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Spurs (0-2) @ Blazers – Por muito pouco

99X100

Por muito pouco, o San Antonio Spurs não conseguiu sua primeira vitória na temporada regular 2008/2009 da NBA. Em um jogo equilibrado e bom de se ver, ambas as equipes superaram seus importantes desfalques – o ala-armador Manu Ginobili para os visitantes e o pivô Greg Oden para os mandantes – e buscaram desde o início da partida a vitória. Com a derrota, o Spurs segue sem vencer na temporada em vigência, enquanto o Blazers iguala sua campanha com um triunfo e uma derrota obtidos.

O primeiro período da partida marcou leve vantagem dos texanos: vitória parcial por apenas um ponto para o Spurs, 21 a 20, com bela atuação do ala-pivô Tim Duncan e do armador Tony Parker, que ao final do quarto tinham, respectivamente, nove e seis pontos anotados. Com assistências precisas, Parker era o principal organizador do jogo, e Duncan, com seus rebotes, era o pilar da defesa do Spurs. Pelo lado do Blazers, o ala LaMarcus Aldrigde foi o grande destaque do período, com seis tentos convertidos.

Com Duncan comandando as ações ofensivas e aumentando seu número de pontos feitos, o Spurs passou a afunilar seu jogo no ala-pivô, que acabou ficando sobrecarregado no ataque. Neste momento, os donos da casa se impuseram no jogo, e, com atuação muito boa do trio formado pelo já citado Aldridge, o armador Brandon Roy e o ala Nicolas Batum, abriram boa vantagem no momento em que as equipes desceram para o vestiário. Com um chute de três pontos de Roy, o Blazers fechou o placar do primeiro tempo em 51 a 45.

O terceiro quarto marcou de vez a consolidação das excelentes atuações de Roy e Aldridge. A dupla continou dando trabalho para a defesa do Spurs, que continuava respondendo apenas com Duncan, Parker e, eventualmente, com Roger Mason.  Mas as ações ofensivas dos visitantes não fizeram efeito e a vantagem do Blazers só aumentou, desta vez indo para oito pontos: 78 a 70.

A vantagem, no entanto, começou a cair no decorrer do derradeiro período do embate.  Com o cronometro marcando pouco mais de um minuto para o final do jogo, o Spurs finalmente passou à frente no placar, com um ponto de vantagem: 97 a 96.  A virada e a consolidação da vitória vieram no entanto das mãos dos melhores jogadores do Blazers. Com dois lances livres convertidos por Brandon Roy e um arremesso certeiro de LaMarcus Aldridge, os donos da casa atingiram a marca centenária, estacionaram no placar e viram o Spurs converter a última cesta do jogo com Parker cobrando lance livre. No fim das contas, um bom jogo e nova derrota do San Antonio Spurs.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 27 pontos e 10 rebotes

Tony Parker – 24 pontos e 11 assistências

Roger Mason – 14 pontos e 4 assistências

Portland Trail Blazers

Brandon Roy – 26 pontos e 7 assistências

LaMarcus Aldridge – 23 pontos e 5 rebotes

Nicolas Batum – 12 pontos

Spurs @ Blazers – Temporada regular

Pré-Jogo – San Antonio Spurs @ Portland Trail Blazers – Temporada Regular

Local: Rose Garden Arena

Horário: 00:30 (Horário de Brasília)

Data : 31/10/2008

Situação do jogo

Após ser derrotado em casa na estréia contra o Phoenix Suns, na última quarta-feira, o San Antonio Spurs encara o jovem time do Portland Trail Blazers, no Oregon, em busca de sua primeira vitória na temporada regular 2008/2009 da NBA. Ainda sem as presenças de Manu Ginobili e Fabricio Oberto, machucados, a equipe texana terá como principal aliada a ausência do pivô Greg Oden, primeira escolha do recrutamento de 2007 e que faz sua temporada de estréia na NBA. O jogador se machucou na estréia do Blazers ante o Los Angeles Lakers e, por isso, não estará relacionado para o duelo de sexta-feira. O embate ficará marcado pelo embate entre equipes com tendências opostas: enquanto o Spurs é reconhecidamente uma equipe mais velha, o Blazers é uma das franquias mais jovens de toda a NBA.

Fique de olho

Rudy Fernandez (na foto de preto) está fazendo sua temporada de estréia na NBA. Famoso por seu jogo na Europa, o jogador apresenta potencial enorme para brilhar na multimilionária liga de basquete norte-americana. Vindo do banco, o ala-armador anotou 16 pontos e distribuiu quatro assistências no jogo em que debutou pelo Blazers, contra o Lakers, na última terça-feira. Talento sobra nesse ágil jogador, que por vezes é comparado pela mídia com o argentino Manu Ginobili, do Spurs.

Bem mais do que uma estréia

A estréia de qualquer modalidade, de qualquer campeonato – desde aquele campeonato de bocha no clube até um megaevento como a NBA – sempre é acompanhada de grande dose de tensão e nervosismo. Especulações, palpites e discussões são eventos cotidianos deste período tão especial. Mas alguns eventos de abertura se sobressaem perante outros. Não, não estou falando da estréia da NBA por si só. Estou falando de UM jogo. Não, não estou falando da partida de abertura entre Boston Celtics, atual campeão, e Cleveland Cavaliers, do sempre requerido LeBron James. Estou falando da guerra de nervos – ou duelo, se você preferir – entre San Antonio Spurs e Phoenix Suns, amanhã, quando três jogos já terão inaugurado a temporada regular da multimilionária liga de basquete norte-americana.

Por que logo o duelo entre Spurs e Suns? Não leitor, não fiz tal escolha apenas pelo fato de estar escrevendo para um espaço destinado ao primeiro time. Fiz tal opção pelo simples fato desse embate reunir em 48 minutos todos os sentimentos que tomarão conta dos mais diversos fãs ao longo dos próximos oito meses.

Clássico recente, o jogo entre o time do Texas e o do Arizona reunirá bem mais do que as desavenças adquiridas nas duas últimas pós-temporadas, quando o Spurs eliminou consecutivamente o Suns e jogou fora as chances do adversário de ser, pela primeira vez, campeão da NBA. Mais do que se enfrentarem dentro da quadra do AT&T Center, casa da franquia de San Antonio, os dois times colocarão a prova seus envelhecidos plantéis, cada vez mais esquecidos pela mídia especializada, que prefere apostar sempre em times jovens, com craques que brilham tanto por seu talento como por suas jogadas incrivelmente plásticas.

Em San Antonio, a história é a mesma de alguns anos atrás: nenhum reforço de peso, base mantida, críticas à postura dos dirigentes no que diz respeito à renovação do plantel. Nada mudou nos últimos anos, mas a equipe continua chegando. Mesmo aparentando cansaço ao enfrentar equipes mais jovens, o Spurs ainda é imponente e assusta muitos times. Apesar dos pesares, ninguém exclui os texanos do grupo de favoritos ao título.

No Arizona, a história não é a mesma de alguns anos atrás: o time entrou em uma curva decrescente de produção, os jogadores que antes estavam acima do bem e do mal já começam a ser olhados com desconfiança, o ritmo frenético que marcou a transição e o estilo de jogo do Suns foi deixado de lado. Muita coisa mudou desde a fatídica eliminação na última pós-temporada. Cada vez menos o time é cotado para ser campeão. Shaquille O’Neal e Steve Nash já não são mais a garantia que se esperava que fossem antes. Quase nenhum especialista os aponta como favoritos. Mas os jogadores de Phoenix querem provar o contrário.

San Antonio Spurs contra Phoenix Suns, quarta-feira, em San Antonio. Aguardem, assistam. Será bem mais do que uma estréia qualquer… Será a primeira prova para ambos os envolvidos.

… e com direito a ‘hack-a-Shaq’, por que não?

Ginobili realiza treino de arremessos

Um dos primeiros passos para o retorno do ala-armador Manu Ginobili ao San Antonio Spurs foi dado na última quinta-feira. Lesionado desde a Olímpiada de Pequim, o jogador se recupera de cirurgia realizada e já começa a participar, mesmo que sozinho, de alguns treinamentos de arremessos. Ginobili passou cerca de uma hora e meia em um dos ginásios de treino do Spurs praticando chutes de média distância, fato que animou muito a comissão técnica local. O ala-armador ainda praticou alguns minutos de caminhada ao longo da quadra, mostrando grande recuperação em seu tornozelo lesionado.

O técnico Gregg Popovich era um dos mais entusiasmados com o rápido retorno de Ginobili, um de seus principais jogadores. Após algumas divergências entre o argentino e o treinador na época dos jogos de Pequim, a relação entre ambos parece ter sido totalmente reestabelecida com a volta de Manu aos treinos. “Realmente é fantástico poder ver ele (Manu) treinando arremessos. Além de ser ótimo por saber que contarei com ele em breve, é formidável ver a força de vontade desse garoto. É um exemplo para os mais jovens, é uma pessoa excepcional”,afirmou Popovich.

Quem também se surpreendeu com a inesperada volta do ala-armador aos treinos foi o ala-pivô Tim Duncan, principal astro do Spurs atualmente. Ao entrar no ginásio, Duncan fez cara de assustado e logo em seguida soltou um longo suspiro de alívio, seguido de uma pergunta: “Como esse cara já está treinando?”. Manu olhou para o companheiro e apenas riu, tendo as risadas retribuídas. Aos poucos, o San Antonio Spurs vai vendo seu elenco se reestabelecer para a disputa da temporada 2008/2009 da NBA.

Pré-temporada não vale nada

Final das férias. É hora de os jogadores da NBA deixarem de lado a boa (ótima) vida que levam longe das quadras e focarem suas atenções nos treinamentos e partidas que se arrastarão até meados de maio, quando apenas 16 franquias conseguirão a tão sonhada vaga para a pós-temporada. Mas antes que a temporada regular da NBA seja iniciada, os times têm sua chance de vender alguns ingressos e mostrar para os fãs os times que desfilarão por, no mínimo, 82 jogos. É aí que começa a chamada pré-temporada.

Antro de jogadores jovens, a pré-temporada tem a função inicial de prever a temporada que começará, além de apresentar novatos e entrosar equipes. Mas será que a disputa da mesma é realmente válida? Comecemos nossa análise pelo San Antonio Spurs.

Multi-campeã da NBA na década em vigência, a franquia de San Antonio parece ser o retrato perfeito da pré-temporada: jogadores com contrato curto para serem testados, astros fora por lesão, placares adversos. A começar pela ausência do lesionado ala-armador Manu Ginobili, o Spurs já se apresenta vazio para a disputa da pré-temporada. Perder ou ganhar pouco importa, e jogadores que provavelmente nunca mais terão seus nomes pronunciados pelos narradores do AT&T Center desfilam seu jogo pelas quadras texanas. Jogadores como o ala-pivô Anthony Tolliver, que com seus disparos certeiros de três pontos e boas atuações nos jogos que precedem a temporada regular, tem chamado a atenção de muitas pessoas, entre elas Gregg Popovich, técnico do Spurs e responsável pela chance de Tolliver na equipe. Porém, pensem: Tolliver tem se destacado em jogos nos quais o Spurs não tem compromisso nenhum – assim como o adversário. Muitos pedem sua contratação, mas qual será o jogador que se esconde atrás do “Tolliver da Pré-Temporada”? Um cara que provavelmente não terá muitas chances quando a coisa tiver validade, creio eu, e que ainda não terá na regular o belo aproveitamento que tem apresentado nos últimos embates. Pego o ala-pivô como exemplo pois seu caso é gritante, mas muitos como ele se apresentam nos 30 times que disputam a NBA.

Outro exemplo gritante pode ser encontrado na última sexta-feira, 17 de outubro. Imagine-se na seguinte situação, leitor: o Boston Celtics, atual campeão da NBA, recebe em seu ginásio o combalido New York Knicks, de técnico novo e elenco velho. A partida, válida para a disputa da regular, será decisiva para o Celtics. Quem é o favorito? Quem, pela lógica, vencerá? Claro, o esporte é a parte da vida onde a lógica mais se desfaz, mas apontar o Knicks como favorito à vitória é uma jogada arriscadíssima. Pois na citada sexta-feira, vitória do Knicks em um TD Banknorth Garden lotado de verde e branco. Situações pitorescas provocadas pela risória pré-temporada. É o caso igual ao de Tolliver: quem apostará nele na regular? Quem apostará no Knicks na regular?

Por essas e outras a pré-temporada da NBA segue não tendo valor nenhum no âmbito da disputa. O lado físico, é claro, é revigorado, assim como os ânimos que começam a imaginar a disputa que se seguirá por meses. Mas nem o entrosamento é ressaltado, afinal, se o Celtics perdeu para o Knicks e o Spurs tem como grande destaque Tolliver, qual será o desfecho desses times quando a coisa for para valer?

E não digam que não avisei se em meados de maio o site da NBA informar que Anthony Tolliver, ala-pivô do San Antonio Spurs, tem as impressionantes médias de 0.8 pontos e 1.2 rebotes em pouco mais de dez minutos disputado por jogo na temporada regular.

Pré-temporada? Não vale nada mesmo.