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Green aproveita minutos de fama após noite de estrela

Green deverá aparecer com mais frequência em quadra (Foto: site oficial)

Acostumado ao banco de reservas, Danny Green é o verdadeiro “esquenta banco” do San Antonio Spurs. Seu destino, contudo, pode ter mudado na noite de quarta-feira (4). Diante do Golden State Warriors, Gregg Popovich resolveu apostar no jovem jogador como sua última cartada. O time texano estava mal em quadra, fazia um péssimo trabalho defensivo e atacava com pouca eficiência.

Sem grandes alternativas, Pop chamou o camisa 4 e pediu que ele colocasse sua especialidade, a defesa, em prática. Green entrou e logo colou em Monta Ellis, que vinha fazendo uma partida espetacular. Além de executar um ótimo trabalho defensivo contra um dos pontuadores mais agressivos da NBA, Danny também mostrou competência no ataque com bolas decisivas.

Após o jogo, o pouco requisitado Green foi cercado por repórteres e viveu sua noite de estrela. “Foi divertido”, comentou ele sobre a vitória por 101 a 95. “No segundo tempo, fizemos um grande trabalho parando os armadores deles. Eles vieram pilhados, mas conseguimos jogar melhor defensivamente e foi assim que conseguimos o triunfo”, completou o jogador.

Danny também foi questionado sobre o toco em Monta Ellis nos minutos finais, quando a partida estava pegando fogo. Segundo ele, o argentino Manu Ginobili, que estava assistindo o duelo ao lado do banco de reservas, lhe deu alguns toques sobre como marcar o astro rival. “Ele disse para eu manter meus braços longe do Monta Ellis porque ele tentaria jogar seu corpo em mim e cavar a falta”, explicou.

Green fez exatamente o que seu mentor pediu e deixou a quadra com oito pontos (3-4), dois rebotes, duas assistências e dois tocos em pouco mais de 15 minuto. Nada mal, né?

Manu será operado e ficará de molho por até dois meses

Dois meses! Esse é o tempo que o argentino Manu Ginobili poderá ficar fora de combate. Isso porque ele será operado nesta quinta-feira (5) em San Antonio. Na última segunda, Manu quebrou o quinto metacarpo da mâo esquerda ao se chocar com o pivô Anthony Tolliver, do Minnesota Timberwolves.

De acordo com a equipe médica do San Antonio Spurs, o prazo para o retorno do ala-armador é de seis a oito semanas. “Manu é importante para nós e o perdemos”, lamentou o técnico Gregg Popovich. “Temos que saber lidar com isso a partir de agora”, completou.

Para o lugar do argentino, Popovich terá a volta de Gary Neal. O segundanista estava no Austin Toros (equipe filiada ao Spurs na D-League) para recuperar a forma após retirar o apêndice e foi chamado às pressas após o problema do camisa 20.

Fator Manu

A força do argentino traduzida em números

Que o argentino Manu Ginobili fará falta enquanto estiver machucado, todos nós sabemos, mas é possível quantificar essa perda momentânea? O site gringo Spurs Nation publicou uma tabela com o número de vitórias e derrotas do San Antonio Spurs com e sem o ala-armador ao longo dos últimos anos.

Notem que o número de derrotas sem ele foi crescendo continuamente. Esse crescimento é paralelo à importância que o argentino foi ganhando com o passar das temporadas. Tim Duncan envelhecia enquanto Manu jogava cada vez melhor e chamava mais e mais a responsabilidade. Abaixo, reproduzimos o “Fator Manu”.

Spurs manda Cory Joseph para o Austin Toros

O San Antonio Spurs anunciou nesta terça-feira (3) que enviará o novato Cory Joseph para o Austin Toros, equipe que disputa a Liga de Desenvolvimento da NBA (NBDL). O estágio de Joseph no Toros, franquia que é filiada ao Spurs, é por tempo indeterminado.

Oriundo da Universidade do Texas, o jovem armador foi a 29ª escolha do último draft e pouco jogou até aqui. Em seis partidas disputadas, Joseph somou dois pontos, três rebotes e três assistências num total de 22 minutos.

E mais…

Gary Neal deverá voltar ao Spurs nesta semana

Gary Neal - San Antonio SpursEnquanto Cory Joseph vai, Gary Neal volta. O ala-armador também havia sido enviado a Austin, onde recuperaria a forma após cirurgia para retirada do apêndice, mas deverá ser chamado novamente. Isso porque o argentino Manu Ginobili se machucou e deverá ficar fora de combate por pelo menos quatro semanas. Welcome back, Neal!

Um novo Tim Duncan

Duncan longe da cesta: funciona?

A derrota de segunda-feira (2) para o Minnesota Timberwolves foi terrível. Além do revés, o San Antonio Spurs perdeu o argentino Manu Ginobili por tempo indeterminado. Acredita-se que o ala-armador se ausentará por até seis semanas. Apesar dos pesares, a noite de ontem teve alguns pontos positivos. O principal deles (talvez o único, na verdade) foi Tim Duncan.

Mas por que o velhaco Duncan, no auge de seus 34 anos, pode ser considerado um ponto positivo? É fato que o camisa 21 nem de longe lembra aquele garoto que encantou a liga e ganhou quatro títulos há alguns anos. É fato também que Timmy está mais lento e cada vez pior na defesa, mas ontem contra o Wolves Duncan mostrou que pode reinventar seu jogo.

Como disse anteriormente, Timmy está mais devagar. Os joelhos desgastados denunciam a idade avançada de um veterano incansável, que ainda treina e joga em alto nível. Mesmo com tantos problemas, Duncan ainda á capaz de contribuir – e muito – com o San Antonio Spurs, mas para isso precisa ajustar seu estilo de jogo.

Digo ajustar pois creio que essa seja a palavra certa. Desde que entrou na NBA, Timmy sempre mostrou muita versatilidade. Por ser muito bom de costas para a cesta e dominar os pivôs adversários, pouca gente lembra que ele tem um arremesso de média distância bastante confiável. Contra o Minnesota Timberwolves, Duncan mostrou que essa arma pode ser muito eficaz. Diante de Darko Milicic (que é um bom defensor), o camisa 21 acertou uns cinco ou seis mid-shots certeiros e manteve, em certo ponto da noite, o Spurs emparelhado com o rival no marcador.

É aí que entra o ajuste no estilo de jogo. Ninguém quer que ele deixe de jogar de costas para a cesta e apague todo o talento que o consagrou, mas Duncan pode – e deve – se posicionar mais longe do aro em alguns momentos. Gregg Popovich é esperto, já deve ter pensado em algo parecido e sabe que Duncan, além da pontaria calibrada, possui uma habilidade de passe incomum. Enquanto o ala-pivô se desloca, DeJuan Blair ou Tiago Splitter podem se estapear com os rivais pelos rebotes.

Tim Duncan é um gênio, considerado por muitos o melhor ala-pivô da história da NBA. Aos 34 anos, ele ainda tem muita lenha para queimar e mostrou ontem que é capaz de se reinventar. Para isso basta muito treino e algumas jogadas desenhadas para esse arremesso de média distância sair limpo. O que vocês acham?