Arquivo mensal: julho 2012
Spurs teria interesse no ala-pivô Brandon Bass, diz site
De acordo com a Fox San Antonio, o San Antonio Spurs estaria interessado na contratação do ala-pivô Brandon Bass, que disputou a última temporada pelo Boston Celtics e é agente livre.
Bass, de 27 anos, é considerado pequeno para jogar embaixo da cesta (apenas 2,03m), mas tem um arremesso de média distância consistente (49% de aproveitamento em 2011/2012). Na última temporada, com a camisa do Celtics, o jogador registrou médias de 12,5 pontos e 6,2 rebotes por noite.
Nota do blogueiro: até acho Bass bom jogador, mas, sinceramente, creio que ele seria meio obsoleto no esquema de Gregg Popovich, principalmente se a franquia conseguir renovar com o francês Boris Diaw e trazer o esloveno Erazem Lorbek.
Leia mais: veja quem pode chegar e quem pode deixar o San Antonio Spurs
Reconstruindo o Spurs – A armação

Começa nesta quinta-feira (5) um especial de três colunas que preparei para falar sobre o elenco do San Antonio Spurs e de possíveis movimentações para a franquia texana nesta offseason. Como em anos anteriores, a série se chamará Reconstruindo o Spurs.
Cada edição do especial poderá ter até quatro partes: “O elenco”, em que falarei sobre as atuais opções que o time texano tem no plantel; “O Draft”, para analisar o reforço vindo do recrutamento de calouros; “Na Europa”, em que listarei os jogadores que atuam no Velho Continente e que têm os direitos ligados ao Spurs; e “No Mercado”, com uma relação de Free Agents bons e acessíveis nesta offseason.
Neste primeiro texto, falarei sobre a armação, que deve ser uma das prioridades da franquia texana nas próximas semanas, já que Tony Parker sofreu com a falta de um reserva confiável na série contra o Oklahoma City Thunder.

O novo franchise player?
1) O elenco
Vamos começar falando sobre os armadores que terminaram a temporada com o Spurs. Será que a solução para a vaga de reserva do francês pode já estar no plantel?
Tony Parker – Desde o começo da temporada, principalmente depois que Manu Ginobili se machucou, o francês assumiu a responsabilidade, jogou o melhor basquete de sua carreira e se transformou no melhor jogador do Spurs, com médias de 18,3 pontos (48% FG, 23,0% 3 PT, 79,9% FT) e 7,7 assistências em 32 minutos por exibição. Por ainda ter 30 anos de idade, Parker pode manter um basquete de alto nível por um bom tempo. Nos resta torcer para que o jogador, que deu um susto nesta offseason ao lesionar o olho, consiga se manter saudável. Vale lembrar que seu vínculo com o time se encerra apenas ao fim da temporada 2014/2015.
Patrick Mills – O australiano chegou nas últimas semanas da temporada regular e rapidamente caiu nas graças da torcida, apresentando médias de 10,3 pontos (48,5% FG, 42,9% 3 PT, 100% FT) e 2,4 assistências em 16,3 minutos por exibição nas 16 partidas da temporada regular. Mas não foi o suficiente para convencer o técnico Gregg Popovich, que, talvez temendo uma falta de experiência e de conhecimento tático por parte de Mills, manteve Gary Neal improvisado na função de armador reserva durante os playoffs. Agora, o camisa 8, que ainda tem o futuro indefinido, é um agente livre restrito na offseason – o que significa que o Spurs pode igualar qualquer proposta feita por ele.
Cory Joseph – Uma das principais apostas do Spurs no Draft de 2011, Joseph, que tem apenas 20 anos de idade, se mostrou um pouco imaturo. Por isso, disputou somente 20 jogos com o time de San Antonio, apresentando médias de dois pontos (31,4% FG, 20,0% 3 PT, 64,7% FT) e 1,2 assistências em 9,2 minutos por exibição. Para se desenvolver melhor, o canadense foi enviado para o Austin Toros, equipe da D-League, a Liga de Desenvolvimento da NBA. Lá, obteve, em média, 13,8 pontos (45,9% FG, 36,9% 3 PT, 92,3% FT), 5,1 assistências e 5,1 rebotes por exibição. Antes da próxima temporada, o armador terá a oportunidade de amadurecer mais um pouco na Summer League – em 2011, a competição foi cancelada por conta do locaute da NBA.
2) Na Europa
Um dos jogadores que está mais perto de acertar com o Spurs para a próxima temporada é um francês que atua na Espanha e que pode jogar nas posições 1 e 2. Conheça-o a seguir:
Nando de Colo – Companheiro de Parker na seleção francesa, De Colo tem tudo para ser anunciado como reforço do Spurs já nas próximas semanas. O jogador, que atua tanto como armador quanto como ala-armador, disputou a última temporada da Liga ACB, o campeonato espanhol de basquete, pelo Valencia, obtendo médias de 15,4 pontos (42,3% FG, 36,0% 3 PT, 86,0% FT) e 2,3 assistências em 27 minutos por exibição. O atleta, que tem 25 anos de idade, tem seus direitos ligados ao Spurs desde 2009, ano em que foi selecionado na 53ª escolha do Draft.
3) No mercado
Por enquanto, rumores dizem que o Spurs procurou na offseason George Hill, que acabou renovando com o Indiana Pacers, e José Calderón, que pode ser dispensado pelo Toronto Raptors. Veja a seguir outras opções viáveis para a franquia texana.
Goran Dragic – E pensar que o Spurs selecionou o esloveno na 45ª escolha do Draft de 2008 para, em seguida, enviá-lo para o Phoenix Suns em troca de Malik Hairston… Dragic assumiu o papel de titular do Houston Rockets após a contusão de Kyle Lowry e tomou conta da posição, apresentando médias de 18,9 pontos e 7,7 assistências por exibição em abril, último mês da temporada regular. É meu nome preferido para a reserva de Parker, mas a concorrência será pesada, já que, além de Suns e Rockets, New Orleans Hornets, Portland TrailBlazers e Toronto Raptors devem ir atrás do atleta, que é agente livre irrestrito na offseason.
Chauncey Billups – Uma das principais contratações do Los Angeles Clippers para a última temporada, Billups disputou apenas 20 jogos antes de machucar-se seriamente. No entanto, conseguiu apresentar as boas médias de 14,9 pontos e quatro assistências por exibição. Agente livre irrestrito, o veterano seria uma boa opção tanto para a reserva de Parker, o que adicionaria experiência ao time reserva, quanto para atuar ao lado do francês, podendo virar até mesmo titular no caso de uma possível saída de Danny Green.
Ramon Sessions – Trocado para o Los Angeles Lakers na metade da última temporada, Sessions se tornou titular da equipe e apresentou médias de 12,7 pontos e 6,2 assistências por partida. Porém, o armador tornou a surpreendente decisão de abrir mão de seu contrato e se tornar um agente livre irrestrito. O atleta tem boa visão de jogo e apenas 26 anos de idade, mas ainda não conseguiu se firmar em nenhuma equipe. Talvez, possa encontrar-se na reserva de Parker, sem a pressão de fazer parte do quinteto inicial.
Jerryd Bayless – Pontuador nato, Bayless poderia fazer uma função parecida com a de Parker no time reserva – abusar do pick-and-roll para infiltrar em direção à cesta, mas, em caso de ajuda, encontrar arremessadores livres no perímetro. O armador, que apresentou médias de 11,4 pontos e 3,8 assistências por exibição na última temporada, é agente livre restrito, mas sua saída pode ser facilitada caso o Toronto Raptors consiga acertar a contratação de Steve Nash, seu principal alvo na offseason.
Kirk Hinrich – Um nome modesto, mas que se encaixaria bem como role player em San Antonio. Com defesa forte, Hinrich se tornaria uma opção para jogar na posição 2, ao lado de Parker, mas também serviria para armar o time reserva – função semelhante à que Hill, outro combo guard, tinha no Spurs. Na última temporada, atuando pelo Atlanta Hawks, o jogador apresentou médias de 6,6 pontos e 2,8 assistências por exibição.
Delonte West – Assim como Hinrich, West – que, na última temporada, atuou pelo Dallas Mavericks e apresentou médias de 9,6 pontos e 3,2 assistências por exibição – também é agente livre irrestrito, também pode atuar nas posições 1 e 2 e também se destaca por fazer um bom trabalho defensivo no perímetro. A diferença é o comportamento dos dois – o primeiro tem imagem de bom moço, enquanto o segundo tem histórico de problemas comportamentais. Será que Pop conseguiria domá-lo como fez com Stephen Jackson?
Derek Fisher – Um veterano em fim de carreira, mas que ainda pode ajudar com experiência dos dois lados da quadra. Fisher mostrou isso nos playoffs da última temporada, quando apresentou médias de 6,3 pontos por partida com a camisa do Oklahoma City Thunder. Imagino que alguns torcedores do Spurs sintam rejeição por seu nome. Mas o fato é que ajudaria bastante ter um reserva que não sentisse o peso de partidas importantes – algo que faltou, por exemplo, para Green na última temporada.
A nova potência da Conferência Oeste
O New Orleans Hornets é o time do futuro na NBA. É também o time do momento, o time da moda, ou como vocês quiserem chamar.
Digo isso por vários motivos. O primeiro deles é até meio óbvio e tem nome e sobrenome: Anthony Davis. O ala-pivô, que ajudou a Kentucky University a conquistar o título da NCAA, foi a primeira escolha do último Draft e caiu de bandeja em New Orleans.
Davis é tido por muitos como um defensor de elite, muito atlético e capaz de marcar pontos embaixo da cesta. Trata-se de um talento daqueles que aparecem uma vez a cada cinco anos (ou mais) no Draft. Ele será o pilar principal desse novo Hornets e tem tudo para ser o grande líder da equipe nos próximos anos – algo que vem sendo muito sentido depois da saída de Chris Paul.
Através do recrutamento, a franquia também pôde sanar uma de suas principais carências: a falta de um armador principal. Quando Chris Paul saiu, uma grande lacuna foi aberta. O comando do time acabou ficando com Jarrett Jack, que até é bom jogador, mas está uns dois ou três níveis abaixo de atletas como Deron Williams, Tony Parker, Derrick Rose e do próprio Paul.
Com a décima escolha, o General Manager Dell Demps selecionou o badalado Austin Rivers, que, como vocês já devem saber, é filho de Doc Rivers, técnico do Boston Celtics.
Austin ainda é uma joia a ser lapidada. Apesar de pontuar com facilidade e possuir ótima velocidade, o garoto ainda precisa melhorar em alguns aspectos, principalmente no passe e na defesa. Mesmo assim, Demps acertou em cheio. Rivers é o tradicional combo guard, que pode servir tanto de armador, quanto de ala-armador.
Além dessas promessas, o Hornets ainda tem espaço salarial para fazer estrago nesta offseason. Dê uma olhada nos contratos vigentes:
- Jarrett Jack – US$ 5,5 mi (contrato se encerra em 2013)
- Al-Farouq Aminu – US$ 2,9 mi (team option em 2013)
- Jason Smith – US$ 2,5 mi (contrato se encerra em 2014)
- Xavier Henry – US$ 2,3 mi (team option em 2013)
- Gustavo Ayon – US$ 1,5 mi (team option em 2013)
- Greivis Vasquez – US$ 1,1 mi (team option em 2013)
Como é possível perceber, apenas seis atletas têm vínculo com o New Orleans Hornets. Nesse bolo ainda está Eric Gordon, que pode estar se despachando para o Phoenix Suns. Gordon tem uma qualifying offer e teria recebido uma proposta total de US$ 58 mi em quatro temporadas para atuar no Arizona. A franquia da Louisiana ainda pode fazer uma contra-proposta pelo jogador, mas, ao que tudo indica, ele deseja mudar de ares – o que é uma pena, porque o ala-armador cairia como uma luva nessa jovem equipe.
Se Eric Gordon realmente partir, Dell Demps, que é cria do San Antonio Spurs, terá muito dinheiro disponível para trabalhar. Para isso, será preciso analisar as necessidades do elenco, que, para mim, seriam um pivô, um ala-pivô, um ala e um armador (ou ala-armador, dependendo de como Austin Rivers irá se adaptar à NBA). Mas o que o mercado de free agents pode oferecer ao New Orleans Hornets? Há alternativas para todos os gostos – reproduzo algumas abaixo (me avisem se algum dos nomes citados já tiver um novo contrato):
- Armadores – Kirk Hinrich, Andre Miller, Goran Dragic, Chauncey Billups, Ramon Sessions, Jeremy Lin, Jameer Nelson, Aaron Brooks, Raymond Felton.
- Alas-armadores – Ray Allen, Jason Terry, Randy Foye, Nick Young, O.J. Mayo, Louis Williams, Jamal Crawford, Danny Green, Sonny Weems, Shannon Brown, Mickael Pietrus.
- Alas – Jeff Green, Landry Fields, Nicolas Batum.
- Pivôs e alas-pivôs – Brandon Bass, Kris Humphries, Brook Lopez, Ian Mahinmi, JaVale McGee, Ben Wallace, Marcus Camby, Roy Hibbert, Kenyon Martin, Ersan Ilyasova, J.J. Hickson, Boris Diaw.
Além dos atletas citados, o Hornets também tem seus agentes livres. Entre eles, seria importantíssimo renovar com Chris Kaman e Carl Landry. Apesar de ser um dos melhores amigos do departamento médico, Kaman é um pivô muito habilidoso, que pode trazer qualidade de passe e arremessos de longa distância para quadra. Landry, por sua vez, é um ala-pivô baixo, mas razoavelmente bom nos rebotes e eficiente embaixo da cesta.
Anthony Davis trará uma presença defensiva melhor para essa linha de frente, mas seria interessante se Dell Demps conseguisse um jogador com o estilo de Marcus Camby: bom na retaguarda e também nos ressaltos. Disponíveis no mercado, vejo com essas mesmas características o veteraníssimo Ben Wallace e o versátil Ersan Ilyasova.
Resumo: o New Orleans Hornets tem tudo para ser uma das forças da Conferência Oeste nos próximos anos. Será preciso, no entanto, municiar os jovens recém-recrutados com atletas competentes e com relativa experiência. Acredito no bom trabalho do General Manager Dell Demps e também no técnico Monty Williams, que é um dos melhores treinadores dessa nova safra.
Pesa contra a franquia, contudo, o fato dela estar posicionada num dos chamados small markets, ou mercados pequenos se traduzirmos ao pé da letra. Mas por que? Simplesmente porque boa parte dos jogadores prefere deixar as cidades menores rumo a grandes centros, como Los Angeles e Nova York, por exemplo. Foi o que aconteceu com Chris Paul, que cansou de perder, arrumou as malas e foi para a Califórnia.
Os torcedores do Hornets têm de torcer para que essas jovens promessas tenham paciência, pois será normal ver o time perdendo nas primeiras temporadas até finalmente se acertar. Lembram do antigo Seattle SuperSonics, que depois virou Oklahoma City Thunder? Pois é, lá também foi assim. Eles começaram draftando Kevin Durant e, aos poucos, construíram uma máquina de vitórias.
O New Orleans Hornets pode ser o novo Oklahoma City Thunder, mas, volto a dizer, tem de ter muita calma e fazer o trabalho bem feito.
Batum rejeita renovar com o Blazers e se aproxima do Wolves


Juntos? Quem sabe…
De acordo com o jornalista Dwight Jaynes, da CSN, o ala Nicolas Batum, um dos sonhos do San Antonio Spurs nesta offseason, não quer renovar seu contrato com o Portland TrailBlazers. No entanto, o Minnesota Timberwolves aparece como favorito na briga para contratar o francês.
Segundo Jaynes, Batum ficou insatisfeito com a proposta do Blazers, que teria oferecido a ele um contrato de US$ 6 milhões anuais durante a última temporada. O francês já informou à diretoria da franquia que pretende atuar por outro time.
Ainda segundo Jaynes, a boa relação que Batum tem com o armador Ricky Rubio e com o técnico Rick Aldeman pode pesar em uma possível transferência do jogador para o Timberwolves.
Ciente da situação, a equipe de Minnesota prepara uma proposta pomposa para Batum. De acordo com Jerry Zgoda, do Star Tribune, a franquia deve oferecer ao atleta um contrato de quatro temporadas, cujo valor total se aproxima de US$ 40 milhões.
Vale lembrar que Batum é agente livre restrito nesta offseason. Em outras palavras, o Blazers tem o direito de cobrir qualquer oferta feita por ele.
O que acham, leitores? O San Antonio Spurs deve entrar nessa briga?
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Spurs teria interesse em Rashard Lewis, diz jornalista
O ala-pivô Rashard Lewis vem decaindo desde que perdeu a final da NBA para o Los Angeles Lakers, em 2009. De lá para cá, o jogador, de 32 anos, viu sua média despencar de 17,7 pontos por jogo na temporada 2008/2009 para apenas 7,8 pontos em 2011/2012.
Apesar da decadência evidente, Lewis, que recentemente foi trocado do Washington Wizards para o New Orleans Hornets e depois dispensado de seu contrato, ainda pode ser útil dentro de um contexto – principalmente com sua pontaria calibrada nos arremessos de longa distância.
De acordo com o jornalista Marc Berman, do New York Post, o atleta tem uma pequena lista de equipes prioritárias. Uma delas, segundo ele, é o San Antonio Spurs. Além dos texanos, New York Knicks, Miami Heat, Los Angeles Lakers e Atlanta Hawks também poderiam ser o próximo destino de Rashard Lewis.
A pergunta que fica, no entanto, é quanto ele aceitaria ganhar para jogar em San Antonio? Que Lewis tem talento todos nós estamos cansados de saber, mas será que ele quer encerrar a carreira ganhando o mínimo para veteranos? Será que ele vai se contentar com 0 papel de reserva? Nessa altura, até acredito que sim, mas prefiro esperar as cenas dos próximos capítulos.
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