Arquivo mensal: junho 2012

Pode algo bom vir do Texas?

A resposta para o título do Vestiário Feminino desta semana é: para o San Antonio Silver Stars, sim!

As universidades mais conceituadas no baquete feminino norte-americano são a Universidade de Connecticut, a Universidade do Tennessee, Stanford e Notre Dame. Dessas, o San Antonio Silver Stars tem apenas uma jogadora – e é claro que teria que ser Jayne Appel. Mas, se levarmos em conta que a estrela principal vem de uma faculdade que nem ao menos se encontra no ranking da terceira divisão da categoria na NCAA (Becky Hammon – Colorado State University), precisamos relevar as alternativas do elenco.

Começando pela melhor ranqueada atualmente, a Baylor University, campeã de 2012, levou ao San Antonio Silver Stars ninguém menos do que Sophia Young. Em 2005, a ala liderou as Lady Bears na primeira conquista do campeonato nacional, e em 2006 chegou à liga profissional. Foram sete anos até que Baylor voltasse ao topo do campeonato universitário. Dessa vez, o carro-chefe foi Brittney Griner, garota-sensação desde seus tempos de ensino médio em Chicago, quando já enterrava facilmente.

Outra jogadora formada no estado da estrela solitária que é uma das bases do San Antonio é Jia Perkins. A Texas Tech não está muito bem no ranking oficial do basquete feminino na NCAA, mas pelo menos aparece na primeira divisão e já ganhou um título (1993).

Adams, um dos melhores reforços do Stars

Para provar que as meninas provenientes de universidades texanas ou pouco renomadas realmente encontram a sintonia no San Antonio Silver Stars, como não falar de Danielle Adams? Campeã em 2011 pela Texas A&M e eleita a Most Outstanding Player da NCAA no ano, é a terceira maior pontuadora do Stars na temporada (está logo atrás de Sue Bird no ranking geral), sendo que Becky Hammon e Sophia Young são as que passam em sua frente. Relevante, né?

Além das estatísticas mencionadas, é a segunda jogadora mais eficiente da equipe. No sábado, foi com essa receita que o Seattle Storm foi derrotado pelo San Antonio Silver Stars por 80 a 67.

A maior pontuadora, para variar, foi uma garota formada no Texas, Danielle Adams (13 pontos). Essa vitória selou a terceira posição da equipe no Oeste (3 vitórias e 4 derrotas), mas é válido ressaltar que alguns times estão desfalcados de suas principais jogadoras: Lauren Jackson (Seattle Storm), Penny Taylor e Diana Taurasi (Phoenix Mercury). As outras grandes equipes da conferência estão em primeiro e segundo, respectivamente: o Minnesota Lynx, contra quem o Stars apresentou uma performance surpreendente, mesmo perdendo, e o Los Angeles Sparks, próximo adversário, no sábado (16).

Que as jogadoras que tiveram a base de seu basquete no Texas tragam muita alegria ao San Antonio Silver Stars em 2012!

Até a semana que vem!

“Tenho certeza de que Timmy renovará”, afirma Ginobili

Renova aí, Duncan!

O contrato de Tim Duncan se encerra ao fim desta temporada e ainda há um grande mistério sobre o seu futuro em San Antonio. Tudo indica que o camisa 21 renovará seu vínculo por pelo menos mais um ano, embora a possibilidade da aposentadoria também seja levada em conta.

Em entrevista recente, no entanto, o argentino Manu Ginobili deu a entender que Duncan continuará jogando profissionalmente. “Fico imaginando se o time vai se manter intacto e é difícil dizer o que vai acontecer com os atletas que têm seus contratos terminando, mas tenho certeza de que Tim renovará e seguirá conosco”, revelou Manu.

Durante a mesma entrevista, o camisa 20 falou sobre a derrota para o Oklahoma City Thunder na final da Conferência Oeste.

Segundo ele, a equipe superou todas as expectativas ao longo da temporada e está de parabéns. “No geral, a temporada foi espetacular”, disse. “Ninguém acreditava em nós; alguns até diziam que nem chegaríamos aos playoffs, mas, como sempre, encontramos uma maneira de nos destacar e terminamos a fase regular no topo do Oeste, o que é bem difícil – fomos os primeiros com mais vitórias e jogando bem”.

“Ninguém aqui tem motivos para se arrepender. Chega uma hora em que você enfrenta um time melhor e perde, ponto. Isso deveria ser normal, mas esporte é assim”, finalizou.

Richards abandona Reino Unido e poderá jogar pela Jamaica

Alguém aí entende esse cara?

Parece que o ala-pivô britânico Ryan Richards, draftado pelo San Antonio Spurs em 2010, tem um parafuso a menos.

Depois de deixar a sua equipe, o Lugano Tigers, da Suíça, alegando motivos pessoais, o jogador resolveu abandonar o selecionado do Reino Unido, que disputará os Jogos Olímpicos de Londres.

“Claramente Ryan é um atleta talentoso”, disse Chris Spice, manda-chuva do basquete britânico. “Ele tem estado com nós há algum tempo e estamos desapontados com o que foi decidido, mas temos de seguir adiante”, concluiu.

Para piorar tudo, Richards deverá atuar pela inexpressiva Jamaica, que sequer se classificou para as Olimpíadas. Vai entender…

A coluna mais difícil que já fiz

This is not a championship team anymore“. A frase – que, em tradução livre, significa algo como “esse não é mais um time campeão”, foi dita pelo ex-jogador e atual comentarista Steve Kerr no início da temporada, quando ele gravou sua análise do San Antonio Spurs para o jogo 2K12. Podemos dizer que trata-se da avaliação de alguém com conhecimento de causa, que, em seus tempos de atleta, foi campeão da NBA com o time texano em 1999 e 2003. Mesmo assim, dói pensar que talvez ele tenha razão.

É, Splitter…

Ainda acho que o trio Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan pode levar o Spurs ao título novamente. O primeiro, vale lembrar, acaba de fazer a melhor temporada de sua carreira. Os dois últimos, no entanto, começam a sentir o peso da idade nas costas. Mas o técnico Gregg Popovich parece ter encontrado a solução: um elenco de apoio que consiga se virar sem a presença dos astros. Funcionou por um tempo, não é mesmo?

Nas semanas finais da temporada regular, nomes como Danny Green, Matt Bonner e Tiago Splitter ajudaram o Spurs a apresentar o melhor basquete da liga. O segredo era uma movimentação de bola que sempre encontrava alguém livre e que, mesmo com os reservas, continuava em alta. Porém, na série contra o Oklahoma City Thunder, esse elenco de apoio não funcionou – em especial os três citados neste parágrafo. Resultado: Ginobili teve de jogar 35 minutos e Duncan 40 no fatídico Jogo 6, que terminou com a eliminação da franquia texana.

O desafio de Pop, de R.C. Buford e da diretoria do Spurs, agora, é analisar quais jogadores que podem formar esse elenco de apoio que o trio de veteranos tanto precisa. A franquia parece ter acertado em cheio nas recentes contratações de Boris Diaw e de Stephen Jackson, que jogaram bem nos playoffs – o primeiro conseguiu manter o nível de atuação da temporada regular, enquanto o segundo foi além e foi um dos destaques do time na série decisiva contra o Thunder.

E quanto aos que foram mal? O que fazer? Perseguições à parte, a má atuação de Bonner em uma pós-temporada não é surpresa. O jogador, que vive dos arremessos de três pontos – e que inclusive já foi o melhor da NBA no fundamento – acertou 41,5% dos tiros de longa distância que tentou na carreira em partidas de temporada regular, contra 32,9% em jogos de playoffs. Queda drástica demais para um especialista, não acham?

Os casos de Splitter e Green me parecem ser um pouco diferentes. O brasileiro, que fez apenas sua segunda temporada na NBA, já apresentou evolução e, por ser um pivô de escola europeia, costuma ter dificuldades contra jogadores mais físicos, como Serge Ibaka e Kendrick Perkins. Por outro lado, o atleta se mostrou útil na defesa de adversários mais técnicos, como Luis Scola e Pau Gasol. O ala-armador, por sua vez, participou efetivamente de uma série dessa intensidade pela primeira vez em sua carreira e sentiu, o que é normal. Merece, ao menos, mais uma chance.

Vale lembrar, que, no entanto, Green é Free Agent no próximo verão. Assim como Gary Neal, que também foi mal na série contra o Thunder. Mas o ala-armador, prejudicado ao longo da temporada por ter de jogar muito tempo improvisado na armação, já provou em outras oportunidades que é confiável na hora do aperto. Mesmo assim, passa pelos dois jogadores o início das dúvidas do Spurs para a próxima temporada. Eles vão ficar? Vale a pena cobrir ofertas caras por algum dos dois?

A franquia terá outros jogadores com o contrato se encerrando nesta temporada, como Duncan e Diaw. Para o primeiro, que ainda não sabe o que fará em seu futuro, só existem dois caminhos: a renovação e a aposentadoria, já que não o vejo atuando com outra camisa. Vale lembrar que, se aceitar um salário modesto, o ala-pivô pode ajudar bastante a franquia a reduzir a folha salarial. O francês, por sua vez, deve ser encarado como prioridade pelos dirigentes texanos, já que foi, dos coadjuvantes, um dos que conseguiu manter o nível de desempenho na pós-temporada.

E enquanto aos “renegados”, aqueles que mal pisaram em quadra nos playoffs? James Anderson também será um Free Agent, e o Spurs ainda tem o direito de encerrar o contrato de DeJuan Blair. Os dois já mostraram potencial, mas nunca se firmaram na equipe. Merecem mais uma chance? Podem se tornar jogadores confiáveis para a pós-temporada? Nessa lista ainda entra Patrick Mills, que tem a opção de renovar por mais uma temporada e, no meu entendimento, pode ajudar como armador reserva enquanto Cory Joseph se desenvolve. Vale lembrar que, antes da próxima temporada, o canadense poderá jogar a Summer League, que não existiu neste ano. Pode ajudar.

Possíveis contratações? O Spurs já se mexe neste sentindo. Nando de Colo, que pode atuar nas posições 1 e 2, deve ser anunciado como reforço nas próximas semanas. O ala-pivô Erazem Lorbek, outro europeu com os direitos vinculados ao Spurs, também deve desembarcar no Texas para a próxima temporada. Além disso, a franquia texana sonha com o retorno de George Hill e também com a contratação de Nicolas Batum.

“Eu nunca duvidei que teríamos oportunidade e talento suficientes para brigar pelo título. Os diretores têm a habilidade de remodelar a equipe para que continuemos lutando”, disse Duncan, após o revés no Jogo 6. Nas entrelinhas, o astro mostra que sabe que precisa de um bom elenco de apoio para voltar a ser campeão. Para montá-lo, a franquia terá de obter sucesso em todas as respostas para as questões aqui expostas. Será possível?

Spurs volta atenções para o Draft e observa pivô e armador

Drummond: sonho distante ou plano ousado?

Eliminado após perder o Jogo 6 da final da Conferência Oeste para o Oklahoma City Thunder, o San Antonio Spurs já começou a voltar suas atenções para o Draft deste ano, que acontecerá no próximo dia 28. De acordo com a imprensa local, a franquia texana, que possui apenas a 59ª escolha do recrutamento, observou recentemente o pivô Andre Drummond e o armador Scoop Jardine.

Apontado como um dos cinco melhores prospectos do próximo Draft, Drummond tem apenas 18 anos de idade. Na última temporada, atuando pelo Connecticut Huskies, o pivô apresentou médias de dez pontos (52,8% FG, 29,5% FT), 7,6 rebotes e 2,7 tocos em 28,4 minutos por exibição. Especialistas mais otimistas comparam seu estilo atlético ao do astro Amare Stoudemire.

De acordo com o jornalista Marc Spears, Spurs e Celtics marcaram reuniões com Drummond. No entanto, por ser uma possível escolha Top 5, o pivô só vai desembarcar em San Antonio ou em Boston se um dos times fizer alguma troca antes da noite do Draft. Vale lembrar que os cinco primeiros no recrutamento serão New Orleans Hornets, Charlotte Bobcats, Washington Wizards, Cleveland Cavaliers e Sacramento Kings.

Jardine, por sua vez, não aparece nos Mock Drafts mais conceituados dos Estados Unidos e ainda luta para chegar à NBA. Isso significa que, se agradar, o armador passa a ser candidato à 59ª escolha pelo Spurs. Na última temporada, o jogador, de 23 anos, foi companheiro do brasileiro Fabrício Melo no Syracuse Orange e apresentou médias de 8,9 pontos (47,4% FG, 37,9% 3 PT, 55,1% FT) e 4,9 assistências em 25,2 minutos por jogo.

De acordo com o site Syracuse.com, Jardine treinou com San Antonio Spurs, New York Knicks e Philadelphia 76ers e tinha práticas agendadas com Washington Wizards, Memphis Grizzlies e Atlanta Hawks.