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Um pouco mais sobre George Hill

O San Antonio Spurs surpreendeu a muitos ao selecionar o armador George Hill na vigésima sexta posição do draft. O jogador da desconhecida universidade de IUPUI (Indiana University-Purdue University Indianapolis) era cotado para a segunda rodada do evento, só que as expressivas médias como universitário devem ter seduzido os dirigentes do Spurs.
Jogando por Indiana, o jovem disputou quatro temporadas. Na primeira, como calouro da universidade, ele estreou bem, obteve médias de 10.7 pontos, razoáveis para um novato. No seu segundo ano, Hill melhorou em todos os aspectos e liderou sua equipe com médias de 18.9 pontos, 6.0 rebotes e 3.6 assistências. Além disso, nos 29 jogos disputados, o garoto fez 20 ou mais pontos em 17 oportunidades. Após uma temporada proveitosa, Hill disputou apenas cinco jogos no seu terceiro ano. O motivo foi uma fratura no pé, sofrida no segundo jogo da temporada. Seu último ano na faculdade marcou também suas melhores atuações. Hill sobrou em quadra, obteve médias de 21.5 pontos, 6.8 rebotes, 4.3 assistências e quase dois roubos de bola por jogo. Além disso, teve exímio aproveitamento na linha dos três pontos (45% de aproveitamento).
Rápido e bastante atlético, ele é conhecido por ter uma excelente defesa e um ataque competente. Tem muita vontade e, apesar da baixa estatura, é um bom reboteiro. Hill é o tipo de jogador que todo o técnico gosta. O garoto foi convidado por diversas vezes para integrar universidades mais renomadas, já que Purdue não tem muita tradição no basquete. Ele recusou por um simples motivo: amor à camisa. É muito difícil vermos esse tipo de atitude hoje em dia, e creio que esse fator pesou bastante para sua escolha.
Mike Budenholzer, técnico do Spurs nas ligas de verão, falou um pouco sobre o jogador: “No quesito defesa, ele está perfeito para jogar na NBA, e ofensivamente ele não deixa a desejar (…) Ele ainda tem muito a aprender e a evoluir”. O técnico completou dizendo: “Atleticismo, boa altura e força física. Acho que são essas suas principais qualidades. Temos que trabalhá-lo para ele criar, atacar e ser um pouco mais agressivo”.
Hill sabe que ainda tem muitos obstáculos até se tornar o reserva principal de Tony Parker: “Há muitos aspectos em que posso melhorar, espero que com o desenrolar dos treinamentos eu já esteja pronto (…) Não estou vindo para tirar o lugar de ninguém”, afirmou Hill, se referindo claramente ao atual armador reserva Jacque Vaughn. “Só estou jogando o meu jogo e apenas tentando melhorar. Eu tenho dois grandes armadores para me espelhar, Tony Parker e Jacque Vaughn. Só vou sentar no banco e aprender o que puder com eles”, completou o novato de apenas 22 anos.
Para finalizar, Budenholzer disse: “Ainda é cedo para dizer qualquer coisa. Os treinamentos vão até Setembro. Só então vamos ver o quanto ele evoluiu durante esse tempo (…) O que posso dizer é que ele é muito competitivo, assim como Jacque. Tenho certeza que será um grande training camp com esses dois rapazes duelando”.
Bate-Papo – A escolha certa?
Olá leitores. Desculpem pela demora na publicação do Bate-Papo de hoje; demorou mais aqui está.
Lembrando que os leitores também podem participar dessa coluna. Quem se interessar, basta entrar em contato com algum membro da equipe atráves dos e-mails pessoais ou então através de nossa comunidade no orkut; o link está ao lado. Participem!
Os participantes de hoje são:
Victor e Lucas
Mediador: Leonardo Sacco
Frase-chave: Popovich errou ao deixar jogadores como Mario Chalmers, Chris Douglas-Roberts e DeAndre Jordan passaram pelo Spurs no draft e selecionar o armador Hill?
Victor Moraes – Eu confio no trabalho da comissão técnica e dos olheiros do time. Claro que fiquei surpreso com a escolha de um jogador que em nenhum momento havia sido cotada para a equipe, mas se resolveram apostar nele então é porque ele deve ter talento e capacidade para fazer parte do Spurs. Chalmers, Chris-Douglas Roberts e DeAndre Jordan acabaram ficando em posições bem mais baixas do que eram cotados; isso pode ter ocorrido por eles não terem atingido as expectativas nos testes, por exemplo.
Lucas Pastore – Assino embaixo do que o Victor disse. A comissão técnica do Spurs toma algumas decisões que não entendo, e algumas vezes até não concordo. Mas, dessa vez, não foi uma particularidade texana; me parece que o oba-oba criado sobre Chris-Douglas Roberts, DeAndre Jordan e Mario Chamlers não se justificou na posição em que foram draftados. De qualquer modo, veio um armador, posição com carência no elenco dos Spurs. Hill não é do estilo clássico, é mais pontuador, talvez uma opção para Tony Parker. Eu acho que ele já começa a ganhar uns minutinhos nessa temporada. O que você acha Victor?
Victor Moraes – Eu prefiro um estilo de armador mais clássico, que prefere passar a pontuar, mas no Spurs temos Parker como prova de sucesso de um armador pontuador, e, como no banco de reservas temos Jacque Vaughn, George Hill deve sim ganhar alguns minutos, mas isso vai depender de seu empenho nos treinamentos, seu rendimento em quadra e seu amadurecimento defensivo. Ofensivamente, ele parece muito bom, tem bom arremesso de longa distância, infiltra bem e até enterra com certa facilidade, um tipo de jogar interessante não acha?
Lucas Pastore – Bem interessante para um armador… e aí pode morar o x da questão! Apesar da baixa estatura, acredito que George Hill possa ser testado como ala-armador algumas vezes, principalmente dependendo do aproveitamento ou não de Darius Washington… mas ele dificilmente deve ser aproveitado essa temporada, pois foi jogar na Europa pelo que você me informou outro dia, certo?
Victor Moraes – As últimas notícias que eu tive do Darius Washington é que ele havia deixado o Austin Toros. da D-League, e estava na Europa, jogando na Grécia se, não me engano. Uma pena; o garoto parece ter um potencial muito bom, foi um dos principais nomes enquanto esteve na liga de desenvolvimento, mas teve poucas oportunidades no time principal, Pop preferiu continuar com Jacque Vaughn; a única explicação que eu vejo para isso é que o jovem Washington não deve ter atendido as espectativas, principalmente no quesito defesa, mas pode ser um bom nome para o futuro, já que precisamos renovar a equipe. Outro jogador que deve ganhar espaço agora é o pivô francês Ian Mahinmi, o que você acha dele? Será finalmente o parceiro que Duncan tanto procurava?
Lucas Pastore – Não sei não hein… os rumores que ouvimos até agora não dão conta da saída de Oberto, Thomas, Horry e/ou Bonner… Acho que o jovem pivô francês vai mesmo voltar para a D-League, ou, no máximo, se profissionalizar passando os Gatorades, hahahaha. Mas, pensando que as duas principais escolhas do San Antonio Spurs nesse draft foram visando o perímetro, a comissão técnica da equipe deve ter nos planos Mahinmi e Splitter.
Victor Moraes – Horry anunciou que deseja jogar mais uma temporada, mas quem o viu na temporada passada sabe que ele não tem mais condições físicas e técnicas de jogar; acho que está na hora dele parar. Mas eu também posso queimar minha língua, Horry dar o arremesso da vitória no jogo 7 da final e se sagrar campeão novamente. Mas eu acho que o ciclo do Horry já terminou, assim como nosso Bate-Papo de hoje também está acabando. Então, até semana que vem nessa mesma hora e nesse mesmo canal! hahahahaha.
Lucas Pastore – É isso ai. Até semana que vem!
Bate-Papo – O Draft vem aí…
Amigos leitores do Spurs Brasil;
No embalo do draft que acontecerá nessa noite, nossa equipe recruta mais uma novidade para vocês – com o perdão do trocadilho, é claro. É o Bate-Papo, que nada mais será do que um debate entre nossos colunistas sobre o assunto do momento. Excepcionalmente, essa nova coluna será publicada na quinta-feira, mas sua data fixa será todas as sextas! O primeiro Bate-Papo contará com Leonardo Sacco e Victor Moraes.
Leonardo Sacco: Bom Victor, não há outro assunto a ser discutido se não o recrutamento de novatos. Qual sua expectativa geral para esse evento?
Victor Moraes: A expectativa é boa, estou bastante otimista quanto as escolhas que faremos hoje. Devemos ir em busca principalmente de alas para jogar nas posições 2 e 3. A nossa escolha de primeiro round deve ser utilizada para isso; já nas de segundo round, será possível arriscar um pouco mais (lembrando aos leitores que possuímos 2 escolhas no segundo draft). Há jogadores razoáveis em que podemos focar nossos olhos, como Chris Douglas-Roberts e Mario Chalmers, porém existe grandes chances de estes nomes serem escolhidos antes da nossa vez, então as atenções devem se voltar para Ryan Anderson, um ala que sabe pontuar, bom na defesa e ótimo reboteiro. E você Leonardo, o que espera do Draft de daqui a pouco? Acredita que acharemos novamente casos como o de Tony Parker e Manu Ginobili?
Leonardo Sacco: Olha Victor, dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Mas lá no Texas já caiu, não é mesmo? Entretanto, não vejo nenhum jogador espetacular como Manu ou Parker para recrutarmos em posição tão baixa. Mas sabe como é… alguns GM’s acabam fazendo besteira e, quem sabe, nos sobra o Mario Chalmers ou o Chris Douglas-Roberts… são dois jogadores que me agradam muito, ainda mais com uma escolha tão baixa. Concordo com você quando você cita as carências nas posições 2 e 3, e acho que o Spurs deve se apegar a essas necessidades. No máximo, pegar um armador, mas um armador que seja versátil e possa também atuar como ala-armador.
Victor Moraes: Dizem que no Texas a incidência de raios é maior! Hahahaha. Acredito na competência dos olheiros do Spurs. Claro que, na época, se soubessem que Parker e Ginobili se tornariam o que são hoje, algum time teria os escolhido antes, mas só o Spurs teve essa visão. E em outros casos, mesmo com escolhas baixas, o Spurs fez boas escolhas, mas acabou não aproveitando o jogador, como foram os casos de Leandrinho, Luis Scola e Beno Udrih. Quanto às carências da equipe, parece claro o buraco nas alas. Finley e Barry talvez se aposentem, Bowen está com idade avançada e Udoka não é nenhum garoto, então temos poucas opções. Podemos arriscar para um armador com as escolhas do segundo round.
Leonardo Sacco: Pois é, a ala deve ser a prioridade. Nesses dias, ouvi alguns especialistas dos Estados Unidos afirmando que este draft é o divisor de águas para o San Antonio Spurs. Talvez pareça um tanto quanto melancólico, pois enquanto alguns times tentam draftar seus próximos franchise players, o Spurs parece entrar em uma disputa contra o tempo para se renovar. E já que toquei no assunto “jogadores de primeiras escolhas”, te lanço a seguinte questão: Rose, Beasley ou Mayo, quem será a primeira escolha?
Victor Moraes: Ao que tudo indica, será Rose mesmo. O jovem armador é muito talentoso, sabe pontuar, passar, infiltrar e até enterrar muito bem. Um jogador raro e típico daqueles que causam estragos nos adversários. Beasley, por muito tempo, esteve na maioria das previsões como sendo o número um, mas perdeu espaço, mas também é muito talentoso, fará sucesso na NBA, grande estrela com certeza. OJ Mayo eu já vejo um pouco abaixo deles. O Bulls escolhendo Rose e Miami selecionando Beasley têm tudo para se reerguerem, mas o Bulls pode esbarrar nas trapalhadas de seu General Manager. Falando nisso, o que você espera de Bulls, Heat e Wolves para a próxima temporada?
Leonardo Sacco: Olha Victor, espero muito do Wolves, mas não pra próxima temporada. Talvez a troca do Garnett tenha sido uma baita sacada que nós só percebemos agora. Com Brewer, Al Jefferson e a escolha desse ano (seja Mayo, Rose ou Beasley) eles terão um time fortíssimo para o futuro. Agora, o Heat pode voltar a disputar títulos caso não faça besteiras. E por fim, o Bulls tem que se desapegar da “Era Jordan”, pois na minha visão esse é o fator que mais tem atrapalhado esse time, que também parece ter grande potencial futuro. Bom, acho que ficamos por aqui nesse “Bate Papo” de estréia… Obrigado e que o Spurs tenha sorte hoje!
Victor Moraes: Obrigado, e vamos torcer para o nosso Spurs fazer a coisa certa. A caminhada rumo ao penta começa hoje!
Especialistas e suas previsões das escolhas do Spurs

Com a grande maioria do time acima dos 30 anos, o Spurs precisa, neste momento, renovar seu plantel – mesmo que a maioria fique em desenvolvimento no Austin Toros, da NBDL. Existe consenso sobre quem irão draftar? Nenhum, até agora. Nem mesmo o Spurs sabe quem escolherá agora; eles sabem do que precisam, porém os jogadores que querem podem ou não estar disponíveis quando chegar o momento da escolha.
Este é um Draft com bons jogadores, que mesmo com uma escolha alta, o Spurs pode fazer boas escolhas. Se tentarem conseguir uma posição melhor, como dizem alguns rumores, será um importante e excitante Draft para a franquia.
Aqui estão alguns sites com seus mock draft, prevendo quais escolhas fará o time texano.
Indica atualização das escolhas
Aqui alguns vídeos dessas possíveis escolhas do Spurs.
Mario Chalmers
Ryan Anderson
Donte Green
Serge Ibaka
Alexis Ajinca
Brandon Rush
Omer Asik
Kyle Weaver
Malik Hairston
Sasha Kaun
Draft 2008 – Análise Geral
Começa hoje a série especial que o Spurs Brasil promoverá acerca do recrutamento de calouros de 2008. Uma expectativa muito grande está sendo criada em cima das duas primeiras escolhas, pertencentes ao Chicago Bulls e ao Miami Heat, respectivamente. O San Antonio Spurs, entretanto tem apenas as 26ª, 45ª e 57ª escolhas do Draft. Confiram abaixo as análises de alguns dos colunistas do Spurs Brasil sobre as necessidades texanas para as próximas temporadas:
Leonardo Sacco
O San Antonio Spurs é uma equipe baseada no jogo de três jogadores: Tim Duncan, Manu Ginóbili e Tony Parker. Entretanto, não são raras as vezes em que os reservas têm grandes e decisivas atuações. Logo, concluo que o trabalho e a força em equipe são as grandes virtudes do time. Virtudes essas vindas de uma maior, que pertence à comissão técnica: o olhar atento em cima das necessidades do time e um grande planejamento. Ginóbili e Parker foram “achados” do Spurs em seus respectivos drafts. Ian Mahimni e Tiago Splitter são duas grandes promessas para o garrafão da equipe no processo de renovação pelo qual a equipe começa a passar. Com Ian e Tiago já selecionados, é hora de Popovich e sua comissão mirarem o perímetro da equipe, que conta com apenas um jogador abaixo dos 30 anos: o armador francês Tony Parker. Alas, alas-armadores ou armadores devem ser as prioridades de Pop e cia. para o recrutamento que ocorrerá em algumas semanas.
Lucas Pastore
Não é segredo para ninguém que a equipe do San Antonio Spurs precisa renovar-se. Do atual elenco, apenas Parker, Mahinmi, Johnson e Bonner têm menos de 30 anos de idade, sendo que os dois últimos não fazem parte da rotação ativa da equipe e o pivô francês ainda tem a evoluir antes de poder jogar regularmente. Com isso, apenas o armador Tony Parker tem bastante temporadas garantidas no time do Texas. Para sua reserva, joga na equipe da Liga de Desenvolvimento filiada ao San Antonio Spurs, o Austin Toros, um jovem e promissor armador chamado Darius Washington, que chegou até mesmo a jogar algumas partidas pela NBA nessa temporada. Não é uma posição que preocupa. Para o garrafão, Horry deve se aposentar e não atuar na próxima época. Duncan, Oberto e Thomas, apesar da idade avançada, ainda têm alguns anos como profissionais ativos. E Bonner, como já dito, não parece gozar da confiança dp técnico Pop. De qualquer jeito, ainda temos Mahinmi, e, quem sabe, teremos Splitter para serem trabalhados. A curto prazo, pelo menos, também não devemos nos preocupar em encontrar outros “Big men”. Nosso grande problema está nas alas. Na posição 3, Bowen e Udoka são bastante experientes, mas ainda podem segurar uma ou duas temporadas jogando em alto nível. Na posição 2, Barry e Finley já apresentam queda de produção e devem se aposentar em breve, o que deixaria os Spurs com apenas Manu para a posição. Johnson não convenceu quando jogou. Assim, teríamos, daqui há poucas temporadas, 3 jogadores para, no mínimo, 4 vagas. Por isso, se eu fosse da comissão técnica texana, me preocuparia em recrutar um ala-armador ou ala com talento a ser desenvolvido na equipe.
Fabrício Fiestras
Os Spurs têm uma equipe experiente, mas que aos poucos está ficando envelhecida. Brent Barry, Michael Finley e Damon Stoudamire não são mais sombras dos jogadores que já foram um dia. Jackie Vaughn é fraco. Portando, o ponto fraco da equipe está na falta de uma boa reposição para os armadores Tony Parker e Manu Ginobili. Acho importantíssimo que a equipe do Texas corra atrás de um armador reserva para Parker, ou talvez algum jogador que possa fazer bem as funções de 1 e 2, pois com o passar dos anos será cada vez mais complicado para Parker e Manu. No garrafão, se Splitter realmente vier e Mahimni vingar na NBA, acho que ainda dá pra segurar por uns anos com o que temos atualmente. Duncan ainda joga mais alguns anos em ótimo nível com certeza. Se tivesse que definir uma prioridade, seria na armação dos Spurs, posição 1 ou 2.
Victor Moraes
O San Antonio passa agora por um período delicado, em que precisa iniciar uma renovação, que se não for bem feita pode fazer com que o rendimento da equipe despenque. Parte dessa renovação já foi iniciada a algum tempo, com as seleções do francês Ian Mahinmi e do brasileiro Tiago Splitter para o garrafão, dois jovens com muito potencial a ser desenvolvido. Agora, as atenções se voltam aos jogadores de perímetro. A idade está pesando para Finley e Barry, e o próprio Manu Ginobili já não é mais nenhum garotinho. Bowen também está com idade avançada, embora este não esteja em uma decadência tão grande, e seu substituto hoje seria Ime Udoka, que tem características bem parecidas embora ainda não tenha atuações tão consistentes. Então, as atenções devem estar focadas nas posições 2 e 3 do time, as mais “envelhecidas” da equipe. Na posição 1 não vejo grandes problemas; Parker ainda é jovem e. embora Vaughn e Stoudamire (que por sinal deve deixar a equipe) não sejam reservas a altura, vejo potencial no jovem Darius Washington para suprir essa carência. Lembrando também que a equipe detêm os direitos sobre o ala Marcus Willians, draftado no ano passado; quem sabe ele não possa ser o futuro substituto da posição 3 da equipe.
Glauber da Rocha
O San Antonio Spurs começa nessa off-season a “operação renovação”, já que tem o elenco com a maior média de idade da NBA, e Horry, Barry e Finley devem se aposentar no máximo na próxima temporada. Essa operação começa com a inclusão no time do francês Ian Mahinmi e, se não renovar com sua atual equipe, do brasileiro Tiago Splitter. Nas posições 4 e 5, o Spurs já tem tudo encaminhado; o problema está fora do garrafão. Na 3, tem dois bons jogadores, Bowen e Udoka, mas os dois com mais de 30 anos. Na 2 os, reservas de Manu devem se aposentar, e o argentino já tem uma certa idade. Na 1, tem Vaughn e Stoudamire, que provavelmente não permanecerá no time na próxima temporada, não acrescentam nada ao time, e tem ainda o jovem Darius Washington, que foi dispensado, porém tem seus direitos pertencentes ao Spurs. Então, nesse Draft, a franquia deve ter como prioridades buscar um bom jogador para ser reserva de Manu, um bom ala, de preferência um scorer, e um armador com características diferentes das de Parker.
Bruno Pongas
É importante frisar que a temporada 2008/2009 será a da renovação. Em entrevista publicada no diário Olé, o argentino Manu Ginobili afirmou que o time não precisa de grandes mudanças para a próxima temporada, que a experiência ainda faz a diferença e que a equipe não deve ser chamada de velha. De fato, Manu tem razão em algumas de suas afirmações. Experiência faz sim a diferença, e isso ficou comprovado na temporada 2006-2007, quando fomos campeões. Só que é necessário uma reformulação; nada de debandada ou caça as bruxas, o time ainda é bom, senão não tinha chegado às finais de conferência novamente nesse ano. Mas algumas alterações têm de ser feitas para manter-se no topo. Na minha opinião, a tal reformulação já começou, com as escolhas dos promissores Tiago Splitter e Ian Mahinmi. O francês (Mahinmi) finalmente foi integrado à equipe nessa temporada, e logo foi enviado para o Austin Toros, equipe texana da liga de desenvolvimento da NBA (NBDL). Lá, ele vem mostrando serviço, com médias de 17.1 pontos e 8.2 rebotes por partida. Nos playoffs suas médias subiram, tanto em pontos quanto em rebotes, pulando para 18.3 pontos e 10.8 rebotes. São médias interessantes, mas vale lembrar que é a NBDL, uma liga muito fraca onde qualquer jogador medíocre da NBA faria 30 pontos por jogo. Mahinmi é um ala de força robusto, mede 2,06m, inegavelmente pouco para a posição que atua, mas o déficit na estatura pode ser compensado em força e raça, como fazia o querido Malik Rose. Ainda falando do francês, ele é um bom defensor e ótimo reboteiro, entretanto, no ataque é um jogador cru, tem muito o que melhorar, creio que o aprendizado com Tim Duncan poderá ajudar. Splitter já é um jogador mais rodado, maduro e experiente. Após a saída de Luis Scola do Tau Cerâmica, se tornou o principal jogador de lá. Infelizmente, as notícias dão conta de que ele ainda não virá esse ano, mas é um jogador de ótimo futuro que temos nas mãos para as temporadas seguintes.
Agora, relacionado ao draft desse ano, eu não estou muito esperançoso quanto a grandes jogadores ou novas promessas. Temos a vigésima sexta escolha, que de fato é uma escolha ao menos decente. Se dermos sorte, pegaremos um jogador de bastante futuro, como foi com o Splitter o ano passado, com um pouco menos de sorte talvez um Jordan Farmar da vida virá. Não é ruim, mas também não é bom. A parte boa é que, com a série de aposentadorias e saídas que deverão ocorrer (Horry, Barry e talvez Thomas e Finley), haverá espaço para trazer um jogador de peso para se juntar ao nosso trio. A pergunta é: O que precisamos? Com urgência, precisamos de um armador reserva; Jacque Vaughn é esforçadissimo, se existisse um MVP do jogador que mais se doa em quadra, ele iria para o Vaughn. Só que temos que ser realistas, ele é muito limitado tecnicamente e o time cai bastante de rendimento quando ele está em quadra. A vinda de Damon Stoudemire foi um grande erro. Damon foi um bom jogador no passado, hoje, já veterano e vindo de uma série de contusões, não rende nem metade do que rendia nos bons tempos. Outra posição que precisa urgentemente de um jogador é a ala. Bruce Bowen ainda dá conta do recado na marcação, mas já não é o Bruce Bowen de dois anos atrás. O jogo contra o New Orleand Hornets mostrou bem isso; nosso veterano não conseguiu dar conta de Chris Paul em nenhum momento. No ataque todos sabemos que ele também é limitado, salvo os seus bons tiros de três pontos. Também precisamos de um pivô, e é nessa posição que eu acredito que devemos centrar os nossos esforços. Thomas, Oberto e todos os outros são bons jogadores (Sim, eu acho o Oberto um bom jogador, reparem no posicionamento dele em quadra), mas não para serem titulares de uma equipe como o Spurs. Como Splitter não deve vir para o ano que vem, e Mahinmi ainda tem que ser melhor trabalhado, um pivô de qualidade (O que é difícil hoje em dia) tem que ser encontrado e trazido.

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