Arquivo mensal: abril 2012

Verdades e falácias sobre o Spurs

Em sua mais recente coluna Interferência, publicada na última quinta-feira (19), meu companheiro de blog Rafael Proença levantou uma questão interessante: os rótulos que pairam sobre o San Antonio Spurs. O autor do texto lembrou que a equipe texana continua sendo vista como defensiva e pragmática, mesmo jogando de maneira diferente desde o início da última temporada. Isso me motivou a escrever novamente sobre o tema: quais lugares comum em torno do líder da Conferência Oeste são verdadeiros?

Juventude, velocidade... inexperiência?

Conforme explicado pelo Rafael no último texto, aquela ideia de equipe defensiva realmente é falsa. Embora tenhamos bons especialistas, como Danny Green, Kawhi Leonard e Stephen Jackson, estamos longe de ser aquele ferrolho campeão da temporada 2004/2005. Basta olhar para os números. Em apenas três dos 12 jogos que fez em abril, o Spurs não passou dos cem pontos. Além disso, o time texano é o segundo que mais faz pontos por jogo na temporada – a média é de 103, atrás apenas do Denver Nuggets, que marca 103,48 – e a 14ª que mais permite pontos dos adversários.

Mas os rótulos não param por aí. Que tal aqueles que dizem que o Spurs é um elenco envelhecido? Em pesquisa feita em janeiro, a equipe texana tinha apenas o 13º plantel mais velho da liga. Talvez isso tenha mudado com as chegadas de Boris Diaw e, principalmente, de Stephen Jackson, é bem verdade. Mas isso não altera o fato de que nunca o time de San Antonio deu tantos minutos para jogadores jovens quanto agora.

Um dos grandes méritos de Gregg Popovich, R.C. Buford e companhia nas últimas temporadas foi ter renovado a equipe sem trocar nenhuma estrela. Basta ver Green e Leonard ocupando vagas no quinteto inicial. No garrafão, DeJuan Blair e Tiago Splitter disputam o posto de titular – dos quatro, o pivô brasileiro, que completou 27 anos nesta temporada, é o mais velho.

E não é só de fora que vêm os rótulos. Às vezes, nós mesmos não percebemos mudanças na identidade das equipes. Pode ser difícil a princípio, mas temos de admitir que esse novo Spurs tem encontrado dificuldades nos playoffs – fase em que muitos de nós consideram que a equipe é especialista. Mas vale lembrar que os texanos venceram apenas dois dos últimos dez jogos disputados na pós-temporada – as duas últimas séries acabaram com vitórias do Phoenix Suns, por 4 a 0, e do Memphis Grizzlies, por 4 a 2.

Sou sempre contra rótulos no esporte. O Dallas Mavericks não era amarelão? Jason Kidd não era perdedor? Dirk Nowitzki não era pouco decisivo? Às vezes, é preciso um choque como um título para as pessoas passarem a ver mudanças que estão acontecendo diante delas. Os times mudam! O Spurs mudou. É hora de enxergar.

Spurs (46-16) vs Lakers (40-24) – Incontestável!

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O San Antonio Spurs recebeu, nesta sexta-feira (20), o Los Angeles Lakers para o terceiro jogo entre as equipes na temporada. E se o último confronto disputado em solo texano deixou uma impressão ruim e uma dúvida pairando no ar, dessa vez Tim Duncan e companhia trataram de acabar com ela e massacraram o rival por 121 a 97. A partida marcou o retorno de Kobe Bryant ao time angelino, após sete partidas fora.

Parker comemora a vitória com sua dancinha francesa (AP Photo)

Restou alguma dúvida?

Se lembram quando o Spurs foi derrotado pelo Lakers, em San Antonio, tomando um verdadeiro “vareio” nos rebotes, sem Kobe Bryant e com show de Andrew Bynum? Nem faz tanto tempo assim, mas o que se viu em quadra foi completamente diferente desta vez. Se naquela derrota o Spurs permitiu 60 rebotes aos angelinos, desta vez os texanos ganharam a briga lá no alto e ficaram com 42 ressaltos, contra 29 do rival. Bynum, que naquele confronto havia coletado, sozinho, 30 rebotes, desta vez pegou apenas dois.

Três quartos foram suficientes para o trio somar 61 pontos (AP Photo)

O Big Three voltou

Que Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili ainda são a base do Spurs, todo mundo sabe. Mas há quanto tempo os três não terminavam uma partida com 20 pontos cada? Já se vão mais de um ano desde 1º de abril de 2011. Com 21 pontos de Duncan, 20 de Parker e outros 20 de Manu, ficou difícil para o Lakers. Os números só não foram maiores porque só Ginobili pisou em quadra no último quarto, e por apenas quatro minutos.

Nem parece o Spurs

Ainda estranho quando vejo o San Antonio Spurs ultrapassando a barreira dos cem pontos. Há alguns anos, a equipe não chegaria a 121 tentos nem se houvessem quatro ou cinco prorrogações. Este, aliás, foi um dos assuntos da última coluna Interferência, de Rafael Proença. Contra o Lakers, o Spurs chegou à contagem centenária restando praticamente oito minutos ainda por jogar. Um desempenho ofensivo espetacular, fruto do ótimo aproveitamento de 61% nos tiros de quadra.

O "fortinho" Diaw, aos poucos, ganha mais relevância na equipe (AP Photo)

Que isso, gordinho? Que isso?

Vou analisar aqui o desempenho dos dois “gordinhos” do time de San Antonio, que vivem momentos opostos. O primeiro é Boris Diaw, que parece estar se soltando. O francês saiu do banco e ficou 24 minutos em quadra, anotando oito pontos e cinco rebotes. Mas mais do que os números, o ala-pivô conseguiu exercer ótima marcação sobre Pau Gasol, limitando o espanhol a apenas quatro acertos em dez arremessos tentados, além de ter atormentado o angelino no ataque, se movimentando por toda a quadra.

O outro é DeJuan Blair, o jovem que chegou arrebentando em San Antonio há duas temporadas e agora parece cada vez mais dispensável. Primeiro perdeu o lugar no time titular para Tiago Splitter, que nos dois jogos contra o Lakers começou em quadra. Agora, perdeu espaço até no banco. Nesta sexta, ficou apenas sete minutos em quadra, todos eles quando o confronto já estava decidido.

 Teimosia

Gregg Popovich é um dos melhores – se não o melhor – técnico da NBA, mas algumas pequenas coisas me irritam no treinador. Uma delas é a sua teimosia em escalar Gary Neal como armador principal nos momentos em que Parker descansa. O camisa 14 é um excepcional arremessador, um dos melhores em toda a liga, mas não é muito inteligente com a bola nas mãos. Armando o jogo, é comum vê-lo se enrolando com marcações um pouco mais pressionadas, ou então forçando chutes em momentos inapropriados, ao invés de acionar seus companheiros. Nos playoffs pode ser um problema. Confiar mais em Patrick Mills pode ser uma alternativa melhor.

Destaques da Partida

San Antonio Spurs

Tim Duncan – 21 pontos e oito rebotes

Tony Parker – 20 pontos e dez assistências

Manu Ginobili – 20 pontos, sete assistências e seis rebotes

Gary Neal – 12 pontos

Los Angeles Lakers

Kobe Bryant – 18 pontos

Andrew Bynum – 17 pontos

Matt Barnes – 14 pontos e cinco rebotes

Lorbek e De Colo cada vez mais perto de reforçar o Spurs

Eis um dos melhores pivôs da Europa!

O San Antonio Spurs deverá ter dois reforços vindos do exterior na próxima temporada. O primeiro deles é o pivô esloveno Erazem Lorbek, jogador do Barcelona. O segundo também vem do basquete espanhol, mas é conterrâneo de Tony Parker e Boris Diaw. Trata-se do armador francês Nando de Colo, do Valência.

De acordo com o site Tubasket, o Barcelona vem dando a saída de Lorbek como certa. Aos 28 anos, o esloveno, de 2,08m, já ganhou tudo no basquete europeu e estaria disposto a correr o risco de “tentar” a NBA. Ainda segundo a matéria, Lorbek se sentiria confortável em ir para o Spurs pelo fato de a franquia acolher bem os jogadores estrangeiros. Além disso, o atleta jogou uma temporada na NCAA (basquete universitário norte-americano) e domina a língua inglesa – o que é muito importante, sobretudo para um veterano. Vale lembrar que Erazem Lorbek teve seus direitos transferidos do Indiana Pacers para o San Antonio Spurs devido à troca que tirou George Hill do time texano.

O outro reforço que deve chegar é o armador Nando De Colo – draftado em 2009 pelo Spurs. O francês, que completa 25 anos em junho, está em seu último ano de contrato com o Valência e disse recentemente que deseja ir agora para a liga americana de basquete. “A NBA é a minha grande meta nesse momento”, disse. Me sinto pronto; é meio que agora ou nunca para mim. Esses anos todos na Europa me ajudaram a crescer”, completou.

De Colo é velho conhecido de Tony Parker e Boris Diaw

Ao que parece, Gregg Popovich poderá mesmo contar com os dois na próxima temporada. No meu ponto de vista, Lorbek cairia como uma luva nesse time. Além de ser (muito) experiente, o esloveno é um atleta completo, versátil – daqueles que fazem de tudo um pouco dentro de quadra. Minha dúvida, neste caso, é o futuro dos outros pivôs do elenco.

Dando uma rápida olhada nos salários da equipe, vejo que DeJuan Blair está em seu penúltimo ano de contrato – sendo que ele terá uma Team Option na próxima temporada, ou seja, a franquia que irá escolher se mantém esse vínculo vigente ou se deixa ele testar o mercado. Blair vem jogando mal e parece gozar de pouca confiança por parte do treinador. Acho difícil que os dirigentes do Spurs continuem com ele se Lorbek realmente vier.

Neste bolo, há também Boris Diaw, que assinou até o final do ano, mas que pode ganhar um novo contrato se mantiver o bom desempenho das últimas partidas.

Nando de Colo, por outro lado, pode até ser muito útil, mas o Spurs acabou de assinar com Patrick Mills e eu, particularmente, gosto do basquete do australiano. Acontece que ele terá uma Player Option na próxima temporada, o que quer dizer que ele poderá ir embora se receber uma boa oferta de qualquer outro time. Caso Mills vá embora, acho que a vinda do francês é válida. Se Patty Mills ficar, De Colo poderia estender sua estadia por pelo menos mais um ano na Europa. Tudo vai depender, claro, de como esse jogadores citados (Blair, Diaw e Mills) reagem ao “efeito-playoffs”.

Abaixo você acompanha um mix com jogadas de ambos. Dá só uma olhada!

Spurs (45-16) vs Lakers (40-23) – Temporada Regular

San Antonio Spurs vs Los Angeles Lakers – Temporada Regular

Data: 20/04/2012

Horário: 22h30 (Horário de Brasília)

Local: AT&T Center

Na TV: ESPN

É a chamada “nega”! Depois de mais de três meses sem dividirem a mesma quadra, San Antonio Spurs e Los Angeles Lakers já se enfrentaram duas vezes neste mês, com uma vitória para cada lado – até aqui, os visitantes sempre levaram a melhor. Agora, nesta sexta-feira, os rivais da Conferência Oeste farão o último jogo entres eles antes dos playoffs. Os texanos vêm de cinco vitórias seguidas e tentarão se manter à frente do Oklahoma City Thunder, enquanto os angelinos deverão contar de novo com Kobe Bryant.

Série na temporada (1-1)

11/04/2012 – Spurs 84 vs 98 Lakers

O Spurs não encontrou resposta para Andrew Bynum, que deixou a quadra com 16 pontos e incríveis 30 rebotes – recorde em sua carreira. Pelo lado texano, destaque para Danny Green, que anotou 22 pontos e três rebotes.

17/04/2012 – Spurs 112 @ 91 Lakers

Se retratando da má exibição no primeiro duelo entre as equipes, Tony Parker comandou o atropelamento, com 29 pontos e 13 assistências. Tim Duncan (19 pontos e oito rebotes) e Manu Ginobili (15 pontos, seis rebotes e quatro assistências) também se destacaram.

San Antonio Spurs

PG – Tony Parker

SG – Danny Green

SF – Kawhi Leonard

PF – DeJuan Blair/Tiago Splitter

C – Tim Duncan

Fique de Olho – No último jogo contra o Lakers, Splitter começou como titular, mas não foi muito bem e viu Boris Diaw ser eficiente na marcação sobre Pau Gasol. Na vitória sobre o Sacramento Kings, no entanto, o brasileiro se destacou, com 17 pontos e sete rebotes. Quem inicia o jogo desta vez? DeJuan Blair, na teoria, também está na briga.

PG – Ramon Sessions

SG – Kobe Bryant

SF – Metta World Peace

PF – Pau Gasol

C – Andrew Bynum

Fique de Olho – A Mamba Negra deverá estar de volta ao quinteto titular do Lakers nesta sexta-feira, após perder sete jogos seguidos com uma contusão na canela esquerda. Com média de 28,1 pontos por partida, Kobe é o principal pontuador desta temporada e será um bom teste para Green e Leonard pegarem experiência antes da pós-temporada.

Com bela enterrada, Adam Hanga ganha destaque na Espanha

Hanga (dir.) vem jogando melhor do que era esperado

O ala-armador húngaro Adam Hanga, recrutado em 2011 pelo San Antonio Spurs, vem jogando bem na Liga Endesa – o Campeonato Espanhol de basquete. Vestindo a camisa do Assignia Manresa, o atleta tem médias de 7,6 pontos, três rebotes e duas assistências em pouco mais de 20 minutos por noite.

Embora esteja se saindo bem em seu primeiro ano na Espanha, o jogador ainda é muito cru para tentar a sorte na NBA e deverá permanecer por mais alguns anos no basquete europeu. Pelo que podemos observar, no entanto, um dos seus pontos fortes é o atleticismo. Dá só uma olhada na enterrada que ele deu recentemente por lá (a jogada é a primeira deste vídeo).

E mais…

Tudo bem com Manu Ginobili

Manu Ginobili - San Antonio SpursManu Ginobili assustou os torcedores durante a partida de quarta-feira (18) contra o Sacramento Kings. No quarto período, o argentino se chocou feio com Tyreke Evans. O camisa 20 foi imediatamente para os vestiários e lá ficou até o final do embate. Apesar do susto, Ginobili sofreu apenas um pequeno corte abaixo da orelha e deverá atuar na sexta, contra o Los Angeles Lakers.