Arquivo da categoria: Artigos
Especial do Mundial – Grupo A
Com o Mundial da Turquia batendo a porta, lançaremos hoje aqui no Spurs Brasil uma série de análises especiais sobre os grupos da competição. Feito em parceria com os colegas do Celtics Brasil, os artigos serão adicionados durante o dia aqui no blog.
O grupo A é relativamente forte, pois tem um favorito, além de times altamente competitivos que podem surpreender.
As seleções do grupo A são: Argentina, Sérvia, Alemanha, Austrália, Angola e Jordânia.
Os Jogos deste grupo serão realizados em Kayseri, uma cidade no centro da Turquia.
Argentina
Posição no Ranking da FIBA: 1º lugar (865 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar na Copa América de 2009
Posição no Mundial 2006: 4º lugar
Posição nas olimpíadas de Pequim 2008: 3º lugar
Principais títulos: Campeão Mundial (1950) e Campeão Olímpico (2004)
Destaque: Luis Scola
Desfalques: Andrés Nocioni, Manu Ginóbili
Técnico: Sergio Hernandéz
A seleção Argentina é uma das favoritas ao título do Campeonato FIBA de seleções, pelo fato de ter grandes jogadores que formam um quinteto muito forte, que tem como principal estrela o jogador da NBA Luis Scola, que é um ala-pivô alto, de grande qualidade e muitos recursos ofensivos.
Os “hermanos” também têm grandes chances de brigar pela medalha de ouro devido à sua tradição recente e vitoriosa no basquete internacional, mesmo tendo apenas um título do torneio FIBA, conquistado em 1950. Em 2002, o forte time da Argentina desbancou a favoritíssima seleção alemã do MVP Dirk Nowitzki, sendo derrotada na final pela Iugoslávia.
Em 2004, nas Olimpíadas de Pequim, a Argentina novamente desbancou a seleção favorita (na semifinal), dessa vez os EUA que contavam com o astro Lebron James, além de Allen Iverson em seu auge, e Tim Duncan. Na grande final, nuestros hermanos bateram a Itália para conquistar a medalha de ouro.
No mundial de 2006, realizado no Japão, A Argentina ficou em 4º, perdendo para a campeã Espanha na semifinal e para os EUA na disputa do terceiro lugar. Em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, os hermanos terminaram em 3º lugar.
A Argentina é a líder do ranking da FIBA e pretende fazer uma campanha à altura. Missão que agora fica a cargo de Sergio Hernandez, que vai suceder a vitoriosa passagem de Ruben Magnano.
Sérvia
Posição no Ranking da FIBA: 5º (459 pontos)
Como chegou ao Mundial: Vice campeã europeia
Posição no Mundial 2006: 11º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Bicampeão Mundial (1998 e 2002) e Tricampeão Europeu (1995, 1997 e 2001)
Destaques: Nenad Krstic e Milos Teodosic
Desfalques: Darko Milicic e Uros Tripkovic
Técnico: Desan Ivkovic
A Sérvia tem muita história no basquete devido à seleção Iugoslava, que antigamente ganhou muitos títulos e tinha um basquete respeitado, pois era uma das poucas que faziam frente aos norte-americanos.
Hoje em dia, a seleção está passando por um período de poucos títulos, apesar da sua boa colocação no campeonato europeu.
Os sérvios contam com apenas um jogador que atua na NBA, o pivô Nenad Krstic, que joga pelo Oklahoma City Thunder, e mantém médias sólidas de 10.4 ppg e 5.5 rpg em sua carreira nos EUA .
O técnico da seleção Sérvia, Dusan Ivkovic, busca resgatar com os jogadores a tradição da seleção nos tempos passados, e todos estão motivado pelo vice campeonato conquistado no campeonato europeu do ano passado.
O time tem pela frente um grupo muito competitivo, mas pretende passar para a disputa das oitavas de final, apesar de ter pela frente a campeã do campeonato africano, Angola, logo em seu primeiro jogo, além de Austrália, Argentina e Alemanha, que são grandes times com jogadores fortes.
A seleção Sérvia é composta por muitos atletas da Euroliga de basquete, e todos estão dispostos a ajudar sua seleção a ganhar o título ou pelo menos terminarem em uma posição honrosa, fazendo jus ao time que possuem.
Alemanha
Posição no Ranking da FIBA: 7º (322 pontos)
Como chegou ao Mundial: Wild Card – Convidado (11 º lugar no Europeu)
Posição no Mundial 2006: 8º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 10º
Principais Títulos: Campeão Europeu (1993)
Destaque: Heiko Schaffartzik
Desfalques: Cris Kaman e Dirk Nowitzki
Técnico: Dirk Bauerman
A seleção alemã de basquete nunca foi campeã do mundial, mas sempre teve um grande jogador que fazia diferença e estava entre os melhores, senão o MVP. Essa história começou com o astro alemão da NBA, Dirk Nowitzki, em 2002. Sempre houve boas participações deste jogador ao lado do time, com títulos de MVP e cestinha do campeonato.
Outro jogador de destaque nessa equipe era o também jogador da NBA Cris Kaman, do Clippers. Ambos faziam um forte garrafão, onde a equipe era forte, e ainda tinha o armador especialista em bolas de três, Pascal Roller, que atuava na liga alemã de basquete e, apesar de não ser grande jogador, vinha do banco em horas decisivas e fazia muitos pontos, com um estilo de jogo semelhante ao de Eddie House.
Porém, nesta edição do mundial, nenhum desses três jogadores estarão presentes, e a equipe alemã não tem recursos nem esperanças de substituí-los à altura. Mas o time segue firme nos preparativos e tem com seu principal jogador o armador Heiko Schaffartzik, que joga em um time da Liga Alemã. Ele não é grande pontuador, mas organiza muito bem o time. O técnico alemão o considera a grande esperança da equipe.
Austrália
Posição no Ranking da FIBA: 11° (234 pontos)
Como chegou ao Mundial: 2º lugar na Copa da Oceania
Posição no Mundial 2006: 13º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 5º
Principais Títulos: 16 vezes campeão da Copa da Oceania (1971, 1975, 1978, 1979, 1981, 1983, 1985, 1987, 1989, 1990, 1991, 1993, 1995, 1997, 2005 e 2007)
Destaques: Aleks Maric, David Andersen e Patrick Mills
Desfalque: Andrew Bogut (Milwaukee Bucks)
Técnico: Brett Brown
A equipe australiana de basquete é uma seleção sem muita tradição no esporte, porém disputa com a Nova Zelândia a posição moral de melhor time da Oceania. Porém, a Austrália vem se mostrando mais capaz ultimamente, conquistando vaga nas olimpíadas. Mas, na última final da copa da Oceania, a seleção australiana foi derrotada pela rival.
A equipe não se abalou, nem seus principais jogadores que atuam na NBA, David Andersen e Patrick Mills. Além de Aleks Maric, que foi um dos responsáveis por levar o Partizan ao Final Four da Euroliga na temporada passada. Maric agora é reforço do Panathinaikos da Grécia. O técnico está esperançoso com esses atletas e crê que serão muito úteis à equipe australiana na competição.
O único desfalque de peso da seleção é o pivô do Milwaukee Bucks Andrew Bogut, que sofreu uma dupla-lesão, no cotovelo e na mão, durante uma partida da NBA. Bogut fará muita falta ao garrafão australiano.
O país não é muito ligado ao esporte, mas os que gostam de basquete são fanáticos e admiram muito seus representantes na liga americana. Isso cria um bom clima na equipe, pois os jogadores têm menos pressão, sabendo que não serão tão cobrados e não são desvalorizados na Austrália.
Angola
Posição no Ranking da FIBA: 12° (205 pontos)
Como chegou ao Mundial: Campeão Africano
Posição no Mundial 2006: 10º
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: 12º
Principais títulos: Decacampeão Africano (1989, 1992, 1993, 1995, 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009)
Destaque: Olimpio Cipriano
Desfalques: Nenhum
Técnico: Luís Magalhães
A seleção angolana de basquete é a grande representante africana no campeonato, por ter conquistado os últimos seis títulos da Copa continental, e por ser um dos poucos times africanos a ter um jogador com passagem na NBA, o ala Olimpio Cipriano, que jogou pelo Detroit Pistons na temporada passada. Outro jogador importante para o time é o capitão Carlos Almeida.
Hoje em dia, os jogadores da seleção de Angola jogam em apenas dois times diferentes, Primeiro de Agosto e Petróleos Luanda, ambos da Angola. Esse fato gera a principal arma do time, que é o entrosamento da equipe e o conhecimento que eles têm entre si.
O técnico Luis Magalhães tem a difícil responsabilidade de comandar o maior representante do continente africano, e tentar fazer com que sua equipe avance até a fase seguinte.
Jordânia
Posição no Ranking da FIBA: 38º (19.5 pontos)
Como chegou ao Mundial: 3º lugar no Campeonato Asiático
Posição no Mundial 2006: Não participou
Posição nas Olimpíadas de Pequim 2008: Não participou
Principais títulos: Nenhum
Destaque: Jamal Abu-Shamala
Desfalques: Nenhum
Técnico: Mario Palma
O time de basquete na Jordânia, que vai disputar seu primeiro campeonato mundial, é pouco conhecido no mundo, tampouco na Ásia, e é considerado sortudo por se classificar. Não tem chances reais de título e pouquíssima probabilidade de avançar à segunda fase.
O técnico Mario Palma já está no comando da seleção há muito tempo, portanto conhece bem os atletas, e os jogadores já estão adaptados ao seu estilo de jogo. Ou seja, como a Angola, a principal arma do time é o entrosamento.
Calendário Grupo A:
28 Agosto 2010
Australia vs. Jordânia
Angola vs. Sérvia
Alemanha vs. Argentina
29 Agosto 2010
Jordânia vs. Angola
Sérvia vs. Alemanha
Argentina vs. Australia
30 Agosto 2010
Jordânia vs. Sérvia
Australia vs. Alemanha
Angola vs. Argentina
1 Setembro 2010
Sérvia vs. Australia
Alemanha vs. Angola
Argentina vs. Jordânia
2 Setembro 2010
Angola vs. Australia
Argentina vs. Sérvia
Jordânia vs. Alemanha
O que muda para Splitter e o Spurs
Hoje o Spurs Brasil conta com a participação do ex-blogueiro Leonardo Sacco. Leo fez um texto especialmente para o blog para falar sobre a contratação de Splitter, assim como já tinha feito nosso Victor Moraes. Confira o artigo a seguir:

Foto em spurs.com
O San Antonio Spurs virou foco da mídia esportiva brasileira ao anunciar a aquisição do pivô brasileiro Tiago Splitter. Muito se fala sobre a chegada do novo reforço e todas essas perspectivas. Nessa participação saudosa que faço agora no Spurs Brasil, vou ao que interessa: o que de mais importante acontecerá com Tiago e com o time a partir de agora?
A rotação de garrafão
É praticamente consenso entre os especialistas que Splitter não chega ao Spurs para ser titular em um primeiro momento. Gregg Popovich gosta de trabalhar bem seus novatos antes que estes sejam lançados ao time titular com mais efetividade. A necessidade do time de ter um bom companheiro para Tim Duncan no garrafão, no entanto, fará com que o brasileiro ganhe minutos que novatos de outrora, como DeJuan Blair, por exemplo, não tiveram. Acredito que o pivô possa até começar algumas partidas como titular no início da temporada, mas sua grande afirmação virá possivelmente após o All Star Game, época na qual o Spurs costuma fazer sua arrancada em meio à temporada regular. Não esperemos, então, que Tiago seja peça fundamental na rotação do garrafão do Spurs logo em sua primeira temporada. O brasileiro precisa se adaptar e, só depois, poderá entrar para bater de frente com os grandes garrafões da Liga.
A parceria com Tim Duncan
Duncan não está mais em seus tempos áureos, mas continua sendo um dos melhores alas-pivô da NBA. Intimida os adversários e ainda exige marcação reforçada. Nos últimos anos, foi praxe no Spurs deixar praticamente todo o trabalho dentro do garrafão para Duncan, muito graças aos pivôs não tão confiáveis que passaram pelo time. Splitter pode, nesse momento, se beneficiar disso. Jogando ao lado do experiente jogador, o brasileiro poderá, além de aprender muito, ter a chance de jogar com a marcação um pouco mais fraca, devido à atenção que é sempre dada ao seu futuro companheiro. Com jogo baseado nos arremessos de curta distância, Splitter deverá atuar bem próximo à cesta, diferente do que fazem, por exemplo, Matt Bonner e Antonio McDyess. Sendo assim, acredito que a parceria com Duncan será até mais importante dentro do que fora das quadras, uma vez que Splitter poderá ter mais espaço durante os momentos em que atuar ao lado do ala-pivô – afinal, é consenso de que os adversários se preocuparão muito mais com Duncan do que com Tiago.
Rendimento na primeira temporada
Aqui não vejo grandes estatísticas para o brasileiro. Quem pensa que ele chegará ao basquete norte-americano com os mesmos números que ostentava no basquete europeu está muito enganado. Splitter terá, naturalmente, dificuldades de adaptação, não só nas questões das regras, mas também do basquete jogado. Terá que melhorar significativamente seu arremesso de média distância, já que não tem força física suficiente para bater de frente com os pivôs mais fortes da NBA. Vindo do banco, poderá ajudar bastante, mas sem a eficiência que lhe vem sendo constante no Caja Laboral. Isso não significa, no entanto, que Splitter não tem jogo para atuar em alto nível na NBA – pelo contrário. A primeira temporada, no entanto, deverá ser de adaptação total. O fato de jogar ao lado de grandes jogadores e sob o comando de um técnico acostumado a lapidar atletas vindos da Europa fará a diferença para Tiago, que poderá ter calma suficiente para adaptar completamente seu jogo.
Forma de atuação
No início, predominantemente próximo à cesta adversária, sempre atuando como pivô. Acredito que com a melhora em seu arremesso de média distância, o brasileiro possa atuar mais longe do aro, funcionando até como ala de força. Não acredito que sua explosão física seja seu ponto mais forte, mas, com certeza, não é de se desprezar. Sua técnica com a bola nas mãos, no entanto, pode fazer com que se dê muito bem contra jogadores mais fortes. Em uma equipe como o Spurs, com jogo cadenciado, terá tranquilidade para jogar. Tem características que encaixam perfeitamente com os outros jogadores de garrafão do time texano, o que faz com que suas chances de sucesso aumentem.
Resumo da ópera
Tiago Splitter entra na NBA cotado para ser o melhor brasileiro na História da liga. Não pode, no entanto, buscar esse feito de maneira alucinada. Caso repita o sucesso que teve na Europa, será uma escalada natural. Seus 25 anos fazem com que haja experiência necessária para uma adaptação mais rápida do que a de seus compatriotas, que já estão há certo tempo na NBA. Com a sorte de ter caído em uma equipe que não tem a cobrança por títulos tão grande, terá tranquilidade para trabalhar. Jogará ao lado de Tim Duncan, para muitos o melhor de sua posição na História. Pode, sim, brilhar muito. Com a aproximação da aposentadoria de Duncan, pode ser peça fundamental na reestruturação pela qual passa o Spurs. Atingiria, aí, um patamar inédito para um brasileiro no basquete norte-americano. Patamar esse que já atingiu na Europa. Precisa, apenas, de tempo. Basquete, Tiago tem de sobra. Deve ser mais um tiro certeiro de Gregg Popovich.
Palpites – Spurs X Mavericks – 1ª Rodada – Playoffs 2010
Olá, caros leitores! Com a chegada dos playoffs, retomaremos o que implantamos no ano passado: nossos palpites. Nesta temporada, teremos de volta a opinião dos autores do blog Spurs Brasil, falando sobre as expectativas para esta primeira rodada dos mata-matas da NBA. Vamos aos palpites:
Victor Moraes:
A série – Pelo segundo ano consecutivo, Spurs e Mavs se enfrentam na primeira rodada dos playoffs. A rivalidade texana promete pegar fogo, mais uma vez. Sem a vantagem do mando de quadra, os comandados de Gregg Popovich terão que prevalecer em casa e roubar uma vitória fora. Particularmente, acho difícil as duas equipes manterem a invencibilidade em casa, o que nos obrigaria a vencer duas partidas em Dallas. Difícil, mas sabemos que o Spurs é capaz de alcançar este feito.
O destaque – Manu Ginobili será o fiel da balança na série. Aliás, o argentino será fundamental para as pretensões de título da equipe de San Antonio. Desde que seu desempenho subiu, o Spurs embalou, venceu equipes difíceis e chegou forte para os mata-matas.
Palpite – Spurs em 7 jogos.
Robson Massaki (Koba)
A série – Vamos relembrar os playoffs da temporada passada, porém com o mando de quadra para os Mavs, que adicionaram ao seu plantel os alas Shawn Marion e Caron Butler, além de um pivô decente, Brendon Haywood. Já o Spurs trouxe o astro Richard Jefferson, que só começou a mostrar seu jogo no final da temporada. Junto com McDyess, devem ser os defensores do alemão Dirk Nowitzki.
O destaque – Destaque para o banco de reservas do Spurs, que fará a diferença contra os equilibrados times titulares.
Palpite – Spurs em 6 jogos.
Lucas Pastore
A série – Por incrível que pareça, nesta temporada, o Spurs, que se classificou em sétimo, chega mais inteiro para os playoffs do que em 2009, quando ficou com a terceira posição. O rival é o mesmo – o Dallas Mavericks – e, dessa vez, sem mando de quadra. Vai ser pedreira – e seria, de qualquer modo, no Oeste. A saúde de nossos principais jogadores – Tony Parker, George Hill, Manu Ginobili e Tim Duncan – deve ditar as chances que teremos de avançar.
O destaque – Dirk Nowitzki, historicamente, se dá muito bem jogando contra o San Antonio Spurs. Nesta temporada, não temos alas-pivôs confiáveis na defesa e seu desempenho pode ser ainda mais nocivo. Se não tivermos uma estratégia defensiva eficiente sobre o alemão, podemos dar adeus ao título.
Palpite – Spurs em 7 jogos.
Bruno Pongas
A série – As duas equipes chegam nesta reta final num bom momento. Dallas e Spurs fizeram boas temporadas, especialmente após a parada do All-Star Game. A série será dura, sem dúvidas, e deve ser decidida em seis ou sete jogos.
O destaque – Dirk Nowitzki sempre deu muito trabalho para o San Antonio Spurs. O fato de ser habilidoso em diversas partes da quadra faz com que poucos defensores o consigam marcar com propriedade.
Palpite – Spurs em 6 jogos.
Glauber da Rocha
A série – Novamente encontramos no nosso caminho pelos playoffs o eterno rival texano do Dallas. Diferente de 2009, não teremos mando de quadra, mas as duas equipes vêm jogando muito bem nesse final de temporada regular. Será uma série decidida nos detalhes.
O destaque – Os destaques serão os alas-armadores dos dois times. O argentino Manu Ginobili comandará agora o time completo. Caron Butler quer mostrar que é a peça que faltava para o Mavericks ser campeão.
Palpite – Spurs em 5 jogos.
Uma alternativa para o futuro
Falamos em trocas, ansiamos por um time vencedor e imaginamos uma equipe forte para competir por títulos. Contudo, pouca gente fala ou nem mesmo sabe dos jogadores que o San Antonio Spurs adquiriu através do draft ao longo das últimas temporadas. Nas semanas anteriores, falamos sobre o Nando de Colo, armador francês que poderá desembarcar no Texas daqui a uns três anos. Temos seguido sempre o Tiago Splitter, nas colunas dominicais do nosso companheiro Lucas Pastore.
Bom… como o assunto é jogadores do Spurs ao redor do mundo, será que alguém lembra do georgiano Viktor Sanikidze? Pois é, até eu já tinha esquecido dele, apesar de parecer um bom prospecto quando foi draftado. Sanikidze foi selecionado pelo Atlanta Hawks em 42º no draft de 2004. Na época, ele foi imediatamente trocado para San Antonio em um negócio pouco significante.
Pois bem! Desde então, o ala/ala-pivô vem vagando pela Europa. No entanto, sua sorte começou a mudar quando foi convocado pelo selecionado da Geórgia para disputar as eliminatórias da Segunda Divisão do Campeonato Europeu (pois é, o nome é complicado mesmo). Lá, ele conseguiu jogos excelentes (16 PPG e 13 RPG). Isso foi suficiente para despertar o interesse de grandes equipes do continente, como o Virtus Bologna, da Itália (mesmo time onde brilhou o argentino Manu Ginobili).
Sanikidze, que antes jogava em uma equipe da Estônia, aceitou a oferta e foi atuar na Liga Italiana. Em seus primeiros jogos, muitas faltas e poucos pontos; ficava claro que o georgiano, que perdeu toda a temporada 2007-2008 com múltiplos problemas nos joelhos, precisava se adaptar.
Aos poucos, ele foi pegando ritmo de jogo e começou a entrar bem no esquema do Virtus Bologna. Hoje, com médias de 7.1 pontos e 4.9 rebotes em apenas 19 minutos em quadra, Sanikidze é peça importante para os italianos. Lá, ele é reconhecido por seu atleticismo, por ser um excelente defensor e um grande reboteiro – justamente o que San Antonio precisa atualmente, alguém que possa parar Dirk Nowitzki, por exemplo. Além disso, sua versatilidade salta aos olhos, já que o georgiano pode atuar tanto de ala-pivô quanto de ala, pois tem um bom arremesso dos três pontos.
É claro que seu jogo ainda é cru. Segundo especialistas que acompanham o basquete europeu de perto, Sanikidze, que tem apenas 23 anos, ainda precisa desenvolver seu aspecto físico, já que é relativamente fraco para jogar na 4. Quando esteve no Spurs treinando, no entanto, o ala atuou como 3, aproveitando seu bom arremesso de longa distância.
Em uma entrevista bacana para o site 48minutesofhell, o georgiano falou sobre NBA e disse que pode disputar a Summer League do próximo ano. Confira parte da conversa:
– Você pensa sobre NBA?
Viktor Sanikidze: Claro que eu penso na NBA. É meu sonho!
– Você mantém contato com o Spurs?
VS: Sim, mantenho.
– Existe a possibilidade de vê-lo na próxima Summer League?
VS: Acho que sim. Eles já me convidaram alguns anos. Acho que irei no próximo.
– Você teve a oportunidade de conhecer Gregg Popovich?
VS: Não na Summer League, mas eu trabalhei com ele antes. Passei sete meses com o Spurs.
– Como você se sente melhor jogando? Na 3 ou na 4?
VS: Na verdade é a mesma coisa. Quando eu jogo na 4, sou mais rápido que os adversários, enquanto quando jogo na 3, sou mais alto do que eles. Por outro lado, não sou forte o suficiente para ser um ala-pivô, enquanto posso arremessar diante de um jogador quando atuo de ala. Não há muita diferença para mim.
– Você tem trabalhado para adquirir massa muscular?
VS: Eu adoraria adquirir mais músculos, mas ao término da temporada eu passei a jogar com o selecionado nacional. Então eu nunca tive tempo de trabalhar na academia.
Para ler a entrevista completa basta clicar aqui.
Para ver o perfil de Viktor Sanikidze na Eurobasket clique aqui.
Abaixo você pode ver alguns lances do georgiano
O bom Ginobili voltou…
Um triple-double quase coroou a excelente fase vivida por Manu Ginobili nas últimas partidas. Ontem, com passes mirabolantes e jogadas de todos os tipos, o argentino impressionou até os companheiros. Na vitória do San Antonio Spurs por 117 a 99 diante do Minnesota Timberwolves, o camisa #20 anotou 14 pontos, pegou nove rebotes e distribuiu dez assistências.
“Ele pode jogar [a bola] por detrás das costas, pelos pés”, brincou o novato ala-pivô DeJuan Blair. “Ele pode fazer qualquer coisa, é fantástico!”, elogiou. Manu também ganhou elogios de outro jovem, o armador George Hill. “Ele tem um monte de truques na sua mala”, brincou. “Quando ele está correndo para o contra-ataque, temos que ficar atentos. Ele poderá jogar a bola pelas pernas, pelas costas, por qualquer lugar”, completou.
O argentino está de olho em um novo contrato com o San Antonio Spurs. Por isso, sabe que tem que dar o seu melhor dentro de quadra para encher os olhos de R.C Buford, General Manager da equipe. Quando perguntado se esses últimos jogos podem impressionar Buford, o técnico Gregg Popovich foi categórico: “Ele observou isso”.
Manu foi humilde; sabe que precisa do elenco tanto quanto a equipe necessita dele. Quando Popovich perguntou se ele queria ficar mais tempo em quadra para tentar pegar o décimo rebote e assim coroar a noite com um triple-double, ele simplesmente negou. “Acredito que um triple-double seja excelente para fins estatísticos”, disse. “Para mim não é! Não iria forçar isso”, finalizou.
Abaixo, junto às dez melhores jogadas da noite na NBA, você pode conferir alguns dos malabarismos feitos pelo argentino ontem. Vale a pena assistir!








Você precisa fazer login para comentar.