Arquivo do autor:Bruno Pongas

Popovich é eleito o melhor técnico do mês no Oeste

Manja muito!

O técnico Gregg Popovich, do San Antonio Spurs, foi eleito pela segunda vez consecutiva o melhor treinador da Conferência Oeste nesta temporada. Pelo lado Leste, quem ficou com o prêmio foi Tom Thibodeau, comandante do Chicago Bulls.

Popovich liderou sua equipe ao recorde de 12 vitórias e apenas três derrotas em março (80% de aproveitamento). Nos últimos dez jogos, o San Antonio Spurs venceu nove, sendo sete deles de forma seguida.

Ao longo dos dois últimos meses, a franquia texana venceu 23 vezes e saiu de quadra derrotada em apenas cinco oportunidades (82,1% de aproveitamento) – melhor marca da NBA no período.

Essa foi a 14ª vez que o treinador levou o prêmio de técnico do mês para casa e apenas a segunda vez na carreira que a homenagem aconteceu de forma consecutiva. A última vez havia sido nos meses de novembro e dezembro de 2010. É importante ressaltar que Popovich é o técnico que mais vezes foi premiado na história.

“Foi bom para ambos”, diz Popovich sobre troca de Hill

Pai e filho...

Rever George Hill na noite do último sábado (31) foi muito especial, sobretudo para o treinador Gregg Popovich.

Antes de vencer o Indiana Pacers, o técnico do San Antonio Spurs foi interpelado por um repórter que estava no Texas cobrindo o time rival. De acordo com o jornalista, Hill havia dito à imprensa de Indiana que Pop era como uma pai para ele. “Você está tentando me fazer chorar. Tipo, eu chutei ele pra fora de casa”, brincou o treinador, antes de contar boas histórias sobre seu antigo pupilo.

“Disse publicamente que ele era meu jogador favorito diversas vezes e por vários motivos. Quando George chegou aqui, mal sabia fazer um pick-and-roll. Quando o vi pela primeira vez pensei – meu Deus, o que vamos fazer com esse garoto? Aí ele começou a trabalhar duro – antes e depois dos treinamentos – e se tornou uma pessoa querida por todos”, disse.

Para Popovich, Hill cresceu muito desde que chegou a San Antonio – como jogador e também como pessoa. Segundo ele, o armador sequer abria a boca nos seus primeiros dias, mas aos poucos foi se enturmando e encantou a todos. “George é uma pessoa inacreditável, um ser humano incrível”, explicou. Antes que o discurso começasse a ficar muito sentimental, no entanto, Pop usou seu humor sarcástico para desviar o foco. “Mas no final das contas eu acabei mandando ele pra longe porque sou um babaca”.

Para finalizar, o treinador revelou que enviá-lo de volta à sua terra natal foi a desculpa perfeita para aceitar a troca com o Pacers. “Essa foi meio que minha desculpa e permitiu que eu conseguisse dormir tranquilamente por um bom tempo”, afirmou. “Minha esposa ficou furiosa comigo e o time todo ficou chocado, mas no final das contas acabou sendo bom para ambos”, pontuou.

Após derrota, George Hill fala sobre o novo momento do Spurs

Que dupla!

George Hill voltou a San Antonio e saiu de quadra derrotado. Após um começo nervoso, se ajustou aos poucos e ajudou o Indiana Pacers a se manter vivo na partida durante o segundo tempo. Ao final do embate, o placar apontava 112 a 103 para os texanos, contagem pouco comum na época em que o armador vestia as cores preta e prata.

“Eles (Spurs) encontraram uma maneira de continuar jogando. Sabemos que agora eles fazem mais pontos, chegam sempre à casa dos cem, algo que antigamente era difícil de se ver. Nós éramos um time que sempre ficava entre os 90 pontos e segurávamos os adversários com mais ou menos 80. Agora eles fazem 117, 110, coisas assim. O Spurs vem tentando ficar mais jovem e isso tem ajudado bastante”, analisou o camisa 3.

No reencontro com os velhos companheiros, Hill anotou nove pontos, pegou sete rebotes, distribuiu seis assistências e ganhou elogios do amigo Tim Duncan. “Foi muito legal vê-lo novamente”, disse Timmy. “George é um cara bacana e nós sentimos muita falta dele. Foi divertido poder vê-lo aqui em San Antonio”, concluiu.

Spurs (36-14) vs Pacers (30-21) – Vitória no estilo “old school”!

San Antonio Spurs112X103Indiana Pacers

O San Antonio Spurs recebeu neste sábado (31) a visita do bom Indiana Pacers. Na volta de George Hill ao Texas, os comandados de Gregg Popovich foram dominantes e venceram por 112 a 103. Foi o sétimo triunfo consecutivo da equipe, que está cada vez mais próxima do Oklahoma City Thunder no topo da Conferência Oeste. Vamos aos destaques!

Velhos amigos...

Old School

O uniforme do Dallas Chaparrals (nome do Spurs quando ainda jogava em Dallas) foi novamente utilizado. Desta vez, no entanto, os jogadores entraram em quadra com as meias levantadas em homenagem aos atletas do passado. Ficou bem legal – e parece ter dado sorte! “Eles ficaram ridículos!”, zombou o Coach Pop.

George Hill

Já comentamos que esse jogo marcou o retorno de George Hill a San Antonio. Após ser ovacionado ao pisar no AT&T Center, o armador teve um início de partida nervoso e errou seus primeiros arremessos. Quando a ansiedade passou, Jorgito Colina (como é chamado carinhosamente por Manu Ginobili) se destacou, terminando o embate com nove pontos, sete rebotes e seis assistências. Kawhi Leonard, o principal envolvido na troca, foi um pouco mais discreto: cinco pontos, dois rebotes e dois roubos de bola.

Duncan "old school" comandou a vitória

Big 3 inspirado

Os dois raros dias de descanso após o duelo contra o Sacramento Kings foram suficientes para recarregar as baterias do time. Azar do Indiana Pacers, que enfrentou um trio de “velhinhos” pra lá de inspirado. Tim Duncan atacou a cesta desde o início da noite e foi o principal pontuador do jogo com 23 pontos e 11 rebotes. Vindo do banco de reservas, Manu Ginobili anotou 18 pontos e distribuiu cinco assistências, enquanto Tony Parker contribuiu com mais 18 pontos, cinco passes certeiros e quatro ressaltos. “Esse trio, além de Gregg Popovich, é capaz de fazer qualquer coisa”, lamentou Frank Vogel, técnico do Pacers, após a partida.

Próxima parada

O San Antonio Spurs terá mais dois dias de descanso antes de cair na estrada para enfrentar Cleveland Cavaliers (terça) e Boston Celtics (quarta). Em linhas gerais, o calendário do mês de abril está bastante apertado; ainda bem que temos um banco de reservas excelente para suprir esse desgaste todo.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 23 pontos e 11 rebotes

Tony Parker – 18 pontos, quatro rebotes e cinco assistências

Manu Ginobili – 18 pontos e cinco assistências

Gary Neal – 11 pontos

Tiago Splitter – Dez pontos e sete rebotes

Indiana Pacers

Paul George – 18 pontos e cinco rebotes

Danny Granger – 18 pontos e três rebotes

Roy Hibbert – 15 pontos e sete rebotes

David West – 15 pontos

A volta de George Hill a San Antonio…

Saudades...

O jogo deste sábado (31) em San Antonio vale muito mais do que uma simples vitória em busca do topo da Conferência Oeste. O adversário, o Indiana Pacers, trará consigo um jogador que foi embora e que deixou saudades. Será a primeira partida de George Hill com a camisa de sua nova equipe em San Antonio.

Hill foi recrutado na primeira rodada de 2008. Era um total desconhecido e muitos o colocavam como provável escolha de segundo round. Vindo da pouco tradicional IUPUI, o camisa 3 teve impacto imediato e em pouco tempo se tornou o “queridinho” do técnico Gregg Popovich. Sua garra e vontade de vencer impressionavam. A torcida, tanto lá nos EUA quanto aqui no Brasil (sentíamos isso nos comentários feitos no blog), adoravam o jogador. Gostavam mesmo; era como se ele fosse o atleta favorito de quase todos.

Agora entra a parte em que vocês perguntam: por que ele foi trocado se tinha tanta importância para o time? Bem, essa é uma pergunta difícil de responder. Até hoje vejo as pessoas reclamando da troca, pois George Hill era, depois de Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, uma peça praticamente intocável. Se ele for bem no duelo de logo mais, com certeza vai ter gente criticando, dizendo que ele jamais deveria ter saído, mas isso é normal…

Voltando ao assunto, eu tenho a minha própria tese sobre essa polêmica toda. Por ser muito bom, o armador era a única peça de troca valiosa e “dispensável”. Escrevo dispensável entre aspas porque negociar Duncan, Parker ou Ginobili era – e é – algo absolutamente fora dos planos. Ou seja, George era muito bom, o melhor depois dos intocáveis e aquele que mais despertava interesse das outras franquias.

Além disso, o San Antonio Spurs tinha uma grande carência defensiva. Mas Hill era um bom defensor, certo? Certíssimo! Ele era ótimo marcando individualmente, mas era muito baixo para tomar conta de atletas maiores, como Kevin Durant, por exemplo. Lembro de duelos interessantes entre George Hill e Kobe Bryant. O camisa 3 era implacável contra o astro do Lakers, mas pecava quando tinha de tomar conta de alguém mais alto.

Gregg Popovich e R.C. Buford viram em Kawhi Leonard o novo Bruce Bowen, conversaram com o Indiana Pacers (que tinha a 15ª escolha no Draft de 2011) e resolveram bancar a aposta. Na noite do recrutamento, Hill já sabia que seria enviado de volta à sua terra natal. “O Coach Pop explicou a natureza do negócio, o que eu respeitei, explicou que fazer aquilo seria muito difícil e que ele se sentia muito mal. Ao mesmo tempo, disse que era algo que era necessário para o bem da franquia. Foi difícil de engolir, mas desde o primeiro dia ele foi honesto comigo”, disse o jogador, que tentou dar uma prévia de como será reencontrar esse passado recente pela primeira vez. “Será meio estranho. Vou me divertir. Será bom ver todo mundo novamente e ver todos sorrindo, mas ao mesmo tempo vai ser emocionante porque sinto falta desses caras. Nós criamos uma unidade, mas temos de entender que a NBA é um negócio. Vamos jogar como em uma partida normal de temporada regular e nos divertir”, concluiu.

A nós, torcedores, resta desejar o melhor futuro possível para George Hill (menos contra o Spurs, claro). Um atleta que sempre foi muito aplicado e íntegro durante todo o tempo que esteve em San Antonio. Abaixo, uma última imagem para ficar na história. Quem lembra desse lance?

Uma última imagem pra ficar na história...