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Quem foi melhor?

Baron Davis comemora mais um buzzer beater contra o Celtics; ele merece!

Volta e meia surgem discussões acerca de quem foi o melhor armador da década, ou quem foi o melhor depois de John Stockton. Os nomes que aparecem são os mesmos de sempre. Jason Kidd, líder dos tempos áureos de New Jersey Nets, Steve Nash, MVP por dois anos consecutivos no Phoenix Suns e Chauncey Billups, MVP das finais de 2004. Pouca gente se lembra, no entanto, de um jogador muito habilidoso, de bom arremesso, o Baron Davis.

Pois é! Talvez Davis tenha sido vítima do esquecimento, já que, ao contrário dos colegas citados acima, jogou apenas em equipes coadjuvantes, como Golden State Warriors, Los Angeles Clippers e Charlotte Hornets (New Orleans). Na época do Hornets ele fazia chover, arrumava umas bolas espíritas e frequentemente passeava pelo hall dos melhores da liga. No Golden State ele fez sucesso, tirou um time do limbo e levou aos playoffs para um dos fatos mais memoráveis dos últimos tempos: eliminar o  então badalado Dallas Mavericks na primeira rodada daquele ano por quatro jogos a dois.

E esse foi o winning shot da vitória de ontem por 93 a 91

No Los Angeles Clippers, Baron Davis tenta repetir o sucesso que obteve na Califórnia. Contudo, ele sabe que é difícil, ainda mais depois da contusão eterna de Blake Griffin, aquele que poderia ser o fator-X para levar os angelinos à pós-temporada.

Ontem, diante do forte Boston Celtics, o camisa #1 deitou, rolou e fez bilu-bilu em cima do Rajon Rondo. Rondo, aliás, foi o grande responsável pela derrota do Celtics, já que desperdiçou dois lances livres cruciais para o triunfo. Falando nisso, é sempre bom ressaltar a média dantesca desse armador na linha dos lances livres: pífios 52,7%. É quase pior que os 48,5% do Shaq e infinitamente inferior que os surpreendentes 77,4% do Tim Duncan. Voltando ao jogo depois da pipocada homérica do Rondo, o Clippers tinha um lateral com apenas 1.0 no cronômetro. Como todos sabem, quem dá margem ao azar acaba se dando mal. E foi isso que aconteceu… Davis recebeu a bola, gingou para trás e fez uma cesta linda, se coroando como o herói da noite. Ele terminou a partida com 24 pontos, 13 assistências e três roubos de bola. Quando jogava pelo Golden State, Baron já havia acabado com a noite de sonhos dos comandados de Doc Rivers. Veja aqui!

Apesar de fazer sucesso por onde passou, o ex-armador da UCLA nunca chegou a vestir a camisa de uma equipe temida, nunca fez parte de um elenco que pudesse consagrar de vez seu potencial. Esse é o grande motivo pelo qual Baron Davis é um ‘excluído’ do seleto grupo dos melhores. Daqui há uns anos, quando estivermos mais velhos e lembrarmos dos principais armadores da década de 2000, vamos recordar daqueles nomes citados lá no primeiro parágrafo, talvez recordemos de Chris Paul, Deron Williams e até de Tony Parker. Davis ficará em segundo plano…

Veja aqui os melhores momentos da partida e o arremesso lindo no estouro do cronômetro:

Novos personagens e a mesma cara de vencedor

brunoartigos

Spurs Bulls Basketball

Duncan orienta Richard Jefferson, uma das novas caras dos Spurs

Como todos nós pudemos bem observar, o San Antonio Spurs trouxe muitas caras novas para essa temporada. Desde os últimos fracassos, muito se dizia de um declínio, do fim de uma era vencedora, do fim de Tim Duncan… contudo, a época 2009/2010 chegou e trouxe muitas alegrias ao desacostumado torcedor da franquia texana. Novas caras como a do novato DeJuan Blair apareceram, outras como os veteranos Richard Jefferson, Antonio McDyess e Theo Ratliff também vieram para dar novas cores a um time que sofreu muito na temporada passada. Ainda é cedo para falar de um ressurgimento, de um time vitorioso, mas é importante saber que temos pessoas que trabalham com seriedade e sempre abocanham as melhores oportunidades para firmar bons contratos com os atletas.

Uma nova era…

Quando George Hill chegou – um armador rápido e de boa envergadura – muito se falou que San Antonio estava se programando para o futuro. De fato, por mais que Tony Parker seja jovem, é importante formar novos jogadores e programá-los para daqui uns anos. Nesse draft, foi a vez do ala-pivô DeJuan Blair – jogador forte, reboteiro e que sabe pontuar debaixo da cesta. Podemos dizer tranquilamente que Blair é o que faltava aos texanos; é um atleta que traz muita energia e vigor físico à equipe.

Como vimos, mais uma vez os Spurs conseguem um achado no recrutamento, assim como foi com Tony Parker, Manu Ginobili e com o próprio Hill. Palmas para o alto comando!

Os veteranos ainda falam alto…

É certo que veteranos como Michael Finley e Antonio McDyess tenham seus minutos reduzidos durante o ano. Tanto um quanto o outro sabem de sua importância dentro do elenco. Jogadores experientes e de qualidade como eles sempre servem para ajudar os ‘novatos’, orientar, conversar e dar bronca nas horas certas. Popovich conhece muito bem seu elenco, já que escolhe seus atletas a dedo. Assim, é de se esperar que eles sejam fundamentais, tanto no dia-a-dia como nas horas decisivas – que é quando o bicho pega e os ‘vovôs’ costumam aparecer.

Fator X

Ao meu ver há algo fundamental para se conseguir o sucesso dentro da temporada… e esse fator é um velho conhecido das últimas épocas: problemas físicos. Ginobili, Parker, Duncan… as principais estrelas do elenco sofreram com isso ultimamente – especialmente em 2008-2009. É impossível prever o que vai acontecer, já que no basquete nada é mais comum do que um entorse, um dedo quebrado, e por aí vai. É claro que existem os chamados ‘jogadores bichados’, mas nesse quesito creio que vamos depender mais da sorte do que qualquer outra coisa. O torcedor quer ver um Ginobili plenamente recuperado, um Duncan sem problemas e um Parker no auge de sua forma. Será que é pedir muito?

Um bom time precisa de um bom banco…

De nada adianta ter um excelente quinteto inicial se o banco de reservas deixa a desejar. San Antonio passou por isso na temporada passada: muitos atletas foram ao departamento médico e deixaram o time sem qualidade. É bem verdade que Roger Mason Jr. fez chover em algumas partidas e foi essencial para manter os Spurs no topo. No entanto, reparem nisso: Mason agora é reserva e teve seus minutos reduzidos; ainda assim, é um jogador importante para uma bola de três pontos e para um arremesso decisivo. Isso mostra que o elenco se fortaleceu, e a chegada do excelente Richard Jefferson deixa isso bem claro. Hoje o San Antonio Spurs tem qualidade suficiente para brigar de igual para igual com o badalado Los Angeles Lakers ou com qualquer outra equipe que tenha ótimos atletas. Ainda falta amadurecimento? Claro! Toda equipe que passa por um processo semelhante a esse que o Spurs está passando precisa de um tempo hábil para ganhar uma forma. Com o decorrer da temporada veremos isso, veremos o time decolar e quem sabe abocanhar mais um anel… só o tempo dirá.

Na linha dos 3 – O que muda com McDyess

Após muita especulação durante a última semana, e após perder Rasheed Wallace para o Boston Celtics, o San Antonio Spurs chegou a um acordo com  o pivô Antonio McDyess. O contrato firmado tem duração de dois anos, e o jogador receberá 5,8 milhões por temporada. Mas o que isso muda na equipe? Qual será o impacto da chegada de McDyess ao Spurs?

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Todos os principais candidatos ao títulos se reforçaram: Lakers perdeu Trevor Ariza mas conta com a chegada de Ron Artest, o Cleveland Cavaliers trouxe Shaquille O’Neal sem perder nenhuma peça importante, o Boston Celtics assinou com Rasheed Wallace através da free agency e o Orlando Magic trouxe Vince Carter em uma troca com o New Jersey Nets. Dentro de uma NBA em que os favoritos ficaram ainda mais fortes, a chegada de um jogador do calibre de Dyess era extremamente necessária para manter a equipe na luta pelo anel. Apenas a chegada de Richard Jefferson poderia não ser o bastante, principalmente pela ausência de jogadores de qualidade para o garrafão. Agora, sem dúvida, a equipe do Texas volta a figurar na lista de favoritos.

O jogador, prestes a completar 35 anos, vem de uma sólida temporada em que anotou médias de quase dez ponots e dez rebotes em 30 minutos por jogo. Em San Antonio ele deverá atuar menos tempo, até mesmo para evitar o desgaste excessivo. A principal contribuição de McDyess será defensiva, principalmente nos rebotes, setor que a equipe deixou a desejar na última temporada. Ofensivamente, apesar de não chegar a ser genial, ele irá contribuir muito nos rebotes ofensivos e pontuando com arremessos próximos ao garrafão, sua principal arma.

Acredito que a dupla titular no garrafão deve continuar sendo Duncan e Bonner, com Dyess vindo do banco, como inclusive é sua preferência. Mas como muitos especialistas dizem, os reais titulares não são aqueles que iniciam e partida, e sim aqueles que terminam, e o veterano se encaixará nessa situação.

O recém-draftado DeJuan Blair e o francês Ian Mahinmi também deverão entrar na rotação de garrafão e ganhar alguns minutos, principalmente na desgastante temporada regular, onde os jogadores mais experientes deverão ser poupados em muitos momentos.

McDyess era um sonho antigo da diretoria texana e agora finalmente irá atuar com a camisa prata e preta. Os torcedores com certeza podem comemorar o reforço, pois irão ver em quadra um grande profissional, muito bom técnicamente e com muita garra em busca do primeiro título em seus 13 anos de NBA.

Na linha dos 3 – O mercado de free agents

Free Agents são aqueles jogadores que tiveram seus contratos encerrados e não possuem vínculo com nenhuma equipe. Todos os anos, os times da NBA têm a oportunidade de contratar estes jogadores para buscar a peça que falta em suas equipes na busca pelo título, ou atrás de uma reformulação.

Muito está se falando sobre o mercado de 2010, onde estrelas como Lebron James, Dwayne Wade e Chris Bosh estarão disponíveis. Porém, neste ano há alguns jogadores interessantes que estão livres para negociar. Alguns nomes despertam o interesse de diversas equipes, como Andre Miller, David Lee, Mike Bibby, Paul Millsap e Rasheed Wallace – este último inclusive está na mira do Spurs para a próxima temporada.

Além de Rasheed Wallace, cogitam-se nomes como Antonio Mcdyess e Brandon Bass, todos jogadores de garrafão; inclusive, este deve ser o foco dos texanos nesta offseason. Com a saída de Kurt Thomas e Fabrício Oberto, restaram poucas opções no elenco para Popovich, e o mercado de free agents deve ser a solução. A concorrência deve ser pesada, já que vivemos uma época escassa de bons pivôs. Além de um homem de garrafão, não ficaria surpreso se o Spurs contratasse também um ala para compor o grupo. Este ala pode ser um velho conhecido; Ime Udoka poderia retornar.

Jacque Vaughn e Ime Udoka tiveram seus contratos encerrados com o time de San Antonio na última temporada, mas o armador dificilmente retornará. Já Udoka pode voltar; acredito que dependerá dos valores pedidos pelo jogador, e, principalmente, pelo rendimento do jovem Malik Hairston durante as ligas de verão.

Este período de negociações deve ser agitado, mas por enquanto houve muita especulação e pouca coisa confirmada. Especula-se sobre Ron Artest no Lakers e Trevor Ariza no Cavs, além uma possível ida de Hedo Turkoglu para o Blazers. Outros jogadores com futuro ainda indefinido são Lamar Odom e Allen Iverson. De concreto até agora, apenas a contratação de Ben Gordon e Charlie Villanueva pelo Detroit Pistons.

Draft 2009: O Spurs e suas possíveis escolhas

Após a grande troca que o San Antonio Spurs fez com o Milwaukee Bucks, enviando o ala Bruce Bowen e os pivôs Kurt Thomas e Fabricio Oberto  e recebendo Richard Jefferson, o Draft desse ano se tornou um ponto importante para a franquia texana continuar a ser um dos grandes concorrentes ao título da NBA. Com o elenco reduzido, a equipe nessescita das escolhas para encontrar jogadores que ajudem o time neste momento. Segue abaixo uma tabela com as previsões dos sites especializados sobre as escolhas de segunda rodada do Spurs:

Yahoo

College Hoops

Draft Express

RealGM

Hoops World

37ª

Jermaine Taylor, SG, Central Florida

Jonas Jerebko, SF, Suécia

Patrick Mills, PG, Saint Mary’s

Marcus Thornton, SG, LSU

Jermaine Taylor, SG, Central Florida

51ª

Dante Cunningham, PF, Villanova

Dante Cunningham, PF, Villanova

Paul Harris, SF, Syracuse

A.J. Price, PG, UConn

Robert Dozier, PF, Memphis

53ª

Jon Brockman, PF, Washington

Christian Eyenga, SG/SF,Congo

Dionte Christmas, SG/SF,Temple

Chris Johnson, PF, LSU

Slava Kravtsov, C, Ucrânia

Pelo time texano apenas possuir escolhas de segunda rodada, as previsões são bem imprecisas, pois dependem muito do que acontecer nas seleções anteriores. R.C Buford, GM do San Antonio, recebeu uma missão do presidente do time Peter Holt: recuperar a forma do time, não importando quanto custará.

Um jogador que está nos planos do Spurs desde o início de sua carreira é o ala israelense Omri Cassipi, sobre quem falamos sobre no “Passando a Limpo” há algumas semanas. Cassipi é projetado para ser escolhido no final da primeira rodada, então para isso o San Antonio precisará se movimentar para conseguir uma escolha mais alta.

Outros prospectos internacionais que podemos citar são o ala australiano Joe Ingles, os armadores franceses Rodrigue Beaubois e Nando De Colo, o armador espanhol Sergio Llull, o ala-pivô espanhol Victor Claver e o ala-pivô sueco Jonas Jerebko.

Joe Ingles, 22 anos, é ala e joga desde 2006 pelo Melbourne South Dragons, equipe da liga de seu país natal, a NBL. Na última temporada, teve médias de 13.1 pontos, 4.4 rebotes e 3.5 assistências em 23.9 minutos com 38 jogos, ajudando seu time a ser campeão da liga.

Rodrigue Beaubois, 21, é armador e joga desde 2006 pelo Cholet Basket na Franch Pro A, liga principal de seu país natal. Na última temporada, conseguiu 10 pontos, 2.5 rebotes, 2.3 assistências e 1.1 roubos de bola por jogo em 22.3 minutos nas 29 partidas que esteve presente na competição. Pela FIBA EuroChallenge, teve médias de 9.9 pontos, 2.8 rebotes, 2.1 assistências e 1.2 roubos de bola em 20.6 minutos nas 19 partidas.

Nando De Colo, 22, é ala-armador e joga desde 2006 pelo Cholet Basket,  junto com Beaubois, na Franch Pro A. Na liga nacional, fez 13.1 pontos e 3.5 assistências em 27.8 minutos por jogo em 22 partidas. Na FIBA EuroChallenge, teve médias de 13.9 pontos, 3.7 rebotes e 2.5 assistências em 27.1 minutos por partida.

Sergio Llull, 22, é armador e joga pelo RealMadrid há duas temporadas. Na atual, conseguiu anotar 8.6 pontos, 2 rebotes, 2.8 assistências e 1.1 roubos de bola em 21.8 minutos por jogo pela ACB em 27 partidas. Na Euroleague, Llull conseguiu médias de 7.2 pontos e 2.1 assistências em 18.9 minutos em 19 aparições.

Victor Claver, 21, é ala-pivô e joga pelo Pamesa Valencia desde 2004. Nesta temporada, teve médias de 8.4 pontos e 4.4 rebotes em 22.1 minutos por 15 partidas, e 2.5 pontos e 2.5 rebotes em 15.3 minutos por jogo em quatro partidas pela Eurocup. Ele perdeu boa parte da temporada por causa de uma fratura na perna esquerda.

Jonas Jerebko, 22, é ala e joga pelo Angelico Biella, da Liga Italiana, desde 2007. Teve médias de 9.0 pontos e 5.5 rebotes em 25.4 minutos por jogo na competição em 23 partidas, e, pela seleção da Suécia, 11.8 pontos e 9.3 rebotes em 29.3 minutos na rodada de classificação para o EuroBasket 2009.

Das universidades americanas, os prospectos para o Spurs são os alas Wayne Ellington  e Danny Green, de North Carolinan,  o armador Jermaine Taylor, de Central Florida, e o armador Jeremy Pargo, de Gonzaga.

Wayne Ellington, 21, é ala-armador e fez sua terceira temporada por North Carolina. Liderou a universidade em cestas de três pontos convertidas, com 85. Teve médias na última temporada de 15.8 pontos, 4.9 rebotes e 2.7 assistências em 35 partidas.

Danny Green, 22, é ala e fez sua quarta temporada por North Carolina. Teve médias na última temporada de 13.1 pontos, 4.7 rebotes, 2.7 assistências, 1.8 roubos de bola e 1.3 bloqueios em 38 partidas.

Jermaine Taylor, 22, é armador, e fez sua terceira temporada por Central Florida. Teve médias na última temporada de 26.2 pontos, 5.2 rebotes, 1.9 assistências e 1.3 roubos de bola em 31 partidas.

Jeremy Pargo, 23, é armador e fez sua quarta temporada por Gonzaga. Conseguiu médias na última temporada de 10.2 pontos, 3.4 rebotes, 4.9 assistências e 1.4 roubos de bola em 34 partidas.