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Aposentadoria está longe dos planos, diz Tim Duncan
Boa notícia para os torcedores do San Antonio Spurs. Em entrevista recente concedida ao site Yahoo! Sports, o ala-pivô Tim Duncan afirmou que continuará na NBA ao final de seu contrato, que acaba nesta temporada. Isso quer dizer que ele deverá renovar seu vínculo com o Spurs em breve.
“Eu amo jogar. Sou um competidor. Meu nível de divertimento na liga é realmente grande”, disse ele.
Duncan havia cogitado se aposentar quando seu contrato acabasse, mas parece que o bom desempenho nesta temporada fez com que o ídolo texano repensasse sua carreira. Em 2011/2012, o ala-pivô tem médias de 15 pontos e 9,1 rebotes por noite e faz, de longe, sua época mais eficiente dos últimos anos.
Prestes a completar 36 anos, o atleta afirma que essa longevidade toda tem nome, e se chama Gregg Popovich. “Ele é tudo. Gregg tem sido um técnico perfeito para mim”, elogiou o craque. “Ele entende o que eu preciso, continua me incentivando e pegando no meu pé. Ele permite que eu seja um jogador normal e ao mesmo tempo eu aprendo com isso todos os dias”, finalizou.
Liderança do Oeste só virá se cair no colo do Spurs
A sequência de nove vitórias consecutivas do San Antonio Spurs é animadora. Com a real possibilidade de alcançar o topo da Conferência Oeste, torcedores e especialistas já projetam o confronto da primeira fase dos playoffs.
Buscar o Oklahoma City Thunder e terminar a temporada em primeiro parece um sonho, mas Gregg Popovich prefere ser realista. Entre ficar no topo e pegar um adversário teoricamente mais fácil na pós-temporada ou ter seus atletas saudáveis para a disputa dos playoffs, Pop é bem claro ao preferir a segunda alternativa.
“Muitos anos ficamos sem o primeiro lugar e acabamos ganhando o título. Qualquer coisa pode acontecer nos playoffs“, avaliou o treinador. “É uma época em que você quer manter um ritmo, jogar seu melhor basquete e estar saudável. Timmy, Manu e Tony provavelmente jogaram menos do que qualquer outra estrela na liga porque acreditamos que será melhor tê-los em forma na reta final”, completou.
Popovich fala com conhecimento da causa. Na última temporada, ele arriscou suas estrelas até o fim e teve a infelicidade de ver sua principal arma, Manu Ginobili, se lesionar. O problema físico do argentino prejudicou – e muito – a equipe nos playoffs. O San Antonio Spurs apresentou muitas deficiências diante do Memphis Grizzlies naquela série de primeira rodada, mas o fato de Ginobili estar “baleado” foi crucial para o revés.
Agora, o técnico quer evitar cair no mesmo “erro” do passado. Por conta disso, poupará seus atletas quando eles tiverem de ser poupados, sem forçar ninguém, sem dar margem ao azar. Saudável, o San Antonio Spurs tem chances de brigar de igual para igual com os postulantes ao título – disso ninguém duvida.
Spurs (38-14) @ Celtics (30-23) – Teste pra cardíaco!
87X86
Foi sofrido, mas o San Antonio Spurs arrancou uma vitória importante do Boston Celtics fora de casa. Com o triunfo, a franquia texana se aproximou ainda mais do Oklahoma City Thunder e já sonha com o topo da Conferência Oeste. O time da casa teve a bola do jogo, mas Paul Pierce desperdiçou o arremesso e o placar ficou em 87 a 86 para os visitantes em partida disputada nesta quarta-feira (4).
Nove e contando…
A vitória desta quarta foi a nona consecutiva do San Antonio Spurs – melhor sequência em atividade em toda a NBA. O Boston Celtics, por outro lado, teve sua sequência de cinco triunfos consecutivos quebrada.
Amor e ódio
Confesso que tenho um caso de amor e ódio com o Gary Neal. Ele é bom jogador, tem um arremesso confiável e é um ótimo desafogo na tábua ofensiva, mas peca em uma série de aspectos. Tudo bem que ele está jogando improvisado como armador, mas precisa passar mais a bola, forçar menos arremessos e procurar fazer o simples. Contra o Celtics, Neal cometeu cinco turnovers – muitos deles na reta final da partida – e quase prejudicou a equipe. No entanto, foi o mesmo camisa 14 que acertou uma bola de três pontos crucial no último minuto do jogo. Assim fica difícil ter raiva dele, né?
Segundo tempo sofrível
O primeiro tempo do San Antonio Spurs contra o Boston Celtics foi fantástico. A franquia texana foi para o intervalo vencendo por 59 a 48, mas parece ter parado por aí. Na volta do descanso, quem ditou o ritmo da partida foi o time da casa, que sufocou os comandados de Gregg Popovich. Para se ter uma ideia, San Antonio fez apenas nove pontos no terceiro período e um total de 28 pontos no segundo tempo inteiro – o que é tenebroso!
O aproveitamento nos arremessos também foi ruim (41,9%), assim como o aproveitamento de longa distância (25%). Vale lembrar que o tiro de três pontos é uma das principais armas – quiçá a principal – do Spurs no ataque.
Esses 25% refletem um pouco o desempenho do time em quadra, já que essas bolas que deixaram de cair fizeram muita falta. A parte boa é que o Spurs conseguiu sobreviver mesmo sem essa alternativa fundamental.
Double-double
Para encerrar, Matt Bonner fez um double-double (dez pontos e dez rebotes). Aposto que o blogueiro Lucas Pastore, grande admirador do basquete do camisa 15, está em êxtase! Ah, e ele acertou um arremesso importantíssimo no finalzinho. Além de tudo é clutch!
Próxima parada
O San Antonio Spurs volta à quadra na sexta-feira, quando recebe o New Orleans Hornets no AT&T Center. No domingo, ainda em casa, o visitante a ser batido será o Utah Jazz. Tá fácil aumentar essa sequência, hein!?
Destaques da Partida
San Antonio Spurs
Danny Green – 14 pontos e quatro rebotes
Gary Neal – 13 pontos e quatro assistências
Tim Duncan – Dez pontos e 16 rebotes
Matt Bonner – Dez pontos e dez rebotes
Tiago Splitter – Oito pontos e seis rebotes (14 minutos em quadra)
Boston Celtics
Avery Bradley – 19 pontos
Rajon Rondo – 17 pontos e 11 assistências
Kevin Garnett – 16 pontos e sete rebotes
Paul Pierce – 15 pontos e dez rebotes
Quando a persistência dá resultado…
Danny Green veio da tradicional Universidade da Carolina do Norte – a mesma que revelou Michael Jordan para o mundo do basquete -, mas teve poucas chances de mostrar seu trabalho na NBA. Draftado pelo Cleveland Cavaliers na segunda rodada de 2009, Green jogou apenas 20 partidas em sua temporada de novato.
A verdade é que ele tinha pouco espaço em Cleveland; era ofuscado pelo astro maior, LeBron James. “Largado” no banco de reservas, Green via o tempo passar sem esperança de ganhar uma oportunidade. Essa chance realmente nunca veio, já que o ala foi dispensado durante o training camp da temporada seguinte.
“As semanas passavam e eu sequer tinha ideia do que ia acontecer”, disse o jogador, que havia assinado um “contrato de risco” antes do começo da fase regular. “Você fala com seu agente, espera alguns telefonemas, treina duro e espera uma chance aparecer”, completou, lembrando que a carreira de jogador de basquete nem sempre rende fama e dinheiro.
Mas Green se lembra de alguns bons momentos em Ohio, como a convivência com atletas mais experientes. “Me diverti bastante no meu primeiro ano em Cleveland. É uma grande franquia e tive grandes companheiros de time. Só esperava que eu fosse encontrar um novo lugar para chamar de casa mais rápido”, explicou.
Demorou mesmo. Danny perambulou pela D-League antes de finalmente achar seu lugar para chamar de casa. No entanto, custou para que ele encontrasse seu espaço no Texas. Nesse meio tempo, as idas e vindas do ala para a liga de desenvolvimento da NBA eram constantes. Green só conseguiu se firmar em San Antonio nesta temporada, justamente depois que Manu Ginobili se machucou. Gregg Popovich até testou James Anderson antes dele, mas foi o ala de North Carolina que “conquistou” o treinador.
Titular absoluto, o camisa 4 voltou a Cleveland na noite de terça-feira (3) e mostrou para os dirigentes do Cavs que poderia ter sido melhor aproveitado enquanto esteve esquentando banco por lá. Danny Green teve sua vingança – anotou 19 pontos e ajudou o San Antonio Spurs a conquistar sua terceira maior vitória fora de casa na era Gregg Popovich, que começou em 1996.
Apesar da pontaria calibrada no ataque, foi sua garra na defesa que ganhou elogios; e olha que foram elogios de peso. “Danny vem sendo muito sólido defensivamente”, analisou Tim Duncan. “Na verdade, ele tem feito muito mais do que acreditamos que ele seria capaz. É realmente uma grande surpresa para nós”, finalizou.
Green, assim como Jeremy Lin e tantos outros, é mais uma prova de que empenho e persistência trazem resultado. Ele pode estar longe de ser um craque, mas sua raça dentro de quadra faz com que ele tenha espaço garantido e um lugar para chamar de lar.
Spurs (37-14) @ Celtics (30-22) – Temporada Regular
San Antonio Spurs (37-14) @ Boston Celtics (30-22) – Temporada Regular
Data: 04/04/2012
Horário: 20h30 (Horário de Brasília)
Local: TD Garden
Eu e o Lucas Pastore debatemos ontem durante a nossa Twitcam que o San Antonio Spurs só teria boas chances contra o Boston Celtics se conseguisse uma vitória fácil sobre o Cleveland Cavaliers. O triunfo tranquilo aconteceu e Gregg Popovich conseguiu dar um descanso considerável para suas estrelas. Desta maneira, os texanos enfrentam o rival com baterias carregadas e podem brigar de igual para igual com Paul Pierce e companhia.
PG – Tony Parker/Patrick Mills
SG – Danny Green
SF – Kawhi Leonard
PF – DeJuan Blair
C – Tim Duncan
Fique de Olho – O australiano Patrick Mills foi um dos destaques do Spurs na vitória sobre o Cleveland Cavaliers. O armador já parece bem à vontade no sistema de jogo de Gregg Popovich e, com 20 pontos, foi o cestinha da partida.
PG – Rajon Rondo
SG – Avery Bradley
SF – Paul Pierce
PF – Brandon Bass
C – Kevin Garnett
Fique de Olho – Rajon Rondo tem jogado muito bem e é um dos responsáveis pela arrancada do Boston Celtics nesta reta final de temporada. No domingo (1º), contra o Miami Heat, Rondo anotou um triple-double (16 pontos, 11 rebotes e 14 assistências) e ajudou sua equipe a conquistar o sexto triunfo consecutivo. Olho nele!













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