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Pré-Olímpico Masculino – Alemanha garante vaga

Alemanha x Porto Rico

Por que o Brasil assistiu?

Para os mais rancorosos, foi a chance de secar a Alemanha. Para os interessados, a disputa da última vaga em Pequim.

O jogo

Sem o armador Carlos Arroyo, Porto Rico foi mais um time da América a sentir a frieza alemã e a maestria de Dirk Nowitzki em quadra. O jogador, um dos melhores desse Pré-Olímpico, senão o melhor, mais uma vez fez sua seleção basear o jogo em seu talento individual. E deu certo: 96 a 82 para a Alemanha, cujos jogadores não perderam o domínio do jogo em nenhum momento.

Grupos olímpicos definidos

Grupo A

Argentina, Austrália, Irã, Lituânia, Rússia e Croácia

Grupo B

Angola, China, Espanha, Estados Unidos, Grécia e Alemanha

O Spurs Brasil fará cobertura completa do torneio masculino de basquete em Pequim, não percam!

Bate-Papo – Diretoria, negócios e estrangeiros…

O que vocês acham da postura da diretoria no mercado de off season, nas trocas e contratações; é muito conservadora ou tem um planejamento ponderado?

Leonardo Sacco – Bom, eu tenho claríssimo em minha cabeça que a diretoria do Spurs é uma das melhores da NBA. Eles montaram um início de dinastia com peças de draft e pouco investimento. Porém, nessa abertura de mercado, acho que eles não estão trabalhando como deveriam. Primeiro foi o draft. Tudo bem, esse Hill pode calar a minha boca e a de mais um monte de gente, mas não nos esqueçamos que o Spurs deixou passar um exímio armador, Mario Chalmers. Nas Ligas de Verão ele tem sido um dos protagonistas do Heat, e ele poderia ser de nosso time! Grande vacilo da diretoria, na minha opinião.
Já sobre o mercado de agentes livres, pra mim é simples: o Spurs não vai contratar um Brand, um Davis ou um Iguodala. Então, mantenha a base e, no máximo, traga um jogador como o Maggette, que pode ser bem útil. Mas como parece que o Maggette não virá, é só não deixar o Barry escapar. Eu, pelo menos, o acho bem importante. E aí Pongas, qual sua opinião sobre a diretoria nesse período?

Bruno Pongas – Olha…
Eu concordo com a diretoria em alguns aspectos, mas não há como negar que ela nos deixa um pouco com um pé atrás às vezes. Vamos aos fatos: Voltando um pouco para o dia do draft. Tínhamos uma escolha razoável, suficiente para escolher um jogador importante para a rotação. Tivemos nas mãos alguns garotos de grande projeção, como o já citado Mario Chalmers e o ala-pivô DeAndre Jordan. Chalmers, como dito pelo Léo, vem mostrando que é sim um jogador interessante. Em compensação, penso que se o Jordan, que estava projetado para ser um Top 20, não foi escolhido nem no primeiro round, é porque alguma coisa estranha tem. Ou ele é jogador problema, ou não se mostrou competente o suficiente durante os treinos com as equipes. Para a surpresa de todos, veio o desconhecido George Hill. Logo de cara também torci o nariz para a escolha. Mas ao ver os números do garoto pela insignificante Universidade de Indiana, percebi que pode ter um bom futuro. Também gostei do fato de ele ser apegado à Universidade, já que ele teve oportunidades de ir jogar em centros maiores e preferiu ficar em Indiana. Isso me agrada, pois demonstra amor à camisa, coisa que é pouco comum hoje em dia.
Agora quanto à diretoria. Acho que ela vem cometendo alguns deslizes. Isso começou a me incomodar com a absurda troca envolvendo Luis Scola e o grego Spanoulis. Tudo bem, o Scola não estava com muita vontade de atuar pelo Spurs depois de alguns entreveiros que aconteceram, e o grego é sim um bom jogador. Mas vamos aos fatos; primeiro, Spanoulis já havia declarado que voltaria pra Europa, já que tinha grande proposta do Panathinaikos. E o Scola creio que era questão de conversar e fazer pequenos ajustes aqui e ali.
Concordo com a postura da diretoria de mantêr os pés no chão, mas sei também que é complicado sair ano e entrar ano e não vemos chegar um scorer novo, ou mesmo um jogador que chegue causando grande impacto.

Leonardo – Sobre o Scola, concordo com você. Talvez se houvesse tido mais algumas conversas, algumas negociações, o argentino teria desembarcado em San Antonio. Mas, para o lugar dele, o Splitter foi uma escolha bem interessante. A cada jogo que assisto do Brasil me impressiono mais e mais com o trabalho do Tiago. É ótimo jogador para o garrafão, tem que treinar mais seus chutes de longa e média distância, mas se vier para o Spurs, vem para ser titular.
Falando no Splitter: você acha que ele vem ou não, Pongas?

Pongas – Bom, sinceramente eu espero que sim!
Não iria gostar de ver o episódio Scola acontecendo de novo. Se pararmos pra pensar, olha o jogador que tivemos na mão e que acabou escapando dessa maneira. O argentino fez uma excelente temporada junto ao Houston Rockets e cairia como uma luva no esquema do Popovich.
Splitter mostra a cada jogo, seja pela seleção ou pelo Tau Cerâmica, que está em franca evolução e que tem tudo para ser um jogador que cause certo impacto na NBA. É difícil falar agora, mas é fato que ele parece ter um pouco mais de cabeça que os outros brasileiros da NBA, isso é um ponto a nosso favor.
Fico feliz pelas boas atuações do Splitter pela seleção. É muito bom ver um jogador do nosso país atuando em tão alto nível. Sem brincadeira, na minha opinião ele tem tudo pra ser um dos bons pivôs da NBA nos próximos anos (Levando em conta, claro, a carência de grandalhões nos dias de hoje).
E você, Léo? Acha que ele também causará tal impacto?

Leonardo – A “novela” Splitter pode atrapalhar um pouco a vida dele em San Antonio. O Spurs parece ser um time muito fechado, com astros já definidos. Minhas opiniões são dadas como torcedor do Spurs ou brasileiro. E são elas:
Como brasileiro, acharia melhor ele ter ido para uma franquia menor e com menos craques, pois teria mais chance. Mas mesmo assim, o Spurs é um ótimo time, pois ele vai aprender simplesmente com o Duncan;
Já como torcedor do Spurs, estou eufórico pela chegada do Tiago, que dos jogadores recrutados nesse processo de renovação é o que mais me agrada.
Bom Pongas, acho que por hoje é só. Peço desculpas para nossos visitantes pelos problemas técnicos que temos passado. A cobertura da WNBA e o Bate-Papo foram afetados na última semana, mas voltarão com força total. Abraços para você e para nossos leitores.

Spurs começa reforma administrativa

A renovação do San Antonio Spurs passou na última terça-feira por um importante processo: uma reforma administrativa. O grupo Spurs Sports&Entertainment elevou os cargos de alguns executivos que já trabalhavam no conglomerado e, com isso, disseram estar promovendo uma grande mudança de ares na franquia.

O técnico Gregg Popovich, o general manager RC Buford e o chefe da área de negócios Rick Pych foram os principais beneficiados com as alterações efetuadas. Todos foram promovidos e agora ocupam a presidência de alguma área do grupo que comanda, entre outros, o San Antonio Spurs e o San Antonio Silver Stars, representantes da cidade na NBA e na WNBA, respectivamente. Popovich agora é, além de técnico do Spurs, presidente de operações da equipe masculina de basquete. Buford ganhou o cargo de presidente de esportes da franquia, enquanto Pych tornou-se o responsável pelo AT&T Center, arena onde Spurs e Silver Stars mandam seus jogos.

Além das alterções já citadas, algumas outras, de menor impacto, foram promovidas. Os principais objetivos dessas mudanças estão relacionados à expansão da marca do grupo, que agora cogita fundar um time para o chamado futebol americano de arena (eles já possuem times de basquete na NBA, WNBA e D-League, além de uma equipe de hóquei).

As alterações podem surtir efeito no San Antonio Spurs, uma vez que a equipe da NBA é a principal fonte de arrecadação e exposição do grupo Spurs Sports&Entertainment. Em outras palavras, as mudanças devem fazer com que a equipe acelere seu processo de renovação e rejuvenescimento.

Pré-Olímpico Masculino – Brasil estréia, vence e se classifica

A seleção brasileira masculina de basquete fez a tão esperada estréia no Pré-Olímpico Mundial hoje, atuando diante do fraquíssimo selecionado do Líbano. Como já esperado, a vitória brasileira aconteceu com certa facilidade, 94 a 54.

Ao analisarmos a diferença de 40 pontos no placar, já concluímos a falta de qualidade do adversário. Mas mesmo assim, o Brasil ainda apresentou algumas ressalvas, todas referentes, principalmente, ao sistema defensivo. Dos 54 pontos marcados pelos libaneses, 33 aconteceram em arremessos de três pontos. O aproveitamento de 42% do adversário na linha dos três tem que ser encarado como falha de marcação e deve ser consertado a tempo, antes de enfrentarmos selecionados mais fortes.

No mais, o jogo foi tranquilo para o Brasil, que atuou com seus titulares apenas no primeiro quarto, no início do segundo e no final do último. Nos outros momentos, apenas jovens reservas atuaram. Como destaque individual, ressalta-se o armador Marcelinho Huertas, cestinha do encontro com 17 pontos. Já o destaque negativo fica para o pivô titular JP Batista, que foi o único brasileiro a não converter sequer uma cesta. Brasil e Grécia se enfrentam amanhã para decidir o primeiro lugar do grupo.

Destaques da partida

Brasil

Marcelinho Huertas – 17 pontos em 22 minutos

Murilo – 14 pontos e 4 assistências

Rafael “Baby” Araújo – 16 pontos em 17 minutos

Duda Machado – 9 pontos e 4 roubadas de bola

Líbano

Fahed – 15 pontos e 4 arremessos de três pontos convertidos em 10 tentados

Camarões x Porto Rico

Por que o Brasil assistiu?

Porto Rico foi uma das seleções que mais deu trabalho no Pré-Olímpico das Américas e, por isso, é um dos favoritos à vaga em Pequim.

O jogo

Surpresa. Esse é o melhor termo para definirmos o que aconteceu na vitória porto-riquenha. Para quem esperava fácil vitória dos latinos, um jogo equilibrado em seu final e que quase culminou com uma belíssima reação dos africanos. Não fosse a péssima distribuição tática de Camarões, Porto Rico teria encestado menos bolas de três pontos e o jogo poderia até ser levado para a prorrogação. Se os porto-riquenhos quiserem fazer jus a seu papel de favoritos, terão que melhorar seu jogo. Seus próximos adversários são os croatas, amanhã.

Próximos jogos:

16/07 – 7h00 (Brasília): Canadá x Coréia do Sul

16/07 – 9h30 (Brasília): Porto Rico x Croácia

Pré-Olímpico Masculino – Sai o primeiro classificado

Eslovênia x Canadá

Por que o Brasil assistiu?

Nenhum dos dois adversários pode enfrentar o Brasil antes das semifinais. Mas a Eslovênia joga um bom basquete até o momento, e pode pintar no caminho brasileiro rumo à Pequim.

O jogo

Um primeiro tempo equilibrado no último jogo da Eslovênia na primeira fase. Mas, no segundo tempo, uma vitória tranquila da equipe européia. Contando com a torcida estrangeira mais animada da competição – atrás, é claro, só dos anfitriões gregos – os eslovenos fecharam o jogo em 86 a 70. O grande destaque do jogo ficou no duelo de garrafão entre os astros das equipes, os jogadores da NBA, Rasho Nesterovic (pelo lado esloveno) e Samuel Dalembert (atuando no Canadá). Vantagem para Nesterovic, que dominou Dalembert durante toda a partida. Os canadenses fecham o grupo amanhã, quando decidem o segundo lugar contra a Coréia do Sul.

Cabo Verde x Alemanha

Por que o Brasil assistiu?

Esse jogo é o mais importante do dia depois de seu próprio duelo para a seleção brasileira. A Alemanha é o mais cotado time para ser adversário do Brasil nas quartas de final e, por isso, os brasileiros devem sempre estar de olho nos europeus.

O jogo

O grande destaque do jogo ficou por conta dos 68 pontos sofridos pela Alemanha. Em um treino de luxo, não se espera que uma seleção com Dirk Nowitzki e Chris Kaman sofra tantos pontos de uma seleção sem organização nenhuma. Pelo lado alemão, fica de bom as destacadas atuações dos já citados jogadores e o tempo em quadra que foi concedido aos mais jovens. Placar final de 104 a 68 para os alemães, que decidem o primeiro lugar do grupo amanhã, contra a Nova Zelândia.

Próximos jogos:

13h30 (Brasília): Camarões x Porto Rico

16h00 (Brasília): BRASIL x Líbano