Detroit Pistons), Dwayne Wade (Miami Heat), LeBron James (Cleveland Cavaliers), Kevin Garnett (Boston Celtics) e Dwight Howard (Orlando Magic), como titulares. Na reserva, teremos Joe Johnson (Atlanta Hawks), Paul Pierce (Boston Celtics) Rashard Lewis (Orlando Magic) e Chris Bosh (Toronto Raptors).
A falta de Ray Allen talvez seja a maior polêmica desta convocação. O veterano jogador vem sendo muito importante para o Celtics, mas ficou de fora do que seria sua nona convocação para o All Star Game. O destaque é o Orlando Magic, que cederá três jogadores: Dwight Howard, Rashard Lewis e Jameer Nelson.

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