Arquivo mensal: maio 2012
Thibodeau reconhece grande temporada de Gregg Popovich
Tom Thibodeau, técnico do Chicago Bulls, era o principal concorrente de Gregg Popovich na briga pelo título de melhor treinador da temporada. Após ser “derrotado” pelo comandante texano, ficando em segundo lugar na disputa, Thibs elogiou o colega e disse que Pop é um exemplo para todos na NBA.
“A grande coisa sobre Gregg é que ele é um grande exemplo para nós todos”, disse Thibodeau em entrevista ao Chicago Sun-Times.
“Estou feliz por ele; Popovich fez uma ótima temporada – é impossível negar”, completou.
Na sequência, o manda-chuva do Chicago Bulls elogiou o Coach Pop como pessoa. “O que eu mais admiro nele é que eu tive a oportunidade de conhecê-lo há 20 anos atrás e ele é exatamente o mesmo hoje. Todo o sucesso, os títulos conquistados – isso nunca fez com que Pop mudasse”, finalizou.
Um time sem graça

Nowitzki e Cuban na festa do título em 2011. Passados onze meses, ninguém tem mais motivos para sorrir
Respeitável público,
A fase do San Antonio Spurs é para despertar a preocupação dos adversários e criar expectativas até nos mais pessimistas torcedores. Depois de 17 de março, quando foi derrotado pelo Dallas Mavericks, o Spurs emplacou duas sequências irresistíveis de vitórias – uma delas ainda em curso – e por apenas duas vezes foi derrotado. Primeiro, foram onze triunfos em série, interrompidos por dois tombos, para, em seguida, retomarmos o caminho dos louros com doze vitórias seguidas. Nestas doze, estão incluídas as duas sobre o Utah Jazz na primeira rodada dos playoffs, o que garantiu ao Spurs o mando de quadra pelo menos até o quinto jogo e deixou bem encaminhada a classificação à segunda rodada do mata-mata.
Fosse “apenas” isso, os aficionados já teriam motivos de sobra para estarem sorrindo de orelha a orelha. Mas, para a maioria deles, há ainda um outro fator bastante especial que deve estar proporcionando boas gargalhadas e que atende pelo nome de Dallas Mavericks. O time, que disputa com o Los Angeles Lakers o posto de maior rival do Spurs, fez uma campanha aquém do esperado durante a temporada regular e, com um punhado de jogadores veteranos, está à beira de uma eliminação frente à jovial e forte equipe do Oklahoma City Thunder. Está claro que a idade chegou para a maioria deles. Como somente uma zebra salvará o time do bilionário da internet Mark Cuban, o Mavericks caminha para ser, de longe, a maior decepção em matéria de defesa de título que eu vi nestes quase quinze anos acompanhando a NBA.

Provocador, Parker gosta de jogar na casa do rival
Pode até ser um crime de lesa-majestade, mas eu confesso que nunca tive nada contra o Mavericks, inclusive torci para seu sucesso em 2006 e no ano passado. Inegavelmente, jogadores do porte de Dirk Nowitzki e Jason Kidd são merecedores de um anel de campeão e acho até que poderiam ter conseguido isso com alguns anos de antecedência. No entanto, o título de 2011 parece não ter feito muito bem ao time. O Mavericks nunca conseguiu se impor como “o” campeão, em momento algum foi a equipe a ser batida e não conseguiu lembrar as boas atuações da última temporada. Nem mesmo a NBA parece ter dado grande importância a isso, pois não marcou a visita do time ao presidente Barack Obama, como é tradição entre os vencedores das quatro grandes ligas norte-americanas. A desculpa acabou sendo o locaute e o calendário apertado de 2012, o que gerou reclamações raivosas de Cuban. Após a pressão, o encontro na Casa Branca finalmente aconteceu. O desmanche do time com a saída de pelo menos sete jogadores importantes também minou as esperanças texanas e os reforços não surtiram o efeito esperado. Um destes, o ala-pivô Lamar Odom, chegou a cavar uma volta a seu ex-time, o Lakers, durante a época regular. Em suma, desde que o folclórico Cuban assumiu o controle da franquia, este foi um dos elencos mais fracos que passou por lá. Logo, se faltou vestir a carapuça de campeão, também está faltando time.
Embora muito pese contra Dallas, a guerra ainda não está perdida. Nesta noite, a série contra o Thunder se muda para o Texas e os donos da casa precisam vencer a terceira partida da melhor de sete, que costuma ser fundamental para as aspirações de ambos os times. Caso vença, o Mavs ganha moral para o quarto jogo e, se voltar para Oklahoma com 2 a 2 no bolso, a experiência de seus jogadores pode ser um diferencial. Com nova derrota, evitar a varrida já será um feito. Para tristeza de Tony Parker, que revelou que gostaria de eliminar o rival e que se sente bem no hostil ambiente da American Airlines Center que o Spurs sempre enfrenta na casa de Nowitzki e companhia.
Splitter deverá estar em quadra no Jogo 3 contra o Jazz
O brasileiro Tiago Splitter estava no banco de reservas na partida desta quarta-feira (2) contra o Utah Jazz. Se o treinador Gregg Popovich precisasse, certamente o pivô estaria em quadra, mas o técnico resolveu poupá-lo – até porque o San Antonio Spurs conseguiu uma vitória fácil sobre o rival por 114 a 83.
Splitter lesionou o pulso esquerdo durante o Jogo 1 da série, que também terminou com vitória do Spurs. Uma ressonância magnética feita no dia seguinte identificou um pequeno dano estrutural no osso do punho. Nada muito preocupante, é verdade, mas sabemos que o Coach Pop é uma pessoa prevenida.
“Foi uma espécie de entorse. A gente sabe como essas coisas funcionam: basta uma pequena batida para que tudo volte à estaca zero, por isso prefiro esperar até o fim de semana”, observou o treinador, em entrevista ao site Spurs Nation.
Segundo o brasileiro, que foi substituído por DeJuan Blair, o pulso está bem menos dolorido do que nos últimos dias. “Sinto menos dor. Acho que estarei bem para o próximo embate”, afirmou Splitter.
O Jogo 3 entre San Antonio Spurs e Utah Jazz acontece no sábado, em Salt Lake City.
Spurs (2) vs Jazz (0) – Defense, defense

114×83
E o feitiço virou contra o feiticeiro. Se o Utah Jazz queria fazer uma defesa dura, acabaram tendo uma aula do vitorioso San Antonio Spurs nesta quarta-feira (2), no AT&T Center, no segundo jogo da primeira rodada dos playoffs.
Mesmo sem utilizar Tiago Splitter, machucado, o time de Gregg Popovich conseguiu limitar a dupla Paul Millsap e Al Jefferson a apenas 19 pontos e dez rebotes. A vitória foi construída desde o primeiro quarto – o Spurs começou com tudo e abriu 13 pontos logo de cara. O Jazz ainda tentou reagir, mas não foi capaz de reverter o placar.

Nem mereço tanto ( D. Clarke Evans/NBAE via Getty Images)
Defesa forte
Apenas dois jogadores do time visitante alcançaram a marca de dígitos duplos: Josh Howard (10 pontos, 3-9 FG) e Al Jefferson (1o pontos, 5-15 FG), mas precisaram de três tentativas para cada acerto. O aproveitamento geral do time de Salt Lake City ficou em apenas 34%. O segundo quarto em especial foi um desastre para o Jazz – o time marcou meros 11 pontos (5-28 FG), contra 25 dos donos da casa.

Ninguém segura (AP Photo/Eric Gay)
Tony MVParker
Novamente o francês foi o cestinha da partida. O camisa 9 começou mal, acertando apenas um dos primeiros cinco arremessos, mas finalizou com 18 pontos e nove assistências. A tranquilidade da partida foi tanta que nem ele e nem Tim Duncan pisaram na quadra no último período.
Ofense, ofense!
O ataque funcionou bem e todos os titulares terminaram com dígitos duplos. DeJuan Blair e Gary Neal também conseguiram a façanha e somaram 21 pontos. O aproveitamento também foi excelente: 57% dos arremessos de quadra e 100% (10-10) nos lances livres. Da linha dos três pontos, foi de 46% (10-22).
Destaques da partida
San Antonio Spurs
Tony Parker – 18 pontos e nove assistências
Kawhi Leonard – 17 pontos (3-4 3PT) e duas roubadas de bola
Danny Green – 13 pontos, quatro rebotes e três tocos
Tim Duncan – 12 pontos e 13 rebotes
Utah Jazz
Josh Howard – Dez pontos e cinco rebotes
Al Jefferson – Dez pontos e quatro rebotes
Diaw quer permanecer em San Antonio ao final da temporada
O contrato de Boris Diaw com o San Antonio Spurs termina ao fim desta temporada. O ala-pivô foi contratado após deixar o Charlotte Bobcats e vem fazendo um bom trabalho até aqui. Em entrevista recente ao diário francês L’Equipe, o jogador declarou que gostaria de permanecer em San Antonio para o próximo ano.
“Até agora, nada foi decidido. Vamos ver se estarei nos planos da diretoria (para a temporada 2012/2013)”, disse Diaw. “Eu gostaria de ficar porque tudo está bom por aqui. Agora, no entanto, estamos focados nos playoffs. Prefiro esperar para ter esse tipo de conversa ao fim da pós-temporada”, complementou.
Em 20 partidas com a camisa do Spurs, o ala-pivô tem médias de 4,7 pontos e 4,3 rebotes em pouco mais de 20 minutos por noite. Esses números, contudo, enganam um pouco, já que Diaw tem feito um trabalho muito bom enquanto está em quadra, sobretudo na defesa. Em jogos contra Los Angeles Lakers e Dallas Mavericks, por exemplo, ele foi muito bem marcando jogadores como Pau Gasol e Dirk Nowitzki.
Quanto à sua permanência, creio que isso é um pouco mais complexo do que parece. O francês assinou um contrato até o fim desta temporada e está recebendo o mínimo para veteranos. Acho difícil que Diaw renove por mais uma temporada ganhando essa quantia. Bem, como o mesmo disse, esse é um assunto para o final dos playoffs. Falando como torcedor, torço para que ele fique!







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