Arquivo do autor:Bruno Pongas

Eu já sabia…

Essa é a cena que ninguém mais quer assistir...

O que todos já aguardavam aconteceu…

Em uma coluna publicada no site Canchallena nesta sexta-feira, o argentino Manu Ginobili anunciou que não irá participar do Mundial da Turquia, que será disputado no início do segundo semestre.

Manu, que recentemente renovou por mais três anos com o San Antonio Spurs, pesou na balança os prós e os contras e decidiu abandonar, mesmo que temporariamente, o selecionado argentino. “Hoje, o melhor para mim e para minha família é ficar de fora do mundial da Turquia”, declarou.

A decisão do camisa #5 argentino era aguardada. Gregg Popovich, como bem sabemos, nunca gostou de ver seus pupilos participando de jogos pelos seus países. Por ter acabado de acertar um novo contrato, já era esperado que Manu retirasse seu nome do mundial.

Ele, no entanto, disse que está deixando o mundial de 2010 em detrimento das Olimpíadas de Londres, em 2012. “Faz já dois anos que não tenho uma boa temporada (…) quero aproveitar esse recesso para ficar bem fisicamente, ter uma boa temporada e, assim, estar bem, tanto físico quanto mentalmente, para nos classificar em 2011 e jogar os Jogos Olímpicos de Londres em 2012”, declarou.

“Espero que vocês possam entender (…) só estou priorizando Londres à Turquia e a possibilidade de viver os Jogos Olímpicos mais uma vez”, pontuou.

Abaixo, confira a íntegra da nota em espanhol:

Después de unos días de debate interno y poner en la balanza mi familia, la cabeza y el corazón, llegó la hora de tomar una decisión sobre la participación en el Mundial. Siempre creí que lo correcto era decirle al técnico los planes ni bien los tuviera decididos para que arme el equipo sabiendo con quién puede contar y con quién no. Por eso, creo que es el momento de hablar sobre mi futuro con la selección nacional.

He llegado a la dura conclusión de que, hoy por hoy, lo mejor para mí y mi familia, es no jugar el Mundial de Turquía.

Sí, ya sé, alguno puede no compartir mi punto de vista y hasta estar enojado o desilusionado en este momento, pero no crean que me fue fácil determinarlo. No es, o mejor dicho, no fue una decisión fácil de tomar. Lo dije en la columna de unas semanas atrás: me gusta mucho jugar con mis amigos de tantos años, disfruto cada cortina y cada defensa de Fabri, me sorprendo y festejo con cada giro del Luifa por la línea de fondo que termina en doble la mayoría de las veces, cada pase magistral de Pablo, cada rebote o corajeada del Chapu, con esas jugadas de Carlitos que te deja boquiabierto, los triples de Paolo y Leo, y así de todo el resto. Pero en esta ocasión hay muchas cosas que entran en juego y había que analizarlo bien.

Como es de público conocimiento, después de un par de años de intentos, con mi mujer seremos papás de mellizos en mayo. Me gustaría estar presente en cada uno de esos momentos que nunca más se repiten, ayudar a mi mujer en todo lo que necesite y disfrutar cada minuto de esta experiencia única. La otra de las razones que me hizo tomar esta decisión, y que también es importante, es que mi cuerpo no está listo para jugar tres años seguidos con la selección, no tener un buen descanso, ni una apropiada preparación física.

¿Qué quiero decir con esto? Como ya lo expresé anteriormente, mis dos experiencias en Juegos Olímpicos fueron de lo mejor que me ha pasado como deportista, incluyendo anillos NBA, campeonatos en Europa y todo lo vivido en estos ya casi 15 años de carrera, y no tengo dudas en mi cabeza de que quiero volver a vivirlo. Sé que no va a ser fácil la clasificación tampoco. Por eso, mi intención es jugar también el Preolímpico 2011, que tengo entendido hasta hay chances de que se juegue en Argentina. A propósito, qué lindo seria un campeonato oficial en frente de nuestra gente después de una década (la única fue en el 2001 en Neuquén), ¿no les parece? La idea es conseguir la clasificación ahí y entonces sí, jugar mi último (muy posiblemente, ¡nunca se sabe!) campeonato con los chicos y con la celeste y blanca en el pecho.

Después de lo que pasó en Beijing 2008, la operación, las dos fracturas y esa temporada horrible 2008-2009, me costó mucho ponerme en forma y recuperar mi nivel de juego. Hace ya dos años que no tengo una buena pretemporada; la de 2008, por los Juegos mismos y las dudas mías por el tobillo y la 2009 por recuperarme de la última fractura. Entonces, quiero aprovechar este receso para ponerme 10 puntos físicamente, tener una muy buena temporada 2010-2011 y ahí sí, estar en condiciones óptimas, tanto mental, como físicamente para clasificar en el 2011, y jugar los Juegos Olímpicos en Londres en el 2012. Y aclaro, por las dudas, que los Spurs no tienen nada que ver con la decision y que de hecho dijeron que no tenían problemas en que jugara en el 2011 y 2012.

No tengo dudas de que me va a costar muchísimo mirar el Mundial por tele, me voy a querer comer la pantalla y voy a extrañar esa competencia como nadie. Pero analicé mucho mi decisión, sentimentalmente difícil, pero creo que justa.

Espero sepan entender ustedes también. No me estoy retirando de la selección, sólo estoy priorizando Londres a Turquía y la posibilidad de vivir un Juego Olímpico desde adentro otra vez.

De todos modos, el corazón, el talento y el temperamento del equipo no se discuten nunca, con o sin mí. Quedó demostrado tanto en Las Vegas 2007 como en Puerto Rico 2009. Si a esos equipos se le suman el Chapu, Fabri y alguno más, estamos como siempre, para luchar los puestos más altos y subir al podio nuevamente. Estaré firme frente a la tele desde San Antonio, como hincha número uno, con Dante y Nicola con la camisetita puesta haciendo el aguante y ayudando desde la distancia.

Spurs (1) @ Mavericks (1) – Mando quebrado!

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O San Antonio Spurs entrou em quadra nesta quarta-feira determinado, com jeito de vencedor. Poucos minutos de jogo foram suficientes para concluir que os texanos infernizariam a vida de Dirk Nowitzki e companhia. Nowitzki, inclusive, foi mais uma vez a chave da partida.

Duas peças importantes no jogo de hoje... (Foto por Danny Bollinger/NBAE via Getty Images)

Dessa vez, no entanto, o ala-pivô foi bem marcado. Apertado por todos os lados quando recebia a bola – isso quando ela chegava redonda -, o alemão desperdiçou muitos arremessos. Além disso, a dupla finalmente funcionou, impedindo o craque de se movimentar e usar toda sua agilidade e habilidade.

Com muitas bolas de três providenciais, Manu brilhou mais uma vez (AP Photo/Tim Sharp)

Nowitzki, que acertou somente nove em 24 tentativas, não foi o único que se viu sufocado pelos jogadores do Spurs. Caron Butler, peça chave no primeiro embate, também sofreu com os marcadores texanos (6-17), que reduziram completamente o seu espaço – panorama bem diferente do Jogo 1.

Ao todo, o Mavs chutou apenas 36,5% nos arremessos de quadra (31-85) – desempenho medíocre para uma equipe que se classificou em segundo na Conferência Oeste. Em termos comparativos, os comandados de Gregg Popovich acertaram 48,2% (40-83) – número bem superior. Além disso, o bom aproveitamento na linha dos três pontos (8-15) foi preponderante para o triunfo.

Como Funcionou?

Muita gente que perdeu o confronto deve estar se perguntando: como Popovich fez para brecar Dirk Nowitzki? Bom, na teoria ele não fez nada muito diferente do que estava acostumado a fazer. Em vez de tentar uma penca de jogadores em momentos diferentes da partida para confundir o camisa #41, Pop optou pela mesma tática do primeiro duelo, só que com algumas variantes.

Primeiro: Antonio McDyess, que fez hoje um bom trabalho defensivo, sempre recebia a ajuda de outro homem quando a bola chegava ao alemão. Cercado, Nowitzki era obrigado a rodar e bola e contar com a pontaria de seus companheiros, que felizmente não estava afiada. Além de Dice, Matt Bonner também usou da mesma tática quando esteve em quadra.

O melhor da noite foi ele: Tim Duncan! (Foto por Ronald Martinez/Getty Images)

Segundo: Muito esperto, Gregg Popovich sentiu a necessidade de desativar Dirk Nowitzki de qualquer maneira. Assim, quando McDyess esteve descansando, foi Tim Duncan o responsável por colar na estrela do Mavs. A tática funcionou, já que o alemão mostrou ter dificuldades em criar suas jogadas marcado por um big man. Além disso, TD não se carregou em faltas, o que foi importante para a sequência do embate.

Terceiro: Além de Dice e Duncan, Manu Ginobili também foi destacado para marcar a estrela rival. Nos poucos minutos em que encarou Nowitzki cara-a-cara, o argentino foi bem, e mostrou que ainda pode contribuir na defesa e no ataque com a mesma categoria que um dia lhe levou para um Jogo das Estrelas da NBA.

Quarto: Agora esquecendo um pouco o germânico, outra peça fundamental para o triunfo foi o ala Richard Jefferson. Tudo bem que ele fez algumas besteiras no segundo tempo, perdeu algumas bolas bobas e tal, mas Jeff foi um dos principais responsáveis por comandar os texanos no primeiro tempo e abrir uma vantagem confortável no marcador. Parabéns a ele!

No mais, a equipe foi bem, tirando o irritante blecaute do final do terceiro período. No mais, San Antonio volta para casa com um triunfo importante na bagagem. Na próxima sexta-feira, vencer será um passo importantíssimo rumo às semifinais do oeste.

Até lá…

Veja os melhores momentos da partida:

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 25 pontos e 17 rebotes

Manu Ginobili – 23 pontos, cinco rebotes e quatro assistências

Richard Jefferson – 19 pontos e sete rebotes

Tony Parker – 16 pontos, quatro rebotes e oito assistências

Dallas Mavericks

Jason Terry – 27 pontos e três assistências

Dirk Nowitzki – 24 pontos, dez rebotes e quatro assistências

Caron Butler – 17 pontos e sete rebotes

Spurs (0) @ Mavericks (1) – Primeira Rodada dos Playoffs

San Antonio Spurs @ Dallas Mavericks – Primeira Rodada dos Playoffs

Data: 21/04/2010

Horário: 22:30 (Horário de Brasília)

Local: American Airlines Center

Situação do Jogo

O primeiro duelo entre San Antonio Spurs e Dallas Maverciks pelos playoffs foi quentíssimo, como já era de se esperar. Os comandados de Gregg Popovich foram bem, mas sucumbiram diante do poder de fogo de Dirk Nowitzki, que, sem um marcador nato para impedi-lo, jogou como quis. Resta ver se as coisas mudam para o duelo de logo mais.

Série nos playoffs (0-1)

18/04/2010 – San Antonio Spurs 94 @ 100 Dallas Mavericks

No Jogo 1 da série, o Spurs foi ineficaz ao marcar Dirk Nowitzki, que marcou 36 pontos, acertando 12 de 14 arremessos de quadra e todas as 12 tentativas de lance livre. Com um desempenho desses, a derrota foi inevitável. Pelo Spurs, o destaque foi Tim Duncan, com 27 pontos.

PG – George Hill

SG – Manu Ginobili

SF – Richard Jefferson

PF – Tim Duncan

C – Antonio McDyess

Fique de Olho – O armador George Hill pode ser o fiel da balança nesta noite. Zerado no primeiro jogo, Hill fez falta ao San Antonio Spurs, que poderia ter vencido o embate caso ele estivesse inspirado.

PG – Jason Kidd

SG – Caron Butler

SF – Shawn Marion

PF – Dirk Nowitzki

C – Erick Dampier

Fique de Olho – Além de Nowitzki, outro que jogou muito no primeiro duelo dos playoffs foi o ala Caron Butler, que chegou ao Mavs no meio da temporada e vem mostrando muito serviço.

“Eu odeio o Spurs”, diz Mark Cuban

Cuban contou algo que ninguém sabia... parabéns a ele!

Mark Cuban, polêmico proprietário do Dallas Mavericks, já foi mais encrenqueiro…

Ao longo dos anos, o fanático e lunático dono/torcedor do Mavs colecionou multas da NBA por falar pelos cotovelos – impropérios, em sua maioria.

Nos últimos tempos, contudo, Cuban parece ter amadurecido, apesar de ter comprado a franquia de Dallas quando já ultrapassara a casa dos 40 anos.

Aos 51, todos pensavam que essa figura caricata do basquete finalmente havia virado gente e adquirido bom senso. No entanto, Cuban voltou a desferir asneiras quando dotado de um microfone em sua boca.

“Eu odeio o Spurs”, declarou com a sinceridade de sempre. Depois das já populares besteiras, Cuban preferiu um tom mais político e afirmou ter um bom relacionamento com Peter Holt, proprietário do San Antonio Spurs.

Como vimos, o tempo passa, mas parece que Mark Cuban nunca irá mudar.

Como parar Dirk Nowitzki?

Dirk conta nos dedos o número de vezes que já deitou e rolou contra a defesa do Spurs

Se eu soubesse como parar efetivamente o alemão Dirk Nowitzki eu já teria sido contratado para o staff do San Antonio Spurs.

Logicamente, nem eu, nem Gregg Popovich e nem o Papa Bento XVI sabemos essa fórmula mágica, já que o camisa #41 do Dallas Mavericks é simplesmente imparável.

Sou um grande entusiasta do basquete de Nowitzki. Ele é um jogador moderno e que sabe fazer de tudo dentro das quadras. É habilidoso, inteligente, arremessa como poucos – mesmo quando não tem espaço para isso…

O considero um verdadeiro gênio do basquete; um dos melhores estrangeiros que já pisou em solo ianque.

No entanto, se não há um jeito de pará-lo, deve haver, ao menos, uma maneira de reduzir sua atividade em quadra. Portanto, apresentarei abaixo algumas sugestões que limitem as investidas do alemão durante o confronto.

Tudo deve começar pelo cérebro

Toda equipe de basquete tem uma cabeça pensante. No caso do Mavs, esse mentor é o armador Jason Kidd.

De uns tempos pra cá, os texanos de azul e branco passaram a entender a importância que um dos melhores armadores da história do basquete pode ter a uma equipe. Assim, passaram a utilizá-lo com mais inteligência.

Kidd, como todos sabemos, já não é nenhum garoto daqueles que esbanja um físico privilegiado. Assim, caso fosse o técnico Gregg Popovich, colocaria um jovem [George Hill ou Garrett Temple] colado nessa peça fundamental durante todo o jogo.

Com o veterano muito bem marcado, parte da inteligência do Mavs sucumbiria. Desta maneira, menos bolas redondas chegariam a Nowitzki, que, consequentemente, teria que se esforçar em dobro e forçaria mais jogadas.

Fator McDyess

Tenho pra mim que Antonio McDyess não precisa ser muito efetivo no ataque, já que ele é a quarta ou quinta alternativa ofensiva de San Antonio quando está em quadra.

Se Dice poupar suas energias lá na frente, poderá gastar mais calorias empenhado em grudar no camisa #41 do Mavs.

McDyess, no entanto, já não esbanja aquele vigor físico suficiente para brecar o ímpeto do ala-pivô germânico, mas poderia se empenhar como nunca nesse “trabalho sujo” e dar uma “canseira” no adversário.

Quanto mais forte for marcado, mais cansado Nowitzki irá ficar. Quando mais cansado fica um jogador, menos produtivo ele passa a ser…

Segunda alternativa

Se a tática com Dyess não funcionar, outro atleta deverá estar nos planos de Gregg Popovich para infernizar a vida do europeu. Trata-se de Richard Jefferson

Jefferson, aliás, aumentou seu rendimento na segunda metade da temporada. Passou a pegar mais rebotes e a infiltrar com mais precisão…

Isso é bom, pois ganhamos outra alternativa confiável no ataque, embora ele ainda deixe a desejar nos arremessos de longa distância.

Na defesa, o ala será importante por um único motivo: terá físico de sobra para acompanhar o giro de Nowitzki pela quadra. Nem Duncan, nem McDyess, nem Blair e nem Bonner, apenas Jefferson é capaz de correr como um maluco quando Dirk for disparar seus tiros de longa distância.

Quarto período

O duelo pega fogo mesmo é no período final.

Se Duncan passou o jogo inteiro evitando marcar o alemão para não se carregar em faltas, no quarto derradeiro o assunto muda, pois é nele que o “bicho pega”.

Nada de frescuras e pseudo-inventividades; essa é a hora de colocar Tim Duncan para bater de frente com Dirk Nowitzki!

TD, não por acaso, é reconhecido por ser um bom marcador, tanto que foi eleito para o principal time de defesa da NBA por diversos anos consecutivos.

Nós, fanáticos, sabemos que ele é o único capaz de realmente incomodar esse adversário, que deverá provocar muitos pesadelos aos torcedores do San Antonio Spurs nas próximas semanas.

É esperar para ver…