Arquivo mensal: abril 2012

Twitcam comemorativa do Spurs Brasil

Março foi um mês histórico para o Spurs Brasil. Impulsionado pela chegada de Stephen Jackson pelo San Antonio Spurs – que rendeu três recordes seguidos de visitas diárias no blog – nós superamos por mais de três mil cliques nosso antigo mês mais movimentado, que havia sido janeiro de 2011. E nada melhor do que comemorar ao lado dos responsáveis por isso: nossos leitores!

Nesta terça-feira (3), a partir das 18h30, Bruno Pongas e Lucas Pastore estarão juntos para uma Twitcam especial comemorativa do recorde. Além disso, o evento servirá como aquecimento para o jogo contra o Cleveland Cavaliers, que acontecerá às 20h e abrirá o último mês da temporada regular para o Spurs. Imperdível!

Popovich é eleito o melhor técnico do mês no Oeste

Manja muito!

O técnico Gregg Popovich, do San Antonio Spurs, foi eleito pela segunda vez consecutiva o melhor treinador da Conferência Oeste nesta temporada. Pelo lado Leste, quem ficou com o prêmio foi Tom Thibodeau, comandante do Chicago Bulls.

Popovich liderou sua equipe ao recorde de 12 vitórias e apenas três derrotas em março (80% de aproveitamento). Nos últimos dez jogos, o San Antonio Spurs venceu nove, sendo sete deles de forma seguida.

Ao longo dos dois últimos meses, a franquia texana venceu 23 vezes e saiu de quadra derrotada em apenas cinco oportunidades (82,1% de aproveitamento) – melhor marca da NBA no período.

Essa foi a 14ª vez que o treinador levou o prêmio de técnico do mês para casa e apenas a segunda vez na carreira que a homenagem aconteceu de forma consecutiva. A última vez havia sido nos meses de novembro e dezembro de 2010. É importante ressaltar que Popovich é o técnico que mais vezes foi premiado na história.

“Foi bom para ambos”, diz Popovich sobre troca de Hill

Pai e filho...

Rever George Hill na noite do último sábado (31) foi muito especial, sobretudo para o treinador Gregg Popovich.

Antes de vencer o Indiana Pacers, o técnico do San Antonio Spurs foi interpelado por um repórter que estava no Texas cobrindo o time rival. De acordo com o jornalista, Hill havia dito à imprensa de Indiana que Pop era como uma pai para ele. “Você está tentando me fazer chorar. Tipo, eu chutei ele pra fora de casa”, brincou o treinador, antes de contar boas histórias sobre seu antigo pupilo.

“Disse publicamente que ele era meu jogador favorito diversas vezes e por vários motivos. Quando George chegou aqui, mal sabia fazer um pick-and-roll. Quando o vi pela primeira vez pensei – meu Deus, o que vamos fazer com esse garoto? Aí ele começou a trabalhar duro – antes e depois dos treinamentos – e se tornou uma pessoa querida por todos”, disse.

Para Popovich, Hill cresceu muito desde que chegou a San Antonio – como jogador e também como pessoa. Segundo ele, o armador sequer abria a boca nos seus primeiros dias, mas aos poucos foi se enturmando e encantou a todos. “George é uma pessoa inacreditável, um ser humano incrível”, explicou. Antes que o discurso começasse a ficar muito sentimental, no entanto, Pop usou seu humor sarcástico para desviar o foco. “Mas no final das contas eu acabei mandando ele pra longe porque sou um babaca”.

Para finalizar, o treinador revelou que enviá-lo de volta à sua terra natal foi a desculpa perfeita para aceitar a troca com o Pacers. “Essa foi meio que minha desculpa e permitiu que eu conseguisse dormir tranquilamente por um bom tempo”, afirmou. “Minha esposa ficou furiosa comigo e o time todo ficou chocado, mas no final das contas acabou sendo bom para ambos”, pontuou.

Um mês para alcançar o Thunder. Dá?

Sou daqueles que acredita que o San Antonio Spurs ainda está um degrau abaixo de Chicago Bulls, Miami Heat e Oklahoma City Thunder. Mas não dá para não ficar empolgado com a fase que vive a equipe texana. São sete vitórias consecutivas – melhor sequência da NBA no momento – e a primeira colocação da Conferência Oeste, que parecia um sonho distante no começo da temporada, começa a ficar alcançável.

Hoje, o Spurs, que tem campanha de 36-14, está três jogos atrás do Thunder, que aparece com 40-12. O problema é que o time de Kevin Durant e companhia também está pegando fogo e vem de seis vitórias seguidas. Além disso, o Spurs tem apenas um mês – ou 16 partidas – para tirar essa diferença.

Final de Conferência?

Por isso, resolvi usar hoje este espaço para dissecar o calendário do Spurs em abril. A série de jogos não é das mais fáceis e o banco de reservas será importante neste período. Vamos aos adversários do mês, listados por mim em ordem de importância:

Los Angeles Lakers (11/4 @ San Antonio, 17/4 @ Los Angeles, 20/4 @ San Antonio)

Não, não é primeiro de abril; o Spurs vai mesmo enfrentar o Los Angeles Lakers três vezes neste mês. Três! Os jogos podem decidir o futuro das franquias nos playoffs: três derrotas podem fazer com que a equipe texana seja ultrapassada pelo rival, enquanto três vitórias podem derrubar os angelinos para a quarta colocação e evitar um confronto na semifinal de conferência. O time de San Antonio é um dos que melhor sabe lidar com Kobe Bryant e tem candidatos de sobra para marcá-lo, como Danny Green, Kawhi Leonard, Stephen Jackson e até Manu Ginobili. O problema será minimizar os danos causados por Pau Gasol e Andrew Bynum – que faz sua melhor temporada da carreira.

Phoenix Suns (14/4 @ San Antonio, 25/4 @ Phoenix)

Comandado pelo sempre genial Steve Nash, o Phoenix Suns é, talvez, o time que mais melhorou depois da pausa para o All-Star Game e já sonha com uma vaga na pós-temporada. Resta saber se o elenco, que não é dos mais profundos, conseguirá manter o alto nível por mais um mês. Se conseguir, será um adversário duro.

Memphis Grizzlies (12/4 @ San Antonio)

Confesso que tenho arrepios quando vejo o Memphis Grizzlies se acertando nessa reta final de temporada regular. O forte garrafão formado por Zach Randolph e Marc Gasol, que nos eliminou o ano passado, ganhou os reforços de Rudy Gay e Marreese Speights. Não quero pegar esses caras de novo nos playoffs! Uma vitória nesse jogo será importante para ganhar confiança caso o confronto volte a acontecer.

Utah Jazz (8/4 @ San Antonio, 9/4 @ Utah)

Muitas equipes boas da Conferência Oeste vão ter que jogar tudo em abril para conseguirem a classificação para os playoffs. O Utah Jazz é um desses times que está na briga e vai encarar o Spurs duas vezes em noites seguidas. Será um bom teste para o garrafão texano, tão criticado na última pós-temporada, já que do outro lado estará uma sólida rotação, formada por Paul Millsap, Al Jefferson, Derrick Favors e Enes Kanter.

Boston Celtics (4/4 @ Boston)

Com um banco enfraquecido e com o elenco envelhecido, o Boston Celtics desta temporada é o pior dos últimos anos. Mesmo assim, é uma equipe encardida, com defesa forte e que sempre costuma complicar a vida do Spurs. Jogo duro, ainda mais por ser fora de casa.

Portland TrailBlazers (23/4 @ San Antonio)

Com um começo arrasador e um elenco talentoso, o Portland TrailBlazers iniciou a temporada assustando – eu mesmo apostava em uma campanha de sucesso para a equipe. Mas o time desandou, despencou na tabela e ensaiou um desmanche na janela de transferências, negociando alguns jogadores em troca de jovens, como Jonny Flynn e JJ Hickson. De qualquer modo, ainda é um time bem perigoso.

Cleveland Cavaliers (3/4 @ Cleveland, 22/4 @ San Antonio)

Na próxima terça-feira, o Cavaliers será o primeiro adversário do Spurs em abril. A equipe ainda sonha com uma vaga nos playoffs, mas sofre com contusões – o brasileiro Anderson Varejão ainda deve demorar para voltar, enquanto Kyrie Irving é dúvida para a partida. Se o armador não jogar, a vitória vira quase uma obrigação para o time de San Antonio. Na segunda partida, o Cavs já deve estar eliminado e pensando em uma boa escolha de Draft, o que deve facilitar a vida do Spurs, que pode até pensar em poupar alguns veteranos neste duelo.

Golden State Warriors (16/4 @ Golden State, 26/04 @ Golden State)

Richard Jefferson voltará a se encontrar com o Spurs nestes dois jogos. Minado por lesões dos sempre machucados Stephen Curry e Andrew Bogut, o Golden State Warriors já não sonha com muita coisa nessa temporada e já começou a abrir espaço para seus jogadores mais jovens, como o perigoso novato Klay Thompson. Por isso, se nada de excepcional acontecer, a tendência é que os texanos sejam favoritos para os confrontos.

Sacramento Kings (18/4 @ Sacramento)

Embora comece a dar mostras de que tem um elenco jovem e promissor, o Sacramento Kings faz mais uma temporada ruim. Mesmo assim, é uma equipe que sempre complica o Spurs – neste ano, já roubou uma vitória em San Antonio e se tornou o primeiro visitante a vencer no AT&T Center na temporada. É bom ter atenção nesta partida.

New Orleans Hornets (6/4 @ San Antonio)

Um dos elencos mais modestos da liga – a última colocação na Conferência Oeste não é acidente -, o New Orleans Hornets ainda sofre com as contusões de jogadores importantíssimos, como Eric Gordon e Chris Kaman. Mesmo assim, o time, ciente de suas limitações, é bastante aplicado e costuma dar trabalho para o Spurs. De qualquer jeito, talvez seja um bom jogo para usar bastante o banco e poupar os veteranos.

Após derrota, George Hill fala sobre o novo momento do Spurs

Que dupla!

George Hill voltou a San Antonio e saiu de quadra derrotado. Após um começo nervoso, se ajustou aos poucos e ajudou o Indiana Pacers a se manter vivo na partida durante o segundo tempo. Ao final do embate, o placar apontava 112 a 103 para os texanos, contagem pouco comum na época em que o armador vestia as cores preta e prata.

“Eles (Spurs) encontraram uma maneira de continuar jogando. Sabemos que agora eles fazem mais pontos, chegam sempre à casa dos cem, algo que antigamente era difícil de se ver. Nós éramos um time que sempre ficava entre os 90 pontos e segurávamos os adversários com mais ou menos 80. Agora eles fazem 117, 110, coisas assim. O Spurs vem tentando ficar mais jovem e isso tem ajudado bastante”, analisou o camisa 3.

No reencontro com os velhos companheiros, Hill anotou nove pontos, pegou sete rebotes, distribuiu seis assistências e ganhou elogios do amigo Tim Duncan. “Foi muito legal vê-lo novamente”, disse Timmy. “George é um cara bacana e nós sentimos muita falta dele. Foi divertido poder vê-lo aqui em San Antonio”, concluiu.