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Shaquille O’Neal ‘prevê’ que Spurs ganhará seu quinto título

Shaq e seu novo emprego após deixar a NBA

Shaquille O’Neal é um grande adepto da fanfarra. Sempre cheio de gracejos, o ex-pivô prevê uma grande temporada para o San Antonio Spurs. Pois é, o ex-rival, que atuou por Los Angeles Lakers e Phoenix Suns, acredita que a era Tim Duncan se encerrará com mais um título. Será que o “Shaq-stradamus” está certo?

Brincadeiras à parte, gostaria de desejar um feliz ano novo a todos vocês, leitores do Spurs Brasil, em nome de nossa equipe. Esperamos que 2012 seja melhor para nós e que o Papai Noel (sim, ele mesmo!) traga um pivô como presente atrasado.

Spurs (2-1) vs Jazz (1-2) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs Utah Jazz – Temporada Regular

Data: 31/12/11

Horário: 23:30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center, San Antonio

O San Antonio Spurs entra em quadra no último dia do ano para encarar o enfraquecido Utah Jazz. O time texano vem de derrota para o Houston Rockets na quinta-feira (29), enquanto o Jazz, mesmo sem contar com Al Jefferson, passou ontem pelo Philadelphia 76ers e somou seu primeiro triunfo nesta temporada.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Manu Ginobili

SF – Richard Jefferson

PF – DeJuan Blair

C – Tim Duncan/Tiago Splitter

Fique de Olho – Como citado pela coluna de hoje do Lucas Pastore, o Spurs tem enfrentado dificuldades contra os pivôs adversários nesta e na última temporada. Nesta noite, mais uma parada dura: Paul Millsap e Derrick Favors. Tiago Splitter será mais do que importante para ajudar a marcar essa dupla.

Utah Jazz

PG – Devin Harris

SG – Raja Bell

SF – Gordon Hayward

PF – Paul Millsap 

C – Derrick Favors

Fique de Olho – Paul Millsap, no meu ponto de vista, é um jogador interessantíssimo (queria ele no Spurs). Forte, reboteiro e bom pontuador – um dos grandes valores dessa equipe do Utah Jazz.

Manu exalta Popovich por poupar os titulares em Houston

Big 3 descansa enquanto assiste derrota para o Rockets

Após dar show contra o Los Angeles Clippers na quarta-feira (28), o San Antonio Spurs viajou até Houston e foi derrotado pelo Rockets no dia seguinte. A equipe de Houston dominou a partida do começo ao fim e obrigou Gregg Popovich a desistir da partida ainda no terceiro quarto.

“Perdendo por 18, terceiro jogo em quatro noites, fora de casa, estávamos mal…”, resumiu o curto e grosso Popovich. O treinador está certo. Todos os times têm um calendário apertado pela frente nesta temporada – nada menos do que 66 jogos num curto espaço de tempo, o que obriga as equipes a disputarem exaustivas sequências.

O argentino Manu Ginobili é daqueles atletas que sempre está disposto a tudo, mas concorda que o técnico fez o melhor ao descansar os titulares. “Eles (Rockets) fizeram uma grande partida. Depois de um back-to-back, Pop jamais arriscaria tudo por uma vitória incerta, seria perigoso”, analisou Ginobili.

Ainda segundo o argentino, mais noites como essa devem acontecer ao longo do próximo ano. “Numa temporada assim, isso acontecerá com um pouco mais de frequência. É complicado exigir um grande esforço sem saber se isso trará resultado. Nesses momentos, o mais importante é pensar no próximo jogo”, completou o ala-armador.

E o próximo embate do Spurs acontece neste sábado (31), contra o Utah Jazz. Depois disso, os comandados de Pop encaram Minnesota Timberwolves (2/1), Golden State Warriors (4/1), Dallas Mavericks (5/1), Denver Nuggets (7/1) e Oklahoma City Thunder (8/1).

O pequeno gigante

Blair e suas cestas inexplicáveis

DeJuan Blair é um dos jogadores mais criticados pelos torcedores brasileiros do San Antonio Spurs. Ele tem defeitos que ainda precisam ser corrigidos (defense! defense! defense!), claro, mas trata-se de um atleta muito eficiente. Entendo que o desejo de ver Tiago Splitter como titular e jogando 35 minutos por noite é grande, porém temos que valorizar esse pequeno gigante.

Blair chegou a San Antonio meio desacreditado. Ele foi bem no basquete universitário, mas se machucou antes de chegar à NBA e acabou ficando para a segunda rodada do draft. Junte a isso o fato dele ser baixo para jogar como pivô (apenas 2,01m) e pronto, temos um “jogador problema”.

O camisa 45 logo tratou de calar os críticos em sua primeira temporada. Lembro-me até hoje de um jogo de 2o pontos e 20 rebotes contra o Oklahoma City Thunder, em Oklahoma. Foi algo impressionante. Blair fez naquela oportunidade o que faz de melhor – usar sua força para marcar pontos debaixo da cesta.

Veio a segunda temporada e esperava-se muito do pivô. Seu rendimento, no entanto, caiu consideravelmente. Numericamente ele foi melhor no segundo ano (8,3 pontos, contra 7,8 no primeiro), mas evoluiu muito pouco e perdeu espaço. Blair havia começado a temporada 2010/2011 como titular, mas perdeu o posto para Antonio McDyess e tempo de quadra para Tiago Splitter.

Nas férias, DeJuan prometeu se cuidar – e de fato parece ter cumprido a promessa. Ao voltar do locaute e depois de atuar por algum tempo no basquete russo, o camisa 45 está visivelmente mais magro. Ainda continua truculento e extremamente forte, mas perdeu peso e parece bem mais ágil do que no último ano.

Ontem, contra o Los Angeles Clippers, Blair lembrou aquele jogador dos vinte e poucos pontos e vinte e poucos rebotes contra o Thunder. Foram 20 pontos cravados e seis ressaltos. O que me impressionou, no entanto, foi a maneira como ele dominou Blake Griffin e DeAndre Jordan ofensivamente.

Griffin (2,08m) e Jordan (2,11m) podem ser considerados gigantes ao lado de Blair, mas ficaram pequenos quando tentaram marcar o pivô do Spurs. “Apenas tentei ler o jogo deles”, explicou DeJuan ao final do embate. “Eles têm um físico forte e pulam muito. Eu posso pular um pouco também, mas o que importa é saber ler o jogo. Sou pequeno e tenho que encontrar meios de lidar com jogadores mais altos”, completou.

Se depender de seus “professores”, Blair pode ficar tranquilo mesmo sendo “baixinho”. “Assisto muitos vídeos do Karl Malone e do Charles Barkley e tento fazer o que eles faziam”, confessou. Seu outro mentor, o ala-pivô Tim Duncan é só elogios ao “pupilo”. “Ele faz cestas que ninguém acredita e continua atacando, sendo agressivo. Ele sabe o que fazer”, disse Timmy.

Pelo que podemos observar, Blair está muito bem assessorado. E se ele jogar metade do que jogaram seus “mestres” teremos um grande pivô para muitos anos. Abaixo, veja o vídeo que eu citei dos 28 pontos e 21 rebotes contra o Oklahoma City Thunder.

Spurs (2-0) vs Clippers (1-1) – Passamos o carro!

https://i0.wp.com/l.yimg.com/a/i/us/sp/v/nba/teams/20080123/80x60/sas.gif115X90Los Angeles Clippers

O San Antonio Spurs simplesmente passou o carro sobre o Los Angeles Clippers nesta quarta-feira (28) em San Antonio. O atropelo foi tamanho que o técnico Gregg Popovich recorreu novamente ao garbage time para selar o triunfo por 115 a 90. A equipe texana volta à quadra já nesta quinta (29). O adversário da vez será o Houston Rockets.

Destaque da noite, Jefferson tenta bater carteira de Griffin na marra (AP Photo/Bahram Mark Sobhani)

Vamos ao jogo: logo nos primeiros minutos, o adversário abriu cinco pontos no placar com extrema facilidade – parecia que teríamos uma noite “daquelas”. No entanto, Manu Ginobili logo tratou de acertar os ponteiros e, com um punhado de cestas consecutivas, colocou o Spurs à frente no marcador. O primeiro período terminou com vantagem para o time da casa (26 a 19).

Os comandados de Gregg Popovich estavam bem na partida e chegaram a abrir 14 pontos no segundo quarto. A distância no placar, contudo, logo foi embora. Inspirado, o ala-pivô Blake Griffin dominou a área pintada texana e foi o principal responsável por dizimar a vantagem que havia sido construída. Ao final do período, estávamos à frente por 58 a 54.

Dupla de armadores também se destacou (AP Photo/Bahram Mark Sobhani)

Na volta do descanso, Manu Ginobili e companhia pareciam dispostos a finalizar o embate. O time da casa fez o que quis com o visitante: uma verdadeira surra por 38 a 17. Daí por diante, foi só administrar a vantagem e correr para o abraço. Falando no argentino, Manu foi o cestinha do Spurs mais uma vez: 24 pontos e seis assistências. Além dele, os outros quatro titulares e o reserva James Anderson ultrapassaram a barreira dos dez pontos. Destaque especial para Richard Jefferson (mais uma vez!) e DeJuan Blair. Jeff foi quase perfeito nos arremessos (8-9) e deixou o AT&T Center com 19 tentos. Blair, por sua vez, conseguiu boas cestas debaixo do aro: 20 pontos e seis rebotes para ele.

O brasileiro Tiago Splitter foi novamente bem na parte defensiva. No ataque, contudo, ele foi pouco acionado. Em pouco mais de 20 minutos, Splitter marcou quatro pontos e pegou três rebotes. Ainda sobre a defesa, o Spurs soube neutralizar os bloqueios do Los Angeles Clippers. Blake Griffin foi bem? Monstruoso! Tudo bem que foram 28 pontos sem grandes esforços, mas percebam que ele ficou isolado na maior parte do tempo e foi obrigado a criar suas jogadas. Chris Paul, que deveria ajudar o camisa 32, foi bem marcado e saiu de quadra com apenas dez tentos (3-10).

Para fechar, Kawhi Leonard fez uma partida tímida. Ele entrou cedo em quadra, mas cometeu alguns erros e logo foi sacado. É possível perceber nitidamente que ele está perdido dentro do esquema de jogo, o que é absolutamente normal – ainda mais para quem ficou sem pré-temporada e Summer League. Fiquem calmos que logo o garoto se acerta.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Manu Ginobili – 24 pontos e seis assistências

DeJuan Blair – 20 pontos e seis rebotes

Richard Jefferson – 19 pontos e quatro rebotes

Tony Parker – 14 pontos e nove assistências

James Anderson – 12 pontos e três rebotes

Tim Duncan – Dez pontos e oito rebotes

Los Angeles Clippers

Blake Griffin – 28 pontos e nove rebotes

Caron Butler – 12 pontos

Mo Williams – 12 pontos

Chauncey Billups – 11 pontos

Chris Paul – Dez pontos e nove assistências