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Palpites – Spurs X Suns – Semifinal de Conferência – Playoffs 2010
Dando continuidade ao nosso lado “palpiteiro”, daremos nossos pitacos dessa vez para a série contra o Phoenix Suns, válida pela semifinal da Conferência Oeste. Lembrando que, na primeira rodada, a equipe texana venceu o Dallas Mavericks por 4 a 2, e o time do Arizona superou o Portland Trail Blazers pelo mesmo placar.
Lucas Pastore
A série – É incrível! Passam-se as temporadas, as campanhas mudam, mas sempre San Antonio Spurs e Phoenix Suns acabam se encontrando nos playoffs. O time texano sabe como lidar com o adversário – ao meu ver, Tim Duncan e companhia já bateram o rival quando, do outro lado da quadra, encontraram uma equipe melhor do que encontrarão em 2010. Por isso, mesmo sem mando de quadra, vejo o Spurs como favorito.
O destaque – Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan estão longe de fazer suas temporadas mais consistentes e regulares. Quem, no elenco texano, evolui a cada ano é George Hill. Se, contra o Dallas, o jovem armador deitou e rolou, seu impacto contra o Suns – que não tem bons defensores de perímetro – deve ser ainda maior.
Palpite – Spurs em 5 jogos.
Bruno Pongas
A série – De todos os times do Suns que o Spurs já enfrentou, acho que esse é o mais perigoso. Portanto, peço cuidado…
Destaque – Só digo uma coisa… George Hill é o cara!
Palpite – Mais uma vez, Spurs em 6 jogos
Robson “Koba”
A série – Defesa é a chave do sucesso. Para vencer é preciso estar bem preparado.
Destaque – Manu adora jogar contra o Phoenix. Olho nele!
Palpite – Spurs em 5 jogos
Victor Moraes
A série – Este é um cenário que já estamos acostumados a ver: Spurs e Suns se enfrentando nos playoffs. Será um duelo difícil e que vai transpirar rivalidade. Podemos esperar o time de Phoenix sedento por vingança, e de outro lado o time de San Antonio tentando manter a supremacia sobre o rival.
O destaque – Destaco aqui um jogador adversário: Amar’e Stoudemire. Assim como Dirk Nowitzki, Amare é um jogador com muitos recusros ofensivos e praticamente imparável. E já é do conhecimento de todos que o Spurs tem dificuldades em parar os ala-pivôs adversários.
Palpite – Spurs em 6 jogos
Glauber da Rocha
A série – Novamente encontramos o Phoenix Suns à nossa frente em um playoff. Será uma grande série. O time do Arizona mudou bastante depois do último confronto, tendo um estilo mais consistente. Ainda assim, se o San Antonio Spurs souber como defender leva muito bem a série.
O destaque – O principal destaque dessa série com certeza é Amaré Stoudamire, que virá com sede de vingança. Mas ele sozinho não conseguirá vencer o Spurs. O trio do San Antonio deve liderar o time nesse difícil confronto.
Palpite – Spurs em 5 jogos
Estatísticas – Spurs X Mavericks – 1ª Rodada – Playoffs 2010
San Antonio Spurs (50-32)
Pontos: Tim Duncan (17.9)
Rebotes: Tim Duncan (10.1)
Assistências: Tony Parker (5.7)
Bloqueios: Tim Duncan (1.5)
Roubadas: Manu Ginobili (1.4)
FG%: DeJuan Blair (55.6%)
3PT%: George Hill (39.9%)
FT%: Manu Ginobili (87%)
Vitórias seguidas: Cinco (2x). Entre 21 e 29 de novembro e entre 26 de dezembro e 02 de janeiro
Derrotas seguidas: Três (3x). Entre 14 e 19 de novembro, entre 03 e 07 de dezembro e entre 20 e 25 de janeiro
Time titular
Antonio McDyess – C

Tim Duncan – PF

Rochard Jefferson – SF

Manu Ginobili – SG

Tony Parker – PG

Dallas Mavericks (55-27)
Pontos: Dirk Nowitzki (25.0)
Rebotes: Dirk Nowitzki (7.7)
Assistências: Jason Kidd (9.1)
Bloqueios: Brendan Haywood (2.0)
Roubadas: Jason Kidd (1.8)
FG%: Erick Dampier (62,4%)
3PT%: Jason Kidd (42,5%)
FT%: Dirk Nowitzki (91,5%)
Vitórias seguidas: Treze. Entre 17 de fevereiro e 10 de março
Derrotas seguidas: Três. Entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro
Time Titular
Erick Dampier – C

Dirk Nowitzki – PF

Shawn Marion – SF

Caron Butler – SG

Jason Kidd – PG

Série na temporada (1-3)
11/11/2009 – San Antonio Spurs 92 vs. 83 Dallas Mavericks
No primeiro jogo entre as duas equipes na temporada, o Spurs recebeu Nowitzki e companhia e venceu com o melhor desempenho de Richard Jefferson com a camisa preto e prata. Foram 29 pontos naquela oportunidade.
18/11/2009 – San Antonio Spurs 94 @ 99 Dallas Mavericks (OT)
Em Dallas, o Spurs jogou bem, foi valente, mas foi derrotado no tempo extra para o rival. Em noite iluminada, Dirk Nowitzki garantiu o triunfo para os donos da casa.
9/01/2010 – San Antonio Spurs 103 vs. 112 Dallas Mavericks
San Antonio vinha bem, jogando até melhor. No entanto, um branco no último período foi responsável por uma corrida devastadora do Mavs, que se beneficiou e triunfou dentro do AT&T Center.
14/04/2010 – San Antonio Spurs 86 @ 96 Dallas Mavericks
Com o técnico Popovich descansando suas maiores estrelas, o Spurs perdeu na prévia do confronto. Destaque para mais um duplo-duplo de DeJuan Blair com 27 pontos e 23 rebotes.
Como parar Dirk Nowitzki?
Se eu soubesse como parar efetivamente o alemão Dirk Nowitzki eu já teria sido contratado para o staff do San Antonio Spurs.
Logicamente, nem eu, nem Gregg Popovich e nem o Papa Bento XVI sabemos essa fórmula mágica, já que o camisa #41 do Dallas Mavericks é simplesmente imparável.
Sou um grande entusiasta do basquete de Nowitzki. Ele é um jogador moderno e que sabe fazer de tudo dentro das quadras. É habilidoso, inteligente, arremessa como poucos – mesmo quando não tem espaço para isso…
O considero um verdadeiro gênio do basquete; um dos melhores estrangeiros que já pisou em solo ianque.
No entanto, se não há um jeito de pará-lo, deve haver, ao menos, uma maneira de reduzir sua atividade em quadra. Portanto, apresentarei abaixo algumas sugestões que limitem as investidas do alemão durante o confronto.
Tudo deve começar pelo cérebro
Toda equipe de basquete tem uma cabeça pensante. No caso do Mavs, esse mentor é o armador Jason Kidd.
De uns tempos pra cá, os texanos de azul e branco passaram a entender a importância que um dos melhores armadores da história do basquete pode ter a uma equipe. Assim, passaram a utilizá-lo com mais inteligência.
Kidd, como todos sabemos, já não é nenhum garoto daqueles que esbanja um físico privilegiado. Assim, caso fosse o técnico Gregg Popovich, colocaria um jovem [George Hill ou Garrett Temple] colado nessa peça fundamental durante todo o jogo.
Com o veterano muito bem marcado, parte da inteligência do Mavs sucumbiria. Desta maneira, menos bolas redondas chegariam a Nowitzki, que, consequentemente, teria que se esforçar em dobro e forçaria mais jogadas.
Fator McDyess
Tenho pra mim que Antonio McDyess não precisa ser muito efetivo no ataque, já que ele é a quarta ou quinta alternativa ofensiva de San Antonio quando está em quadra.
Se Dice poupar suas energias lá na frente, poderá gastar mais calorias empenhado em grudar no camisa #41 do Mavs.
McDyess, no entanto, já não esbanja aquele vigor físico suficiente para brecar o ímpeto do ala-pivô germânico, mas poderia se empenhar como nunca nesse “trabalho sujo” e dar uma “canseira” no adversário.
Quanto mais forte for marcado, mais cansado Nowitzki irá ficar. Quando mais cansado fica um jogador, menos produtivo ele passa a ser…
Segunda alternativa
Se a tática com Dyess não funcionar, outro atleta deverá estar nos planos de Gregg Popovich para infernizar a vida do europeu. Trata-se de Richard Jefferson…
Jefferson, aliás, aumentou seu rendimento na segunda metade da temporada. Passou a pegar mais rebotes e a infiltrar com mais precisão…
Isso é bom, pois ganhamos outra alternativa confiável no ataque, embora ele ainda deixe a desejar nos arremessos de longa distância.
Na defesa, o ala será importante por um único motivo: terá físico de sobra para acompanhar o giro de Nowitzki pela quadra. Nem Duncan, nem McDyess, nem Blair e nem Bonner, apenas Jefferson é capaz de correr como um maluco quando Dirk for disparar seus tiros de longa distância.
Quarto período
O duelo pega fogo mesmo é no período final.
Se Duncan passou o jogo inteiro evitando marcar o alemão para não se carregar em faltas, no quarto derradeiro o assunto muda, pois é nele que o “bicho pega”.
Nada de frescuras e pseudo-inventividades; essa é a hora de colocar Tim Duncan para bater de frente com Dirk Nowitzki!
TD, não por acaso, é reconhecido por ser um bom marcador, tanto que foi eleito para o principal time de defesa da NBA por diversos anos consecutivos.
Nós, fanáticos, sabemos que ele é o único capaz de realmente incomodar esse adversário, que deverá provocar muitos pesadelos aos torcedores do San Antonio Spurs nas próximas semanas.
É esperar para ver…
Uma alternativa para o futuro
Falamos em trocas, ansiamos por um time vencedor e imaginamos uma equipe forte para competir por títulos. Contudo, pouca gente fala ou nem mesmo sabe dos jogadores que o San Antonio Spurs adquiriu através do draft ao longo das últimas temporadas. Nas semanas anteriores, falamos sobre o Nando de Colo, armador francês que poderá desembarcar no Texas daqui a uns três anos. Temos seguido sempre o Tiago Splitter, nas colunas dominicais do nosso companheiro Lucas Pastore.
Bom… como o assunto é jogadores do Spurs ao redor do mundo, será que alguém lembra do georgiano Viktor Sanikidze? Pois é, até eu já tinha esquecido dele, apesar de parecer um bom prospecto quando foi draftado. Sanikidze foi selecionado pelo Atlanta Hawks em 42º no draft de 2004. Na época, ele foi imediatamente trocado para San Antonio em um negócio pouco significante.
Pois bem! Desde então, o ala/ala-pivô vem vagando pela Europa. No entanto, sua sorte começou a mudar quando foi convocado pelo selecionado da Geórgia para disputar as eliminatórias da Segunda Divisão do Campeonato Europeu (pois é, o nome é complicado mesmo). Lá, ele conseguiu jogos excelentes (16 PPG e 13 RPG). Isso foi suficiente para despertar o interesse de grandes equipes do continente, como o Virtus Bologna, da Itália (mesmo time onde brilhou o argentino Manu Ginobili).
Sanikidze, que antes jogava em uma equipe da Estônia, aceitou a oferta e foi atuar na Liga Italiana. Em seus primeiros jogos, muitas faltas e poucos pontos; ficava claro que o georgiano, que perdeu toda a temporada 2007-2008 com múltiplos problemas nos joelhos, precisava se adaptar.
Aos poucos, ele foi pegando ritmo de jogo e começou a entrar bem no esquema do Virtus Bologna. Hoje, com médias de 7.1 pontos e 4.9 rebotes em apenas 19 minutos em quadra, Sanikidze é peça importante para os italianos. Lá, ele é reconhecido por seu atleticismo, por ser um excelente defensor e um grande reboteiro – justamente o que San Antonio precisa atualmente, alguém que possa parar Dirk Nowitzki, por exemplo. Além disso, sua versatilidade salta aos olhos, já que o georgiano pode atuar tanto de ala-pivô quanto de ala, pois tem um bom arremesso dos três pontos.
É claro que seu jogo ainda é cru. Segundo especialistas que acompanham o basquete europeu de perto, Sanikidze, que tem apenas 23 anos, ainda precisa desenvolver seu aspecto físico, já que é relativamente fraco para jogar na 4. Quando esteve no Spurs treinando, no entanto, o ala atuou como 3, aproveitando seu bom arremesso de longa distância.
Em uma entrevista bacana para o site 48minutesofhell, o georgiano falou sobre NBA e disse que pode disputar a Summer League do próximo ano. Confira parte da conversa:
– Você pensa sobre NBA?
Viktor Sanikidze: Claro que eu penso na NBA. É meu sonho!
– Você mantém contato com o Spurs?
VS: Sim, mantenho.
– Existe a possibilidade de vê-lo na próxima Summer League?
VS: Acho que sim. Eles já me convidaram alguns anos. Acho que irei no próximo.
– Você teve a oportunidade de conhecer Gregg Popovich?
VS: Não na Summer League, mas eu trabalhei com ele antes. Passei sete meses com o Spurs.
– Como você se sente melhor jogando? Na 3 ou na 4?
VS: Na verdade é a mesma coisa. Quando eu jogo na 4, sou mais rápido que os adversários, enquanto quando jogo na 3, sou mais alto do que eles. Por outro lado, não sou forte o suficiente para ser um ala-pivô, enquanto posso arremessar diante de um jogador quando atuo de ala. Não há muita diferença para mim.
– Você tem trabalhado para adquirir massa muscular?
VS: Eu adoraria adquirir mais músculos, mas ao término da temporada eu passei a jogar com o selecionado nacional. Então eu nunca tive tempo de trabalhar na academia.
Para ler a entrevista completa basta clicar aqui.
Para ver o perfil de Viktor Sanikidze na Eurobasket clique aqui.
Abaixo você pode ver alguns lances do georgiano
Ginobili: “nem sequer espero que estendam meu contrato”
Os dias do argentino Manu Ginobili com a camisa do San Antonio Spurs parecem estar realmente chegando ao fim. O casamento de oito anos, que rendeu três títulos à franquia, se estremeceu nos últimos anos, especialmente após as constantes lesões do ala. O técnico Gregg Popovich, que nunca gostou que seus atletas fossem jogar por seus países, ficou irritado quando Manu foi para Pequim e voltou com o tornozelo machucado.
Em entrevista ao jornal argentino Clarín, Manu se demonstrou decepcionado por não ter sido procurado para renovar seu contrato. “Estou certo de que serei agente livre e em julho ou agosto tomarei uma decisão acerca de aonde ir [jogar]”, disse. “Já nem espero que a equipe me ofereça uma extensão de contrato”, confessou.
Abaixo, você pode conferir parte da entrevista
Clarín: San Antonio te dá sinais de que vai oferecer um contrato?
Ginobili: Não, não houve nenhum sinal. O último foi antes de eu me machucar no ano passado. Desde então, não houve nenhuma conversa. Neste ponto da temporada, não sei se eu estenderia meu contrato, depende da oferta. Estou focado em sentar no dia 1º de julho com meu agente e com a minha esposa e ver que ofertas tenho.
Clarín: Você não é um Spur qualquer, por seu rendimento e idolatria da torcida. Não te magoa o fato de te deixarem ir?
Ginobili: De início sim, porque pensei que a relação era outra. Isso foi no ano passado, mas esse ano é diferente. Sei como as cartas estão repartidas e ninguém presenteia ninguém quando é hora de negociar – nem a franquia e nem os jogadores. Há que se entender isso como um negócio e há que saber jogar com isso. De início fiquei doído, mas agora já entendi.
Clarín: San Antonio teve duas temporadas de menor rendimento desde 2007. Hoje está em quarto na Conferência Oeste. Como você vê isso?
Ginobili: Não estamos jogando tão bem como deveríamos a essa altura do campeonato. Tivemos muitos altos e baixos e seguimos tendo. Assim, não digo que estou preocupado, mas teríamos que ter sofrido quatro ou cinco derrotas a menos. Esperamos nos recuperar durante o calendário que vem por aí, porque sabemos que em fevereiro e março não estaremos quase nunca em casa [por causa da Rodeo Trip]. Esperamos não pagar caro pelas derrotas que tivemos em San Antonio.
Análise do caso
É sempre complicado e doído se desfazer de um ídolo. No futebol isso se tornou comum. É muito fácil hoje em dia ver um garoto ficar seis meses numa equipe qualquer e logo em seguida ser vendido. No basquete é diferente, ainda existe amor à camisa.
Ginobili é um desses caras que gosta do Spurs, gosta da cidade e se identifica com a torcida. A recíproca, claro, é verdadeira. San Antonio ama o Ginobili e quer que ele continue na equipe até encerrar a carreira. Esse é o desejo de qualquer torcedor. Manu marcou época, foi único e venceu tudo o que podia na carreira. Ele é um vencedor, acima de tudo.
Na visão mercadológica, no entanto, temos que ser realistas. Ginobili é um jogador com constantes problemas físicos. Ele já não é mais rentável como antigamente e os dirigentes perceberam isso. Além disso, um contrato novo para o argentino não sairia por menos de US$ 10 mi anuais – que é o que ele ganha atualmente.
Mr. Peter Holt, dono da franquia, gastou o que tinha e o que não tinha para montar um time forte com Richard Jefferson e Antonio McDyess. Se ele meteu os pés pelas mãos, ainda é cedo para dizer, mas, com isso, colocou a equipe muito acima do teto salarial – coisa rara no seu perfil. Caso tudo dê errado, é provável que ele tente começar mais ou menos do zero. Se livrar do contrato do Ginobili seria um início razoável para isso.
É bem verdade que temos uma série de contratos expirantes para a próxima temporada, como Michael Finley, Matt Bonner, Roger Mason, Theo Ratliff, Ian Mahinmi e Keith Bogans. Juntos, todos eles (contando o Manu) somam mais de US$ 20 mi; uma baita folga na folha salarial e a chance de um recomeço, já que o contrato salgado do Richard Jefferson expira já em 2011.
Peter Holt tem a faca e o queijo nas mãos. A decisão, todavia, é complicada. Manter um ídolo agora e arriscar novas campanhas medianas ou deixar ele ir e montar outro time forte…? O erro, para mim, já foi feito. Um contrato de três anos para o vovô Antonio McDyess, com direto a US$ 5 mi no último ano, quando ele deverá estar caindo aos pedaços, foi um erro incalculável.











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