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Aquecimento para o draft

O draft da NBA acontece hoje, no Madson Square Garden, lendário ginásio de Nova York. Enquanto você aguarda a famosa seleção de novatos, pode conferir aqui, no Spurs Brasil, um pequeno aquecimento para o evento.

Base da equipe pré-draft*

Com a troca que trouxe Jefferson para o Spurs, teremos, até a hora do draft, a seguinte base:

PG – Parker / Hill

SG – Mason / Ginobili / Finley

SF – Jefferson

PF – Duncan

C – Bonner / Mahinmi

* Vaughn, Udoka e Gooden têm seus contratos se encerrando nessa offseason e ainda não renovaram. Bowen e Thomas, enviados para o Bucks na negociação que trouxe Jefferson, podem acabar recebendo buyout e retornando a San Antonio.

O San Antonio Spurs no draft nos últimos 5 anos

  • 2004

Em 2004, o principal nome selecionado pelo San Antonio Spurs foi o armador Beno Udrih, draftado na 28ª posição. Ele jogou por três temporadas na franquia texana antes de ser negociado com os Kings, equipe onde atua até hoje; já são cinco temporadas completas do esloveno na NBA. Além de Udrih, os Spurs selecionaram o ala Romain Sato, hoje no Montepaschi Siena, na 52ª posição, e o pivô Sergei Karalov, hoje no Lokomotiv Moscow, na 57ª.

  • 2005

Em 2005, os Spurs tiveram apenas a 28ª escolha, e selecionaram o pivô francês Ian Mahinmi, que passou a última temporada com o elenco mas não chegou a entrar em quadra. Lesionado no começo da última pré-época, os torcedores da franquia provavelmente terão a chance de enfim verem Mahinmi em ação nas Ligas de Verão deste ano. Depois dele, foram selecionados por outras equipes David Lee, Brandon Bass e Monta Ellis.

  • 2006

Em 2006, apenas a nada promissora 59ª escolha para os Spurs. O escolhido foi Damir Markota, ala que hoje atua com as cores do Iurbentia Bilbao Basket, da Espanha.

  • 2007

Em 2007, o San Antonio Spurs selecionou o brasileiro Tiago Splitter na 28ª colocação. O pivô atua na equipe do TAU Cerámica, e provavelmente só se juntará ao plantel da franquia texana no ano que vem. Após a seleção de Splitter, outras equipes tiveram a chance de draftar Glen Davis e Marc Gasol.

Depois dele, na 33ª posição, foi escolhido o ala Marcus Willians, que hoje joga no Austin Toros, equipe filiada ao San Antonio Spurs que joga a Liga de Desenvolvimento da NBA. Ainda nesse ano, na 58ª posição, foi selecionado o ala-pivô grego Giorgos Printezis, hoje no Olympiakos.

  • 2008

No ano passado, o principal nome selecionado foi o armador George Hill. Escolhido na 26ª posição, ele passou a ser, ao lado de Roger Mason, a principal opção nos minutos de descanso de Tony Parker. Após Hill, Mario Chamlers e Luc Mbah a Moute foram escolhidos por outras equipes.

Depois dele, os Spurs draftaram o armador Goran Dragic, na 45ª posição, que foi trocado  com o Phoenix Suns pelo ala Malik Hairston. O jogador, hoje no Austin Toros, chegou a atuar em algumas partidas com a camisa do San Antonio Spurs.

Tivemos ainda o draft do ala James Gist, na 57ª posição, que atuou na última temporada pela equipe italiana do Pallancanestro Bella, obtendo médias de 13 pontos e seis rebotes por partida. Ele deve jogar com a camisa da franquia texana nas Ligas de Verão.

E mais…

Ginobili foi a melhor escolha de segundo round desde 1984

Segundo Fran Blinebury, do site nba.com, Manu Ginobili foi a melhor escolha de draft de segundo round dos últimos 25 anos. O ala-armador foi selecionado pelo San Antonio Spurs na 57ª posição em 1999, e, após mais alguns anos atuando na Espanha, se juntou à franquia texana e se transformou em um dos grandes ídolos da sua história recente.

O argentino ficou na frente de nomes como Dennis Rodman, Gilbert Arenas, Carlos Boozer e Michael Redd. Além das dez primeiras colocações, outras cinco escolhas receberam menção honrosa; entre elas, os Spurs voltam a aparecer pelo draft de Kevin Duckworth, selecionado em 1986.

Ops! Alguém anotou a placa?

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É VOCÊ MESMO! Kobe escolhe a dedo; Pietrus nem viu a cor da bola no massacre

É VOCÊ MESMO! Kobe escolhe a dedo; Pietrus nem viu a cor da bola no massacre

Quem leu este espaço há algumas horas atrás e está lendo novamente agora deve estar rindo da minha cara, pois, realmente, dediquei aqui quatro longos parágrafos para dizer que a série entre Orlando Magic e Los Angeles Lakers seria uma das mais equilibradas e emocionantes dos últimos anos. Agora, após o encerramento do jogo um, vejo que houve um massacre angelino no Staples Center; 100 a 75. Gostaria de frizar que mantenho o meu parecer sobre a série e classifico o acontecido de hoje como um evento atípico. Porque?

Porque o Orlando teve uma péssima noite, o que está sujeito a acontecer com qualquer equipe, por melhor que ela seja. Dwight Howard teve problemas de falta logo no início do jogo, o que complicou ainda mais para o Magic, que até conseguiu levar o embate equilibrado para o segundo tempo. Ou seja, a pane geral nos comandados de Stan Van Gundy aconteceu APENAS no tempo derradeiro – algo realmente bastante atípico na campanha de Orlando. Foi incrível como o time estava perdido e apático em quadra.

Com um massacre inesquecível, alguma coisa de bom ficou para ser lembrada?

Claro. Apesar da sonora derrota os torcedores do Magic podem comemorar, após quatro longos meses o armador titular da equipe, Jameer Nelson, voltou às quadras. E fez bonito nos minutos inicias; tentou infiltrar, deu belas assistências, chamou o jogo. Infelizmente, a falta de ritmo apareceu após alguns minutos a mais em quadra, mas já era de se esperar essa queda de rendimento. O bom foi que os diretores da Flórida agiram rápido após o problema no ombro de seu armador; Rafer Alston chegou, e, apesar de ser pouco lembrado pela liga, conseguiu armar o Magic com bastante competência.

Algo que foi muito legal de se ver foi a partida feita pelo ala Kobe Bryant. Com muita determinação, ele conseguiu carregar a equipe do Lakers em todos os sentidos – dentro de quadra e fora, com explosões de empolgação a todo o instante. É muito bom ver esse tipo de jogador, vibrante, que cativa os companheiros. Kobe vem provando a cada dia que deixou de ser aquele jogador egoísta, fominha, que gerou, inclusive, essa grande quantidade de pessoas que o odeiam na atual conjuntura da liga. Agora, infelizmente, parece que já é tarde para tentar refazer uma imagem, pois essas coisas ficam marcadas para o resto da carreira. Quem acompanha de perto, pelo menos, sabe que ele mudou muito de uns tempos pra cá, amadureceu como pessoa e principalmente como jogador, e é, sem dúvidas, o grande jogador após Michael Jordan. LeBron James que me desculpe, mas nessa disputa eu sou Kobe desde criancinha. Vamos esperar ao longo dos anos para ver o que o King James tem a nos oferecer.

Em tempo, Kobe Bryant fez 40 pontos, pegou oito rebotes e distribuiu oito assistências. O jogo dois da série entre Lakers e Magic acontece no próximo domingo, novamente no Staples Center.

Dia D

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À esquerda, o jovem Dwight Howard busca seu primeiro anel, enquanto Kobe (dir.) que dizimar os fantasmas do passado

À esquerda, o jovem Dwight Howard busca seu primeiro anel, enquanto Kobe (dir.) quer dizimar os fantasmas do passado

Historicamente, o Dia D é uma das datas mais marcantes da Segunda Guerra Mundial. No dia 6 de junho de 1944, tropas que mesclavam forças americanas, inglesas e canadenses desembarcaram na região da Normandia, na França, para libertar o país aliado dos nazistas. Trazendo a discussão para os dias atuais, podemos dizer que outra batalha de tremenda importância acontece daqui a pouco: Orlando Magic e Los Angeles Lakers duelam em busca do prêmio máximo do basquete, o título da NBA.

O confronto, marcado para as 22h00 (horário de Brasília), marca o duelo de duas das grandes estrelas da NBA atual. Prestes a completar 31 anos, Kobe Bryant é um jogador que divide opiniões dentro e fora da liga. Para muitos considerado o maior sucessor do ídolo máximo Michael Jordan, Kobe busca vencer seu primeiro título ‘sozinho’. Nas outras três oportunidades em que conquistou o anel, o atleta contava com a ‘pequena’ ajuda de Shaquille O’Neal – um dos maiores pivôs de todos os tempos. O fato incomoda o jogador, ainda mais após a derrota nas finais do ano passado para o Boston Celtics. Apesar de se mostrar tranquilo quanto ao embate final, Kobe sabe que um derrota para o Magic acenderá o fogo daqueles que o detestam – quanta responsabilidade!

Do outro lado, Dwight Howard vem caminhando a passos largos para se tornar de longe o melhor pivô dessa geração. Aos 23 anos, o superman tem algo em comum com o Los Angeles Lakers: ele também é envolvido em notícias que o ligam ao ex-pivô angelino Shaquille O’Neal. No caso dele, pelo menos, a comparação é positiva. Assim como Shaq, Howard começou a carreira em Orlando e em pouco tempo se tornou um grande sucesso. Além disso, ambos possuem um biotipo bastante semelhante: muita força física e forte arsenal tanto no ataque quanto na defesa. O que a torcida do Magic espera, no entanto, é que seu ídolo atual não siga os passos do ídolo do passado, que ainda no começo de carreira deixou a Flórida para brilhar na Califórnia. D12 parece maravilhado com a situação na qual se encontra e animado com a final e pretende continuar em Orlando: “Fico até quando me quiserem aqui”, disse um atleta entusiasmado com a possibilidade de conquistar o primeiro anel da carreira. Hei de concordar que não é para menos, já que estrelas consagradas da NBA, como Reggie Miller, Karl Malone e John Stockton, jamais conseguiram tal honraria.

Magic e Lakers devem fazer um grandioso duelo, sem favoritos. Quem ganha com isso? Sem dúvidas os fanáticos torcedores. Agora eu falo por mim: há tempos não via uma série tão empolgante e tão marcante, talvez desde San Antonio Spurs e Detroit Pistons. O que vimos na última década foi um dominio esmagador da Conferência Oeste em cima da Conferência Leste, o que fez com que as finais perdessem muito de sua graça. Nos últimos anos o panôrama vem mudando, e agora temos visto confrontos mais equilibrados, como foi no ano passado entre o próprio Los Angeles Lakers e o Boston Celtics. Se no mesmo ano passado a equipe de Boston entrou  como favorita para a final (ainda que esse favoritismo fosse pouco), nesse ano o Magic perde apenas no quesito tradição. Kobe Bryant, Phill Jackson e o Los Angeles Lakers são veteranos nas finais, enquanto Dwight Howard e companhia estão apenas tentando marcar seus nomes na história; com isso, só o tempo irá dizer se o tradicional conjunto californiano fará com que sua vasta experiência se torne um diferencial na série. Bom jogo, caros leitores!

As finais da NBA – Confrontos individuais

Muitos aspectos cercam essa esta final da NBA, que promete ser emocionante. Um dos mais importantes são os confrontos individuais, ou seja, os duelos entre cada jogador de uma posição das duas equipes. Então vamos as análises de cada função.

Armador

Derek Fisher x Rafer Alston

São dois jogadores que não passam de coadjuvantes em suas equipes. Seus papéis como armadores são limitados, pois no ataque a bola costumar ficar mais tempo na mão de outros atletas. Apesar das limitações, para mim Alston leva vantagem no duelo frente ao veterano Fisher, que não parece ter mais o mesmo folêgo de antes. O armador do Lakers está longe de seu auge, perdeu o poder defensivo e no ataque vem encontrando dificuldades até mesmo em sua principal arma, que é o arremesso de 3 pontos.

Ala-armador

Kobe Bryant x Courtney Lee

Neste confronto não há muito o que discutir. Kobe Bryant é o principal jogador do Lakers e  um dos principais atletas da NBA há alguns anos, e vence este duelo com facilidade. Embora o novato Lee tenha sido uma grata surpresa neste ano, mostrando ser um bom defensor, além de não decepcionar quando acionado no ataque.

Ala

Trevor Ariza x Hedo Turkoglu

Um confronto difícil, entre dois atletas de estilos diferentes. Enquanto Turkoglu chama a atenção pela técnica apurada e arremessos precisos, Ariza se destaca pela explosão física e versatilidade. Minha escolha fica com o ala do Orlando Magic, pelo fato de ser mais completo, ser mais participativo e importante no time, principalmente na armação de jogadas, sendo um dos principais passadores da equipe.

Ala-pivô

Pau Gasol x Rashard Lewis

Este talvez seja o confronto mais difícil de eleger um vencedor. Quando duelarem em quadra, acredito que as duas partes levarão vantagem no setor ofensivo. Gasol pela altura e pelo jogo de garrafão e Lewis pela maior agilidade e qualidade no arremesso. Mas, minha preferência é o ala da equipe de Orlando, pelo fato que Gasol deve, em diversos momentos, atuar como pivô; ele baterá de frente com Howard e acabará em desvantagem.

Pivô

Adrew Bynum x Dwight Howard

Aqui também não há muito o que discutir. Howard é o principal pivô da liga na atualidade, enquanto Bynum parece não estar em sua melhor forma após a lesão. Os dois atletas são muito fortes físicamentes e atuam principalmente na parte defensiva de suas equipes, porém o pivô do Magic mostrou que também pode dominar o jogo ofensivo melhor que seu rival.

6º homem

Lamar Odom x Michael Pietrus

Estes jogadores dificilmente irão duelar em quadra por serem de posições distintas. Porém, ambos se assemelham no aspecto de serem os principais reversas de suas equipes, muitas vezes jogando mais tempo que o titular. Odom geralmente entra para atuar como ala-pivô a maior parte do tempo, e seu foco em quadra é principalmente ofensivo, enquanto Pietrus atua como ala-armador com foco defensivo, ou seja, deve marcar Kobe Bryant a maior parte do tempo que estiver em quadra. Individualmente Odom parece ser melhor, mas, pela função dentro do coletivo, minha escolha é pelo francês, que mostrou-se exímio denfensor na série contra o Cavaliers, quando enfrentou Lebron James, mas também não decepcionou no ataque, anotando médias de 13,8 pontos.

Então, sob a minha visão, nos confrontos individuais o Orlando Magic leva vantagem, mas sabemos que não é apenas isto que decidirá o título. Em uma série como esta, a coletividade e principalmente o psicológico terão grande peso na decisão. Aquela equipe que conseguir ser mais equilibrada e melhor souber explorar as falhas do adversário se sagrará campeã da NBA.

Mágica nas finais

Até a próxima, LeBron. Fonte: sports.yahoo.com
Até a próxima, LeBron. Fonte: sports.yahoo.com
40 pontos, 14 rebotes, quatro assistências e um toco. O superman fez valer seu apelido, silenciou aqueles que duvidam do seu potencial ofensivo e colocou o Orlando Magic na grande final da NBA nessa temporada. Pior para o Cleveland Cavaliers, de LeBron James, que segue sem vencer um título sequer em sua história e corre o risco de ficar sem sua principal estrela na offseason de 2010.
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A verdade é que faltou o jogo dos coadjuvantes, que deu ao Cleveland a melhor campanha de toda a NBA na temporada regular. Williams, West, Varejão, Ilgauskas, Gibson, Wallace e Szczerbiak ficaram devendo em vários pontos chave dessa série. Além disso, vale lembrar que o jogo do Magic encaixa muito bem com o do Cleveland, principalmente no garrafão; a franquia de Ohio não tem um big man com agilidade suficiente para acompanhar Lewis, principalmente no perímetro.

Em compensação, do lado do Magic – equipe que, arrisco-me dizer, chegou como zebra a essa final – vimos a afirmação de nomes como Alston, Turkoglu e Lewis, que, se não são brilhantes, são sim importantes nessa equipe, principalmente como apoio ao grandalhão all-star Dwight Howard.

Agora, para o confronto contra o Lakers, é difícil de apontar um favorito. A equipe de Los Angeles está mais acostumada a decisões, mas sempre se complica em partidas contra o Magic. Eu, particularmente, vou torcer para a franquia de Orlando, mas acho que Kobe Bryant e companhia levam mais uma. E você, torcedor, o que acha?