Arquivo mensal: junho 2012

Draft 2012 – A armação

Começa nesta segunda-feira (25) o especial que o Spurs Brasil preparou para o Draft deste ano. A série terá quatro partes: as três primeiras dividirão os novatos observados pelo San Antonio Spurs por posição, e a última mostrará quais calouros os mais conceituados sites americanos sobre o assunto apostam que acabarão no time texano.

Tu Holloway, da Universidade de Xavier, pode ser a aposta do Spurs no Draft

Vamos começar com a posição que, talvez, tenha se tornado a mais carente do elenco do Spurs neste ano: a armação. Depois da saída de George Hill e da aposentadoria de T.J. Ford, Tony Parker, que acaba de terminar o melhor campeonato de sua carreira, ficou sem reservas confiáveis. Cory Joseph mostrou ser imaturo para a NBA e passou algumas semanas na D-League, enquanto Patrick Mills chegou no fim da temporada e não se adaptou a tempo para os playoffs. Além disso, o australiano deve optar por se tornar um free agent nesta intertemporada. Por conta de tudo isso, o ala-armador Gary Neal teve de ser improvisado na função em muitos jogos importantes.

Por isso, é possível que o Spurs vá atrás de um armador de ofício no Draft deste ano. Vale lembrar que a franquia texana possui apenas a 59ª e última escolha do recrutamento. Confira abaixo os jogadores da posição que foram avaliados pelo time de San Antonio:

Tu Holloway – Xavier Musketeers
Apesar de baixo para a NBA (tem apenas 1,83m), Tu Holloway recebeu uma chance para treinar com a comissão técnica do Spurs. Nesta temporada – sua quarta e última no basquete universitário -, o armador apresentou médias de 17,5 pontos (42,9% FG, 34,6% 3 PT, 86,2% FT), 4,9 assistências e 3,6 rebotes por exibição. Os mesmos especialistas que alertam para sua baixa estatura colocam seu arremesso, seu atleticismo e sua força física como ponto forte e comparam seu estilo de jogo ao de DJ Augustin, do Charlotte Bobcats. Por ser esperado no fim da segunda rodada, Holloway pode estar disponível para o Spurs.
Status: Pode chegar à 59ª escolha.

Ashton Gibbs – Pittsburgh Panthers
Sem ser apontado como um dos 60 melhores prospectos do Draft deste ano, Ashton Gibbs precisa ter impressionado alguma das franquias que o convidaram para treinos para conseguir uma vaga na NBA. O armador, que foi avaliado pela comissão técnica do Spurs, deve estar disponível quando a 59ª escolha chegar. Nesta temporada, sua quarta e última no basquete universitário, Gibbs apresentou médias de 14,6 pontos (38,2% FG, 34,5% 3 PT, 85,5% FT), 2,3 rebotes e 2,1 assistências por noite. Especialistas apontam seu arremesso de média e longa distância como ponte forte, mas alertam para sua dificuldade na infiltração e na marcação homem a homem. Por isso, o jogador tem seu estilo comparado ao de Damon Jones, que jogou entre 1998 e 2009 na NBA.
Status: Deve chegar à 59ª escolha

Scoop Jardine – Syracuse Orange
Pouco badalado, Scoop Jardine não aparece nas listas dos principais sites especializados em Draft dos Estados Unidos. O jogador, que foi um dos primeiros avaliados pelo Spurs, acaba de fazer sua quarta e última temporada no basquete universitário, alcançando médias de 8,9 pontos (47,4% FG, 37,9% 3 PT, 55,1% FT) e 4,9 assistências em 25,2 minutos por exibição. É considerado um bom pontuador e um defensor inteligente por especialistas, mas precisa melhorar sua consistência nos tiros de longe e sua marcação homem a homem. Por ser pouco badalado, pode ser uma opção para a 59ª escolha.
Status: Deve chegar à 59ª escolha

Title IX

Neste domingo (26), o assunto desta coluna irá um pouco além do San Antonio Silver Stars ou do basquete feminino. Hoje, contarei um pouco sobre a lei que mudou o esporte feminino nos Estados Unidos, um dos principais caminhos para a chegada ao atual cenário da WNBA. Será uma apresentação breve.

Lá perto dos anos 1970, o senador norte-americano Birch Bay estava lendo a sessão de esportes de um jornal. Conhecendo um pouco da cultura dos Estados Unidos, podemos deduzir que as notícias eram principalmente sobre o basquete, o futebol americano e o baseball… claro, todos eles praticados por homens. Nesse dia, porém, o que chamou mais a atenção do leitor mencionado acima não foi o nome de quem fez mais pontos no dia anterior, ou a previsão para o vencedor da temporada. O que fez seus olhos saltarem e sua mente imaginar um futuro melhor e de igualdade para as mulheres foi uma manchete de um jogo de basquete feminino na noite anterior.

Senador Birch Bayh correndo com universitárias de Purdue, umas das primeiras beneficiadas com a lei a favor da igualdade no esporte

Mais tarde, em 1972, é aprovado pelo Congresso o Educational Amendments of 1972, que permite direitos iguais de estudos a todos os cidadãos do país. Dentro dessa lei, estava uma sessão chamada Title IX, na qual continha o seguinte: “Ninguém nos Estados Unidos será, baseado no sexo, excluído de participar, ter autorização negada, ou ser proibido por autoridades, por discriminação, de qualquer programa educacional ou atividade financiada pelo Governo Federal.”

Agora, em 2012, a lei completa 40 anos. A WNBA tem prestado homenagem desde antes do início da temporada ao senador que deu o pontapé incial na mudança a favor das garotas. Hoje, ainda é difícil para as mulheres terem a mesma visibilidade que os homens. O salário é menor, as condições de trabalho são menos favoráveis, o prestígio é em menor escala e o reconhecimento muitas vezes passa em branco. Ainda assim, as declarações mais sinceras das jogadoras na liga são aquelas que afirmam jogar por amor, porque escolheram o esporte e porque têm prazer nisso.

Graças ao Title IX, o San Antonio Silver Stars pôde jogar nesta noite (24) e vencer o Los Angeles Sparks por 91 a 71, lá no Staples Center, casa de Candace Parker. Com essa vitória, o terceiro lugar do Oeste continua garantido.

Na semana, serão mais dois jogos. O primeiro novamente contra o Los Angeles Sparks e o segundo, dificílimo, contra o Minnesota Lynx (e as boas lembranças da última partida contra esse time, hein?). Vai ser MUITO – prestem atenção – MUITO legal acompanhar essas partidas!

Até a semana que vem!

Parker pode ser cortado das Olimpíadas de Londres

Parker seria uma baixa imensurável ao selecionado francês

O armador Tony Parker, do San Antonio Spurs, pode ficar fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam no próximo dia 27 de julho. A notícia é do site Sporting Life.

Isso porque o jogador machucou o olho tentando proteger a namorada de uma briga entre os rappers Chris Brown e Drake numa boate de Nova York há duas semanas.

“Verei um especialista em Nova York com a esperança de ser liberado para as Olimpíadas”, revelou o camisa 9. “O Spurs está muito preocupado e eu pouco posso fazer agora. Quem vai decidir (se ele estará em Londres) é o médico e San Antonio”, pontuou.

O veredicto final sobre Tony Parker e seu olho lesionado deverá sair nas primeiras semanas do mês de julho. Em seu site oficial, o jogador informou que voltará aos EUA no próximo dia 5 para ser examinado com mais cuidado por especialistas. Boa sorte, TP!

Spurs testou armador da Universidade de Xavier

Holloway sabe pontuar, mas é muito baixo…

De acordo com o jornalista Dave McMenamin, da ESPN norte-americana, o armador Tu Holloway, da Universidade de Xavier, foi testado pelo San Antonio Spurs recentemente.

Na última temporada do basquete universitário, Holloway foi um dos destaques de Xavier, com médias de 17,5 pontos, 4,9 assistências e 3,6 rebotes por partida. Além disso, o armador teve um aproveitamento de 43% nos tiros de quadra e 35% nos arremessos de longa distância.

Segundo os especialistas em Draft, Holloway deve ser selecionado na metade final do próximo recrutamento. Ele tem como principais características a velocidade e a capacidade de furar as defesas adversárias.

Especialistas ainda afirmam que o garoto é um bom defensor, apesar de ser baixo (apenas 1,83m) e ter um arremesso inconsistente.

E se fosse o Spurs contra o Heat?

Confesso que o placar da vitória do Miami Heat sobre o Oklahoma City Thunder me surpreendeu. Eu esperava um triunfo, até com certa tranquilidade, do campeão da Conferência Oeste na decisão da NBA. No entanto, a franquia da Flórida se impôs, venceu a série por 4 a 1 e ficou com o título. Com o fim da temporada 2011/2012, nos resta imaginar: o que teria acontecido se o San Antonio Spurs tivesse chegado à finalíssima?

O único Heat x Spurs da temporada trouxe dor de cabeça para Pop

Claro que previsões como essa são sempre difíceis e imprecisas. Confrontos que envolvem tanto o lado emocional, como uma final, têm sempre um fator imponderável que faz a diferença. Foi assim com o retorno de Chris Bosh, que não demorou para achar seu espaço e dominar os pivôs do Thunder, e com James Harden, que não conseguiu repetir as atuações que o levaram ao prêmio de melhor reserva da temporada.

No entanto, há um lado mais otimista em mim que diz que o Spurs teria leve favoritismo em um duelo contra o Heat. Isso porque o desempenho da equipe da Flórida é dependente de Dwyane Wade e, principalmente, de LeBron James. Os dois são craques – especialmente o ala, que jogou um basquete absurdo nos playoffs. Porém, é difícil para um jogador manter um nível altíssimo durante 40, 45 minutos em sete jogos seguidos.

Por outro lado, a intensidade era justamente o ponto forte do Spurs na última temporada. Com time reserva forte, o time texano era capaz de manter um bom nível, principalmente no ataque, e esperava um momento de cansaço ou de fraqueza do adversário para matar o jogo. Afinal, quantas outras equipes da NBA se dão ao luxo de deixar jogadores como Manu Ginobili, Stephen Jackson e Tiago Splitter no banco?

Mas é aí que entra em quadra meu lado um pouco mais realista. Vale lembrar que a teoria acima também poderia ser aplicada na série contra o Thunder, que também é dependente de poucos jogadores – no caso, Russell Westbrook, James Harden e, principalmente, Kevin Durant. E vale lembrar também que, na final do Oeste, alguns coadjuvantes do Spurs não conseguiram manter o nível da temporada regular – além de Spliter, Danny Green e Matt Bonner aparecem nesta lista.

Além disso, o único confronto do Spurs contra o Heat na temporada regular traz más lembranças. No dia 17 de janeiro, jogando em Miami, o time texano perdeu por 120 a 98 em um jogo em que chegou a estar vencendo por 17 pontos. Naquela partida, mesmo com Kawhi Leonard se esforçando na defesa, LeBron esteve indiabrado e terminou o jogo com 33 pontos, dez assistências e cinco rebotes.

É bem verdade que, naquele jogo, o Spurs estava sem Ginobili e ainda não havia contratado Patrick Mills, Boris Diaw e nem trocado Richard Jefferson pelo Capitão Jackson, que ajudaria a marcar o astro adversário. Mesmo assim, é a lembrança que teremos contra o Heat na temporada em que o time da Flórida sagrou-se campeão.