Arquivo do autor:Victor Moraes
Pequim 2008 – Espanha

Espanha
A seleção da Espanha entra como uma das favoritas à conquista do ouro olímpico na China. E não poderia ser diferente; os espanhóis são os atuais campeões mundiais e vice-campeões europeus, e agora vão em busca do título olímpico. Os jogadores são praticamente os mesmos da histórica conquista do mundial dois anos atrás. A Espanha vem se tornando uma potência no basquete mundial; além de vários jogadores na liga americana (NBA), a Espanha tem uma das mais fortes ligas do mundo, com grandes times e jogadores do cenário europeu.
Participações em olimpíadas: 1960, 1968, 1972, 1980, 1984, 1988, 1992, 2000, 2004 e 2008
Participações em mundiais: 1950, 1974, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006
Ranking da FIBA: Terceiro colocado
Conquistas
Olimpíadas: Prata (1984)
Campeonato Mundial: Ouro (2006)
Campeonato Europeu:
Prata: 1935, 1973, 1983, 1999, 2003 e 2007
Bronze: 1991 e 2001
Os convocados
José Calderón (Armador) – Toronto Raptors (NBA – EUA)
Juan Carlos Navarro (Armador) – FC Barcelona (ESP)
Raúl López (Armador) – Real Madrid (ESP)
Ricky Rubio (Armador) – Joventut Badalona (ESP)
Rudy Fernandez (Ala-armador) – Portland Trail Blazers (NBA – EUA)
Berni Rodríguez (Ala-armador) – Unicaja Málaga (ESP)
Carlos Jiménez (Ala) – Unicaja Málaga (ESP)
Mumbrú Álex (Ala) – Real Madrid (ESP)
Jorge Garbajosa (Ala-pivô) – Khimki BC (RUS)
Felipe Reyes (Ala-pivô) – Real Madrid (ESP)
Pau Gasol (Ala-pivô / Pivô) – Los Angeles Lakers (NBA – EUA)
Marc Gasol (Pivô) – Memphis Grizzlies (NBA – EUA)
Onde a Espanha pode chegar?
O objetivo é a conquista do ouro, e a seleção da Espanha entra como favorita para isso. Depois da conquista do Campeonato Mundial em 2006, as atenções do mundo voltaram-se para os espanhóis, que agora são o time a ser batido. Para honrar o status de favorito e conquistar o ouro em Pequim, os jogadores são praticamente os mesmos que foram campeões em 2006, inclusive contando com os jogadores que jogam NBA.
A caminhada da Espanha
A Espanha foi uma das primeiras seleções a garantir vaga para Pequim; como atuais campeões mundiais, já possuíam vaga garantida sem necessidade de participar de outros torneios qualificatórios. No torneio olímpico, a Espanha não terá vida fácil; enfrentará em seu grupo Estados Unidos, Grécia, Alemanha, Angola e a anfitriã China.
Destaque
O principal jogador do selecionado espanhol é o ala-pivô Pau Gasol, jogador do Los Angeles Lakers. Gasol liderou a equipe na conquista do Mundial no Japão em 2006, onde foi considerado o MVP do torneio, e também guiou a equipe ao vice-campeonato Europeu em 2007, perdendo para a Rússia na final. Mas Pau Gasol não estará sozinho para tentar a medalha de ouro; ao seu lado terá jogadores como Navarro, Calderon, Garbajosa, Fernandez e o próprio irmão Marc Gasol para ajudá-lo nessa empreitada olímpica.
Pequim 2008 – Lituânia

Lituânia
A seleção da Lituânia, apesar de não ser muito citada entre as favoritas, sempre incomoda e briga por medalhas nas competições que disputa. O país, que só se filiou a FIBA em 1992, vem de bons resultados nas últimas competições e promete derrubar os favoritos e brigar por mais uma medalha olímpica.
Participações em Olimpíadas: 1992, 1996, 2000, 2004 e 2008
Participações em Mundiais: 1998 e 2006
Ranking da FIBA: Quinto colocado
Conquistas:
Olimpíadas: Medalha de bronze (1992, 1996 e 2000)
Campeonato Mundial: 7º lugar (1998 e 2006)
Campeonato Europeu:
Medalha de ouro: 1937, 1939 e 2003
Medalha de prata: 1995
Medalha de bronze: 2007
Os Convocados
Rimantas Kakenas (Armador) – Montepaschi Siena (ITA)
Sarunas Jasikevicius (Armador) – Panathinaikos BC (GRE)
Mindaugas Lukaskis (Ala-armador) – BC Lituvos Rytas (LIT)
Ramunas Siskauskas (Ala-Armador) – PBC CSKA Moscow (RUS)
Jonas Maciuluis (Ala) – BC Zalgiris (LIT)
Simas Jasaitis (Ala) – Joventut Badalona (ESP)
Linas Kleiza (Ala) – Denver Nuggets (NBA – EUA)
Darius Songaila (Ala-pivô) – Washington Wizards (NBA – EUA)
Ksystof Lavrinovic (Ala-pivô) – Montepaschi Siena (ITA)
Darjus Lavrinovic (Pivô) – MBC Dynamo Moscow (RUS)
Marijonas Petravicius (Pivô) – BC Lietuvos Rytas (LIT)
Robertas Javtokas (Pivô) – MBC Dynamo Moscow (RUS)
Onde a Lituânia pode chegar?
É uma das equipes européias mais forte nas competições internacionais. Já conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos em 3 oportunidades (92-96-00) e ficou em quarto lugar em 2004. Embora não seja citada entre as favoritas, a Lituânia deve brigar por medalha novamente em 2008; os adversários têm que tomar muito cuidado com esta equipe que pode surpreender e deixar para trás os grandes favoritos. Uma ausência será muito sentida; o pivô Zydrunas Ilgauskas, que joga no Cleveland Cavaliers, da NBA, foi impedido por sua equipe de participar dos jogos e portanto desfalcará sua seleção em Pequim.
A caminhada da Lituânia
A Lituânia se classificou no campeonato europeu em terceiro lugar, ao lado de Rússia e Espanha (classificada previamente por ser o campeão mundial), que também se classificaram na competição.
Nos amistosos preparatórios, venceram com facilidade Islândia, Portugal, Finlândia e Bielo-Rússia. Venceram de maneira expressiva a Argentina, atual campeã olímpica, por 94-75, mas perderam para os espanhóis marcando apenas 66 pontos contra 91. Ainda antes do início dos jogos, a Lituânia jogará amistosos contra Estados Unidos e Turquia.
Destaque

Os destaques dessa seleção são o armador Sarunas Jasikevicius e o ala Linas Kleiza. Jasikevicius já jogou algumas temporadas por equipes da NBA, porém não conseguiu o mesmo destaque que na Europa, onde é um dos principais jogadores do continente. Já Linas Kleiza firmou-se na NBA na última temporada, conseguindo grandes atuações no Denver Nuggets, onde chegou a marcar 40 pontos em uma única partida.
Spurs assina com Anthony Tolliver

O San Antonio Spurs anunciou hoje a contratação de Anthony Tolliver, jogador que defendeu a equipe nas ligas de verão esse ano. Os termos do contrato não foram revelados.
Tolliver foi um dos jogadores que mais chamou a atenção durante os jogos na ligas de verão, principalmente por seu eficiente arremesso. O ala de 23 anos, 2,03m e 108 quilos teve médias durante a Summer League de Las Vegas de 12,3 pontos e 5 rebotes em 23 minutos, com aproveitamento de 57,1% (12-21) nos arremessos de quadra e 61,5% (8-13) de 3 pontos em três partidas. Na liga Rocky Mountain Reveu, em quatro partidas, suas médias foram de 11,5 pontos e 3,5 rebotes em 26,5 minutos com aproveitamento de 53,3% (8-15) nos tiros de 3 pontos.
Tolliver passou quatro temporadas na Universidade Creighton, onde obteve médias de 8,1 pontos e 4,9 rebotes na carreira de 124 jogos. Na última temporada, ele jogou pelo Iowa Energy, da liga de desenvolvimento, e em 25 jogos anotou médias de 11,6 pontos e 6,4 rebotes em 27,4 minutos por jogo e 50,9% de acerto nos arremessos. Antes de entrar para a D-League, ele também participou dos campos de treinamento do Cleveland Cavaliers.
A história do San Antonio Spurs – Os anos na ABA
Por Renan Ronchi
Olá torcedores do time mais vencedor da época. Pra quem não me conhece, permitam-me me apresentar. Meu nome é Renan Ronchi e escrevo para o NBA Champions, blog que alguns devem conhecer, outros não. Para quem conhece, sabe que meu time do coração é o Chicago Bulls e eu não virei a casaca ou coisa parecida. Trata-se uma coluna de 5 partes que será postada toda segunda feira e que contará a história do San Antonio Spurs desde a época que os seus pais nasceram. Afinal de contas, antes de Tim Duncan e David Robinson o Spurs também teve um time, certo?
O Spurs é um time até que recente na NBA. Veio em 1976 com a queda da ABA, assim como o Denver Nuggets, o Indiana Pacers e uma porrada de times aí. Mas o time é mais antigo do que se pensa. O time foi um dos primeiros 11 times a jogar na ABA, liga que iniciou em 1967 suas competições oficiais. Na verdade, a ABA não deveria ser bem levada a sério. Começou com um basquete diferente, cheio de coisas que as pessoas gostavam na NBA, liga que já existia há 20 anos. Tanto que o primeiro Slam Dunk Contest veio na ABA, e muitas outras coisas do nosso All Star Weekend (além de ser a pioneira da linha dos 3 pontos). Mas o negócio acabou sendo levado mais a sério do que se imaginava. O Spurs não veio já com seu logo bonitinho e com o nome de Spurs. Veio da cidade do maior rival do atual time e com um nome meio.. esquisito. Dallas Charrapals era o nome do time que vinha para a ABA com o objetivo de ser o primeiro campeão da história da liga, liderados pelo jogador e mais tarde técnico Cliff Hagan (foto acima).
O primeiro ano foi uma surpresa decepcionante. O time era bom para os padrões da época, mas acabou com um 41-37 na temporada regular, e nos playoffs foi eliminado facilmente pelo New Orleans Buccaneers. Os anos foram passando, o time continuou sem ganhar nada e logo os problemas financeiros começaram a aparecer. Os dirigentes começaram a pensar que “Dallas” era nome de boneca e trocaram para “Texas” na temporada de 1970/1971. A coisa mostrou ser um fiasco maior ainda. Chegaram a mudar de ginásio no Texas duas vezes. Em 1972 voltaram para Dallas e, pela primeira vez em sua existência, o time não chegou aos playoffs. Isso foi a gota d’água para os dirigentes, que colocaram a franquia à venda. O time acabou sendo comprado por um bando de homens de terno e gravata e cheios da grana e que trariam o time para San Antonio. O nome do time também seria mudado. Originalmente o nome seria San Antonio Gunslingers. Sei lá de onde tiraram isso, mas logo perceberam que o nome era uma droga e mudaram para Spurs. As cores originais (vermelho, branco e azul) foram mudadas para preto e prata e enfim o Spurs poderia começar sua temporada nova completamente mudado e pronto para tentar ganhar campeonatos.
O homem que assumia as pontas do time agora era James Silas, veterano na ABA. Desde aquela época, o ponto forte do Spurs era sua defesa. Em mais de 60% da temporada regular, o time adversário conseguiu menos de 100 pontos no jogo, o que mostrava que mesmo para os padrões daquela época o time sempre pensou da mesma maneira. Silas agora não estaria mais sozinho e o time adquiriria reforços pesados. Trouxe Swen Nater, o novato do ano da época, e a lenda da época que todos os fãs do Spurs conhecem, “The Iceman” George Gervin. A ABA, por sua vez, achou que Gervin no Spurs prejudicaria a liga e tentou parar a troca, mas o Spurs levou o caso para a justiça e ganhou a causa, trazendo Gervin oficialmente em 7 de janeiro. Agora sim, eles podiam pensar em anéis.
O time ficou em terceiro lugar no oeste na temporada regular, mas novamente viria a perder na primeira rodada dos playoffs. Dessa vez seria para o Indiana Pacers, em 7 jogos. No ano seguinte, o Spurs aumentaria seu poder defensivo se tornando o “time pé no saco” da época no HemisFair Arena (casa do Spurs), ou seja, aquele time que poderia não ganhar o campeonato, mas poderia ganhar de qualquer adversário em casa. Com a demissão do técnico Tom Nissalke, Bob Bass viria a comandar o time com uma preocupação defensiva maior e com um novo arsenal para o ataque do time. Isso foi suficiente para o Spurs ficar em segundo no oeste com 51-33, mas perderia no primeiro round para o Indiana Pacers de novo, dessa vez em 6 jogos.
Esse foi o histórico do Spurs na curta época em que a ABA existiu. Um time que tinha sérios problemas para enfrentar o estilo corrido do Pacers e que nunca conseguiu chegar muito longe nos playoffs pois, quando estava pronto para ganhar um título, a crise na ABA aconteceu. Devido à não ter contratos com os canais de TV (a NBA era soberana por existir a mais tempo) e de uma crise com os salários dos jogadores a ABA acabou deixando de existir. Mas isso não significou o fim do Spurs. O time era forte e não podia terminar assim. No próximo post, você verá o Spurs em seu início na NBA, ainda sob o comando de George Gervin que agora estava experiente e lideraria a liga em pontos várias vezes nos anos que passariam. Até a próxima segunda!
Rocky Mountain Revue – Spurs vs NBA D-League Ambassadors
68X65Ambassadors
No segundo jogo do Spurs em Salt Lake City, o adversário não foi nenhuma equipe da NBA, e sim um combinado de jogadores que não estavam representando nenhuma franquia, de nome D-League Ambassadors.
Os tiulares pelo lado do Spurs foram: George Hill, Devin Green, Malik Hairston, Anthony Tolliver e Ian Mahinmi. James Gist não jogou por opção do técnico Mike Budenholzer. Pelo lado do combinado Ambassadors, iniciaram: Glen McGowan, Doug Thomas, Carl Elliot, Josh Gross, Cecil Brown.
O jogo foi em ritmo lento, com ambas as equipes cometendo muitas faltas e errando muito. O Spurs só conseguiu abrir vantagem no segundo quarto, quando anotou 22 pontos contra apenas 7 do adversário, fechando o primeiro tempo em 36-22. No segundo tempo da partida, os Ambassadors foram gradativamente reduzindo a diferença, equilibrando melhor o ataque e contando com o excesso de faltas dos jogadores do Spurs. A diferença chegou a estar em apenas 1 ponto, quando o placar apontava 53-52 restando 6:43 para o fim do jogo. Porém, o Spurs respondeu e sustentava 4 pontos à frente, quando restavam 2:50 para o fim. Mesmo com vantagem reduzida, os jogadores souberam administrar e vencer a partida por 68-65.
Estatísticas
San Antonio Spurs
George Hill – 6 pontos, 1 rebote, 5 assistências em 36 minutos
Ian Mahinmi – 12 pontos, 4-8 nos arremessos de quadra, 6 rebotes, 7 faltas em 23 minutos
Malik Hairston – 6 pontos, 2 rebotes, 3 assistências em 31 minutos
Deven Green – 19 pontos, 7-9 nos lances livres, 6 rebotes, 3 assistências em 29 minutos
NBA D-Leaque Ambassadors
Carl Elliot – 12 pontos, 6 rebotes, 2 assistências em 24 minutos
Glen McGowan – 13 pontos, 4-10 nos arrmessos de quadra, 5 rebotes em 23 minutos







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